Quinta-feira, 30 de Agosto de 2012

É Oficial

O Gume suicida-se mas deixa descendência:

 

ESCRÍTICA DA RAZÃO PURA


em www.blogotipos.blogs.sapo.pt.

 

 

E, para os que gostam de crónicas:

 

OPINIÃO CRÓNICA


 em www.opiniaocronica.blogs.sapo.pt

 

A quem deixou saudades, obrigado. A quem deixou azia: é bem feito. A quem ficou indiferente: que se lixem.

Golpe por Miguel João Ferreira às 14:39
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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

O Gume Descansa

O Gume não está morto mas pausado. E enquanto por cá dura o interregno, podem visitar coisas risíveis (e talvez por vezes também para rir) em Poncheline: www.poncheline.blogspot.com.

 

Um abraço por igual a leitora(s) e leitor(es),

 

Do repousante Gume.

 

Até breve.

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:58
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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

Fair-Pay (O L Perdeu-se No Atentado)

Na CAN o Togo volta para casa depois do ataque sofrido em Cabinda. Agora, as democráticas autoridades angolanas aproveitam a onda para controlar melhor a sua população. Supostamente, tudo isto era desporto. Quem paga é o preto, literalmente falando; o comum, entenda-se.

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:05
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D' ETA Vez É A Sério!

Finalmente Portugal começa a ganhar créditos internacionais e a merecer o respeito dos terroristas de craveira. Depois da detenção de separatistas bascos em Torre de Moncorvo, considera-se, não sem certa dose de orgulho, que pode realmente estar a materailizar-se a constituição de uma base operacional desse reputado grupo terrorista nas acolhedoras paisagens das nossas serras e praias. Cansados da aspereza dos espanhois, os herriabatasunienses escolhem o seio luso para ganhar forças e fazer mais fogos de artificio com as casas e os carros dos amigos d'El Rei. O terrorismo tem um fascínio pela pirotecnia e, como se sabe, Portugal é mestre nessa arte. Assim, numa conjuntura perfeita, acolhemos reputados conspiradores, damos-lhes descanso e sol e ainda os ensinamos a mandar foguetes, recolher as canas e, porque não, a fazer a festa. Por antecipação, deixamos já uma amostra de um bailinho da Madeira:

 

                  

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:23
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Domingo, 10 de Janeiro de 2010

E Depois Dos Votos, Obama Para Toda A Gente!

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Poderooooooooosooo!!!
Sem Som: Dance The Can Can
Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 17:35
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Dióxido de Carbono Em Minha Casa (Por Cada Vez que Respiro)

-1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC -1ºC

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Fo%&-=@ Com Frio!
Sem Som: Like A Stranger IN Moscow
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Golpe por Miguel João Ferreira às 17:12
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Sábado, 9 de Janeiro de 2010

Liberdade Individual A Votos (Menos Mal, Aprovada)

Aprovado o casamento homossexual. O português faz um esforço e tende a ficar um pouco menos retrógrado. Mas teve de ir a votos. A votos! A próxima votação a ocorrer no parlamento (não faltará) é saber se poderei ou não poderei ir cagar. Espero que votem sim, pois tenho muita vontade.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 17:28
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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

BPN (The Bank Robbers)

BURLA

PÚBLICA

NACIONALIZADA

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Golpe por Miguel João Ferreira às 17:44
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Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

White Out (Para o Fim do Filme)

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Golpe por Miguel João Ferreira às 11:16
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Melancolia De Um Dia de Inverno (O Inverno do Nosso Descontentamento)

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Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: não me sinto
Sem Som: I'm raining in the song (should I be singing in the rain?)
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Golpe por Miguel João Ferreira às 11:13
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Sábado, 2 de Janeiro de 2010

Das Lágrimas

O Grande Senhor (louco): Alguém chora... Quem chora?

O bobo (que chorava): Inferno! Nascemos a chorar! Morreremos depois de chorar bastante!

 

In Ran - Os Senhores da Guerra, de Akira Kurosawa.

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Golpe por Miguel João Ferreira às 12:40
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The Book and The Cover

O ovo da serpente é belo e branco.

O ovo do pardal é sujo e pardo.

O pássaro passageiro olhando os dois ovos, prefere chocar o ovo branco.

A serpente sai de lá de dentro e come o pássaro!

O pássaro estúpido que julgou a aparência.

 

O bobo, In Ran - Os Senhores da Guerra, de Akira Kurosawa, reinvenção no Japão Feudal dos samurais de King Lear de William Shakespeare.

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Lúcido
Sem Som: The Book and The Cover, Suzanne Vega
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Golpe por Miguel João Ferreira às 11:51
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Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

2010 - O Gume Está Lavado De Fresco!

 

... Mas o cheiro é o mesmo...

 

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Feliz dois mil e desce.

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Golpe por Miguel João Ferreira às 21:49
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Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009

Adeus Ano Velho!

Ano Novo, Vida Nova,

Ir ao Céu, antes da cova,

Tornar o sonho real!

 

Vida velha, já te afasto,

Só eu importo e me basto!

Que mais eu tenho afinal?

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Golpe por Miguel João Ferreira às 23:59
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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

História de Família (De 1 a 7)

  

A prima,

segundo um

terceiro, formou uma

quadrilha que, por fachada tocava num

quinteto a cada

sexta-feira e roubava

sete dias por semana...

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Golpe por Miguel João Ferreira às 19:03
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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

A Vantagem da Ingenuidade

A criança abriu o livro e mergulhou lá para dentro. Não sabia que coisas iria encontrar. Sabia apenas que o quer que fosse seria extraordinário. A única coisa que a criança não admite é a banalidade.
À medida que cresce torna-se mais tolerante e habitua-se:
A maturidade constrange a imaginação.

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Golpe por Miguel João Ferreira às 19:18
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Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

Liliana (Um Livro Aberto)

Com medo de partir, lia o folhetos das agências de viagens e sentia-se longe. Uma vez jurou ter visto Robinson Crusoe. Lamentou-lhe a condição de náufrago, mesmo com Sexta-Feira.

(E afinal era ela quem vivia numa ilha deserta...)

Golpe por Miguel João Ferreira às 22:44
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Domingo, 27 de Dezembro de 2009

Estranha Rábula

Um dia sem ler, é um dia perdido - Leão X de Castela.
Leão de Castela morreu mais novo, depois de Deus lhe descontar da vida os dias em que não leu.

- O caso é justo - comentou o povo - Também nos roubou vida o seu imposto.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:56
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Sábado, 26 de Dezembro de 2009

Do Medo (Livre/o Abordagem)

O seu livro de cabeceira era a posologia da aspirina. Florentina Hipocondríaca só se sentia segura com a leitura contínua desse manual. Chegava a levá-lo para as compras, e lia-o atentamente antes de pegar num kilo de maçãs ou de pagar a carne no talho.
Florentina era uma pequena parte da sociedade exterior, uma parte ínfima de si mesma.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:55
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Sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009

Justiça Terrestre (À Falta da Divina)

 

 

 

Bento XVI levou nas ventas. Minha filha, louvada sejas!

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:52
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Sras. E Srs., Parece Certo, O Gume Vai Preso...

Porque é Natal, a Carris respondeu; e o Gume, que não se cala, respondeu à resposta:

 

OS LADRÕES:

 

Exmo. Senhor

Miguel João Ferreira

Recepcionamos a sua reclamação via Livro de Reclamações e e-mail que agradecemos e mereceram da nossa parte a melhor atenção.

 Considerando e analisado o assunto em epígrafe, confirmamos que V. Exa. viajava sem título de transporte válido, situação passível de coima.

De acordo com a lei em vigor (Lei 28/2006, de 4 de Julho) considera-se título inválido o título de transporte nominativo cujo registo electrónico se encontre adulterado ou danificado. A falta de título de transporte válido, a exibição de título de transporte inválido ou a recusa da sua exibição está sujeito a uma coima, nos termos da mesma lei.

Recordamos que foi autuado com o Auto de Notícia nº 55327, no dia 11-12-2009, pelas 12h 34, no autocarro nº 2237, que circulava na Av. da República, na carreira nº 732, com destino a Caselas, porque ao ser abordado pela fiscalização apresentou o cartão Lisboa Viva nº 002 001060376, sem possibilidade de leitura.

 No dia 15-12-2009 foi emitido o Auto de Noticia nº 53540, pelas 12h 11, no autocarro nº 2323, que circulava no Marquês de Pombal, com destino ao Restelo, na carreira nº 727, porque ao ser abordado pela fiscalização, se recusou a mostrar o seu cartão.

Face aos argumentos apresentados, consideramos que a autuação deverá manter-se, pelo que esclarecemos, que V. Exa. dispõe de cinco dias para proceder ao pagamento voluntário das coimas no valor de 113,40 € cada uma, pelo valor mínimo deduzido de 20% (112,00 € cada uma), acrescido do valor da viagem (1,40 € cada uma), o que poderá fazer:

- pessoalmente, nos nossos serviços de Fiscalização Comercial, em Santo Amaro, Rua 1º Maio 101/103, Lisboa, em qualquer dia útil entre as 09h00 e as 16h30;

- por Vale de Correio, enviado para a Sede Executiva: Alameda António Sérgio, nº 62  -  2795–221 Linda-a-Velha, e deverá ser indicado o número do Auto de Notícia e nome completo do(a) autuado(a);

- por cheque, à ordem de Companhia Carris de Ferro de Lisboa e enviado para a Sede Executiva. No verso do cheque deverá ser indicado o número do Auto de Notícia. O recibo será emitido apenas após boa cobrança;

- por transferência bancária, para a conta da Companhia Carris de Ferro de Lisboa no Banco Santander Totta com o seguinte NIB 0018 0000 00082260001 21, devendo ser indicado o número do Auto de Notícia e enviado à Sede Executiva ou endereço de e-mail TR.OF.DF@CARRIS.PT o comprovativo do pagamento efectuado indicando o número do Auto de Notícia e nome completo do(a) autuado(a).

Se efectuada por Multibanco deverá ser enviada para a Sede Executiva ou endereço de e-mail TR.OF.DF@CARRIS.PT cópia do talão de transferência efectuada, com referência ao número do Auto de Notícia e nome completo do(a) autuado(a). Deve também enviar-nos o NIB e o nome do titular da conta de origem dos valores.

Se efectuada através de “home banking” deverá ser indicado o número do Auto de Notícia e enviada a prova de transferência efectuada com sucesso, com indicação do nome completo do(a) autuado(a), para TR.OF.DF@CARRIS.PT, para a emissão do respectivo recibo, documento de prova do pagamento efectuado.

A coima só é considerada liquidada após a emissão do respectivo recibo e para a emissão deste é necessário saber o número do Auto de Notícia a que corresponde determinado pagamento.

Findo o prazo de pagamento, os processos serão remetidos ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT), Av. das Forças Armadas, 40, 1649-022 Lisboa, e-mail IMTT@IMTT.PT, de acordo com a lei em vigor, conforme extracto no verso dos Auto de Notícia em seu poder.

Por último, informamos que, conforme legalmente estabelecido, sempre que é registada uma reclamação no “Livro de Reclamações”, a mesma é remetida para conhecimento ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, I.P. (IMTT), bem como cópia do presente e-mail.

Com os melhores cumprimentos.

Pl’ O Provedor do Cliente

     A. A.

Gab. Provedor do Cliente

         www.carris.pt

 


From: .PROV (Provedor do Cliente) <prov@carris.pt>
Date: 2009/12/24
Subject: F. Reclamação 14076255 - 14076256 (M4699-09)
To: SegundoGumeXXL
Cc: imtt@imtt.pt

 

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E O GUME:

 

Sr. A. A. (infelizmente, vejo-me impedido de retribuir o epíteto de Excelentíssimo por não encontrar excelência na Carris),

Começo por dizer que o meu e-mail de protesto foi enviado para o Conselho de Admnistração da Carris e não para o provedor do cliente, portanto é do Conselho de Administração e não do provedor que eu exijo uma resposta. Na minha reclamação incluí também, como deveria saber quem supostamente leu com "a melhor atenção" o que escrevi, queixas legítimas sobre as respostas miseráveis que o provedor dá aos clientes, como uma vez mais se comprova já que, de um texto com seis páginas, vejo apenas a exigência do pagamento das multas, sem a mínima preocupação com as razões e denúncias por mim apresentadas, de situações várias, muito sérias, em que a Carris continua a falhar.

O pedido de indulgência que vos fiz, face à legitimidade das minhas razões, não era tanto por mim, mas por vós, já que dava, como ainda dou, apesar de tudo, a oportunidade à Carris de se corrigir. Aproveite pois a Carris a época natalícia para efectivamente ganhar vergonha e pensar nos clientes em lugar do lucro.

Assim, como disse, não aceito mais respostas de quem não tem categoria para as dar e exijo que o Conselho de Admnistração dê a cara e me responda, como deve, à carta que enviei, quer por e-mail, quer por carta registada com aviso de recepção. Como espero resposta devida aos diversos problemas da Carris que fiz notar e à matéria exacta constante da reclamação que fiz no livro de reclamações no Alto de Santo Amaro.

Podem desde já a Carris e o Ministério dos Transportes (igualmente em anexo, como fez questão de o colocar) saber que NÃO VOU pagar qualquer multa a não ser que o dinheiro me seja roubado, à força. Qualquer das multas, como tive oportunidade de explicar no texto que fez questão de não ler devidamente, apesar da sua introdução de etiqueta pré-formatada, foi-me passada porque eu, contra dinheiro e conveniências, me votei a defender um princípio. E, pela defesa desse princípio, estou disposto a ir às últimas consequências: A CARRIS NÃO ENRIQUECERÁ À MINHA CUSTA, NEM QUE EU TENHA DE PAGAR ESSAS MULTAS COM DIAS DE PRISÃO. Pode pois o Sr. provedor enfiar os seus decretos e exigências anexas no antro empresarial ou privado que bem lhe aprouver e que lhe faça um óptimo proveito.

Boas Festas,

Miguel João Ferreira.

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Em 2010 vou escrever de Caxias "A História do Homem Bom, Uma Utopia". Vai ser o meu primeiro romance com mais de 100 palavras!

 

No Natal só vejo uma função: acentuar a tristeza. As pessoas são merda.

 

P.S: Alguém pode passar às bestas em geral a mensagem de que "recepcionar" não existe? O substantivo é "recepção", o verbo é "receber" e no passado, para não se confundir com o presente, o primeiro "a" leva um acento agudo? É um país de doutores e de canudos, e cada um mais ignorante que o outro...

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:57
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Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

O Anticristo (Quase Literal)

 

 

Dizem que é Natal. Não vi ninguém nascer que me interesse. Não vejo ninguém morrer que me sirva ou que, não servindo, o mereça. É Natal, efectivamente, nas tradições sociais da hipocrisia alheia. Eu, alheio a toda essa natalidade plástica das pessoas mecânicas, estou-me cagando.

Que Farei Com Estes Gumes?: , ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 19:17
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Sonha E Serás Mestre!

 

 

Sara comprou um livro de sonhos.
A primeira lição foi: «QUEBRAR AS REGRAS».

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Golpe por Miguel João Ferreira às 19:13
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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Rouba em Paz E Que A Benção/ Crise Te Acompanhe...

Um padre protestante veio ontem dizer que, dada a crise, em desespero, caros fieis, nao faz mal roubar. Sem dúvida uma forma protestante (de protesto) de afirmar um ponto de vista. Esta, abeçoada! Aleluia! Estamos de regresso aos velhos tempos em que fazer merda tem a benção de Deus!

 

 

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Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

Lisboa Está de Luto (Temporariamente)

Devido a um incêndio no edifício, o Hot Club, na Praça da Alegria, o bastião do jazz em Porugal, por onde passou, entre muitos outros, um Sr. com S maiúsculo, como Count Basie, o Hot Club ficou inundado (no combate ao fogo) e sofreu lamentáveis danos materiais. O Gume celebra o lugar e as pessoas que o põe de pé, com um post simples e votos de um regresso em breve. Para apressar os bons ventos, uma imagem de The Bird... senhoras e senhores, Charlie Parker:

 

 

                    

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Golpe por Miguel João Ferreira às 14:36
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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Segundo Gume Apresenta...Mais Coisas Boas da Igreja Católica (E De Outras Que Tais)

Na história de Judá e de Tamar (Bíblia, Gn. 38-15), pequeno interregno na história de José, explica-se a dado ponto que, Judá, vendo Tamar, a tomou "por uma prostituta, pois ela cobrira o rosto".

Ou seja, fazia parte dos costumes de então, as senhoras da vida, como eufemisticamente se conhecem, cobrirem as róseas faces para indicar a sua profissão e que estavam no activo.

Pergunto-me estupidamente e sem, sinceramente, querer ofender alguém:

Como se explica que hoje em dia as senhoras orientais tenham o dever social e religioso de cobrir o rosto? Noto aqui alguma discrepância. Quererão os padres, rabis, ayatolas e restantes cavalheiros das religiosidades explicar estas confusões culturais antes de serem verbal e idealmente fusilados? Não entendo os caprichos da religião...

 

    

 

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Golpe por Miguel João Ferreira às 14:51
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Domingo, 20 de Dezembro de 2009

O Que As Malvadas Nos Fazem! (Da Deliciosa Angústia De Ser Homem)

- Ai, Topsius, Topsius! - rosnava eu. - Que mulheres! Que mulheres! Eu estouro, meu esclarecido amigo!

O sábio afirmava com desdém que elas não tinham mais intelectualidade do que os pavões dos Jardins de Antipas; e que nenhuma decerto ali lera Aristóteles ou Sófocles!... Eu encolhia os ombros. Oh esplendor dos céus! Por qual destas mulheres, que não lera Sófocles, não daria eu, se fosse César, uma cidade de Itália e toda a Ibéria! (...)

- Ai, filhinhas de Sião! Que sois de vos deixar aqui os miolos!

Ao voltar-me, puxado pelo douto historiador, bati no focinho de um cordeiro branco que um velho conduzia às costas (...).

 

In A Relíquia, Eça de Queiroz.

 

Este post é uma singela homenagem:

Às mulheres,

Às texugas (é uma mania que eu tenho),

E aos blogs:

E Deus Criou a Mulher e

Não Compreendo as Mulheres.

 

É verdade. Não compreendo; mas como é bom olhar para elas!

 

P.S.: Por erro, em vez de uma deusa voluptuosa, postou-se o meio-perfil de uma texuga. As nossas desculpas.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:16
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Sábado, 19 de Dezembro de 2009

Mundo Binário

Cada vez mais a diferença entre 1s:

 

 

 

 

 

 

 

E zeros...:

 

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Golpe por Miguel João Ferreira às 19:45
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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

Senhoras e Senhores, Em Exclusivo Para o Século XXI, Segundo Gume Apresenta, A Latrina Orgânica!

O Gume anda rebelde e não atura paspalhos. Chegou-me agora um e-mail à caixa de correio, do Sr. Incompleto, que publicitava o seu novo canal de fantasias GRANDESSÍSSIMA-CHACHADA.TÊVÊ. Não conhecendo o destinatário e a legitimidade para me enviar o seu lixo, pedi-lhe informações:

 

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Exmos. Srs. da GRANDESSÍSSIMA-CHACHADA.TÊVÊ,

Peço-lhes o favor de me indicarem por que meio tiveram acesso ao meu email e com que legitimidade estão agora a utilizá-lo sem o meu consentimento.

Grato pela atenção,

Miguel João Ferreira.

 

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Para minha surpresa, recebi esta resposta:

 

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Estimado Sr. Miguel Ferreira

 

Muito obrigado pelo seu email. O Sr. Miguel Ferreira foi meu aluno do curso de Escrita Criativa ESCREVER UMA CHACHADA, que decorreu na casa do pobre. Na altura referi que estava a desenvolver um projecto de lançamento de um canal de chachadas. E aí está ele!

O seu endereço de email foi, naturalmente, dado por si na altura da inscrição no curso. A legitimidade… parece-me sensato dar informação aos meus alunos das novidades que estamos a lançar no mercado. Um endereço de email serve precisamente para receber emails e, neste caso, não se trata de “spam” pois, tal como poderá ver no email que lhe enviámos, só tem o seu endereço, pelo que foi personalizado e dirigido especificamente a si.

Entretanto, caso não deseje, de todo, que eu lhe envie mais emails, basta dizer que eliminarei o seu endereço da lista dos meus alunos e não voltarei a importuna-lo.

 

Com os melhores cumprimentos

 

X. Y. Incompleto

 

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Naturalmente, perante uma oportunidade tão rica de dar vazão à bilis, não pude deixar de responder. E foi isto o que o Gume vomitou com delícia e subjectiva justiça:

 

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Estimado Sr. X. Y. Incompleto,

Agradeço-lhe também eu o seu e-mail explicativo. Será no entanto meu dever corrigir-lhe alguns lapsos. Fui efectivamente, como diz, seu aluno no curso que referiu, igualmente no local que indicou. Folgo muito em saber que tem projectos, que os desenvolve e que os conclui ao ponto extraordinário de os ver aparecer. Não folgo porém em ter notícia deles; os seus projectos são seus e ficarão seguramente melhor se os guardar para si. 

É igualmente positivo que saiba concluir que um endereço de e-mail serve para enviar e-mails. Um dos seus lapsos, porém, é supor que servirá para enviar qualquer e-mail de qualquer remetente. O meu endereço de e-mail, como sabe, foi-lhe, de facto, colocado, por mim, à sua disposição (ainda que não com a naturalidade que sugere) para a eventualidade exclusiva de me contactar para participar em trabalhos relacionados com o curso, não para me enviar a sua publicidade. Foi portanto ao sr. X. Y. Incompleto, pelos motivos acima indicados, e não à entidade ou empresa ou fantasia GRANDESSÍSSIMA-CHACHADA.TÊVÊ ou qualquer outra similar a quem eu indiquei o meu endereço de e-mail.

A sua ardilosa explicação de SPAM (termo nem sequer mencionado por mim, mas obrigado por falar nele), ficou incompleta e, como tal, incorrecta, já que SPAM não se caracteriza exclusivamente (nem forçosamente) pelo envio de determinado e-mail a vários destinatários em simultâneo, mas pelo envio não autorizado a determinado remetente de conteúdo não desejado nem autorizado por ele, em particular, publicidade, como aqui acontece. Nunca o senhor me pediu autorização para tal envio, nem eu lha dei. Assim, por distração, o senhor fatalmente fez um uso desonesto do meu endereço de e-mail que, sim, peço para não repetir, sob pena de eu ter de concluir que não se tratou de uma distração, forçando-me a agir em conformidade.

Quanto à subtileza de dizer que foi "dirigido especificamente" a mim, não se esqueça de se lembrar que estará a fazer que se esquece da notável invenção do Bcc (Blind carbon copy, para os leigos, ou melhor, cópia oculta, em tradução livre) que lhe permite, como ambos sabemos, enviar determinado e-mail, em simultâneo, para vários destinatários sem que estes, de modo directo, possam verficar que o dito e-mail foi enviado para outros endereços que não o seu. Não obstante, quase me lisonjeia com a ideia de que pensou em mim exclusivamente para de modo específico e isolado me dirigir a sua publicidade, só a mim, e depois, isoladamente, aos destinatários a, b, c e n. Agradeço-lhe o pensamento poético, mesmo que a prática do Bcc não o confirme.

 Confiante de que fará jus às suas próprias palavras, quando diz, muito convenientemente,  "não voltarei a importuna-lo" não espero  sequer receber resposta a este e-mail.

Com os melhores cumprimentos,

Miguel João Ferreira.

 

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Felizmente o mundo está cheio de fanfarrões e paspalhos que nos permitem libertar gazes e excrementos, que não têm forçosamente de vir do estômago. Em verdade vos digo, meus leitores, que, dada a sua natureza catártica, certos indivíduos são melhores que uma latrina!

 

GUMEMOS!

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 17:26
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Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

Borracha Sobre As Más Experiências (Filosofia Oriental)

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Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 18:36
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Um Manifesto Muito Sério E Muito Público

Pedindo desculpas aos meus 5 leitores pelo aborrecimento da seguinte leitura, arrisco-me a deixar aqui 6 páginas A4 da reclamação que fiz à Carris e enviei ao Conselho de Administração. Motivos de deixar como post a referida carta, não mos peçam, já que os não saberia dar. Talvez este seja o meu modo, muito tímido, de ser um pouco político. A utopia de pensar que de algum modo é possível mobilizar alguém ou qualquer coisa. Os 5 leitores que mo digam.

 

Com as sentidas estocadas habituais,

O vosso Gume, segundo, só de nome, não de natureza...

 

O Manifesto:

 

 

Exmos. Srs. Do Conselho de Administração,

 Venho, por este meio deixar o meu caso à vossa apreciação e reclamar de uma situação ou conjunto de situações que considero serem inapropriadas e injustas. Tentarei ser claro e o mais breve possível.

Como poderão constatar pelos registos electrónicos do meu cartão Lisboa Viva e como poderei, se necessário, provar pelos meus extractos bancários, carrego mensalmente, cumprindo a minha parte, o meu cartão, para toda a rede de Lisboa, Carris e Metro, para me movimentar pela cidade.

Ao longo das minhas várias viagens (Metro e Carris, contando aqui, naturalmente, o último caso), tive uma série de más experiências; de várias delas, fiz reclamações quer no livro de reclamações quer ao Provedor do Cliente, por e-mail. Tais reclamações incluíam situações como esperas inadmissíveis por um autocarro (meias horas, uma hora, etc.), má educação ou postura incorrecta por parte de motoristas (mau tom ou postura a dirigir-se ao cliente, respostas ou frases inadequadas, conversar ao telemóvel (sem sequer fazer uso de um auricular) enquanto conduziam, não abrirem a porta, numa paragem, para deixar entrar um passageiro que chegou depois de as terem fechado, constante troca de motorista entre percursos, etc.). De todas as reclamações que fiz (quantas, não sei precisar, mas foram algumas), nunca obtive resposta das feitas no livro de reclamações e, das que fiz por e-mail ao Provedor do Cliente, não senti que tivesse realmente recebido a atenção e o cuidado que merecia. As respostas do Provedor ou Provedores ou seus representantes eram vagas, evasivas, pré-formatadas e miseravelmente adaptadas à minha situação, com retóricas que em nada mostravam um reconhecimento dos pontos por mim apresentados e verdadeira intenção de corrigir os erros. Senti-me desacompanhado enquanto cliente, e desrespeitado e essa sensação de abandono e impotência pareceu-me uma grande injustiça. Não deixei, ainda assim, de cumprir as minhas obrigações, isto é, de carregar e validar o meu título de transporte.

Deu-se porém que, no final de Novembro deste ano, princípio de Dezembro, o meu passe, fruto principalmente do seu uso no Metro, que não fazia abrir as portas e ia sendo torcido pelos funcionários do metro que me assistiam e depois por mim, segundo o seu exemplo, para com, o jeito de determinado ângulo no cartão, permitir a minha passagem, ficou danificado: o chip rachou, inviabilizando qualquer leitura e, consequentemente, o seu carregamento.

Informei-me no Metro sobre o que seria necessário para fazer novo passe. Tive novamente de lidar com funcionários indelicados e deixei reclamação também no Metro de comportamentos menos próprios. Descubro, com surpresa e revolta que para fazer novo passe, preciso de ir a estações específicas, que são muito reduzidas considerando toda a rede do Metro. Que com urgência, o número de estações disponíveis é ainda menor. Cobram 7 euros por uma 2ª via que levam 10 dias úteis a produzir e 10 euros, com urgência, para um prazo de produção de 1 a 2 dias úteis. Esta pequena diferença de 3 euros está feita para o utente inevitável e desesperadamente optar pela produção de urgência e pagar mais por ela. É uma acção baixa com base nos mais elementares princípios de marketing, a meu ver, desleal. As filas para produção do passe, devido ao elevado número de utentes a querer fazê-lo em princípio de mês, ao reduzidíssimo número de estações a cumprir tal função e ao igualmente reduzido número de funcionários a executá-la, eram enormes. Não tinha vida nem tempo (porque tenho outras obrigações e projectos) para estar horas numa fila de metro para produzir um título de transporte que não posso obter de outro modo porque o sistema está mal feito e tem como objectivo primordial o lucro em detrimento da qualidade de serviço, da oferta de alternativas, da preocupação com o cliente.

Para além destes prazos de produção que indiquei, e dos vários obstáculos que encontrei à produção do passe, foi-me dito no Metro que não tinham qualquer cartão alternativo que pudessem dar-me e que eu pudesse carregar para ter um título válido, temporariamente, em substituição do passe. Ou seja, eu que pago passe todos os meses e que o queria pagar uma vez mais para andar livremente pela cidade, via-me forçado a comprar um bilhete diário por cerca de 4 euros ou um bilhete por viagem até que o meu novo passe estivesse pronto, para então comprar o meu passe, acabando assim por o pagar duas vezes no mesmo mês. Achei isto, como o acho, inconcebível. O cliente tem de ter alternativas.

Mais: se quiser pagar uma viagem, já não posso limitar-me a comprar um bilhete simples ou bilhete de ida e volta, como antes. Tenho de comprar um cartão quase descartável, o cartão Viva, a 50 cêntimos, e carregá-lo com, no mínimo, 2 euros. Com uma viagem de Carris a custar 1,40 euros e uma de metro a custar 79 cêntimos, poderá ver-se: a) o quão depressa se esgota o saldo do cartão com apenas 2 ou 3 viagens; b) sempre sobrará dinheiro no cartão que não posso utilizar e que em última análise se perde. Mais incrível ainda é o facto de não poder acumular dinheiro que já tenho em determinado cartão Viva para completar o necessário para o carregamento para um dia. Se tiver um cartão viva com, suponhamos, 60 cêntimos ou 1 euro, e quiser pagar os 3 euros e meio que aproximadamente custa o cartão diário, sou impedido de utilizar a quantia que já tenho, sou forçado a gastar mais 50 cêntimos na compra de um novo cartão para então fazer nele o carregamento diário completo. Isto é roubo.

Revoltado com esta situação, optei, como protesto que considero legítimo para um cliente cumpridor que vê defraudados os seus direitos, optei por não pagar qualquer valor adicional de bilhetes enquanto não pudesse fazer o pedido de um novo passe e ele não estivesse válido.

Não saí de casa durante alguns dias, e, quando fui forçado a sair para tratar dos meus assuntos, não comprei qualquer bilhete. Numa destas raras ocasiões, fui abordado, em Entrecampos, por um revisor da Carris, logo depois de ter entrado no autocarro. Isto sucedeu precisamente num dia em que esperei meia hora pelo 36 (para o Cais Sodré) e depois meia hora pelo 32 (para Caselas). Ou seja, perdi, vergonhosamente, uma hora do meu tempo, só à espera de autocarros. Enquanto estive na paragem de Entrecampos, passaram vários autocarros, alguns repetidos, como duas vezes o 27 (para o Restelo) e o Sr. revisor, que também estava na paragem comigo, não apanhou nenhum deles. Chegando porfim à conclusão que o 27 também me levaria ao meu destino, e devido à demora do 32, fui alterando entre uma paragem e outra para ver quanto tempo faltaria para a chegada de um ou de outro autocarro. Foi com estranheza que reparei que o Sr. revisor me imitava e, como eu, saltava entre uma e outra paragem. Até que finalmente o 32 chegou e eu apanhei esse autocarro. O Sr. revisor, que então estava na paragem do 27, correu para a do 32 para o apanhar também e começou a pedir o título de transporte aos passageiros; naturalmente, a mim também. Aceito que aqui eu possa ter uma apreciação subjectiva da situação, mas nas circunstâncias que descrevi não pude deixar de sentir que o Sr. em questão fez de mim um juízo de valor (eu estava de gorro por causa do frio) e me seguiu com base nesse juízo. Eu procurei explicar-lhe, brevemente, o que relatei aqui. O Sr. em questão limitou-se, não com palavras, mas como modos grosseiros, a exigir-me o comprovativo do carregamento do passe, não se preocupando minimamente em ouvir o que tentei dizer-lhe. Estou convicto de que o papel do revisor não deve ser apenas, cegamente, pedir o passe e/ou respectivo comprovativo de carregamento, mas também ouvir as explicações do clientes, ouvir as circunstâncias em que as situações ocorrem, e agir de acordo com o conjunto de elementos recolhidos. De boa fé, ao explicar a situação, entreguei o meu passe ao Sr. revisor que ficou com ele e se recusou a mo devolver. A meu ver, esta apreensão foi ilegal, já que eu paguei a produção do passe, que está em meu nome. Explicou-me depois o Sr. Luís Ribeiro, também ele revisor de que já falarei, que nas letras ilegíveis do contracto se diz que o passe é propriedade não do cliente, mas da empresa, apesar de o cliente pagar a sua produção e de ser um documento pessoal de identificação para transportes públicos. Ainda me levantei para pedir ao Sr. revisor o meu passe; vendo porém que só poderia obtê-lo através de um confronto físico que, por civismo, quis evitar, saí do autocarro na paragem imediatamente a seguir.

Vendo deste modo gorado o compromisso que tinha para esse dia, o que muito me prejudicou, aproveitei o tempo livre para finalmente fazer o pedido de produção de um novo passe, agora que as filas infernais de início do mês tinham acabado. Estamos a 11 de Dezembro de 2009, sexta-feira.  O passe só estaria pronto, correndo tudo bem, segunda-feira, 14 de Dezembro. Ainda nessa sexta-feira, relutante e frustrado com a injustiça da situação, comprei, para evitar mais dissabores e mal entendidos, um cartão com carregamento de um dia para utilizar enquanto o meu novo passe não estivesse pronto. Felizmente, na segunda-feira, 14, estava já disponível, tendo eu pago os exagerados 10 euros, no Campo Pequeno, para produção com urgência. No entanto, porque ainda não utilizara o cartão Viva que comprara e carregara para um dia (forçado a comprar novo cartão quando já tinha um com determinado valor), viajei, na segunda-feira (como poderão talvez comprovar pelos vossos registos informáticos e como poderei eu provar pela apresentação do referido cartão), com esse cartão Viva, deixando para o dia seguinte, terça-feira, 15 de Dezembro de 2009, o carregamento do passe, como veio a acontecer.

Assim, terça-feira de manhã, 15 de Dezembro de 2009, com o passe já carregado, para comparecer a um dos meus compromissos, no caso, um exame, apanhei o 27 em Entrecampos. A meio do percurso, perto do largo do Rato, entraram dois revisores, um senhor e uma senhora. A senhora abordou-me e pediu-me que apresentasse o meu título de transporte. Expliquei-lhe que a respeitava enquanto indivíduo e que respeitava a sua função, mas que não lhe reconhecia legitimidade para me exigir a prova de que cumpro as minhas obrigações, quando não vejo a Carris cumprir para com os seus clientes. Explicando-me melhor: uma vez mais, como protesto e para defender um princípio, recusei-me, com educação, a apresentar o meu passe, apesar de o ter comigo e de estar válido, por não considerar justo que me peçam que o apresente quando não há instrumentos de protecção e defesa do cliente cumpridor quando as coisas correm mal. Estes dois revisores foram, ao longo de todo o episódio, extremamente educados, correctos e profissionais. Ele era o Sr. Luís Ribeiro; não fiquei com o nome da Senhora. Quer um, quer outro, me explicaram que estavam mandatados pelo Governo Civil e que tinham assim toda a autoridade necessária para me pedir o título de transporte. Mostrei a minha compreensão e respeito por isso, mas mantive-me firme na minha posição de protesto. Expliquei que, naquele contexto, não lhes mostraria o passe e pedi-lhes que chamassem a Polícia; que perante a Polícia me identificaria de imediato e mostraria o meu passe, podendo eles assim comprovar que estava válido.

Por falha de comunicação, que não é responsabilidade de nenhuma das partes, mas resultado normal de qualquer diálogo, percebi tarde de mais que: a) chamar a Polícia implicava, absurdamente, parar o autocarro a meio do percurso e aí ficar até à chegada dos agentes da autoridade, prejudicando, sem sentido, todos os passageiros; b) chamar a Polícia implicava também, de acordo com o que serão as regras internas da Carris, a meu ver, igualmente absurdas, não ter já possibilidade de mostrar o meu passe; ou seja, a partir do momento em que o revisor comunica com a Central e pede a chamada dos agentes da autoridade, neste caso, a meu pedido!, não poderá já aceitar ver o meu passe, confirmando que está válido, e terá legitimidade para me multar?!  Escusado será dizer que estas conclusões me deixaram perplexo.

Para não prejudicar os restantes passageiros, eu mesmo tomei a iniciativa de sair do autocarro. Acompanhado do Senhor Luís Ribeiro, dirigi-me de imediato aos agentes da Polícia que se achavam já no passeio, no largo do Rato, com a Senhora revisora. Apresentei-me de pronto, entreguei aos Srs. Agentes o meu bilhete de identidade, mostrei-lhes o meu passe, que estendi também aos Srs. revisores que se negaram a aceitá-lo. Sendo feita a identificação, o Sr. Luís Ribeiro e a sua colega, cumprindo as anormais regras da empresa, passaram-me uma multa, como puderam ver, sem nexo. Neste ponto, os Srs. Agentes despediram-se, eu fiquei com o triplicado da multa e ainda viajei no 106 com os Srs. revisores, já que precisava de ir ter ao Cais Sodré, podendo eles assim comprovar que de facto o meu passe estava válido. Aconselharam-me ainda a escolher outras formas de protesto que não esta, o que naturalmente farei, ainda que não veja exactamente que mais poderei fazer para, mais do que ser ouvido, como a Sra. revisora sugeriu, ver que o que está mal se corrige e que as normas são aplicadas não apenas por serem normas mas com justiça em relação a cada situação; e aconselharam-me ainda a apresentar-me no serviço de Fiscalização da Carris, no Alto de Santo Amaro, num prazo máximo de 5 dias úteis após a passagem da multa, para aí expor o meu caso e verificar qual a melhor medida a tomar. Foi o que fiz:

Ontem, 16 de Dezembro de 2009, mal me foi possível, fui até ao serviço de Fiscalização da Carris no Alto de Santo Amaro, onde fui atendido pelo Sr. J. Rosa, de acordo com a chapa de identificação. Eram aproximadamente, se não estou em erro, as 2 e meia da tarde. Apresentei o caso, o melhor que pude, ao Sr. J. Rosa, que, mais uma vez, prestou uma má imagem da Carris, que tem, é verdade, óptimos funcionários, mas também vários exemplos miseráveis como o do Sr. J. Rosa. Este Sr., como tentei explicar no livro de reclamações na reclamação que logo a seguir apresentei, nunca mostrou interesse pelo que tentei dizer-lhe. Preocupou-se apenas em dizer que ali, ou pagava ou ia “lá fora” apresentar uma reclamação. Perguntei-lhe qual era então a sua função ali dentro, perguntou-me, com tom impróprio, se eu era jornalista. Fez outros comentários incorrectos que não consigo lembrar, não tentou inteirar-se do meu caso e apresentar-me guias, soluções; tirou notas do que lhe disse, desvirtuando-o, crendo eu ingenuamente, no início, que seriam apontamentos sobre as minhas queixas; eram antes notas que pudesse usar contra mim, para sua desnecessária defesa; chamou o segurança, também desnecessariamente, quando se cansou das minhas perguntas, alegando que eu estava a provocá-lo. O Sr. segurança poderá comprovar que sempre fui correcto no meu tom e comportamento. Desfeiteado por este descalabro, sem ser incorrecto nos modos ou no tom, eu não pude evitar dizer ao Sr. J. Rosa que era mentiroso. Ao sair, disse-lhe ainda que deveria ter vergonha da sua postura e que não tinha categoria para ocupar aquela posição ou representar a empresa em que estava. Saí e fui ter com a Sra. Maria de Fátima, da divisão de Reclamações do Alto de Santo Amaro, que foi extremamente atenciosa e profissional e me sugeriu que escrevesse aos Srs. Membros do Conselho de Administração, como agora estou a fazer.

A minha esperança, por meio desta carta, é que os Srs. Membros do Conselho de Administração, possam melhor compreender, através deste longo relato, os dissabores por que passa um utente da Carris, que é, acima de tudo, um cliente que merece atenção e respeito pelo serviço que paga a peso de ouro tendo em conta a pequena dimensão da nossa cidade, a mais pequena dimensão da nossa rede de transportes e o baixo nível de vida do comum português. Que possam inteirar-se das várias injustiças que vão ocorrendo e que, por mais que se deva aceitar a existência de regras que idealmente são cumpridas para o bem comum, porque em tudo é necessária uma ordem, também deve ter-se em atenção que o cumprimento exclusivo e cego de uma regra leva inevitavelmente a injustiças que não deveriam ocorrer. Toda a regra tem uma excepção e faz parte dessa excepção contemplar o contexto em que um determinado incumprimento ocorre, para se compreender se foi ou não legítimo.

Aquilo para que procuro, portanto, sensibilizar-Vos, é para o facto de, podendo talvez não ter sido, o modo de protesto escolhido por mim, o mais adequado, foi o que na altura me ocorreu e teve a legitimidade da boa fé e da justa causa da manifestação de insatisfação contra o que não está bem. Porque há de facto muita coisa nos transportes públicos em Portugal que tem de mudar, em particular na Carris:

a) As paragens que ainda não têm os sinalizadores, como acontece noutros países da Europa, a indicar o tempo de espera – está melhor do que estava há uns tempos atrás, mas ainda há muito a fazer;  b) as paragens que, tendo os sinalizadores, não têm os tempos visíveis ou que c) tendo os tempos visíveis não têm os tempos reais; casos em que 3 minutos do sinalizador podem resultar em 10 minutos ou mais de tempo real; d) os condutores que depois de fecharem as portas, mesmo estando ainda parados na paragem, não as abrem ao passageiro que chegou atrasado; e) os condutores que são grosseiros ou agressivos ou de algum modo desrespeitadores a responder às perguntas dos passageiros; f) os revisores que pedem o passe como quem dá uma ordem, sem dizer bom dia ou boa tarde sequer, e o devolvem com brusquidão, sem sequer agradecer; g) os autocarros que têm determinado percurso pré-estabelecido, mas que de repente param a um terço do percurso e aí ficam, com única justificação para o cliente, se a houver: “ordens da Central” – caso do 7, que faz Praça do Chile ora Odivelas, ora Sr. Roubado e por vezes (não tão poucas quanto isso) fica só no Lumiar; h) os condutores que estão por vezes a falar ao telemóvel sem sequer terem um auricular; sim, enquanto conduzem; i) os condutores que, por alguns segundos, param a meio do percurso, quando se encontram com colegas de outros autocarros que vêm em sentido oposto, para conversar – sobre o futebol, sobre o café, sobre as horas de trabalho para a frente ou para trás; j) as trocas de turnos a meio de um percurso, que por vezes tomam vários minutos; eu compreendo que, para o bem-estar dos condutores, que é essencial, e para que as horas de turnos sejam cumpridas sem prejuízo dos trabalhadores ou da empresa, que inevitavelmente esta troca tenha de ocorrer a meio de viagens; não estou certo porém que ela tenha de ocorrer com tanta frequência e com certeza que não deverão ocorrer, como por vezes acontece, com demoras inusitadas porque os senhores condutores estão a escrever no “livro de horas” por diversos minutos (5 minutos é neste contexto muito tempo) ou (já vi acontecer) a trocar galhofeiramente ideias triviais, atrasando a viagem; k) uma reclamação no livro de reclamações não recebe resposta ou, com sorte, recebe-a e evasiva, um mês depois; uma reclamação por e-mail ao Provedor do cliente chega, com sorte, uma a duas semanas depois (quando um e-mail leva segundos a ser enviado), numa resposta pré-formatada que em pouco ou nada reflecte a queixa apresentada; mas uma multa chega a casa do cliente, em carta registada com aviso de recepção, em apenas 2 dias úteis; l) a ausência completa e inexplicável de revisores e segurança durante a noite, em particular nas carreiras da madrugada; nunca, em todos estes anos em que usei transportes públicos, vi um revisor durante a noite ou nessas carreiras; e é precisamente aí que mais são precisos; é nessas carreiras que com frequência encontramos os utentes que são desrespeitadores, muitas vezes marginais, armados se for preciso com canivetes, ponta e mola, etc., que chegam em grupos, se espalham no autocarro, gritam de uma ponta à outra do veículo, importunam o condutor e os passageiros, ameaçam, roubam, etc. Onde estão os representantes da Carris nessas alturas? m) Sugiro a criação de títulos de transporte diários, semanais e/ ou a re-implementação dos módulos de viagens como antes a Carris tinha à venda nos seus quiosques; fui informado, talvez mal, que já não se encontram à venda; n) peço-lhes que estejam mais atentos às necessidades dos vossos clientes, que demonstrem mais interesse pelas suas queixas e que mostrem mais iniciativas para corrigir estes vários pontos que mencionei e outras de que me possa ter esquecido ou que não conheça.

Peço-lhes, porfim, tendo em conta estas 6 páginas de exposição, indulgência das duas multas que me foram passadas, dado o seu contexto e a sua natureza. De minha parte, continuarei a cumprir mensalmente, como sempre aconteceu até hoje, com a minha obrigação/ carregamento do passe, pedindo-lhes que, de Vossa, corrijam as várias falhas do serviço prestado e sensibilizem mais os vossos funcionários faltosos a corrigir o seu comportamento.

Sem mais de momento,

Agradecendo a Vossa atenção e aguardando a Vossa resposta,

Com os melhores cumprimentos,

 
Miguel João Ferreira

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:46
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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

Denúncia De Uma Esteticista:

 

 

 

 

 

Metade do Laranjeiro depila o rabo.

 

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 18:30
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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Mãe, Pisei Uma Pastilha Elástica...

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Golpe por Miguel João Ferreira às 18:35
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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

O Gume Reflecte - Fisio-Psicologias: O Confronto Final!

 

FEIJOADA

E BANANA!

A LUTA CONTINUA,

NUM ESTÔMAGO PERTO DE SI!

 

....

 

(O GUME ACEITA APOSTAS

SOBRE O VENCEDOR)

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Golpe por Miguel João Ferreira às 17:26
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Domingo, 13 de Dezembro de 2009

Algodão Doce (Memórias da Feira Popular)

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Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:37
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Sábado, 12 de Dezembro de 2009

Dia das Gomas (Recentemente Aprovado Pela ONU)

Para quem não sabe, hoje é o Dia Internacional das Gomas. O Gume, naturalmente, não pôde deixar em claro esta ocasião..

 

                                         

 

Comei, criancinhas, e crescei saudáveis!

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 23:18
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Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

Post Sentido (Come e Cala?!)

São estas coisas que me tiram do sério: um tipo tem passe, tem bi, tem o raio que o parta. Paga tudo a tempo  e horas todos os meses. Dá quase 40 euros por mês por um cartão da mula russa que lhe dá (dizem) mobilidade na a dita Grande Lisboa (que é das capitais mais pequenas do Mundo). Para quê?! Se carrego o passe dia 1, suponhamos, no mês seguinte tenho de o carregar a 31 e no mês seguinte a 30 e no mês seguinte a 29 e no mês seguinte a 28 e no mês seguinte a 27... Não sei se estão a ver onde isto vai dar: Ao fim de 30 meses dei um mês a mais aos Srs. da Carris e do Metro e da merda que os fez. Se o chip do passe avaria (não lê, rachou porque dobrou porque não lê, ganhou sebo, perdeu tinta, ganhou mofo, tem bolor, tem alergia, tem gripe A, tem sífilis, tem a filha da meretriz que tiver), há que fazer novo passe. Até aqui parece consensual.

 

MAS:

 

Onde e como se faz novo passe? O gumoleitor está no Saldanha? Tem sorte. Só tem de ir a pé até ao Campo Pequeno ou pagar 79 cêntimos de Metro por uma viagem única de uma estação ou 1 euro e mais não sei quantos cêntimos (quais 2 euros) para um autocarro), para ir fazer o passe ao Campo Pequeno. Porquê? Porque da rede de, digamos, 30 estações (sim, das mais pequenas do Mundo das cidades que têm metro), só em 5 dessas 30 se faz o passe, só em 4 dessas 5 com urgência, só em 3 dessas 4 com competência, só em 2 dessas 3 com um sorriso, só numa dessas duas com humanidade, e em nenhuma sem se pagar. Para pedir nova via, mesmo que dê o passe, o cu e mais 3 tostões, larga 7 euros. Se pedir com urgência paga 10 euros.

Quando pediu na estação A para fazer o passe, respondem com modos de quem tem um sobreiro entalado no rêgo: o passe só se faz na estação B ou C ou D. Não nesta nem nas outras todas.

Quando o leitor foi à estação B, dizem (e sim, adivinhou, com modos de quem tem um sobreiro entalado no rêgo) que na B só fazem pedidos com urgência, não sem. Sem urgência é na estação C. Como chega até lá sem passe que não pode carregar porque tem o chip fo#%&= e não pode renovar? Essa é a perguta surpresa do Quizz da TV a que nem o concorrente, nem o apresentador, nem o cartãozinho mágico sabem a resposta.

O passe normal de 7 euros leva 10 dias úteis, leu bem, 10 dias e úteis, para ficar pronto, e o passe anormal ou de urgência, leva um a dois dias úteis a ser feito e custa, como vimos 10 euros. Só 3 euros de diferença, pergunta o utente? Ah, então claro que quero com urgência em vez de sem. Pois... Claro. Os cabrões, perdão, ladrões, digo, Srs. Empresários, chamam-lhe (às escondidas) marketing. Ainda mais às escondidas chamam-lhe "tática". Ainda mais às escondidas chamam-lhe "a manhazinha do século". Aqui o Gume chama-lhe ESPERTEZA SALOIA e os respectivos saloios criadores são uns grandesíssimos paspalhos.

E então, agora que fiz o pedido, pergunta o leitor: posso já pagar o meu passe para andar pela cidade, trabalhar, fazer o que seja de que preciso, e vocês dão-me um cartão de substituição, não é? Não, não  pode e não, não dão. Por cada viagem que fizer, enquanto não tem passe, o utente que já deu o cu, as calças, a culatra e a espinha, ainda tem de ser curvar e tratar das necessidades dos senhores empresários e seus colaboradores directos e indirectos. Isto é, por cada viagem que faça, paga, à viagem, para pagar, o passe, no mesmo mês, 5 ou 6 vezes. Servir, no mundo empresarial de hoje, é sinónimo de roubar, cliente é sinónimo de puta e empresário é sinónimo de chulo. Comem merda e cagam, como vingança, o suor de cada trabalhador (frase bonita, cheia de floreados, ao jeito dos poetas de intervenção - Ary, que saudades, etc.).

Estamos então que: por ser de má qualidade e estar mal desenvolvido e pensado, o passezinho tem um chipezinho que facilmente fica fodidozinho (bem aventurado o vernáculo!).

Querendo arranjar um novinho, está o leitor fodidozinho, mais ainda do que o chip, porque fazer só na Grécia, no Paquistão ou na China, não em Lisboa, por 7 euros + 10 dias +uteis adicionais ou 10 euros + 2 dias uteis adicionais = toma parvo, já foste roubado outra vez.

Temos mau atendimento, incompetência e ignorância no

 

PACOTE COMPLETO ATENDIMENTO AO PÚBLICO 3 EM 1.

 

Temos, se quiser optar pelo transporte à superfície:

 

Motoristas do PACOTE COMPLETO DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO 3 EM 1.

Troca de choffeur a meio do percurso (faz sentido - para quem tenha feito amputação encefálica),

Espera média de meia hora por veículo (se tiver sorte que a média se cumpra)

E outras pequenas excentricidades.

 

Não bastando, vai a maior invenção dos proxenetas que controlam a máfia do transporte público:

 

O PICA. O pica, entre todos os filhos da puta, é dos mais refinados que habita a face da terra. O pica é uma bruxa que engoliu um sapo e dorme em bosta de boi. Há muitos anos fiz um safari no Moçambique profundo e vi uma série de picas pendurados nas árvores à cata de bananas. Os africanos, mesmo assim, são mais bonitos e muito mais naturais. Quando o pica nasceu o sol morreu num eclipse e a mãe que o pôs no mundo apanhou um enfarte. O pica é um porco virado ao contrario: As tripas estão de fora e a humanidade estã entafulhada lá dentro a desfazer-se em trampa. Outra condição elementar para se ser pica, para além de ter nascido de um erro do Universo, é (e isto está escrito no formulário que eu li após apuradíssima investigação) O VERDADEIRO PICA TEM FEZES DE ALPACA NO CÉREBRO. Fiz trabalho de campo e comprovei-o: tem mesmo. E cheira e parece aquilo que o seu cérebro tem (ou não tem, já que é da ausência que estamos realmente a falar).

 

Agarrada à INVENÇÃO PICA, ha agora, na Carris, uma nova invenção: A INVENÇÃO POST IT. Em todas as portas, por dentro e por fora, de todos os autocarros e nas janelas, estão, isso mesmo, POST ITS forjados e a sério, escritos a letra de máquina ou informatizada (para não haver desculpas de "Ai, não percebo a letra") de NÃO SE ESQUEÇA DE VALIDAR O SEU TÍTULO DE TRANSPORTE. Não é que eu me esqueci??? Sim, leitor, pensou bem: a minha amnésia surgiu-me precisamente de toda esta história que tenho vindo a contar.

- O seu título de tranporte? - Pergunta o bardamerda, tromba de asno, cabelinho comprido à saloio de feira, sujo de seis meses (pelo menos) com fronha de assoar doninhas p'las traseiras.

- Está aqui, - digo-lhe eu, estendendo-lhe o passe na imbecilidade da minha boa fé - Mas tem o chip partido, portanto não vai ler...

- Mas tem o comprovativo... - guincha o paspalho, na obtusidade cavalar que a sua natureza lhe aufere e permite.

- Como lhe digo, o chip não lê, logo, não é possível carregar o passe, logo não é possível ter comprovativo, mas estou a tratar disso.

- Mas tem o comprovativo... - repete o imbecil, com olhos de burro a tentar compreender se o que tem na fuça é erva ou palha.

- Como lhe digo, o chip não lê, logo não é possível... - repeti eu, tentando alcançar (para baixo) a sua linguagem, - estou a tratar disso...

- Mas tem o compromvativo... - rumina ainda o boi, com o neuróniozinho a pastelar-lhe na boca lambuzada e bruta.

- Como lhe digo... - O certo é que não sabia já que lhe dizer. E o sangue subia-me às temporas e cresceu-me no corpo todo umas ganas de lhe partir o focinho e de o deixar pela tarde a beber sangue e merda dos seus próprios poros. - Agora, se quiser, por favor, devolver-me o meu passe...

E o filho de uma alcachofra embolorida, não mo deu!!! A menina saloia  de cabelo seboso, guardou como menina da creche o chupa chupa no bolso (leia-se passe) e cuspiu com um guinchinho autoritário que me ia passar um papel. Eu informei-o de que não ia passar nem metade de um papel, quanto mais um inteiro, e encorajei-o a, literalmente, passar-me cartão. Naturalmente. como já vem adivinhando o leitor, o gnou, o paspalho, o urso não passou o dito, nem literal nem figurativamente. Eu esbocei um gesto de quem vai arrancar-lhe o cartão à força. A velha atrás de mim (daquelas que vem para o autocarro para morrer em pé, ocupar lugar sentado e lamentar-se da vida que não teve porque só geme e soluça como uma carpideira

mal parida, perguntou como se fosse a Virgem: - mas que é isto?. Homem que é homem comia a velha viva. Eu, pelos vistos, ainda sou muito novo, ignorei-a a carcaça.

E enfrentei uma vez mais o saloio. Meditei. Meditei uma eternidade inteira num intervalo de 5 segundos: VOU-LHE À TROMBA? NÃO LHE VOU À TROMBA? VOU-LHE À TROMBA, NÃO LHE VOU À TROMBA?

 

Acobardei-me, gumoleitor. Não fui. Acobardei-me e estou fulo comigo por não ter tido tomates, em vez de cérebro. Porque se eu fosse um cigano, ou um brother de Chelas, ou um arrumador de canivete no bolso, ou o Monstro de Löch Ness, o saloio metia o rabinho entre as pernas (que é o que fazem todos) e não se metia comigo. Como sou honesto (dentro do limite que cabe a cada um que tenta cumprir as suas obrigações) e como pago as contas como todos os que não são párias e se esganam alguma coisa para viver (em vez de sobreviver), mamo com a frustração comezinha e imbecil dos paspalhos que se agarram com unhas, dentes e neuroniozinho ao mais pequeno esboço de pseudo-poder que os proxenetas das políticas e das empresas lhes põem nas mãos.

 

Assim, na paragem imediatamente a seguir, saí do autocarro, sem o meu passe de chip partido, perdendo a minha aula por que paguei uma fortuna, prejudicando os meus nervos e a martirizar-me e insultar-me tem fim por não ter rachado a tromba a um grandessíssimo filho da puta. Neste modesto relato esqueci-me de acrescentar que ninguém me tira da cabeça que o cabrão embirrou comigo antes mesmo de eu entrar no autocarro. Porque estava comigo à espera na paragem e não apanhou nenhum dos 50 autocarros que chegou. E se eu ia para a paragem A ele vinha comigo, e se eu vinha para a B ele vinha comigo, e seu ia para para o poste, ele ia para a parede do que já foi a feira popular. Receei mesmo ter de ir à casa-de-banho,  não fosse a besta vir também atras.

Sei que, se tivesse despido a roupa enclausurante de homem civilizado e se me tivesse atirado a ele como quem luta pela vida, e lhe tivesse espetado os dedos nos olhos, uma joelhada nos túbaros, uma cabeçada nos beiços, uma murraça nas ventas, um biqueiro na cana do nariz, que estaria possivelmente a esta hora numa esquadra a prestar declarações em vez de estar a escrever este post. Como dizia Camões:

 

"Fui mau e fui castigado,

Parece que só pera mim

Anda o Mundo concertado"

 

Como o cavalo em questão era maior do que eu, até é possível que eu tivesse tido de passar por um hospital primeiro, para soturar com pontos um ou outro canyon facial. Ainda que, medindo a humana e genuína fúria que tenho, esteja profundamente convicto que sem dificuldades ou mazelas reduziria aquela menina a papas. Espero que um dia o mesmo azar que me trouxe a vaquinha adiante dos olhos ma restitua, para que, mais Homem com H grandemente maiúsculo e menos civilizado, possa redimir-me da minha cobardia e rachar o saloio com gana e satisfação. Que o Azar me ouça!

 

Até lá, vou com zelo fundamentalista de beato cristão ou muçulmano odiar com o mais por dentro das minhas entranhas pútridas todo e qualquer PICA e respectivo PROXENETA que se passeia com fatinho de ladrão engravatado e o PICA pela trela como o mais reles cão. E faço um apelo às gentes deste mundo para, como eu, odiarem estas bestas com a actividade própria que ao ódio se pede:

EXECUÇÃO:

 

Por favor, senhores gatunos, maltrapilhos, malfeitores, assassinhos, violadores, canastrões:

 

ESGANAI OS PICAS E SEUS PROXENETAS!

CORTAI-LHES OS TOMATES CURTOS E FLÁCIDOS!

ARRANCAI-LHES AS TRIPAS!

DAI-LHES  MERDA A COMER!

ESGANAI-OS!

ENCHEI-OS DE FERROS EM BRASA COM PICOS GROSSÍSSIMOS E COLOSSAIS!

DAI-LHES PAPA DE AVEIA E SEBO PELO RECTO E ENTUMESCEI-OS DE LAMA E ÁGUAS DO TRANCÃO!

CORTAI-OS ÀS POSTAS!

TIRAI-LHES BOCADOS!

ESPEZINAI-LHES OS OLHOS PAPUDOS E PORCOS COM PILÕES AFRICANOS E MATA-BORRÃO!

METEI-OS EM BIDÕES DE PETRÓLEO EM CRUDE E ACENDEI UM FÓSFORO! MAL PASSADOS, BEM PASSADOS, EM SANGUE OU EM ESTURRO, COMEI-OS TODOS!

ACABAI COM ESTA RAÇA DE PUTAS QUE COME À CUSTA DE QUEM, À FORÇA, LHES DÁ DE COMER!

MERDA PARA OS PICAS E SEUS DONOS!

MERDA PARA OS DONOS E SEUS PICAS!

MERDA PARA A MERDA E MAIS ISTO TUDO!

IRRA, TANTA GENTE QUE MORRE NESTE MUNDO, E O PICA AINDA RESPIRA???

QUE VONTADE HUMANA E ESSENCIAL DE LHES PARTIR A CARA!

 

Felizmente, tenho fome.

O jantar é porco. Pressinto nisto uma espécie de harmonia poética. É bonito o destino.

 

P.S.:

Em cima, vê-se o pico do pica - dói não dói?!

Aviso desde já, juízes e camaradas afins que:

Podem mandar uma resma de multas destas lá para casa que não vos pago ponta de um corno. Cobrem lá isso em dias de prisão que eu até preciso de paz para escrever o meu romance americano. Tristeza de mundo este. E ainda há quem se pergunte de onde vem a gripe suína! Uma coisa, para mim, é certa: NÃO VEM DOS PORCOS. Porque, estes, de quatro patas, são ...

 

                                      

 

 

                                       uns verdadeiros santos...

 

(Fim de Post)

 

 

 

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 19:53
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Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

VENDE-SE: ÁGUAS FURTADAS (Ao Povo, Naturalmente)

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Golpe por Miguel João Ferreira às 00:41
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O SubConsciente Explicado Às Criancinhas (Versão Alemã)


ID J

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Golpe por Miguel João Ferreira às 00:37
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Partilhou-se Na Net Esta Pérola de Apoio Telefónico (Os Problemas da Ambiguidade Fonética Aplicada À Ambiguidade Intelectual)

- Would you please right click on your desktop?

- Write "click"?

- Yes sir, please right click on your desktop.

- Ok, I just wrote "click" on my desktop. Nothing happened. Now what?

- (...Silence...)

- Hum... I just did something stupid, didn't I?

- (...Silence...)

 

::::::::::::::::

 

Agradece-se a revelação deste episódio à sempre atenta leitora  nº1.

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Golpe por Miguel João Ferreira às 00:30
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O Gume Lança O Mote Para a T-Shirt Cliché 2010

 

 

I USED TO BE BLOND

 

 

NOW I'M JUST STUPID...

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Golpe por Miguel João Ferreira às 00:24
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Twittership (Seja Lá Isso o Que Seja)

Eu tenho tantos amigos no Twitter! Mas não sou amigo de quase ninguém. Está claro que não gosto de ser amigo das pessoas...

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Golpe por Miguel João Ferreira às 00:21
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Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009

Andorra, Dezembro de 2009, Com os Pais (Infelizmente Soterrados na Avalanche - Freud Explica)

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Golpe por Miguel João Ferreira às 09:56
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Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

Um Mau Post Sobre um Mau Post Anterior

Há muito, muito tempo, mais exactamente na Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008, eu escrevi este post de qualidade duvidosa:

 

E Eis Que Tomba Mais Um Ídolo de Barro...

 

 

mas de considerável pertinência sobre o (dizem alguns e diz o tom da lei) alegado plágio do Rei da dita música ligeira, logo depois do Marco Paulo, Tony Carreira.

 

Como qualquer coisa de que falo que não tem interesse nenhum, escrevi e esqueci o post, com a naturalidade com que cumpro necessidades fisiológicas nos lavabos e depois esqueço, casualmente, que lá fui.

Ora, qual não é a minha surpresa, ao descobrir, mais de um ano depois, um comentário hilariante no meu blog, do comentador mais inesperado que teve a decência de se identificar:

 

E foi este o comentário:

 

"É tudo uma cabala!!!"
 
Daqui:
 
De Musicas Tony Carreira a 8 de Dezembro de 2009 às 12:43
 
A minha primeira reacção foi, como é óbvio: epá, fui apanhado! Depois pensei: espera, mas um ano depois? Com certeza que o crime já prescreveu... E descansei. Mas se eles procuram vingança? Esta nova ideia também me preocupou. Mas surgiu-me então um pensamento definitivo: o site oficial do Tony C, (à americana) diz ser tudo uma cabala, de que naturalmente também eu fui vítima, porque, ingenuamente, cri nela. Assim estou salvo e arrependo-me. Não há melhor que o Tony C. Nem a Madonna. O Tony C. não copia, tem visões. E o Gume foi de uma injustiça tremenda. É uma crueldade escarnecer do ladrão quando ele é apanhado. Isso é entrar numa cabala organizada por honestos e gozões. O Tony não furta propriedade intelectual. Reutiliza-a. E foi assim que cresceu a Humanidade. Obrigado "Músicas Tony Carreira" por me fazerem ver o quão cego eu estava em relação ao Tony. É evidente que estava cego pela cabala. Que bom ver a luz, num Mundo novo!

 

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:42
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Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

Sobre O Meu Melhor Romance

Ontem escrevi um romance de 100 páginas, sobre a repetição. Num original exercício de experimentalismo, experimentei contar uma história sobre a obsessão através da utlização ininterrupta da mesma frase. Foi uma grande caracterização de personagem e considero este livro a minha obra-prima. Infelizmente o esforço deixou-me sem ideias.

A propósito, a frase era:

 

www.estamesmoaquinestesitecarreguemneleepodemleroromancedegraca.pt

 

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Golpe por Miguel João Ferreira às 12:52
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Domingo, 6 de Dezembro de 2009

Prevenção Gripe A: Proteja-se Também Você Com Esta Magnífica Máscara Facial!!!

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Golpe por Miguel João Ferreira às 23:45
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Sábado, 5 de Dezembro de 2009

O Gume (Re)viu... Memento - Obsessão

I can't rememeber to forget you

 

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In Memento, Escrito e realizado por Christopher Nolan, baseado em short story de Jonathan Nolan.

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Golpe por Miguel João Ferreira às 21:23
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Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

Brevíssimas Sobriedades (Um Post Sem Álcool)

Jacó acordou do seu sonho e disse: "Na verdade, Iahweh está neste lugar e eu não o sabia!" Teve medo e disse: "Este lugar é terrível! Não é nada mais nada menos do que uma casa de Deus e a porta do céu!".

 

In Bíblia, Gn. 28-16

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Ora aí está, meus amigos! Até na Bíblia achamos quem o entenda... Como não o entendem os padres??!!

 

(Cuidado que ele vem aí!!!)

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Golpe por Miguel João Ferreira às 22:49
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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

A Bíblia de Jerusalém Recomenda: Terapia Sexual

"Isaac introduziu Rebeca na sua tenda: ele tomou-a e ela tornou-se sua mulher e ele amou-a. E Isaac consolou-se da morte de sua mãe."

 

In Bíblia, Gn. 24-66.

 

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Portanto, meninos e meninas, o que ensina a Bíblia? Nada como o sexo para curar um desgosto...

 

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Golpe por Miguel João Ferreira às 22:34
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Pergunta do Dia Que Se Agradece à Leitora nº1

Se os genéricos de repente têm marca e fazem publicidade, ainda serão genéricos?

 

Aceitam-se respostas por telefone, email, correio e fax. A melhor resposta ganha um frigorífico, já com géneros lá dentro!!!! (Não confundir com genéricos).

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 21:00
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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

1 de Dezembro de 1640? Não Desisto!

De novo protesto fortemente contra a independência dos espanhois. Eu quero a ETA o Barcelona e o ordenado mínimo de 800 euros. Quanto é em Espanha exactamente?

Espanha é mau, é verdade, e os espanhois têm uma maneira esquisita de falar, e teria de suportar o Julio Iglesias e a monarquia e  as touradas de morte e o Zapatero. Mas ainda é melhor do que aqui...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:52
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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

O Gume Viu... Capitalism - A Love Story

Michael Moore, no seu melhor, vem mostrar por imagens o que o Gume vem dizendo há muito: Qualquer crise é intencionalmente provocada. E aquele 1% da população vai sempre, enquanto deixarmos, lucrar com as desgraças dos restantes 99%.

Um protesto é um protesto. Organiza-o e torna-se a voz de Deus. Que és tu, gumoleitor? Uma voz ou um número?

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 23:45
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Domingo, 29 de Novembro de 2009

Post Didático Sobre o Post Anterior

Uma característica particular da arte moderna, da minimalista em particular, é o hábito que tem de brincar com as expectativas formais do seu espectador. Naturalmente, levar ao extremo esse exercício de quebra com o formalmente esperado ou normalmente aceite pelo cérebro, levará o indivíduo a afastar-se daquilo que contempla, buscando o conforto da realidade que conhece e desprezando aquele objecto. A frase primeira que pronuncia é, claro: "Não é arte".  Depois afasta-se da sala das vanguardas e pede as direcções para a secção do período renascentista ao guarda do Museu. E de súbito sente um enorme prazer a contemplar um quadro  religioso de Mantegna, como este de São Sebastião:

 

Um autor, aliás, de quem nem sequer gostava...

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Golpe por Miguel João Ferreira às 20:35
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Um Quadrado de Piet Mondrian

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Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 20:24
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Sábado, 28 de Novembro de 2009

A Voz do Cidadão: Paquete de Oliveira

Não há nenhum paquete que o leve para uma oliveira onde o tipo se enforque?!!!!

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Golpe por Miguel João Ferreira às 19:08
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Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Genesis, 24-6: A Sina das Mulheres

Rebeca e as suas servas  levantaram-se, montaram sobre os camelos...

 

In A Bíblia de Jerusalém, Antigo Testamento (Gn. 24-6)

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Golpe por Miguel João Ferreira às 21:18
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Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Ian Dury Contra O Mau Gosto - Um Mestre Dá O Exemplo

Ian Dury, inesquecível compositor e vocalista de Ian Dury and The Blockheads,  recusou certo dia o convite de Andrew Lloyd-Webber para escrever o libretto de Cats. Esta opereta pop  de sucesso mas de gosto duvidoso, como a maior parte dos trabalhos de Webber, acabou por render milhões de dólares, mundanamente aproveitados por Webber e pela sua segunda escolha, um senhor de nome Richard Stilgoe.

Se Dury ainda precisasse de razões para ser largamente respeitado, a recusa a Webber e a justificação que dela veio a dar, deverão quebrar qualquer resistência  de admiração:

 

"I can't stand his music... I said no straight off. I hate Andrew Lloyd Webber. He's a wanker, isn't he? ... [E]very time I hear 'Don't Cry for Me Argentina' I feel sick, it's so bad! He got Richard Stilgoe to do the lyrics in the end, who's not as good as me. He made millions out of it. He's crap, but he did ask the top man first!"

 

O Gume, em saudade, faz uma vénia. E entretanto, sigamos-lhe o exemplo...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 17:44
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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

De Onde Viemos, Para Onde Vamos e Porquê? - O Gume Responde À Questão Que Envergonhou Todos Os Filósofos e Pensadores Similares

Viemos da evolução da célula,

Vamos para a extinção,

Porque tudo é um ciclo.

 

-----------

 

NOTA:

 

Excluímos da imagem a parte em que o batráquio é extinto para não chocar os anfibiolóphilos mais sensíveis.

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 10:47
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Terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Do Casamento Homossexual - Dizem Que É Polémico

Um padre do raio que o parta que o pseudo-jornalismo quis entrevistar, veio dizer que a ordem da sociedade sempre foi de homem e mulher para a "sacrossanta" instituição do casamento. Para quê, pergunta, mudar isso? Curioso.

O cagalhão também sempre foi parte da ordem da sociedade, em particular no organismo de cada um. Para quê inventar a latrina?

A resposta é a mesma: Por respeito a si e a cada um. Porque, felizmente, há evolução. - Um conceito estranho à Igreja Católica.

O padre fala até em referendo. Desde quando a liberdade individual tem de ir a votos? Se eu quiser casar (que não quero, irra!), por exemplo, com um gnou, e se puder mostrar que o gnou está de acordo, que raio de moral ou lei comum poderá impedir-mo?!

E, com mil diabos, este gnou é bem bonito!

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:27
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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

"Para Comprovar Uma Vez Mais Que O "Senhor" Não É Pessoa (Em Quem Se Possa Confiar)":

- (...) Leva contigo o teu único filhjo, isaac, a quem tanto queres, vai à região do monte mória e oferece-o em sacrifício a mim sobre um dos montes que eu te indicar.

 

O leitor leu bem,  o senhor ordenou a abraão que lhe sacrificasse o próprio fillho, com a maior simplicidade o fez, como quem pede um copo de água quando tem sede, o que significa que era costume seu, e muito arraigado. O lógico, o natural, o simplesmente humano seria que abraão tivesse mandado o senhor à merda, mas não foi assim. Na manhã seguinte, o desnaturado pai levantou-se cedo para pôr os arreios no burro, preparou a lenha para o fogo do sacrifício e pôs-se a caminho para o lugar que o senhor lhe indicara, levando consigo dois criados e o seu filho isaac. No terceiro dia da viagem, abraão viu ao longe o lugar referido. Disse então aos criados, Fiquem aqui com o burro que eu vou até lá adiante com o menino, para adorarmos o senhor e depois voltamos para junto de vocês. Quer dizer, além de tão filho da puta como o senhor, abraão era um refinado  mentiroso, pronto a enganar qualquer um com a sua língua bífida, que, neste caso, segundo o dicionário privado do narrador desta história, significa traiçoeria, pérfida, aleivosa, desleal e outras lindezas semelhantes.

 

In Caim, de José Saramago.

Imagem roubada a We Have Kaos in The Garden, por Kaos.

 

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Daqui se determina que, sendo Saramago, como há muito venho afirmando, literariamente execrável, é intelectualmente fascinante e faz, como se prova, um excelente uso do termo "filho da puta". O Gume recomenda (ideal para herméticos)...

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:35
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Domingo, 22 de Novembro de 2009

Riquezas do Corpo e da Alma - O Rival Desigual

(...) Arrebatando a oportunidade, dei um leve suspiro, abri o meu coração ao magistrado, largamente, como a um pai.

- É verdade, a titi tem-me amizade... Mas acredite Vossa Exclência, dr. Margaride, que o meu futuro inquieta-me às vezes... (...) Porque enfim a titi é rica, é muito rica; eu sou seu sobrinho, único paente, único herdeiro; mas... (...)

- A titi tem-lhe amizade - atalhou com a boca cheia o magistrado - e você é o seu único parente... Mas a questão é outra, Teodorico. É que você tem um rival.

- Rebento-o! - gritei eu, irrestìvelmente, com os olhos em chamas, esmurrando o mármore da mesa.

O moço triste, lá ao fundo, ergueu a face de cima do seu capilé. E o dr. Margaride reprovou com severidade a minha violência.

- Essa expressão é imprópria de m cavalheiro, e de um moço comedido. Em geral, não se rebenta ninguém... E além disso o seu rival não é outro, Teodorico, senão Nosso Senhor Jesus Cristo!

 

In A Relíquia, Eça de Queiroz.

 

_________

 

Pelas barbas de Moisés!

Há quantas gerações anda esse pulha a roubar-nos heranças?!

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Golpe por Miguel João Ferreira às 19:32
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Sábado, 21 de Novembro de 2009

Da Comédia (Significados)

Merriment and joyusness, like beauty, are ends in themselves, a positive good. The end of social drama should not be that an evil shall cease to exist, but that life may be freed for the enjoymennt of its riches.  Comedy is an immediate assertion of freedom of spirit.

 

In Write that Play, Kenneth Thorpe Rowe

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Golpe por Miguel João Ferreira às 17:16
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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Think Ahead - Memória Casual de Love Actually (O Gume Viu)

"Hiya kids. Here is an important message from your Uncle Bill. Don't buy drugs. Become a pop star, and they give you them for free!"

 

Bill Mack (William Francis "Bill" Nighy) in Love Actually

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Golpe por Miguel João Ferreira às 16:04
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

A Propósito de uma Polémica Actual

NORA: Receio, Torvald, que não saiba exactamente o que é a religião.

 

In Henrik Ibsen, Casa de Bonecas

 

Parece que no século XIX já sabiam que não se sabia o que agora julgam que se sabe...

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Golpe por Miguel João Ferreira às 20:44
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Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

O Gume Viu... Bad Timing

 

Everything I say has to be taken in the context of who I am

 

(Bad Timing, Dir.: Nicolas Roeg, 1980, screenplay: Yale Udoff)

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Golpe por Miguel João Ferreira às 13:19
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Terça-feira, 3 de Novembro de 2009

O Gume (Re)viu... Arachnophobia

 

E conclui:

 

Só há uma coisa pior do que a poluição da cidade:

É a saúde do campo.

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Golpe por Miguel João Ferreira às 15:03
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Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Farmville, Facebook, Explica Lá Melhor?

EU: Então, como foi o teu dia, que fizeste hoje?

ELA: Ufff! Trabalhei tanto que até os meus morangos morreram!

 

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O Farmville é realmente um fenómeno e os fenómenos são realmente incompreensíveis.

 

 

 

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:11
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Terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Creio Num Só Deus, Omnipotente...

 

 

 SLB:

 

3 jogos, 16 golos... Jesus, eu acredito!

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:22
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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Singularidades

Depois de saber que o Padre Fernando Guerra de 74 anos traficava armas, a população de Covas do Barroso (nome sugestivo) não temeu pela sua segurança mas pela reputação da aldeia. A natureza humana é tão coerentemente superficial que até nas localidades do interior as senhoras idosas (que depilam o rosto a par dos seus maridos) se preocupam primeiro com a imagem e só depois com o que pode acontecer-lhes.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 18:02
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Domingo, 25 de Outubro de 2009

Mediaberrações

A "Pipoca Mais Doce" é a mulher mais invejada de Portugal, e eu, que não o entendo (nem a votação, nem o conceito), devo ser o gajo mais estúpido.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:04
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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

O Gume Viu... The Pirate (É Belo o Matrimónio!)

MANUELA (Judy Garland): Please let me go!

SERAFIN Gene Kelly): Never!

MANUELA: Don't be silly!

SERAFIN: I love you, and love isn't silly...

MANUELA: Really?

SERAFIN: Aren't you interested in love?

MANUELA: No, I told you I'm going to be married...

 

In The Pirate (Vincent Minelli, 1948)

 

Escrito Por: Albert Hackett e Frances Goodrich (argumento), com base na peça de S.N. Behrman.

 

Música de: Cole Porter

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:41
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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

A Frase e o Aforismo

Mais uma razao porque, apesar de tudo, se deve respeitar Saramago:

 

A Frase:

 

"A Bíblia é um manual de maus costumes e um catálogo do pior da Natureza Humana"

 

E o Aforismo:

 

"Lê a Bíblia e perde a fé"

 

Nao é que, com a idade, Saramago está mesmo a ficar genial?

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Golpe por Miguel João Ferreira às 17:33
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Domingo, 18 de Outubro de 2009

Segundo Gume Passa Pela Alfandega

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:20
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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Taurautarquias

Hoje o Gume vem comentar as autarquicas. Votei e gostei muito. Acho que para o ano quero votar outra vez. Foi maravilhoso.

 

Entre as sondagens (maldosamente desvirtuadas em favor do PS, diz Santana - maldita Católica!) e a contagem, decorreu muita acçao rocambolesca e detectaram-se casos curiosos:

 

Numa aldeola do norte, o marido da candidata do PSD esperava (dizem) o candidato do PS, armado de palavras rijas (de chumbo). O candidato do PS (por acaso igualmente armado) defendeu-se da retórica metalúrgica com um tiro de caçadeira. Deste modo, dos dois que propunham instaurar a ordem, um está morto (o que é despropositado) e o outro anda, desordenadamente, a monte. Camilo teria usado isto para as Novelas do Minho, versao 2, Novelas de Trás-Os-Montes. Pena que já nao possa - daria uma boa história, que eu nao tenho pachorra para escrever.

 

Em Beja, o PS ganha historicamente à CDU que diz que perdeu porque tantos e tantos votantes do PSD decidiram alinhar-se à esquerda-centro e votar PS (à traiçao).

 

Em Lisboa, o PS ganha (previsivelmente) ao PSD que diz que perdeu porque tantos e  tantos votantes da CDU decidiram alinhar-se ao centro (sem esquerda) e votar PS à traiçao.

 Isto é, o PS (escumalha!) só ganhou por nao ter pejo em trair. Santana nao desiludiu e fez birra.

 

O PSD diz que ganhou (Manuela Ferreira Leite jura-o categoricamente) no conjunto de camaras e freguesias, e fala em clara e justa hegemonia do partido de Sá Carneiro.

 

O PS diz que ganhou (Sócrates assegura-o indesmentivelmente) no conjunto do conjunto  da conjuntura maior que o inclui, porque ganhou mais 20 câmaras do que antes tinha e reduziu a diferença para os rivais laranja.

 

O CDS/PP nao sabe se ganhou;

 

E o Bloco diz que perdeu e aprendeu.

 

Analsando o Clube dos Corruptos (alegadamente, claro está, alegadamente) vemos que:

 

Em Felgueiras, Fátima também Felgueiras engoliu a liçao de democracia apregoada há dias atrás e levou lenço branco da populaçao que antes lhe deu saco azul. Parece que abriram os olhos - dizem.

 

Adelino Ferreira Torres também queria ganhar mas perdeu e ficou afónico na véspera da derrota enviando por si, corajosamente, um porta-voz (que se esqueceu de o levar a ele),

 

Em Gondomar Valentim Loureiro que bate em toda a gente e dá electrodomésticos nao se lembra de ter perdido a maioria absoluta e diz "ganhámos" agradecendo ao povo

 

E em Oeiras, Isaltino Morais promete alegadamente roubar mais a quem lhe paga.

Parece que fecharam os olhos.

 

E é com estas emoçoes que decorrem em Portugal as eleiçoes nas autarquias. Que bela tourada! Com esta riqueza política, nao precisamos de Fado, nem de Fátima, nem de Futebol.

 

Alegria de nao nos faltar entertenimento, só qualidade de vida!

 

(E agora o Gume retira-se para mais uma semana de reflexao intensa)

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 19:06
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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Vá Lá Um Tipo Entender...

Co'a breca! O Gume tem andado tao doente, que nem dá de si, nem escreve, nem coisa nenhuma! Que diacho! Já era altura de se pôr decente, vestir uma gravada, vir à rua, cumprimentar as pessoas, dizer os bons dias, mostrar que existe, qualquer coisa! Assim, por certo, nunca irá a lado nenhum, a nao ser à fava, que é onde andam os maltrapilhos que só sabem arrastar-se na vida! Ora esta! Já viram o que me saiu?! E é este blog que eu leio, entre tantos que aí andam! Chiça penico, nao tenho mesmo juízo! Já mo dizia meu pai... estava certo... Pobre homem!

E pobre Gume que nao tem quem o escreva! Se algum leitor quiser fazer o obséquio...

Golpe por Miguel João Ferreira às 16:47
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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Homenagem a Zelda Rubinstein

"Little People are societally handicapped. They have about two minutes to present themselves as equals—and if they don’t take advantage of that chance, then people fall back on the common assumption that 'less' is less."

 

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 10:24
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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Evoluções, Involuções, Dubitações... (Reformulado)

- ...É como lhe digo, meu caro... O Homem é um animal de hábitos! A ideia é antiga, claro, e eu, que estou velho, sou apenas experiente, não invento nada. Não tenho muitas coisas como certas senão a morte, o imposto,os diabetes e esta coisa que vou agora dizer-lhe...

- Confesso, está a deixar-me curioso...

- E tem razões para isso. É este o caso, robusto, retirado das minhas evoluções: Um homem, qualquer homem , não é como nasce mas depois de nascer o que lhe dão...

- Asneira! Não aceito! Aos trinta anos você não é um abeto à espera de ser podado! É o que quer! Explique-se melhor...

- ...Permita-me, meu amigo; não me deixou terminar. Aconselho-lhe esse licor de malte: é do bom! Dizia-lhe eu, e por quem é, peço-lhe que não volte a interromper-me... Esta circunstância inevitável de, se se lembra, se ser o que lhe é dado, é uma amputação da personalidade...

- ...Homem, você vai de mal a pior!...

- Meu amigo, tenha paciência! Vai ouvir-me até ao fim e depois, sim, se ainda puder, arriscar-se-à a falar! Que diabo, experimente lá o licorzinho! Ao fim de dois ou três golos e de uma pitada de ouvido e paciência, pelas minhas farfalhudas suiças, vai ver que o argumento até lhe cai que nem ginjas!

- Pppfffff...

- Agora, dizia-lhe... É isso! Há uma amputação; e deixemos, faça-me a cortesia, este ponto intocável! Ora, sucedendo isto, quer também dizer que, à partida, a natureza das nossas escolhas (que moldarão e se moldarao pelo nosso carácter) estará condiconada pelo ambiente em que crescemos...

- Bom, cedo-lhe isso. Nesse ponto está certo...

- Agradecido. Vejo que já começou a tomar o gosto ao licor. É escocês. Ora, como é natural, isto é contrangedor...

- Efectivamente, meu amigo, isso dói!

- Será. Mas doi mais a ironia que contém...

- Ironia? Que quer você dizer? Chiça, que efectivamente este licor é do bom!

- Com certeza que é! O cavalheiro deverá tomar mais fé nas minhas palavras...

- ... Pois que realmente... sim senhor! Que belo sumo! Mas ora então o cavalheiro adiantava...

- Pois sim, a ironia...

- Precisamente, a ironiazinha, o meu amigo estava aí...

- Ora, pois então, como eu dizia, se seguirmos a nossa evolução da criança ao Homem, do estudante ao trabalhador, do inconsciente ao responsável, do ingénuo ao avisado, do ignorante ao culto, do rebelde ao institucionalizado…

- ... Que por vezes me parece mais uma involuçãozinha...

- Voilá! La mouche! ... se o fizermos, acabaremos, meu caro, por nos confrontar com o facto de sermos uma fera que se amansa pelas infindáveis leis da vida, acabando depois, com o cansaço dos anos, por precisar do jugo que se tornou familiar...

- Alto e pára o baile! A precisar do jugo?! O meu amigo agora está a esticar a corda!

- Tenha paciência homem! Cheire-me esse licor, que já está outra vez com aqueles ares! Ouça-me até ao fim esta pérola! Esta minha ideia faria as delícias de Darwin e outros como ele se ainda andassem por cá!

- Não duvido, não duvido... Então acabe lá isso antes que se me acabe o copo... O jugozinho, dizia o meu amigo, o jugozinho...

- Assim é... Essas correntes da juventude...

- ... Porque ser jovem é estar preso à aprendizagem...

- ... E livre a outras coisas!...

- Ha! Ha! Ha!...

- ... É muito mais do que isso, meu amigo, muito mais do que isso! Essas correntes, explicava-lhe, foram limadas por anos de habituação e tornaram-se um símbolo de refúgio...

- Ahhhh!

-... A memória distorce-se entre as responsabilidades e as escolhas, fazendo do que era uma vontade uma espécie de tédio, do que era um princípio um exemplo do erro, do que era convicção uma casmurrice, do que era uma crença um devaneio...

- Ohhhh!

-... O que desprezávamos passa a parecer-nos bom; o que evitávamos, desejável; o que nos magoava traz-nos a nostalgia do que pudemos já realizar...

- Entendo, entendo... realmente o licorzinho é bom!...

-... É no fundo como assistir à domesticação de um chimpanzé selvagem, que começa por aprender alguns truques em troca de bananas, para acabar por precisar das bananas por lhe lembrarem os truques que fazia…

- Meu amigo, estou convencido... Sem dúvida! É o malte!

- Sem dúvida...

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Golpe por Miguel João Ferreira às 20:49
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Terça-feira, 22 de Setembro de 2009

A Pergunta de Jack, O Estripador (Letalíssimos Existêncialismos)

Se eu nao estripar a dor, 

Quem estripará?

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Golpe por Miguel João Ferreira às 16:16
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Famigerado Regresso! - Declaraçao

O Gume aplicou-se um correctivo severíssimo por se ter abstido por tao largo período de aqui redigir umas breves palavras aos breves leitores que brevemente o lêem. O Gume penitencia-se como pode e sabe, isto é, com mais palavras e sem outros esforços de maior, à imagem de uma classe política que, em ou fora de época de campanha eleitoral, prima pela qualidade do verbo em detrimento da qualidade do acto.

O Gume deixa aqui a promessa, igualmente política, de a partir de amanha redigir ferozmente os mais variados e extraordinários posts, sem, para qualquer outro dia de tempo presente ou futuro voltar a falhar-se e a falhar áqueles que o idolatram (que sao nenhuns, aparte o Gume, está claro).

O Gume agradece aos que o entendem e perdoam, apoia os que o renegam e o insultam e prepara-se para degolar sem escrúpulos ou laivos de piedade os que nao o conhecem ou que conhcendo têm a falta de espinha de nao ter opiniao.

Isto é, o Gume prepara-se para degolar sem escrúpulos ou laivos de piedade o português comum...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:08
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Domingo, 13 de Setembro de 2009

Branca (Há Já Três Dias Que Nada Mais Me Ocorre)

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Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:37
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Sábado, 12 de Setembro de 2009

White Russian (Sem Vodka e Sem Kahlúa)

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Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:58
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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

O Ganso dos Ovos de Ouro (De Relance, Com 5 Ovos)

 

                                  O       O

                                       V

 

 

 0 0000

 

 

 

 

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:38
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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Do Conforto da Loucura

"There's no method to the madness... It's just like being at Home..."

 

Shelley Duvall, falando de Terry Gilliam

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 19:50
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Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Aqui Há Gatos: 9!!!

Sao 9 horas e 9 minutos e 9 segundos do dia 9 do mês 9 do ano 9 e eu estou no 9º andar.

Os números,

definitivamente,

incomodam-me.

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Golpe por Miguel João Ferreira às 09:09
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Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Tenho Dito!

JORNAL INFERNAL 666

(ÀS SEXTAS E...

COM MANUELA MOURA GUEDES)

 

Tem causado grande polémica (e demagogia) a decisão da Prisa de terminar com o "programa noticioso" de Manuela Moura Guedes.

Em pleno momento de campanha, Sócrates é acusado de censor por Manuela Ferreira Leite et allii, e televisões, jornais e rádios têm comercialmente explorado o tema, como é comum em tais circunstâncias, até ao expoente das suas possibildiades.

O Gume, que, como se sabe, é averso a episódios de feira, põe as coisas nestes termos que considera de elevada praticidade:

 

a) Sócrates é, efectivamente, um censor, principalmente com o que não lhe convém, e não tem problemas em atropelar ideiais democráticos para abafar os incómodos mais comichosos aos seus, chamemos-lhe, pontos de vista.

 

b) Manuela Ferreira Leite, pelos seus próprios lapsos (6 meses sem democracia, etc.) e por outros, chamos-lhe também "lapsos", do seu partido (no já referido caso de Marcelo Rebelo de Sousa), não tem grande suporte que sustente as suas afirmações.

 

c) Pelo amor de Deus, senhoras e senhores! Tirar a Manuela Moura Guedes do ar, não é censura, é um dever cívico! MMG é um insulto ao jornalismo!

 

Tenho dito.

 

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NOTA AOS CENSORES: O GUME É PERFEITAMENTE IRRESONSÁVEL PELAS SUAS AFIRMAÇÕES.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:04
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Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Fotografia da Minha Viagem à Islândia (Verão de 2002)

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Golpe por Miguel João Ferreira às 11:00
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Domingo, 6 de Setembro de 2009

Os 5 Penalties de Carlos Queiroz (No Comment)

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:47
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Sábado, 5 de Setembro de 2009

Demóstenes Contra As Ondas e Outras Histórias - Parte I: Do Fundamentalismo das Premissas

Há homens tão herméticos no seu raciocínio que mutiliam a sua própria capacidade retórica, por mais brilhante que ela seja. Lembro-me por exemplo de Mahmoud Ahmadinejad, Presidente do Irão. A sua inteligência é inquestionável, a sua eloquência merece atenção. Mas ela é eficaz apenas dentro da validade daquele círculo que o homem constrói em seu redor, aquele círculo de interpretação fundamentalista da sua religião e da sua cultura, que não é fundamentalista por si mesma, mas apenas de acordo com o que ele (e outros como ele) retiram dela. Assim, o extremismo de cada argumento de Ahmadinejad é de tal ordem, que as suas premissas colidem antes de atingir a chave do silogismo ou do discurso que expõe. A eloquência de Mahmoud Ahmadinejad é, portanto, fora do círculo, ineficaz.

Isto acontece porque o fundamentalismo que rege as suas crenças e convicções mais profundas, decepou a extensão das suas possibilidades. Na verdade, homens como Mahmoud Ahmadinejad, se se dessem a si mesmos a liberdade de aceitar qualquer premissa, seriam retoricamente imbatíveis.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 08:08
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As Persianas da Janela da Sala da Minha Vizinha do Quarto Esquerdo (Ela é Jovem, Inacessível, Loira...)

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Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 07:58
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Dente Direito de Elefante Africano (The Horror, The Horror!)

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Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 07:57
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Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Copo de Plástico Para Bebidas Fortes (Conforto de Plástico Para Vidas Fortes)

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Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 07:56
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A Marquesa Onde A Doutora me Deitou (Medicinal Erotismo!)

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Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 07:54
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Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

TRAMPA!

Em inglês, sem A, quer dizer "vagabundo".

Em espanhol, com A, quer dizer "armadilha".

Em português, com as letras com que se escreve, quer dizer aquilo que sabemos.

Ou seja: Seja qual fôr a língua em que dela falemos,

A PALAVRA É UMA MERDA!

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 07:27
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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Corsage na Parq (E No Gume)

Corsage, Pelo Gume, Na Parq Magazine (Aqui a Versão Não Editada)

 
CORSAGE: FINITO L’AMORE, COMEÇOU A MÚSICA…

 

Nome em francês, título do álbum em italiano, letras em inglês, colectânea em Espanha, banda portuguesa… Parece que falam do fim do amor, mas em Corsage há um pouco de tudo e, como dizem, “tomorrow is never goodbye”.

 

Corsage, palavra francesa, pode ser um arranjo de flores num vestido de senhora ou em volta do pulso. Este adereço é (cumprindo-se a tradição) usado pelas mães e avós dos noivos numa cerimónia de casamento. O termo também representa o corpete de um vestido. O seu uso transformou-se, consoante as tendências, quer nas fábricas, quer nas passerelles. Com o tempo, também o termo evoluiu, e hoje, ainda que tenha os seus floreados, é bem mais do que flores ou vestuário de senhora. É uma banda de cinco espirituosos elementos e, ocasionalmente, em concertos, vestuário de senhor, em particular do seu vocalista, Henrique Amoroso.

Nascidos para a música em data não determinada, mas uns para os outros em 2004, fruto do encontro entre Pedro Temporão (baixo – Raindogs, Cello e Actvs Tragicvs), Carlos António Santos (teclados e acordeão – Actvs Tragicvs), Nuno Damião (guitarras e sopros),  Henrique Amoroso (voz e percussão) e Rui Coelho (bateria), a banda começou por lançar um EP homónimo, editado pela Camouflage Records com distribuiçao de Música Activa, em que já se afirmava a personalidade do som pop alternativo/ indie com que os seus membros estabelecem afinidades. Poderá apontar-se-lhes a influência de Tindersticks, Leonard Cohen, The Triffids, Morrisey (durante e pós The Smiths), ainda que, disto, digam apenas estarem sóbrios. Amoroso reconhece que “são influências que temos e não podemos negar, isso seria como andar nú pelo Chiado e esperar que as pessoas não olhassem”.

Em 2005 participaram, com uma versão de Scott Walker, na colectânea "Angel of Ashes" de homenagem ao muito referenciado músico britânico, editada pela Transformadores. Seguiu-se em 2007 a integração na colectânea "Novo Rock Português" com o tema “Gate Creepers”, edição da Chiado Records.

Finito L’Amore, já com Nuno Castêdo (Pop dell’Arte) na bateria, lança os seus sons em 2009, numa edição de autor com distribuição da Compact Records. A alteração na formação, segundo Nuno Damião, reflecte-se na música, mas o objectivo de gravar boas canções pop permanece. O músico destaca ainda a aposta em instrumentos como o trompete, o clarinete-baixo, o violino e o acordeão, na busca de uma sonoridade mais tímbrica e acessível. Deste trabalho extrai-se o tema de apresentação “All Their Faces” para a colectânea Pop Nation Vol.2, da editora espanhola Bon Vivant Records. Este tema, dos mais apelativos, poderá ser entendido como uma apresentação do grupo, afirmando o seu espaço musical e demarcando-se dos demais.

A produção ficou a cargo de Helder Nélson (Dead Combo, Mikado Lab), com participação especial de Sanja Chakarun (que contribuiu com voz e letras); de Gonçalo Lopes (Alfa Arroba, iNTeRLúNio, In-Canto), amigo de longa data, no clarinete-baixo; e Carlos Santa Clara, introduzido por Hélder Nelson, no violino.

Lançado «Finito L’Amore», os Corsage conquistaram a crítica e o público. Vistos como autores de uma indie romântica divertida, passeiam o seu som entre a melancolia, o vintage, o vaudeville e um humor cáustico. Em Maio de 2009 este reconhecimento foi além fronteiras, e o júri dos Prémios Internacionais da Música e Criação Independente, atribuiu-lhes o prémio de melhor grupo português de 2009. A cerimónia de entrega decorrerá a 26 de Setembro no Gran Teatro de Cáceres.

Constituído por 13 faixas mais um interlúdio, em vinil virtual (lados A e B, distinguidos por um intervalo que não tem forçosamente de representar uma pausa), suporta a simbologia das duas faces da sua música, uma dominantemente pop, mais enérgica, a outra mais folk/ vaudeville e instrospectiva.

 O vaudeville, quase burlesco, em que Kim WIlde e Oscar Wilde podem ter algo em comum, é aliás uma das suas roupagens mais significativas, reflectida em particular nas actuações ao vivo da banda, que assume uma postura vivamente teatral. Amoroso canta o fim e o princípio dos amores e seus derivados encorpando, como vimos, um corsage e as músicas são muitas vezes tão actuadas quanto cantadas.

Aliás, Finito L’Amore é uma colecção de short stories: Corsage e os outros (All Their Faces),  esperança (Dried Up River Blues), desiquilíbrio quotidiano (Trapezist), Finito L’Amore – “on Sundays there’s never much to do” (Along The Line), o Homem-Animal escravo de si próprio (Man Is My Favourite Animal),  sátira aos Media (Gatekeepers), interlúdio carnavalesco ou L’Experience Continue (Intervalo), exortação contra a passividade “tomorrow is never goodbye” (John, John, John), a amnésia do fim que reduz o amor ao anonimato (Annonymous Ann), a jukebox de sonhos: pela música, L’Amore Infinito (Jukebox Made of Dreams), o esforço de recuperação da inocência (Viva La Gradisca), a ilusão necessária (Tenderville), a incerteza e a necessidade de tentar (West Side of the Town).

O amor, a ilusão (“é preciso fingir para acreditar” – Amoroso), o desejo, o risco, a inocência, atravessam uma ideia central, Viva La Gradisca!, num resumo musical do brilhante Amarcord de Federico Fellini. Transcriçao fonética do dialecto da Emilia-Romagna, de onde Fellini era oriundo, para io mi ricordo (eu lembro-me), o filme é uma afirmação da memória, na recuperaçao do momento de transição da inocência para a maturidade através da educação sexual de Tatti e de uma Itália recentemente unificada e relativamente livre para o regime fascista de Mussolini. La Gradisca é, por sua vez, uma região italiana multilingue de Friuli, Venezia-Giulia, na fronteira com a Eslovénia e a Áustria. A palavra é terceira pessoa do imperativo e presente do conjuntivo do verbo italiano gradire, que quer dizer “desejar”, “querer”, “aprazer” e não é por acaso que esse é também o nome da mulher mais bonita e desejada de Amarcord. Nem é por acaso que Viva La Gradisca! é a canção que afinal reúne a essência destas 13 histórias, na celebração melancólica de uma inocência que passou e não se quer perder, pelo circo da vida em que se assume que, pela música: “Cirque du Soleil/ Stanotte si festegierá / al vecchio teatro”. Como confirma Amoroso, “dizer "Viva La Gradisca!" é reconhecer aqueles que mantiveram o seu tesouro ao longo do saque”, o saque da maturidade e dos constrangimentos sociais, do mesmo modo que dizer “Finito L’Amore”na sua dicotomia com “Amore Infinito” (Nuno Damião) é uma forma de preservar a esperança de “A new life, a new start” (Viva La Gradisca!).

Para Amoroso, "o conteúdo trucida a forma se esta não tiver pernas para correr"; mas a forma da música de Corsage, numa recuperaçao da obra-prima de Nino Roti, responsável pela banda sonora de Amarcord, a sua música, desafiadora e coerente, tem pernas para isto e bem maiores distâncias. Imaginando a música como um mergulho profundo, o vocalista diz que “o que interessa não é ir lá abaixo, mas apreciar a viagem"; e a música é comunicação, “mesmo nos intervalos ou momentos de silêncio, como acontece com um autista”. Pelos próprios, “Corsage é uma espécie de contraceptivo social que queremos ver usado apenas com fins recreativos, como se faz aos doze anos e se enche os contraceptivos com água e depois se atira a alguém de quem se gosta pouco. Corsage é o fim derradeiro que nunca começa". É um Peter Pan que relembra que a infância não tem de perder-se e é sempre possível. Esta nostalgia de um passado presente sobressai também no aspecto gráfico do disco.

Este regresso não é porém regressão, e a banda reconhece que, desde 2004, “Corsage cresceu, mas a verdadeira transformação ainda está por acontecer”. Vendo a música como partilha, crê que “egoista é ficares em casa com medo e acenderes o televisor. A música faz as pessoas virem-se juntas.”

Pretendem por isso continuar a apresentar ao vivo “Finito L’Amore’ e compor novas canções. Com actuações previstas para Setembro e Outubro (Ler Devagar, Cáceres, Maxime), aconselham-nos a “como Daffy Duck, expect the unexpected”.

Corsage está portanto no princípio. Ganhou uma entrada para “o rico, iluminado e vasto meio boémio português”, mas com a consciência de que “se quiser mudar alguma coisa terá que trabalhar mais”. Por agora, “queremos é que leiam as letras”. Cada um tirará o seu significado; e, se, Along the Line, o fim, na letra, chega ao Domingo (on Sundays there’s nothing much to do), para Corsage, hoje é segunda-feira.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:26
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Urso Polar (Pata Esquerda)

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Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:25
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Quotidiano: Mais Uma Intransponível Forma Opaca!

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Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:26
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Breve Nota de Um Suavíssimo Silêncio

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Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 09:34
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Terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Manifesto Moderadamente Exacerbadíssimo Sobre A Necessidade de Ilegalizar as Dobragens

Não é segredo que o cinema é ilusão, em particular, de óptica. Umas das suas singularidades é o contraditório da ausência: o objecto ou, neste caso, o actor está à nossa frente, mas não está à nossa frente. Vêmo-lo e ouvimo-lo, mas não lhe tocamos, não o cheiramos, não interagimos fisicamente com ele.

 

Como diz Paul McDonald, apesar desta ausência do actor, não se deve esquecer que também o uso da câmara, a iluminação, a edição, mas, mais importante, o corpo e a voz do actor, contribuem determinantemente para a construção da personagem e a transmissão do seu carisma. Por isso, a pergunta "Como pode a representação construir presença de modo a compensar a ausência física do actor?" é crucial e deve ser seriamente colocada.

 

Efectivamente, é devido a esta necessidade de compensação da ausência que a voz do actor se torna no principal traço da representação. É também por isto que a dobragem resulta num crime que destroça, no ritual da sétima arte, o esforço que o actor faz para oferecer ao espectador essa ilusão de estar alí, de uma partilha entre o que finge que age e o que finge que acredita no que vê.

A dobragem, mais do que a quebra da ilusão cinematográfica da presença do actor, e mais do que a adulteração do seu carisma (e do seu talento), para além de uma limitação da inteligência, é um verdadeiro insulto ao trabalho daquele que representa e, como tal, do ponto de vista da representação, terrorismo cinematográfico.

 

ABAIXO AS DOBRAGENS!

ACIMA OS DECRETOS CONTRA ELAS!
FORA COM AS CABEÇAS DOS QUE DOBRAM, SEJA (O QUE DOBRAM) MERAS FRASES OU PÁGINAS!
QUE O VERBO DOBRAR SEJA EXCLUÍDO DA GRAMÁTICA!
A PARTIR DE HOJE UM PAPEL NÃO SE DOBRA: DEBRUÇA-SE SOBRE SI MESMO,

COMO A ALMA SOBRE O UNIVERSO,

E VOMITA COM A NÁUSEA DE O ESTAR FAZENDO!

A PARTIR DE HOJE SÓ SE LEGENDA, E COM CUIDADO!

A PARTIR DE HOJE O ACTOR FALA POR SI SEM VOZES EMPRESTADAS!

SE EU APANHO ALGUÉM A DOBRAR EU CORTO-LHE O PIPO!

EU ESVENTRO-LHE AS ENTRANHAS ENCARNADAS E FEIAS,

PÚTRIDAS E NAUSEABUNDAS!

EU ESCANCARO-LHE O CRÂNEO COM BLOCOS DE ARGAMASSA

E CARREGO-O COM TERRA E ESTRUME DE BOIS!

NÃO DOBREM DIANTE DO GUME!

NÃO DOBREM POR DETRÁS DO GUME!

NÃO DOBREM EM PARTE ALGUMA EM QUE O GUME ESTEJA OU NÃO ESTEJA!

QUEM DOBRAR, É DOBRADO ATÉ QUE OS OSSOS QUEBREM E AS COSTAS SE COLEM COM A PELE DA FRONTE!

QUEM DOBRAR É MERDA!

QUEM DOBRAR, NUM SOPRO, DESAPARECE DO MAPA!

ALÍNEA B DO DECRETO MIL DE DOIS MIL E SEMPRE:

SE UM HOMEM DOBRA É UM RATO E RECEBERÁ VENENO!

SE UM HOMEM DOBRA É UM VERME E SERÁ ESMAGADO!

SE UM HOMEM DOBRA NÃO TEM FUTURO, TEM PASSADO

E O SEU PRESENTE É ASQUEROSO!

SE UM HOMEM DOBRA É UM BICHO E OS BICHOS ENXOTAM-SE!

XÔ! XÔ, DOBRADOR DE SENTIDOS!

AK! USHI! SPLASH! PAH!

RUA! EMBORA!

DESAPAREÇAM TODOS!

SE UM DOBRADOR MAIS É VISTO NESTAS PARAGENS,

EU DEVORO-LHE A ALMA!

--------

 

(- Dr. Freudo, preciso de mais calma!)...

 

Golpe por Miguel João Ferreira às 08:34
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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Da Manipulação dos Pontos de Vista

André Bazin (1918-1958), eminente (e já finado) estudioso francês, insistia, no tempo em que podia insistir, que o chamado "long take" (plano de filmagem contínuo, durante vários minutos, sem cortes ou montagem) revela o mundo ao espectador, mas também, para além dele (e era isso que para Bazin era essencial), revela também todo o aparato cinematográfico, mesmo que não demonstre claramente que a câmara ou o cenário estão lá enquanto tal, fora dos limites da ficção que compõem.

Para Bazin, devido a essa particularidade epifânica, o "long take" deveria ter primazia sobre, por exemplo, a "montage" eisensteiniana, por dar a liberdade ao espectador de escolher, do plano, o que quisesse, em lugar de sofrer a manipulação da montagem, com características clara e fortemente políticas.

Não posso porém deixar de pensar na ingenuidade utópica da pretensão de Bazin:. Em última análise, a limitação que, por exemplo um Eisenstein imporá ao espectador no seu Outubro (1917), é a mesma que os "long takes" de Orson Welles nos dão em Citizen Kane (1941). A molldura da câmara mostra apenas o ponto de vista do realizador, que nos oferece (ao olho) o resultado das suas próprias escolhas. A isto junta-se a constrangedora limitação da Física ou da nossa realidade, como as dimensões do televisor ou o alcance periférico da vista humana.

Foi com certeza com tristeza que Bazin confrontou o seu fantasma da manipulação.

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Golpe por Miguel João Ferreira às 07:25
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Domingo, 30 de Agosto de 2009

Indignação Contra a Falsa Humildade

Se o termo ensaio quer dizer "tentativa", "esforço",

porque é que os ensaístas são tão dogmáticos?

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 07:10
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O Leão Sem Juba

Sopa de Facas, Chafurdar na Lama

 

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