Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

E Quase, Quase em Directo, Segue Um Tempo de Antena...

...E eis que, em período completamente inadequado, o Gume recupera, pautando-se pelo extremismo que aprecia e fomenta, os argumentos pró e contra a interrupção voluntária da gravidez, vulgarmente designada por: Aborto - Talvez por homenagem a certos homens que, ao contrário do que a necessidade pedia, não foram interrompidos.

 

Comecemos pela Campanha das Geniais Facções de Extrema Direita, Extremo Catolicismo e Extremo Acefalismo de que forjamos o seguinte outdoor:
 

 
ABRIU A ÉPOCA DE CAÇA:
 




- Ena, ò Lopes, isto é que foi um salto de lebre! Esta é arisca!

- Chumbo nela, ò Silva, chumbo nela! Fugir é que não foge!


 

POBRE LEBRE! PARECE-LHE BEM? CTS-PT, PTD-PST, PÊNÊRÊ, PÊMAISNÃOSEIOQUÊ:
DIGA NÃO AO ABORTO, DIGA SIM À VIDA!

 
 
E terminemos em beleza com a Campanha pelo sim, cuja coerência e justificação foi muitas vezes glorificada pelos argumentos mais patetas. Igualmente um outdoor:




Ah, a Liberdade de Escolha!                   O Aborto é Fixe!                                         Para Abortar: Por Aqui...
 

 

 

POBRE MULHER!

SE ESTÁ AQUI, AO ABORTO DIGA SIM!

UM ABORTO AO AMANHECER, DÁ SAÚDE E FAZ CRESCER!
RESTANTES PÊS.
 

 

AVISO DA BLOGTV:


Esta emissão de Tempo de Antena foi da inteira responsabilidade dos intervenientes...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 20:57
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As Górgonas

O Destino, a Obrigação e o Pecado são três mentiras do manual das bruxas:

 

EU NÃO SOU SUPERSTICIOSO.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:02
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O Elixir Da Moderna Juventude

O elixir
É uma poção que se bebe
Para tudo deixar de doer,
Para as lágrimas não caírem.
O elixir é uma fuga
É uma cura
Um consolo;
Só o bebe
Quem está farto
Da vida.
Só o pede
Quem quer
Provar o fogo…
 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:48
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Quarta-feira, 30 de Maio de 2007

Greve Geral, Mal Particular

Este Blog vai ser temporariamente encerrado
 

por motivo de Greve.
 
O Segundo Gume Protesta por:

 
Muitos motivos politicamente importantes e, por isso, perfeitamente inúteis.
Todo o Protesto é Justo, conquanto o indignado tenha a delicadeza de não se manifestar.
Se se manifestar, não prejudique.
Não prejudicando, será um protesto?

Neste sentido desejo largamente prejudicar todos os filhos de uma senhora... *###***#... que me obrigaram a ir a pé para o trabalho hoje de manhã.
Mentira, fui à boleia, graças a um amigo a quem liguei à meia-noite para, por minha causa, se levantar às sete da manhã com funções de mordomo e de chauffer. Mas isto não invalida a minha vontade anterior.

Já Teixeira dos Santos disse: "Isto de greve geral tem pouco". Teixeira dos Santos não precisa de ligar aos amigos para não ir a pé para o trabalho a que não vai, porque Teixeira dos Santos já tem mordomo e chauffer particular. Já se não os tivesse, arrisco a adivinhar, não conseguiria ir por falta de amigos... E talvez já distinguisse mais volume na greve. Talvez, senhor Ministro das Finanças, o problema esteja nas lentes. Falha-lhe a vista ou turva-o o egoísmo. Posso ajudar?

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:50
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Ícaro:

Vives na sombra do Sol porque o teu espírito é escuro. O Sol queimou-te as asas (porque foste soberbo) e tu tens pesadelos com a queda. Julgas-te Lúcifer e queres vingar-te de Deus. Um dia, dizes (nessas noites de insónia e de delírio), o Sol há-de morrer no seu eclipse; e então, pensas, serás livre. Mas tu não sabes, Ícaro, que ser livre é não ser. A Liberdade suprema vem apenas com a morte: quando os seus lábios frios te sufocam num beijo...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:20
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2007, Odisseia na Taça - Hal9000 Soluciona o Quebra-Cabeças de Jorje Jesus

O TÉCNICO: Hal, precisamos da tua ajuda. Esta é a frase:
J.J.: Perdemos por um pormenor. Consegues resolver o Mistério?


 

HAL9000: Espera... Deixa ver... Estou a medir as probabilidades... A Processar os dados... A analisar as vicissitudes da sintaxe dessa frase com todas as cincacilhas peculiares dessa partida... É difícil... É muito difícil... dois milhões de miríades no caleidoscópio dos binómios do mundo... Estou em busca de um padrão, de uma equação que me forneça a verdade... Mais um momento; mais um instante... Processado:
O meu programa tem 0'00000000000000000000000001% de probabilidade de erro. Por isso, temo dizê-lo, a minha resposta não é inteirmanete fiável. Mas eu diria: o golo de Liedson...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 00:56
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Terça-feira, 29 de Maio de 2007

Da Patologia ao Saber - De Zero a 1000

A necessidade aguça o engenho. É a estranheza que apela à procura. É a doença que move a evolução; sem o unheimliche, o desafio perde-se e o homem estagna como um paúl esquecido num campo por onde já ninguém passe e tudo esteja sêco e malsão. Os grandes psicólogos do século dezanove, que ainda não eram psicólogos, concentraram na estranheza o conhecimento de si. Como se um bicho exterior estivesse no interior e o bicho exterior que somos não o reconhecesse. Num homem vivem dois monstros que se estranham e esperam por ser apresentados. A guerra dá-se por o organismo ser simplesmente o organismo, sem regras de civilização e etiqueta. E é assim que está bem. Não se queira mais do que o que se pode ter. Isto é:Queira-se tudo.

Seja-se doente por inteiro, alienígena de si mesmo e do mundo, estranho numa terra estranha como se Marte fosse isto que somos e onde estamos e não houvesse ninguém, não pessoas, mas coisas com vida, coisas que mexessem como objectos pensantes movidos a artes mágicas.

O meu braço a separar-se-me do corpo e a dançar nos salões do vice-rei! Ah, Sá-Carneiro, ah, modernista!, Ah descobertas na invenção de mim! Adoentei-me por querer ir para além de tudo!

Se a vida é uma miséria, para quê chorá-la? Se o irremediável é já o irremediável, para quê querer remediá-lo? Se é a degradação que me toca, se é ela que importa em tudo, para quê querer negar a importância que tem? Há desgraça no mundo e ela, por destino, pertence-me?

Matar-me com três tiros de pistola num banco de jardim? Com veneno num quarto de hotel estrangeiro à espera que o meu pai me pague o funeral? Ir de burro ajaezado à andaluza subir ao raio de Júpiter, ao martelo de Thor ou descer ao Hades? Ser furioso incontrolado das sensações profundas? Para quê?

O suicídio é a cura de todos os males... Que cura? O suicídio é o sofismo ontológico. A falácia das potencialidades de ser. O erro de cálculo matemático em que, por batota, por fraude, por comezinha mesquinhez, o contabilista quotidiano se chega à Inspecção Tributária da Biologia Viva que é e declara:

«Se eu apagar estes zeros, e estes números demasiadamente redondos, se eu puser aqui mais um traço como quem veste um casaco num dia frio, quem vai notar? Quem vai dizer que existiu um problema? Tudo é perfeito. Tudo é harmonia. Nada sonda o mistério: o problema é a própria solução... Simplificar é evoluir. Está desfeito o Enigma. Estou aqui e respiro. Está feita a prova. Faltou-me, criei. Está curada a doença. Da patologia evoluí para o saber. Do Zero que era fiz-me Tudo»

 

Mas continua zero, redondo e estéril como um nada...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:26
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Scribo Ergo Sum!

Este livro que tens fi-lo de versos;
Um cofre de absurdos pensamentos;
Um alfarrábio negro de dispersos
E entrecruzilhados sentimentos.

É uma árvore seca cujas folhas
Caíram logo, à vinda do Outono,
E foram soçobrando. Tantas escolhas
Falhei por entre as dúvidas e o sono!

E assim ando! Por casa de mágoas,
Que tinha à porta uma velha tranca
Que algum descuidado atirou fora!

Entraram pela porta jorros de água
Que a esponja da lógica não estanca.
Ó fim que há tanto espero, é a hora!

(Lisboa, 07/01/94

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:12
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Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

As Últimas Palavras do Imperador de Tudo

O meu jardim suspenso foi plantado

No Livro do Destino.
Pensei-o, não o fiz.

 

No meu jardim suspenso

Sonhei ser feliz.
 

Mas feneceu, apagou-se,

Há muito que morreu:

 

Se o esqueceram os outros

Não o esqueço eu.


Eu sou Filipe, Dário,

Xerxes, Alexandre,

César, Pedro (O Grande),

Eu sou Napoleão:

 

Tenho a Vida aos Pés e o Mundo na Mão -

 

Mas não, não tenho não,

Mas não, não tenho não,

(Foi só uma ilusão).


Aqui, em Babilónia,
Num gesto embriagado,
Fiz-me Imperador de Tudo.

 

Mando sobre Nada,

Nado nesse Lago

De um Narciso transmutado e mudo...


E deixo aos que não vejo
Esta demanda,
O meu legado ao Mundo:

Ousa para além do teu desejo.
Faz se a vontade manda:
O mais é infecundo...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:47
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Sábado, 26 de Maio de 2007

Rousseau Revisitado

O Homem nasce livre e a Sociedade faz de calabouço.

Toda a liberdade se resume ao cárcere perante a existência de um outro.
 
A liberdade real é a maior Solidão.
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:55
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Sir Pain - Princípio de Uma Balada

 Seremos como velhos cruzados, perseguindo Graais, mas sem dignidade, sem honra, sem coragem. Porque o egoismo que nos move nos faz perder entre o desejo e a procura.

Temos sede, temos fome, temos sono; e não achamos mais do que dragões que esventramos e caiem mortos para tomar porfim a nossa forma.

Um dia um deles há-de reerguer-se e há-de arrancar-nos os membros, e há-de tolher-nos o crânio breve e inútil. A nossa morte há-de ser o que vivemos porque assim é toda a morte. Mas foi um devaneio o que vivemos:

 

No fim tudo é fútil.

 

(Pouca sorte, pouca sorte...)

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 02:53
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Puzzle

Que somos senão estranhos, até para nós mesmos, células que evoluem no louco ciclo dos astros, fragmentos de um todo que é fragmento de um todo que é fragmento de um todo que é fragmento de um fragmento maior…?

Destruimos tudo pela resposta que nos justifique, negando em furores que a verdade do Mundo é que estamos cansados de nós próprios...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 02:49
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Chingiznama - O Síndroma de Gengis Khan

De onde tiras, guerreiro, a convicção da luta?

Cansa-te assim tanto estar em paz?

 

 
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 02:21
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Olá, meu Gedeão!

Ainda persigo o sonho: O sonho comanda a vida.

Ainda me descomponho: O sonho não tem saída…

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: No Princípio e No Fim
Sem Som: Pedra Filosofal
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 02:13
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Vingança do Homem Só


 Sempre me negaram o amor. Sempre.

Por isso odeio negra e intensamente…
 
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 02:02
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Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

Notas de Um Escritor Subterrâneo

Alguns remendos, notas, simplesmente. Nada mais me interessa.

Excertos de uma vida incoerente. Promessas, promessas…

Nostalgias, silêncios, desalentos: onde estais, onde estou?

Nuvens, nuvens, bom tempo, mau tempo; onde vais, onde vou?

Coisas que matam, moem, marcam, mudam.

Coisas que nos deixam insensíveis:

Eis o livro das coisas que perturbam; 

E as minhas prisões intransponíveis…
 

 
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:06
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Sábado, 5 de Maio de 2007

Diário do Maquinista de Combóios

É um vazio o meu ser.

Ando fora de tempo

Como um combóio fora dos carris:

Além perdi a Gare,

Aqui perdi a Estação.

De Entroncamento a Estarreja,

 E eu não vejo ninguém,

Nem há ninguém que me veja!

Dia e noite junto ao forno que não tenho

A lançar às chamas carvão...

Tanto que ardeu na imaginação!

Pouca-terra, já lá vem mais um furgão...

Pouca-terra, pouca-terra, ò solidão!

Como um combóio, fora dos carris...

Como uma máquina antiga que falhasse...

Nada quero já, nada me quis;

Nada que eu ame ainda que durasse...

E falhar sempre no tempo como quem falha um verso!

Tudo arde nos campos por que passo,

Onde outrora, bem o lembro, houve prazer...

Tudo arde, tudo queima, tudo baço;

Que ironia, este regresso, este não-ser!

Vim tarde para a vida, sim, vim tarde;

E a morte, caprichosa, não me quer.

E agora, aonde passo, tudo arde;

Agora, aonde passo, nada serve...

Alguém que acerte a Hora ao Universo!

Alguém que impeça a vida de bater!

Pouca-terra, pouca-terra, longe, perto...

Terra, pouca-terra... há-de aparecer -

Mais terra, qualquer dia, onde viver...

Há-de vir, hei-de ser, há-de vir, hei-de ser, há-de vir, hei-de ser, há-de vir, hei-de ser,

 Pouca-terra, muita-terra, renascer!

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:51
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Lo Specchio della Maggia...

Todo o Homem é mago. Se tu esperas um milagre exterior vais fazer da tua vida um emaranhado de esperas. Toda a crença para além de ti mesmo é uma oração a um Sebastião Universal. Mas é só isto que vem de um Nevoeiro: Um sol que cega e outra vaga gélida de névoa. (Lisboa, 30/05/96)

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:46
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Credo Unum Deum, Pater Omnipotens-Do Discurso do Diabo em "O Estranho Assombro de Belchior Martinho"

Todos somos Deus se o quisermos ser, se aceitarmos que Deus somos nós. A Fé não lava a angústia quotidiana, mas dá poder aos bruxos que a governam. Os padres são uns ladrões de almas. Roubam aos tolos para pedir resgate. Pela submissão, pelo dinheiro, pelo prazer. Eles têm olhos e serpentes num frasco sob a cama. Debaixo do tapete do quarto um alçapão esconde uma sala de torturas. Num armário estão cabeças decepadas que suplicam ainda compaixão. Mulheres e crianças nuas gritam das paredes a que ainda estão amarradas, os penitentes pendem do tecto gemendo em latim a confissão de existirem e o pecado de amar. A casa fede a vinho, por todo o lado há papéis, contractos, letras, contemplando negócios com ministros, banqueiros, mercenários, magnatas. O ar tresanda a corrupção. Por detrás de um quadro da Última Ceia ocultam um cofre com segredo onde guardam as esmolas dos fiéis. Dessas ofertas de sacrifício e de sangue hão-de um dia mandar fazer um palácio. Até lá descansam sorridentes sobre a ingenuidade das massas. Porque eles sabem, como qualquer Homem Livre, que Deus é uma extensão deles mesmos mas que o comum dos mortais não suporta contemplar tal extensão. As massas precisam de expurgar o absurdo como um corpo repele os seus excrementos. Tirar-lhes isso é tirar-lhes o ar com que respiram e impedi-las de ser. Por isso a Igreja é o Estado mais poderoso do Mundo e o mais tirânico e cruel. Negar a Igreja é negar os medos do Homem e, como tal, parte da sua natureza débil e da sua História. É esse afinal o seu maior Poder: saber que os Homens negam maioritariamente o seu Deus (a divindade inegável que está neles mesmos) permitindo-lhe assim que se mantenha imortal.
 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:34
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Sobre os Donos do Mal ou os Senhores do Mundo

 Ele era talvez um homem com aptidão natural para o conflito. Nele havia sempre a ânsia da disputa, uma vontade de guerra, uma chama ígnea de rancor. Os seus desejos não tinham calma nem paz, nem simpatias, cuidados ou ternuras. Rios de sangue, pântanos de morte, areias movediças de tormentos eram os seus ideais secretos e profundos, as suas aspirações. Queria por vezes que um outro o ofendesse, apenas para polir as suas razões mais do que suficientes e justificadas, para assegurar a força retórica de um ataque, uma agressão, de uma investida, para assegurar na assembleia social, na plataforma política das discussões e dos discursos a legitimidade da sua maldade humana. Ele era mau, mas não era único. Tinha apenas de se preocupar em gerir democraticamente, entre todos os homens vis deste mundo, a sua maldade imbecil e bestial. Se tudo lhe era turvo, havia que saciar a sede de vinganças. Dizia ele que assim, através da violência infundada (como o é toda a violência), mitigava a sua angústia. Mas este homem não era o executante físico. Toda a sua acção era moral. Ele era um Senhor do Mundo ou, senão deste, pelo menos, um Senhor de alguém que não era senhor de si próprio. Matava, assim, sem ter de verter sangue. Sem ter de manchar as mãos. Pesava apenas crimes que não tinha numa consciência adormecida que jamais o impedia de dormir. Porque há homens consumidos pelo ódio que não suportam ver as suas mãos manchadas, mas que mancham tudo em seu redor. Mas no fundo, tais homens são uns cobardes sem dignidade ou valor: a Sorte que tiveram foi-lhes tão ingrata que não lhes deu sequer a dignidade de cumprir as suas

próprias convicções...

 
 
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 10:59
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Reformulando a Lição de Inocêncio X, Papa Iluminado, mas Pouco...


 

Vir ao Mundo é um acidente cósmico, um revés mal-fadado da Fortuna. O instinto do que nasce é amaldiçoar a sua Sorte. É por isso que choram os recém-nascidos.
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 10:38
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Inland Empire - Hollywood Ending - From Linch to Allen

 Um dia, meu amor, vou ser famoso. As multidões vão fazer fila nas ruas, nos passeios, à porta dos hotéis onde eu me queira hospedar e dos aeroportos das capitais onde aterre. Vou ser uma estrela! Já imaginaste? Eu! Uma estrela!

 Tenho a certeza disso porque pus de lado da razão a impertinência da dúvida. Sim, sem dúvida que é certo. É um feito consumado mesmo que por agora ainda esteja por ser. Mesmo que por agora não seja mais do que um sonho no mais fundo de mim.

A verdade não está na verdade ela mesma (que nunca o é por inteiro e intrinsecamente) mas naquilo que a alma de cada um lhe dá. A minha fé é o meu Futuro. Mas eu não tenho fé (logo não tenho Futuro?).

Cepticamente me declaro sobre-humano e cepticamente afirmo (com a categorização soberba que há no dogma) que a Glória me pertence. Tudo é meu no que há-de ser.

Ah, prognósticos! Ah, prenúncios! Ah, excitação!

 

Queres o meu autógrafo por antecipação?

Queres o meu corpo, a minha boca, a minha solidão?

Ou a minha amargura, a minha exaltação?

 

E que tal este meu pobre coração?...
 

 
Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Big can be so small!!!
Sem Som: Heartbreak Hotel
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 10:19
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Diário do Poeta Anoitecido...


 

Escrevo nos dias a minha solidão...


 

Alguém que venha aqui e me dê a mão!
 
Tu sim, meu amor,
(Tu não),
Tu sim, meu amor,
(Tu não)!
 
Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Contraditório
Sem Som: Sem som Sem som Sem som Sem som Sem...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 10:15
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Sentado na Brasileira, com um Café na Mão e a tua Estátua Adiante...

Talvez adormecesses escrevendo os teus poemas.
 

Talvez valer valor não valha a pena,

Talvez tenhas achado o génio da garrafa.
Talvez tenhas achado o génio na garrafa
Talvez criar seja imitar apenas…
Talvez criar seja imitar as penas
 
Que importa o como, ante o que o génio faça?
Que importa se o teu génio se ultrapassa?
 
O alcool é a inspiração da expiração
Respira essa aguardante, ò Excitação!
 
Beber para esquecer que se bebe -
Beber só porque a alma tem sede..
 
Eu e tu, frente a frente, sentados na mesma mesa...
Eu e tu, falando francamente... com franqueza!
 
O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor...
Ah! Eu e tu! Francamente!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 10:10
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O Leão Sem Juba

Sopa de Facas, Chafurdar na Lama

 

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