Segunda-feira, 31 de Março de 2008

Eu Luto Pelo Luto!

O Gume apresenta a Lista da Pobreza.
Chegou-nos por e-mail a Lista deAposentados (estatais) no ano de 2005 (Janeiro a Novembro) com os valores das "pensões de miséria" (como disse o nosso Almeida Santos) que recebem os nossos políticos depois dos imprescindíveis e valorosos serviços prestados à pátria lusa e, consequentemente, a si, caro Gumoleitor!
Esta lista de 2005, provando-se um bom hábito, alargou-se e consagrou-se de modo excepcional em 2006, podendo, para os invejosos (maus! maus!) mais curiosos, ser consultada em: http://www.cga.pt/publicacoes.asp?O=3
Eis então um pequeno trecho da malfadada lista:
Janeiro
Ministério da Justiça
€5380.20 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Março
Ministério da Justiça
€7148.12 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
€5380.20 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5484.41 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Empresas Públicas e Sociedades Anónimas
€6082.48 Jurista 5 CTT Correios Portugal SA
Abril
Ministério da Justiça
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5338.40 Procurador-geral Adjunta Procuradoria-Geral República Antigos Subscritores
€6193.34 Professor Auxiliar ConvidadoMaioMinistério da Justiça
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
€5460.37 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5338.40 Procuradora-Geral Adjunta Procuradoria-Geral República
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
Junho
Ministério da Justiça
€5663.51 Juiz Conselheiro Supremo Tribunal Administrativo
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
Julho
Ministério da Justiça
€5182.91 Juiz Direito Conselho Superior Magistratura
€5182.91 Procurador República Procuradoria-Geral República
€5307.63 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
Agosto
Ministério da Justiça
€5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Conservadora Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5043.12 Notária Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Conservador 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5027.65 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5159.57 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Ajudante Principal Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€ 5173.46 Notário 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado
Setembro
Ministério dos Negócios Estrangeiros
€7284.78 Vice-Cônsul Principal Secretaria-Geral (Quadro Externo)
€6758.68 Vice-Cônsul mdash; Secretaria-Geral (Quadro Externo)
Ministério da Justiça
€5663.51 Juiz Conselheiro do Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador do Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador do Conselho Superior Magistratura
Ministério da Educação
€5103.95 Presidente Conselho Nacional Educação
Outubro
Ministério da Justiça
€5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
Novembro
Ministério dos Negócios Estrangeiros
€7327.27 Técnica Especialista Secretaria-Geral (Quadro Externo) Tribunal de Contas
€5663.51 Presidente Ministério da Justiça
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
€5015.16 Professor Coordenador Inst Superior Engenharia Lisboa
«Boas Vidas!!!», dirão os mais mesquinhos. Mas pensarão eles, por acaso, ao fazerem tais comentários, nos sacríficios que fazem estes nobres senhores que nos governam, para terem direito a estas "regalias"? É merecido, dizemos nós! É merecido! Porque estes nossos políticos, autênticos heróis, se acham com frequência (e uma incoveniência enorme) longe das suas mulheres e amantes habituais (ou maridos e amantes), longe dos/as seus/suas filhos/as (próprios/as ou alheios/as), longe do seu bem amado país (por exemplo nas Caraíbas, nas Bahamas, nas Maldivas, em Ibiza), forçados a guardar o seu capital (que eles queriam colectivo, para o proteger, por obrigação, dos olhares gulosos dos fracos de espírito) em contas lá além na Suiça ou em off-shores horrivelmente longínquas e rentáveis, compelidos, contra sua vontade (porque são gente simples adepta dos ideias budistas) a viver imersos no luxo, no snobismo, na artificialidade bujuda da opulência, constrangidos a saborear a preguiça recompensada (o que contraria princípios cristãos profundamente enraizados) e o mais desinteressado e essencial bem-estar.
É portanto a inveja dos fracos que está mal e não a justa recompensa dos fortes e bons.
Exemplos desta perspectiva (ou melhor, realidade) não nos faltam. Note-se, a título ilustrativo:
Com as eleições legislativas de 20 de Fevereiro, metade dos 230 deputados não foi reeleita. Os que saíram regressaram às suas anteriores actividades.E foi com tristeza, estamos certos, que o fizeram. Porque a lei, sempre inconveniente, para além de os privar da remissão do serviço público, os força, ao terminar o exercício das suas funções (falamos essencialmente de deputados e governantes) ao escandaloso direito de receber um subsídio dito de"reintegração."
Passamos já a apresentar os valores desse subsídio, antes deixamos esta nota importante - a lei de que falamos foi aprovada por estes deputados corajosos que com ela se prejudicam em nome de um ideal maior do que qualquer materialidade. A lei é-lhes penosa, mas pelo bem do prestígio de quem trabalha para outrém, eles aplicam-na implacavelmente para, com a adequada imagem de requinte, poderem ainda, por via da passividade inútil da sua existência de emplastro, continuar a servir a Nação. Não sei, Gumoleitor, de maior nobreza do que esta.
Anotadas as impressões filosóficas, passemos à matemática:
Deve pagar-se um mês de salário (3.449 euros), por debutado/ homem de estado, por cada seis meses de Assembleia ou governo.Desta maneira um deputado que tenha desempenhado as suas funções durante uma Legislatura recebe seis salários (20.694 euros). Se o tiver feito durante10 anos, recebe vinte salários ( 68.980 euros). Feitas as contas aos deputados que saíram, o Erário Público desembolsou mais de 2.500.000 euros. No entanto, há ainda aqueles que têm direito a subvenções vitalícias ou pensões de reforma ( mesmo que não tenham 60 anos). Estas são atribuídas aos titulares de cargos políticos com mais de 12 anos (de serviço, entenda-se, não de idade - estamos a falar de tempo de funções desempenhadas e não [como também se aplicaria] de claridade mental).
Entre os ilustres reformados do Parlamento encontramos figuras como:
Almeida Santos....... ......€4.400
Medeiros Ferreira................. €2.800
Manuela Aguiar.....................€2.800
Pedro Roseta............ ...........€2.800
Helena Roseta. .................... €2.800
Narana Coissoró.................. €2.800
Álvaro Barreto................... €3.500
Vieira de Castro ...................€2.800
Leonor Beleza........................€2.200
Isabel Castro........................ €2.200
José Leitão........................ €2.400
Artur Penedos........................€1.800
Bagão Félix............................ €1.800
Quanto aos ilustres reintegrados, encontramos, por exemplo, os seguintes ex-deputados:
Luís Filipe Pereira............€26.890/9 anos de serviço
Paulo Pedroso .. ......€48.000/7 anos e meio de serviço
David Justino .......... €38.000, euros/5 anos e meio de serviço
Mª Carmo Romão ... €62.000/9 anos de serviço
Luís Nobre Guedes . €62.000/9 anos e meio de serviço
A maioria dos outros deputados que não regressa, isto é, apenas da última legislatura (3 anos), tem por esse esforço direito (sagrado!) a cerca de €20.000 cada .É por isto que, bem, estes heróis nos pedem (de acordo com o seu estóico e desinteressado exemplo) SACRIFÍCIOS, de modo a DEBELAR "A CRISE".
O Gume considera importante que Portugal saiba COMO SE GOVERNA QUEM GOVERNA. E, para dar tal prova, não mostrou senão um "teaser-trailer"de todo o filme actual que, pelo drama e suspense em que se envolve, suscita o maior entusiasmo. Porque, caro Gumoleitor, HÁ MUITO MAIS...
Assim,
BASTA DE MESQUINHEZ!
LUTE PELO SOSSEGO DO POLÍTICO PERSEGUIDO PELA INVEJA,
PELEJE PELA PAZ DO POBRE QUE NOS SERVE!
E EM NOME DESSE IDEAL, PROPOMOS:
Dias 21 e 22 de Maio use BLUSA /CAMISA PRETA e ponha um PANO PRETO NA JANELA.
AJUDE ESTA CAUSA!
NOTA:
Este post serve apenas propósitos didáticos e não visa senão o termo irreversível da futilidade Humana e da fraqueza de espírito da população portuguesa que previligia o material face ao espiritual (coisa feia!, vergonha! provincianismo!). Para que a Moral e a Decência voltem às nossas casas (e apenas por esse fim valoroso), pedimos (para todos e não só para nós):
ADIRA À RECTIDÃO,
DIVULGUE ESTE POST O MAIS QUE POSSA!!!
Se enviar este post a 10.000.000 de pessoas, o Gume não lhe roga pragas e deseja-lhe tudo de bom - mas sem materialismos!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 18:10
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Musica II - Reinventando Drummond


Uma coisa triste no fundo da sala.
Disseram-me que era Chopin.
- «Encantador» – respondi secamente; e recostei-me...
O meu interlocutor falou então de um desgaste quotidiano,
Vaticinou que esta vida é uma porção de deveres,
Estabeleceu metereologias e furores de dentro e fora da alma,
Relacionou sistemas e culturas com os calabouços do Homem,
Argumentou que as estrelas são simples candeeiros esquecidos pelos deuses
Quando há muitos anos se deitaram para dormir para sempre...
Constatando, enfadado, que eu nada dizia,
Perguntou caçoando o bigode o que eu achava...
Eu considerei as contas que era preciso pagar,
Os passos que era preciso dar,
As dificuldades…
Tudo parecia tão pesado,
Tão complexo,
Tão inútil...
O que havia a dizer?
Assim,
Enquaderei o Chopin na minha tristeza
E adormeci,
Deixando ao homem do sonho a responsabilidade de pagar todas as dívidas
E ao meu aborrecido interlocutor
O copo de gin ainda por beber
Que talvez guardasse essa resposta
Que eu não soube
Não quis,
Não pude dar…
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 17:05
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Este País Não É Para Novos

Desemprego, pobreza, precariedade, ignorância, corrupção, passividade, educação e saúde em situações miseráveis, insegurança, escândalos, desiquilíbrios, falta de saídas (profissionais ou não), de evolução, de sentido de aproveitamento da vida...
E no Jornal de Negócios (Online - hoje 31/03/08) esta notícia:

"A Portugal Telecom deu prémios a alguns trabalhadores e gestores pela vitória na Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pela Sonaecom. Só os administradores receberam 4,98 milhões de euros por terem derrotado a oferta."


E para o Gume, não há nada??? Nós contribuímos para essa vitória!! Não me lembro como, mas nós contribuímos! (Por exemplo a dar o couro dia a dia - o couro dos melhores anos...)


A Eterna Ingratidão deste país! Tudo se faz por pensões e muletas - Está claro que não foi feito para os jovens...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:47
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Queixume da Alma Segundo Rimbaud - Original e Tradução

Oisive jeunesse,
À tout asservie,
Par délicatesse
J'ai perdu ma vie…
..............

Juventude alada,
De tudo cativa,
Por ser delicada
Perdi minha vida…
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:39
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Sinal de Alarme - O Parlamento Adoece (Verbo em Sentido Activo e Transitivo)

Jaime Gama, Presidente da Assembleia da República, veio publicamente elogiar Alberto João Jardim, salientando as suas (de João Jardim) capacidades como Don (perdão Chefe, aliás, Presidente) do Governo Regional da Madeira, e fazendo notar o que crê serem grandes qualidades no governo(passo a repetição) que um dos nossos mais queridos bufões tem levado a cabo nessa ilha.
Do ponto de vista político, social e Humano, o Gume aplaude em Jaime Gama o exercício democrático do seu direito à opinião.
Do ponto de vista da saúde pública, o Gume está preocupado e aconselha aoPresidente da Assembleia um bom manicómio.
Há anos que o dizemos, mas não nos dão ouvidos: é evidente (cada vez mais evidente), que o Parlamento não faz bem a ninguém (dentro ou fora dele) -
"A DEMOCRACIA É O PIOR DE TODOS OS SISTEMAS COM EXCEPÇÃO DE TODOS OSOUTROS".
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:31
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Love Hound

Strange!,
Always too late,
Purchasing our fate,
Drinking our hate,
Afraid
Of our sounds…

Why?
Why must we die,
Collecting lies,
Lied
Down on the ground?

Hope
Is thinner and colder
As I’m growing older
Over n’ over,
Leaving my crown.

You,
Are my blood and air
My only despair,
My vanity fair
I’m out of my bounds,

Woman,
I’m your hound,
Woman,
I’m your ground,
Always your ground.

A vein
Has blown away
But we’ll restrain
Our wounded sounds;

I’m blamed,
My love’s a flame,
Under your name,
I’m your clown.

It’s a shame
This stupid game,
When all’s so vain…
What have we found?

It’s a way
Of bareing pain,
We’ll drink to «heys!»
And we’ll drown…

Hey!,
Life has many faces,
Hate blames you for blaming,
You’re burning,
You’re put out.

Forget,
All memory’s regret,
Smoke your cigarette,
Bet,
And lay down.

I play,
But luck’s far from my way,
I loose everyday,
But hey!,
That’s what’s fun about it!

Oh, I,
I see only you
And you despise only me,
And all that you see
All around.

Don’t mind that bitter in your mouth,
Don’t mind those eyes of sphinx that know no joy
I am a vagabond, I wonder all about
The stones, th’ elapids and the void.

Yes, woman,
I wonder about,
Woman,
I‘m your hound,
Despise, and scream and shout,
Woman
I’m your ground,
Woman,
I’ll be your ground,
Always,
Always your ground…
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:19
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Sacos de Plástico...

...São poluentes e desagradáveis e feios e vazios e barulhentos e incomodativos e artificiais e destrutíveis e efémeros...
E, quando ponho gente e sacos lado a lado, é este o meu directo pensamento: Nós, ditos "OS HOMENS", dispomos desta rara qualidade - ser BIO-DEGRADÁVEIS. O que há, demais, que nos distinga?
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:06
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Dorme, Ò Português, Sem Preocupação...

Nas Crónicas do Jornal de Negócios (Online, 31/03/08) li esta meditação de Camilo Lourenço:

"António Borges disse ao "Público" que depois de se envolver activamente noPSD (em 2005), a Goldman Sachs, o banco para que trabalhava, perdeu os contratos que tinha com o Governo português. A informação circulava há muito nos bastidores da finança (jornalismo de negócios inclusive) mas tem a importância de ser confirmada pelo próprio. Até porque Borges, um dos melhores economistas e pensadores que Portugal tem, foi mais longe nas acusações: a Goldman nunca mais teve trabalho na áreado Estado, nem sequer em empresas onde a sua presença é minoritária ou onde tem 'golden-shares' (o desmentido do ministro, que até tem feito um bom trabalho, não foi esclarecedor).O episódio, demasiado factual, ilustra um dos maiores problemas da sociedade portuguesa: quem pensa de maneira diferente da linha oficial, fica a pão e água.Porque os tentáculos do Estado são longos. Muito longos. Pouco importa que as coisas se tenham passado com o PS no poder. O PSD, quando por lá anda, faz coisas parecidas. É típico dos países pequenos, dir-se-á. Não. É típico dos países onde as relações entre o Estado e a sociedade se regem por critérios de promiscuidade e impunidade (e ainda nos queixamos do nosso atraso crónico?). No caso vertente, o assunto legitima outra pergunta: se o Estado faz isto a uma instituição com o peso da Goldman, o que fará a outros "players"de menor peso?"

Camilo e portugueses, não percamos a calma! Já chamámos o tratador do Zoo. Não será (digo eu) por muito mais tempo que este Polvo andará aí à solta. -

Mas acordem na hora de eleições, pá!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 10:50
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Domingo, 30 de Março de 2008

Sobre a Arte do Festejo

Dos "Avatares de um Desejo" de Bruno Sena Martins (http://avatares-de-desejo.blogspot.com/), fomos roubar esta pérola de cultura futebolística sobre a arte de bem festejar e o handicap que infelizmente ainda revela nesse campo o nosso herói da biqueirada ao esférico, Cristiano Ronaldo (o original: http://avatares-de-desejo.blogspot.com/2008/03/ronaldo.html)
E a cópia:
«Após marcar um golo, Ronaldo hesita sempre entre a euforia, a pose majestática, a encenação da serenidade, e a comunhão colectiva. Como Cantona demonstrou, a pose majestática deve ser usada nuns poucos golos fantasmáticos e, sob nenhuma circunstância, desbaratada com golos de ressalto. Como Thierry Henry demonstrou (nos tempos do Arsenal), a encenação da serenidade exige uma stasis facial anatomicamente preparada. Quanto à euforia, ou bem que se tem um salto acrobático no portfolio ou mais vale rebolar e esbracejar, como uma criança, ao estilo do Inzaghi, um rapaz que tanto tempo depois continua à beira de um ataque cardíaco cada vez que põe as redes abanar. Já a comunhão colectiva exige que a diluição do heroísmo individual, no meio dos abraços suados, tenha um mínimo de sinceridade proletária, algo ao alcance de um Rooney, por exemplo.A Ronaldo não só falta uma escola estilística na hora de festejar o golo como, com tanto golo para ensaiar, mistura as escolas sem critério e chega ao extremo de passar por toda a paleta performativa num mesmo festejo (as caretas são uma inovação atroz). Ronaldo não é ainda um jogador completo.»

E para celebrar este post (que é um hino) o Gume sugere os seguintes festejos:



Sharapova no seu melhor...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:27
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Do Crítico Literário - Diário do Admirador de Lombadas...

Há quanto tempo já não leio um livro? A literatura inteira perdeu-se no tédio das minhas horas. Folheio as páginas, admiro os títulos, aprecio as capas. Tudo o mais me passa ao lado como ao homem casto é indiferente o desejo. A livraria, mesmo a mais modesta, é para mim um Museu. Entro, contente por ser domingo e eu não pagar a entrada - curiosamente é sempre domingo numa livraria, na minha hora de entrar. Contemplo as peças postas e tenho sempre cuidado para não lhes mexer. Se estão de frente penso: «Que capa bonita!», mesmo que o não ache. Muitas vezes não encontro meio (por mais que tente) de compreender aquelas obras em que (apesar do que eu considero defeitos) outros homens com nome (um nome mais sonoro que eu não tenho) vêm arte; mas se estão alí, naquele espaço sagrado, e se estão expostas é porque uma autoridade as entendeu e as considerou importantes e eu respeito sempre a autoridade.
Se os livros estão por ordem, na sua prateleira, percebo que estão catalogados, e que o modo correcto de estarem é exactamente assim como estão. E mesmo não alcançando a intenção do autor e o critério que o expositor escolheu (o que normalmente acontece), considero, um pouco mais alto, para que à minha volta me ouçam e tudo pareça bem: «Que rica lombada! Que ordem! Que perfeição! O artista estava embrenhado de rigor estético!» E, considerado isto, vou-me embora, agradecendo muito a tolerância e o cuidado aos curadores do Museu. É no fundo o meu método de abarcar a realidade de um livro. Porque o meu método transmite esse consolo agradável de uma calma sensação de segurança, mesmo que esse consolo, essa segurança, não sejam mais do que a consequência natural de uma continuada representação de que me acho quase sempre consciente. No fundo, não leio: passo e finjo que leio. Finjo que compreendo. Finjo que sinto como é suposto sentir ou, simplesmente, que sou realmente capaz de sentir. Finjo que gosto de gostar.

É também assim que faço com a vida...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:32
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Breve Interpretação da Vida Segundo um Romance de Fiodor Dostoievski


 

 
O crime é o castigo.
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:10
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Sábado, 29 de Março de 2008

Do Princepezinho (Uma Lembrança)

Sentiste hoje, Miguel, como estás velho. A conversa era trivial como qualquer conversa quotidiana. Depois alguém quis subir-lhe o interesse. Começou-se a falar de livros, dos melhores, dos eternos. "Le Petit Prince" de Saint-Exupéry não podia deixar de ser mencionado. Os que o leram lembraram os melhores momentos; e falaram, é claro, do elefante dentro da jibóia que os adultos, esses cegos confusos que buscam o coração perdido algures no final da infância, não reconheciam. E eu, muito sério, muito atento (como é meu costume), lembrei o desenho com eles. E só vi um chapéu… E sabes tu, meu espelho, qual foi a pior descoberta? Também eu busco o meu coração que está perdido, e nem sequer o sabia…
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:20
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In-Descrição

A típica mulher francesa
(Que se deita sobre a mesa,
E se rebola em can-cans)
É quente como o lume:
Arde por dentro e por fora,
E incendeia, na hora,
Mesmo a carcaça malsã!

Porque sabe que as causas são maiores
Do que ideais de livros moralistas,
A tudo o que é moral, ela é imune.
Tomou como costume,
E só por seus amores,
Tomar conta de si, a Idealista!

Pinta por isso as unhas e os cabelos
Como quem pinta telas de Lautrec:
«Antes de mais, um estilo impressionista!
Senão o for, alors, cherrie, forget! –,
Explica com grande entusiasmo –
«Os outros estilos, nem vê-los!
Gaston, os meus chinelos!
Je part en voyage!»
É uma senhora culta, já se vê,
Que despreza o pasmo e o marasmo,
Mas, estranhamente, aprecia a bricolage!
Ainda que com outras variantes…

Mas vá, o importante
É constatar como ela vê a vida
E as várias incursões no quotidiano:
Presumivelmente presumida,
Ela é na verdade uma bacante
(No sentido mais clássico do termo)
Que faz sagrado tudo o que é profano
Do ermo mais distante ao outro ermo!

E há beleza em ver que os seus olhos,
Que se refractem em folhos
De luzes siderais,
Mudam comummente e em casos tais
Que acompanham a razão do seu humor:
Reflectem a alegria e o azedume,
O frio e o calor!

E a côr que têm sempre é divinal:
Por vezes de avelã,
Por vezes côr de estrume,
Um tom constantemente excepcional!

Se acaso quer passar despercebida
(Por ser reservada e muito humilde)
Pinta os seus caracóis de permanente,
De um loiro oxigenado fluorescente,
De modo a que ele brilhe um pouco mais…
Zela, claro, para evitar os excessos –
Que são muito banais…

O Coiffeur é Jean-Marie Clotilde;
A toilette é feita na Cremilde;
E o tailleur é o Gigi, um inovador,
Um génio da Couture e do Progresso!
Nascer em França, está visto, é do melhor:
E nem importa se isso tem um preço…

Também é de espantar um seu capricho
(Muito inocente, e casto, por sinal)
Em (de acordo com um método importado)
Fazer do seu humilde lar um nicho
De festas de «carácter social».
Como o quarto de Hotel é alugado,
Ou a mansão paga por um noivo rico,
Madame encolhe os ombros: «Não tem mal!»

O facto é que ela é impressionante:
Enquanto nos artigos das revistas
Surgem boatos de ser materialista
E até um pouco libertina,
Ela mostra ser espiritual
E até conservadora em demasia!
Diz que é a sua sina!

Gosta pois de respeitar
(E quem diria?!)
Uma tradição de traços extravagantes
De, através de um particular exibicionismo,
(Que considera o bastante),
Se tornar na figura dominante:

«Dominar – afirma – é um preciosismo,
E o preciosismo quer-se praticante!»

Aprecia (à margem dos sofismas)
Observar com cuidado os vários prismas
Ditos «introspecções da vida»
De forma simples, coesa e resumida,
Para não abusar do seu papel
De intelectual assumida,
(De que é deveras fiel)
E que abraça com ternura especial.

Tem como tese principal o “Positivismo”
E um “à-vontade” fora do normal,
Com um lato sentido prático
(E isto é um eufemismo!)
Das coisas e dos modos.
O seu raciocínio, arguto, nunca é estático:
Viaja, e pensa os casos todos!

E ainda assim, pobrezinha,
(Talvez por (lá no fundo!) ser sozinha)
Chora por tudo:
Mesmo quando perde o gato! –
Mas esse Entrudo já faz um pouco parte
Daquela arte do sentimentalista:

Adora o teatro, o palco , o drama,
A maquilhagem fantasista!
Gosta muito de ser protagonista
(E o seu enfoque tem chama!)
De qualquer tema sócio-filosófico.
Como qualquer polemista organizado
Distribui as suas elações
(Nome que dá a difamações e intrigas)
Por secções, por dossiers, por siglas,
Por títulos, por quadros e por tópicos.

Tem muito tacto.
Disserta sobre sexo ao desbarato
E plena de sentido solidário
Aceita como aluno qualquer tolo…
É um(a) turista praticante e regular
Com inúmeras hipóteses no rolo!

Autodidacta, fala muito:
– Um pouco de tudo –
E este tudo (este muito!)
Note-se o brilhantismo!,
Está, do povinho, acima, muito furo!

Gosta de estudar em secretismo
O perfil da Concubina do Futuro…
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:09
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Apontamento Sobre Arte e Estética:

É estético o que suscita o desejo. A Estética é a disciplina da voluptuosidade. A Arte é indiscutivel, indubitavelmente adogmática. O dogma que agora estabeleço não está na Arte mas fora dela e é de fora dela que eu o constituo como parte integrante de si. Os frutos da árvore que ela é podem cobrir-se de propósitos universais, mascarar-se, talvez, de Humanitários, podem dar-se, alugar-se, vender-se, apelar às massas. Mas quem os morde e os sente, o sentido que têm ou não têm, o agradável ou repelente que suscitam, o conforto ou o asco, o belo ou o feio, são sempre de um único homem ou o juízo de um particular. Podem até procurar impôr uma apreciação, um valor, promovê-lo no quadro da importância social, dar-lhe estatuto de lei, incuti-lo no padrão social de Bom e de Belo, talvez até (grave ofensa à Arte), de Moral. Mas não podem, aquém da máscara social, controlar a reacção do indivíduo perante aquilo que vê.

Música que ouço em não sei que espaço, eu quero-te no meu quarto, queria, talvez, ter sido eu a compôr-te… Colunas de não sei que templo, essa imponência apela ao meu desejo de ter-vos como parte material da minha porta… Quadro de não sei que cores, as minhas paredes brancas pedem-te que as enfeites, que lhes tires a palidez quotidiana… Mulher, doce mulher, de um qualquer Deus, enche o espaço vazio da minha cama! Se eu te desejo, tens a toda a Filosofia, toda a Moral, toda a Estética que suporto e até de que preciso! Se eu te quero, se acordas com força o meu desejo de posse, então, objecto, iguaria, espaço, temperatura, corpo, ar, seja o que fôr, se eu te quero, se eu te tenho amor, és sem dúvida Arte e essêncial! E eu hei-de ter-te até que enfim me farte, e que voltes, de novo, a ser banal…
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 07:03
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Sexta-feira, 28 de Março de 2008

Sou Miguel, Mas Não Schumacher... Vamos Com Calma!

Deixei o carro ir a baixo 12 vezes, ia atropelando um polícia, segui um sentido proibido, pensei que o STOP queria dizer "Acelere", não cedi prioridade a uma ambulância em marcha de urgência num entroncamento em que ela a teria naturalmente (mesmo que fosse um carro de bois), vi verde no sinal vermelho, buzinei com o susto (3 vezes pelo menos) quando um cão a 7 metros do carro (contados a dedo) atravessou a estrada, bati ao estacionar num contentor do lixo e pedi desculpa à velha que me olhou com um ar de quem me achava doido. Para minimizar os estragos, tivemos de pôr a meio do percurso um sinal nos vidros com o aviso: «mulher ao volante». Pareceu-me ouvir junto a uns semáforos: «vai para casa, ò loira!» - mas com certeza não podia ser eu...

O instrutor diz que foi do sono. Eu dou-lhe razão - dormi tão mal esta noite, que vocês nem imaginam!!!
(9 horas é dormir pouco, não é???)
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:45
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Quinta-feira, 27 de Março de 2008

When Adam Saw His Mirror Which Lesser Men Call God

«What arst thou but clay?», God asked the Man...
Which he replied, «And thou
What arst
But movement of my hand?»

«What wouldst thou be
If I hadn't made for thee
A woman from my soul?»

«I would be Man
Exactly as I am
With someone extracted from my bones»

«Why don't thou kneel
Before my Greater Being?
Why don't thou praise?»

«The Time I own
Is all to what I feel.
I have no time to spare with mist and haze!».

«I am thy Lord,
Thy breath, thy lungs thy heart:
Thou arst no thing besides a slave!»

«I and thou,
My lonely makings are;
Life is my backyard, oblivion is thy grave...»

Legenda da Imagem: Detalhe de fresco no tecto da Capela Sistina (há quem lhe chame Cristina com alguma razão, ver pergainho 89L/25 da secção 3 da Torre do Tombo em Lisboa e fólio 934C/2008 da sala 4, prateleira dois, gaveta 1, do Arquivo Pessoal do Papa, no Vaticano, em Roma), da autoria de Michelangelo Buonarroti João Ferreira (de seu nome completo) que tem como título: A Criação de Deus (por Adão, claro está).
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:33
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Breve História da Morte de Narciso

Tantos Homens que buscam o rosto de Deus! Mas será que existe esse ideal de bruma? Onde está ele? Onde está ele? Onde está ele?! Porque não nos defende dos horrores do Mundo, dos horrores dos outros, dos horrores de nós próprios? «É o Demo!, é o Demo!» gritam umas almas mais espantadas… É então o Demo o Senhor dos Vivos… Belo Deus Supremo que só consola os mortos! Convenhamos que é um Deus inteligente: é mais fácil consolar um cadáver… Sim… Os Homens buscam o rosto de Deus… e eu que finalmente o achei! Ainda lembro exactamente como foi… certa manhã de sol fogoso, em frente ao espelho… Foi o meu maior pesadelo… Era tão feio! Tão real! Tão acessível! Estava tão perto… Conheci então o horror da responsabilidade… Porque é tanto o esforço de albergar a divindade em nós! Foi por isso que Narciso se afundou nas águas: ele não se apaixonou por si mesmo como dizem. Narciso nem era muito belo… Mas certo dia foi ao lago matar a sua sede, pesando no seu coração a dúvida de todos os Homens, e viu o que buscava no lago em que bebia. Pareceu-lhe primeiro um outro, mas percebeu, porfim, que o rosto que contemplava era o seu. Como podia, ò perfídia!, ser possível ser ele mesmo toda a divindade? Como suportar agora a obrigação sublime de sempre agir bem, de ser Perfeito, de ser Justo, de ser Bom? Onde cabia nesta descoberta a segurança, o alívio, o repouso do erro?
E foi então que, embrenhado no desespero desta verdade inflexível, e incapaz de se submeter à alienação das crenças, Narciso contemplou uma vez mais o seu rosto, e, com uma expressão de assombro e ódio inconsumível, mergulhou furioso no cemitério das águas…
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:19
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Hoje é Dia Mundial do Teatro...

...Feriado na profissão de ser. Retiremos as máscaras. Ajamos enfim naturalmente.

(Ao fundo, sobre o estrado eu vi a cair o pano, e ouvi, juro, um suspiro, nos bastidores do palco - O "homem-fantasma", finalmente, suspirou de alívio - reinterpreto, para servir o quotidiano, este refrão de Godinho:

"Nunca descansa, o homem-fantasma
e a gente espanta-se e a gente pasma
quando respira fundo, o homem fantasma
nunca é de alívio
quando muito será de asma."

«O Homem-Fantasma», Sérgio Godinho, album Panu-Cru, 1978]).

Assim,

HOJE É DIA MUNDIAL DO TEATRO. O HOMEM-FANTASMA DESCANSOU.
DESCANSA TU TAMBÉM...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 06:24
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"Dámutelemóbeljá" (ou Da Educação...)

Porque todo o blog que se preza (e que é prezado) fala nisso (de um ou de outro modo), o Gume vem satisfazer a vontade geral e debruça-se também, por algum tempo, sobre o Caso Dámutelemóbeljá (http://www.youtube.com/watch?v=5jubEHdCzYI).
Consideremos:
A Educação não é um valor per se, mas um comportamento. Não há valores em si, ou por si, nada é intrínseco às coisas senão talvez a matéria que têm e às pessoas senão talvez os genes. A imanência é um mito. A permanência é fruto da vontade ou da falta dela. A permanência de algo é por isso resultado de uma acção continuada ou da ausência continuada da vontade de agir. Tudo se transforma.
Os valores alteram-se. Os valores deturpam-se. Os valores corrompem-se. Os valores têm modas como as roupas e estações como a Primavera ou o Outouno. Os valores são relativos.
O comportamento não tem outro remédio senão ser o que é, isto é, o que mostra.
Neste caso tão polémico quanto ridículo (que não é senão uma ponta do icebergue do atraso da vida social e intelectual portuguesa), todos somos responsáveis. e todos temos algo a fazer.
Erradicar este comportamento não apelar à Ética, aos antigos valores, às tradições, nem fazer sermões. Erradica-lo, é tomar medidas, comuns à Escola do Bairro e à Escola da Vida: é cada um, por si (e em si) mudar o seu modo de agir. A acção é a melhor imanência que conheço (por não ter nenhuma).
À aluna, faltou vergonha (que é um modo de agir); aos pais, empenho; à professora, personalidade, discernimento - e um Ministério (Docente) decente a apoiar o seu trabalho com medidas visíveis e práticas e funcionais; aos colegas, iniciativa apaziguadora; e ao jovem realizador do telefilme difundido no youtube que deu origem a todo este zunzum, por dar longo discurso dizer o que faltou, deixo, no mínimo, estes 3 conselhos:

1- Tire um curso de dicção: essa forma de dizer as palavras é horrível (e não me refiro ao sotaque nortenho).
2 - Não falte às aulas de português e preste-lhes atenção: está seriamente a precisar delas.
3 - Tire um curso de realização: os ângulos de filmagem são deploráveis e a sua técnica de orientação da restante equipa de filmagem é de uma nulidade absoluta - não há elegância, não há oportunidade (sentido de), não há pertinência, não há rigor técnico, não há sobriedade, não há inteligência, não há sensibilidade, não há Arte, não há...

Educação...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 04:17
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Ffffffffffffffffffffffffffff... PUUUMM!

ELA: ...E foi então que ela me disse que o melhor era eu ter mais calma, senão... Não soube bem que dizer...
EU: Ah, não, eu é diferente, comigo já não fazem farinha, que eu cheguei-me logo assim um pouco à frente e disse: «Ò minha amiga!,...» e a ele disse: «Ò cavalheiro!,...» e o caso morreu logo ali... Não, não, comigo não...

(...)

Então Miguel, maior o sapo que o boi, até estoirares o sapo... Quando dominas esse ego???
Inspira, expira, inspira, expira... balde de água, silêncio, yoga, respiração profunda, meditação, reiki, terapia em grupo:
- Olá, eu sou o Miguel, tenho 29 anos, sou egodependente...
Qualquer desespero! Tudo! Tudo! Tudo!
Tudo, chiça!, menos tanta asneira!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 01:59
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Bom Senso e Bom Gosto

Não gosto do Sol.
Odeio a chuva.
O Sol abrasa o corpo
E mais do que comporto
Queima e turva. A chuva?
É confusão.
Que possa o Sol brilhar quando eu quiser
A um simples mover da minha mão!

Não gosto de jardins.
Detesto flores.
Jardins são terra arada
Contendo em si plantada
A vaidade dos Homens. Flores?
Ostentação!
Que as possa eu pisar quando quiser
E deixá-las desfeitas nesse chão!

Não gosto de animais.
Grotescas aves!
Animais são formas que respiram
Sem raciocinar. Deliram.
Só. Liberdade, as aves?
Sonho! Abstracção!
Que as possa apagar quando quiser
Do coração!

Não gosto do mar.
Repugno a terra.
O mar é o lugar da tempestade
Onde enjoo e naufrago. Felicidade?
Não existe. A terra?
Abençoada e fértil? Imaginação!
Que a possa cavar quando quiser
E por-me dentro em eterna hibernação!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 01:54
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Chop Off!

A tolerância é a capacidade de suportar o desagradável. Para uma personalidade susceptível pode mesmo representar a faculdade de suportar o intolerável. O susceptível cai portanto no ridículo por incursar numa contradicção lógica. É desnecessária a demonstração de um exemplo por ser do senso comum que existem exemplos. Isto é um modo político de dizer que não me ocorre nenhum. Ser tolerante é, como tal, uma qualidade rara e louvável, que suaviza as atmosferas, apela ao respeito colectivo e previne os conflitos. Que fazer, porém, quando a tolerância falha? Ou quando nos escapa, a nós, a capacidade de sermos tolerantes? Se pudéssemos às vezes (penso eu nessas horas), sem aplicações de leis, sem noções de culpa ou pesos na consciència, sem censuras, sem consequências, cortar umas quantas cabeças, esfregá-las na lama, deitá-las depois a uma fogueira e tomar calmamente um digestivo, como quem descansa o corpo de um trabalho e o alivia de uma má refeição…
É curioso notar o que pode, em cada pessoa particular, e em cada circunstância precisa e alterável, representar um alívio; e o que, por oposição, representa um fardo, uma tortura, um sufôco… Eu, por exemplo, sou de uma instabilidade assombrosa. E as contrariedades à minha personalidade, à minha natureza sensível, afectam-me profundamente, causam-me dores físicas e sentimentais, revoltam-me em explosões de raiva tão violentas que me assustam e envergonham. E, no final do espectáculo, sobra mais uma amostra da minha decadência e um engrossar do meu desprezo pelo Homem…
E o pior… O pior é essa desilusão amarga ao perceber que as minhas metáforas são inconcretizáveis. Talvez apenas por isso sejam metáforas… Mas a verdade é que a amargura fica, o ressentimento rói o nosso corpo, e o ofensor segue o seu caminho com um sorriso nos lábios e a cabeça nos ombros… E no entanto: Se é do acordo geral que decaímos, que fazemos do Mundo um armazém de excedentes, que o Futuro já não promete o esforço do progresso mas o da manutenção, que a Sociedade é uma pocilga que se alastra e não pede tolerâncias a ninguém, porque não avançar com o culto sério de cortar cabeças? É no fundo como retomar a ânsia déspota da Raínha de Copas, mas sendo nós, desta vez, quem segura o machado, para ceifar o crânio do Sistema…
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 01:41
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Cosmogonia

Puras partículas partíveis
De um nebuloso ciclo de universos
Presos num constante movimento:

Eis-te leitor e eis o Homem -
Sombras sobre as horas que nos somem,

Prólogos de peças perecíveis,
Recitadas em sublimes versos
Por deuses do seu próprio desalento:

Planamos sobre as estrelas, num mergulho
Sorvemos a voragem do momento:
Onde cabe nisto o teu orgulho
Ou a pergunta deste pensamento?
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 01:32
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"Um Pouco Mais de Azul - Eu Era Além..."

Eu vivi na antecâmara do Bom, com as mãos tocando o quase do sucesso; mas o meu fim foi o do mísero farsante que mendigou nos palácios da Fortuna e apodreceu na escuridão dos becos. Fui um pouco, assim, como o corsário afogado que lutou desvairado contra os furores das águas, roçando sempre os dedos nos ramos do arbusto que o levaria enfim à segurança da margem.

"Para atingir, faltou-me um golpe d'asa"...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 01:27
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Quarta-feira, 26 de Março de 2008

Parem Tudo Que Agora Se Fez Ciência!

Uma revelação bombástica acabou de estourar nos círculos científicos: a minhoca terá sido o primeiro animal a fazer sexo! Exactamente, caro Gumoleitor, leu bem! A minhoca!, que é, para quem esteja menos familiarizado com a espécie, esse animalejo simpático e algo verde que surge do lado direito do ecrã a estudar afincadamente... o Kamasutra, pois então!
Ora, consta que, Mary Drover, uma diligente paleontólga da Universidade de Riverside, EUA, descobriu (e já explicamos como) que uma minhoca de cerca de 30 cm de comprimento, que vivia no fundo (mas mesmo lá no fundo) do mar há... 565 milhões de anos... pode ter sido (não se tem bem bem a certeza mas suspeita-se muito muito - afinal ainda só foi há 565 milhões de anos) pode ter sido, diziamos, o primeiro ser vivo a praticar sexo...
Isto é absolutamente notável e, por certo, a Comunidade Científica em particular e a Comunidade em Geral, que com um ou outro fim e por um outro motivo, se dedicam (parcialmente ou a tempo inteiro, a título profissional ou amador, em ou fora de ambiente de laboratório, de modo hetero ou homossexual, filmado ou não filmado, com elementos da mesma ou de diferentes raça, credo, côr ou espécie), à muito nobre, útil e antiga (chiça que a frase é longa!) actividade do coito, terão a notícia em grande consideração.
Como explica Mary Drover no seu artigo públicado (veja-se bem!) na conceituada revista Science, o ecossistema da Terra já era muito complexo na Era Neoproterósoica (como sabem, esta Era é buéeeee antiga, tipo, tás a ver, buéeeess lá para trás), altura em que surgiram os organismos multicelulares - e isto está cientificamente documentado, que eu já vi até uma ou duas referências a este assunto numa novela da TVI.
O que é extraordinário, salienta Drover, é que até hoje reinava a impressão (científica) de que os primeiros organismos celulares eram simples e que as estratégias de sobrevivência, reprodução e crescimento haviam surgido apenas alguns anos mais tarde (tipo uns 10 ou 20 ou até 100 milhões de anos mais tarde, o que, em termos de tempo, é tótil, tás a ver??).
Drover, baseou a sua epifania (científica) nuns fósseis que encontrou gravados na pedra com o rosto da Virgem Maria... (pedimos desculpa, uma correcção, comunicam-me agora que afinal não era bem pedra nem havia bem um rosto, nem era bem da Virgem, que nem era bem virgem e nem se chamava bem Maria...)... mas enfim...
Ao achar os fósseis da minhoca Funisia Dorothea (que toda a gente conhece lá no bairro e com que com certeza o leitor gúmeo está familiarizado) algures no deserto da Austrália (portanto, já aqui ao lado, logo a seguir à curva para Cabeças de Baixo), esta cientista descobriu que este fascinante organismo tubular dispunha já, no seu kit de sobreviência biológico, de instrumentos que permitissem o crescimento e a reprodução (coisa de pasmar num organismo vivo!!!) tal como acontece com os invertebrados actuais.
Ora, isto é notável!!! Eu nunca pensei, por exemplo, que os meus tetra-tetra-tetra-avós (elevado a n), pudessem, como eu, gozar dos privilégios de uma estrutura óssea, mesmo que um pouco a tender para o marreca!!!
Outra descoberta importante, que advém desta descoberta inicial de fóssil de minhoca neoproterosóica, é que já sabemos onde esta diva da arte do coito filmado profissional (vulgo rameira de filmes porno [falamos da inigualável Jenna Jameson]):


... aprendeu a sua arte: no manual da minhoca neoprot...! bom, vocês já sabem o resto, que esta porcaria de nome ainda custa a escrever...

O Gume, porém, reflecte:
Não ficará este tipo de informação muito mais apropriado em exposição num museu? Porque, pelo amor da santa!!! Se este fait-divers de novela mexicana constitui uma notícia científica digna da revista Science, o Gume vai já enforcar-se e depilar as pernas, exactamente por esta ordem!!!
Quem sabe, não conseguiríamos assim provar a existência de fenómenos paranormais??? Por exemplo! E isso sim era tótil men! e digno de nota, e merecedor de registo na revista Science!

E para não perdermos mais tempo, vamos já pôr mãos à obra: depiladora, uma cadeira, um varão, uma corda...

(...)

Aos mais susceptíveis, um recado de reassossego: na eventualidade de ficarem provados tais fenómenos, nada a temer. Tem telefone? Perfeito: Who you gonna call?...




The Ghost Busters, oh yeah! Eles comem tudo,/ eles comem tudo,/ eles comem tudo/ e não deixam nada! Nem uma minhoca!

(Obrigado Zeca!)
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:45
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Diggin'

I’m alone,
And my loneliness eats me within;
I carve in stone
All my dreams, but in vain, so it seems.
Light me up,
Reach to me your unreachable self,
Wish me luck,
I’m extinguishing lives that I felt:

Until my being finally’s gone to hell,
‘Till my being finally’s gone to hell,
There I know that I’ll be doing well,
There I know that I’ll be doing well…

I’m a hole
With aÿÿlight imÿÿession of void;
Light my soul!
Iÿÿyou burn me up I may feel joy!
Carve in me,
With your fingers, your heart and your dreams;
Stuck on me!
Nail your selfish self to my lost being!:

And be sure you’re there until the end begins,
Be sure you’re there until the end begins,
We’ll get life form life ‘till it finally screams,
Get life from life ‘till it finally screams –

Why must it be one’s never what one seems?
Why must it be we’re stillness as our things?
Must we prevail through ages as a Sphinx?
Must we accept we don’t mean anything?

I’m all alone,
I’m all alone,
God, why are you filling my heart with these stones?
Are you feeding thyself with my bones?

So dig in me another hole…
Grump on my flesh and never let me go
Yes, on my flesh, don’t ever let me go,
Dig in me another hole!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:12
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Depois do Acto de da Culpa

O arrependimento do culpado oferece ao ofendido o consolo da humilhação de quem o maltratou. Mas raramente é o móbil do perdão. Algures no injuriado, aloja-se ainda a bala do ressentimento, não dando aso a qualquer desculpa. Por isso, os que mais perdoam, estão normalmente a mentir ou conseguiram o dom da indiferença.
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:07
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O Gume Foi Ver.. 10.000 A.C. ...

...Um filme de agora, sobre o tempo das paliçadas (mas que não mostra paliçadas), na terra onde Judas perdeu as botas: isto é, lá longe.
É uma obra de 2ª, com argumento de 2ª e actores de 2ª... quer dizer... Evolet (Camilla Belle) é uma actriz de 1ª categoria: tem um talento enorme, que se reflecte nuns bonitos olhos azuis (ou umas bonitas lentes de contacto, mas não interessa), umas linhas dramaticamente muito convincentes, uma aura de Ofélia shakesperiana encantadora (sem a vertente do suicídio e com um bonito momento de ressureição muito adequado a esta quadra "Pascoal" - espero não ter contado o fim a ninguém) e umas curvas de fazer arrepiar um morto!
E também de 1ª categoria são as gargalhadas que o realizador nos oferece.
Além disso, 10.000 A.C. é extremamente didáctico. Com este filme aprendemos que há muitos, muitos anos havia um povo além das montanhas chamado Yaghul que tinha uma feiticeira que às escondidas fumava ópio e por isso via coisas. Este dado não é novo mas demonstra, de forma reveladora e inequívoca, como desde sempre Política e Religião se acharam interligadas: pelo delírio oferecido por uma boa droga.
Aprendemos que os homens de 10.000 A.C. e arredores temporais conviviam com galinhas gigantes chamadas galinhossaurus ou algo assim parecido, que subiam árvores, tinham mau humor, e que papavam com gula e prazer tudo o que lhes surgisse à frente, inclusive homo sapiens (quase sapiens duas vezes) cabeludos e a cheirar mal que tresandavam; e estes bichinhos simpáticos (cronologicamente falando) eram companheiros da civilização egípcia, conquistadora de aquém e além deserto e viajante do Nilo.
De facto, aprendemos que os egípcios "voavam sobre as águas", isto é, andavam de barco (coisa de pasmar!) para angariar escravos com que iriam construir as Pirâmides de José, perdão Gigé, gaita, Gizé (ou Gisé?) que eram feitas com belas rampas de calhau, muita força braçal e... Mammuks!!!!
Os Mammuks são os protótipos dos Mamutes modernos, que são os protótipos dos elefantes contemporâneos, que são os protótipos dos paquidermes mirrados actuais que por milagre ainda se encontram aqui e ali em partes africanas e asiáticas do nosso planeta mas em acelerada situação de extinção. A estes Dumbos com que tanto simpatizo (e que já conheceram melhores dias) o meu abraço.
Conseguimos ainda perceber, com 10.000 A.C., que os egípcios foram os inventores dos snobs e dos travestis, que gostavam de se pintar dos beiços até ao rego e de usar unhas artificiais maiores do que o meu fémur (que já tem um tamanho assaz considerável).
Depois desta riqueza de informação histórica, muito educativa, os efeitos especiais ainda são do melhor do filme (para além das gargalhadas e da nossa Evolet já anteiormente referidas) e eles dão-nos ainda o prazer raro de ver um grande Tigre-Dentes-de-Sabre no seu habitat natural, sendo este Tigre-Dentes-de-Sabre protótipo do tigre moderno, que é protótipo do felino contemporâneo, que é por sua vez um protótipo do mirrado gato actual que por milagre ainda se encontra aqui e ali em partes africanas e asiáticas do nosso planeta mas em acelerada situação de extinção.. A estes bichanos com que tanto simpatizo (e que já conheceram melhores dias) o meu abraço...
10.000 A.C. explica ainda a Génese do 1º Herói da Humanidade (o primeiro a conseguir, guiando-se pelas estrelas, fazer um Lisboa-Dakar, a pé, mas partindo de Ceuta em vez de ser de Lisboa para não ter problemas com a organização francesa)e diz-nos que o seu nome foi D'Leh, que deu depois origem, além galáxia, ao Jar-El (a.k.a Superman!), e no mundo da contabilidade e auditoria, à Super, Extraordinária, Insubstituível, Incorruptível (a quem nada escapa) Deloitte - onde tudo é visto, revisto e como tal aprovado, mesmo que com algum... delay... (por favor, haja alguém que regue esta piada porque a pobre morre de sede, pede-se uma alma caridosa à caixa central, etc., etc. - mudemos de parágrafo).
10.000 A.C. aborda o tema da divindade (questão antiga da Humanidade que o Gume voltará a abordar com maior pormenor) e, falando do Sublime, mostra-nos deuses todo-poderosos, imortais e inabaláveis, que afinal eram homens, perecíveis e tinham pés de barro. Coisa estranha! Sempre pensei que houvesse deuses a sério!!!
E, além da...


Evolet, Evolet, Evolet,
once my eyes have seen you, how could they forget?!,




fica, como digna de registo, esta apreciação/consideração final:

10.000 A.C. mostra-nos que, há 12.008 anos atrás, os homens também choravam... E ainda assim podiam ser heróis...

(Desculpem-me, mas desta vez o Gume verteu uma lágrima. E se ele é heróico!)
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 02:08
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Terça-feira, 25 de Março de 2008

Dai Voz ao Gume! (E a Outros Gumes)

Uma Homenagem...
...Porque simplesmente me lembrei de...
Martin Luther King...


"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons."



Se isto não é um homem (reinventando Primo Levi),
não sei então que será (nem quem o será...)
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:59
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Cartoon: O Gume Explora a Crítica Literária e seus Inefáveis Arredores. Diálogo Curto e Grosso (De M

– O Eugénio tem uma poesia muito iluminada.
– Que quer isso dizer?
– Que tem muita luz; que é uma poesia muito branca!
–Ah… Nas páginas ou nas ideias?
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:39
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Comigo me Desavim[1]

Estava eu sentado à beira do Abismo
Quando veio do fundo a Fúria de um Sismo:
E eu aguardando o que não está comigo,
E eu aguardando o que não está comigo.

Sentando-me à beira de uma Ravina
Veio um grã Tornado a tolher-m’a Vida:
E eu aguardando o que não está comigo,
E eu aguardando o que não está comigo.

Quando veio do fundo a fúria de um Sismo
Tremeram-m’as mãos com’um Cataclismo:
E eu aguardando o que não está comigo,
E eu aguardando o que não está comigo.

Veio um grã Tornado a tolher-me a Vida
Por achar minh’Alma a sonhar desabrida:
E eu aguardando o que não está comigo,
E eu aguardando o que não está comigo.

Tremeram-m’as mãos com’um Cataclismo
E o Coração é só Ocultismo:
E eu aguardando o que não está comigo,
E eu aguardando o que não está comigo.

Por achar minh’Alma a sonhar desabrida,
Veio um Monstro grande que me fez grã f’rida:
Ah!, E esse monstro vivia comigo,
Ah!, E esse monstro vivia comigo!

[1] O título é, como poderão reconhecer, um verso de Sá de Miranda.
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:29
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Da Compreensão

Compreender qualquer coisa implica primeiro elevá-la ao título de pessoa. O objecto que eu estudo ganha vida sob o meu olhar atento. É por isso que há homens que têm medo das coisas e nos surgem por vezes com grandes marcas no rosto: Foram mordidos pelas suas crenças em momentos de desatenção.
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:21
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Filosofia no Escuro

a) – Será a Vida o Pecado Original?
– Será a Morte a Absolvição Final?




b) O Misticismo é o perfume das coisas…
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:07
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Segunda-feira, 24 de Março de 2008

Get Along As We Fool You

Blood builds one alliances,
We’re related through our veins;
Let’s crucify these vows:
We use our arms for nails,
For cross these tables…

We cry we have no limits,
But we put limits to ourselves,
Moral has lost its meaning:
So may we use a revolution like an ideological Hell:

Mr. Bosch,
Don’t you blush,
Are you joshing me?
What a dark picture!
Can’t you see
We submit
To accomplish that transcending spirit?
Can’t you picture it?

Said please! – I’m so stuck and so damned!
Oh, please!, what the fuck! Don’t you care?!

Painful Philosophies
N’ casual conversations
Don’t apply to my appeal
For Knowledge n’ Redemption

(Oh, I’m so tired!),

Listen to the classics
As classical guitars in divine concerts;
My Theory of Ideas, said Plato,
Will rise above those concepts,

(Oh, I’m so bored!),

Oh!, Don’t you dare to disagree!,
Shut up n’ get along!…

Mr. Hittler,
Life is bitter
Than you have configured;
Can’t you see
We exist,
Like a flee,
To suck from life our breathing?
Ain’t it clear?!

Oh, said hold! Sad cold mother-fuckers beware!
I said Hold! Sad cold mother-fuckers don’t dare!

Now, Love, see our alliance:
We’re related through our veins
And we’re stuck to circumstances
That we alone created.

The secret of our hate, Love,
Is that we never show regret:
My wishes are all upon you,
N’ God! I wish you were dead!!

Mr. Cupid,
Are you stupid?!
What is your idea?
Can’t you see
We submit
To amuse ourselves?
And what is that of Karma, dear?

Said Please!, we’re confused!, And, what’s the rush?!
So Please, please amuse me! To drink is not enough…

We gotta eat the cup!!!

But stranger feelings grow
With alcohol and Goëthe.
Let’s chill out those infuriated spirits
By diving all their senses/censures into water.

Conflicts of ideas
Are spitted out in rage.
Concepts hysterias
Are yellowed like complaints.

Mr. Kant,
It’s so grunge, now,
That kind of literature!
What a dark reading!
Can’t you see
We exist,
As the sea,
And nothing else has meaning?

Said Cheese! Give a smile! Why so bored?!
Oh Please! Keep it cool!

Get along as we fool you,
Get along as we fool you,
Get along!!!

Get along as we fool you, get along,
You’re deep down while I’m feeling so strong,

Get along as we fool you, get along,
You’re deep down,
While I’m feeling so strong…

How many more fools will sing this song?
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:01
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Diálogo Casuístico

– O que é a Filosofia?
– É a arte de especular inconclusivamente.
– O que é a Retórica?
– É a arte de dizer a verdade a mentir.
– O que é a Política?
– É a antecâmara da manipulação das massas.
– O que é o Mundo?
– Prisão em si.
– O que é o Homem?
– Uma palavra.
– O que é o Universo?
– Projecções do vácuo.
– O que é a pergunta?
– A ansiedade.
– O que é a resposta?
– O desespero…
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 10:53
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Idílios (À Moda Antiga)

Vês esse sol que brilha incandescente
E vem bater em todas as colinas?
Vês tu a lua d'ouro e transparente
Que se reflecte n'água cristalina?

O céu deixemos; vês naquele prado
A extasiante dança das boninas?
Consegues ver, naquele vale, deitado,
O bom pastor guardando suas bovinas?

E deixa o prado; sobe n'Avenida.
Crês nesse mar que, em sua correnteza,
Se bamboleia e aos barcos a seu gosto?

Tudo parece nesta triste vida…
Mas tu vês isto bem, tens a certeza?
Pois Tudo é Nada em vista do teu rosto!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 10:38
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A Explicação Final da Santa Inquisição...

A Terra gira à volta do Sol, não de ti mesmo. Rodares eternamente em torno de outras coisas é a maldição da tua existência. Eis porque merecia morrer Galileu.
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 10:16
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Evoluções, Involuções, Dubitações...

O Homem é um animal de hábitos. O que ele é não é como ele nasce mas depois de nascer o que lhe dão. Esta circunstância inevitável é uma amputação da personalidade, porque implica que, à partida, a natureza das nossas escolhas (que moldarão e se moldarao pelo nosso carácter) estará condiconada pelo ambiente em que crescemos. Isto doi. Mas doi mais a ironia que contém: Pois, se seguirmos a nossa evolução (da criança ao Homem, do estudante ao trabalhador, do inconsciente ao responsável, do ingénuo ao avisado, do ignorante ao culto, do rebelde ao institucionalizado…) acabaremos por nos confrontar(mos) com o facto de sermos uma fera que se amansa pelas infindáveis leis da vida, acabando depois, com o cansaço dos anos, por precisar do jugo que se tornou familiar. As correntes da juventude foram limadas por anos de habituação e tornaram-se um símbolo de refúgio. A memória distorce-se entre as responsabilidades e as escolhas, fazendo do que era uma vontade uma espécie de tédio, do que era um princípio um exemplo do erro, do que era convicção uma casmurrice, do que era uma crença um devaneio. O que desprezávamos passa a parecer-nos bom, o que nos magoava traz-nos a nostalgia do que pudemos já realizar. É no fundo como assistir à domesticação de um chimpanzé selvagem que começa por aprender alguns truques em troca de bananas para acabar por precisar das bananas por lhe lembrarem os truques que fazia…
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 10:11
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Domingo, 23 de Março de 2008

Eu Gosto Muito de Vizinhos...

... Em molho de refogado, com batatinhas a murro...

Bater bem a batatinha, levar ao forno, deixar a assar durante meia hora (queimar-lhe os pés), tirar, pôr sal nas feridas, pôr de novo a assar por mais meia hora (queimar-lhe as mãos), virar, tirar, bater mais um bocadinho, de novo assar por outra meia hora (queimar-lhe o rabo), pôr-lhe salsa e coentros, uma cebolinha, tirar, bater mais um pouco, voltar ao forno, ainda meia hora (queimar-lhe os beiços e esturricar-lhe a língua - cortar depois a língua e deitar fora), tirar, bater mais, chamar-lhe Maria Madalena e deixá-la a carpir...

Estou a pensar na minha vizinha de baixo que veio ontem, Sábado, ainda não era meia-noite, queixar-se do barulho. O barulho era eu, uma guitarra (clássica) um amigo e um tipo que, por azar, calhou ser meu irmão - não tenho mesmo sorte nenhuma na vida!
Estavamos alegremente a cantarolar a minha última composição: «Como Espancar Uma Besta Sem Se Ser Identificado Pela Polícia e Não Ter Depois Problemas Suplementares Nem Ser Chamado de Cobarde ou Ser Acusado de Maltratador de Mulheres HIstéricas e Burras e Ainda Assim Pobrezinhas Indefesas», quando a dita me toca à campaínha e me acusa falsamente (e foi isto que me deixou fulo!) de dar concerto todos os santos dias!
Eu, Gumoleitor, seria, porque é essa a minha pacífica índole, absolutamente incapaz de lhe pôr um dedo em cima (ainda para mais era feia como a noite dos trovões).

Mas que bem que lhe ficava uma tareia!
E, com batatinhas a murro (mas muito, muito bem esmurradas), que bom refogado ela não dava!

P.S: Que se anote o meu pedido de desculpas pelo feio espetáculo - com a gula, a fome e o entusiasmo, até salivei! Pelo-me por um bom refogado! E o que eu gosto de vizinhos, santo deus!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 17:24
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O Gume Saiu Incógnito ao Chiado...

Só para ver as vistas... Mas descobriram-nos! Fotografaram-nos! E mandaram-nos a prova por e-mail... F., isto não se faz! Fiquei tão desapontado!

Não há direito!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:35
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Pragmatismo: Camões Vs. Miguel Esteves Cardoso

- «Amor é um fogo que arde sem se ver,
É ferida que doi e não se sente,
É um contentamento descontente,
É dor que...»
- Oh, Camões, acaba lá com isso!
«O amor é fodido!»
Ponto final!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:14
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Consideração

a) A música é o resultado da organização dos sons.
b) Que desorganizado era Schoenberg!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:09
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Horoscope

The day set melancholic into night,
Despair, a cup of coffee, cigarettes;
All ends up under a burning light,
Or in castles of thoughts that we forget.

And while it ends we wait,
Though with no solution,
For our Guevara’s sense of revolution…

You read your film’s resume with little care,
It gives you but great boredom and frustration.
So, with this hateful face to me you stair,
And try to close the book of your starvation.

And while you try, we wait,
Though with no delight,
And search for tenderness in the lonely night …

The Silence fills the room with greedy shadows;
To cast them out we light on the TV:
There is a man promoting fancy mellows
With which we sing away our Destiny.

But while we sang
(And we were almost glad)
A shadow came to me
And said:

«To be or not to be, there is a fee -
Tomorrow noon I will be here for thee!
Prepare yourself, and wonder what you are…»

And so, waiting for noon, I dreamed with stars…

The night just fell asleep on the lap of day,
Coffee, cigarettes, and some despair –
All ends up in sparkles in an ashtray,
Or in castles of smoke upon the air.

And while it ends, we wait,
Though with no belief,
For the vanishing of loneliness and grief.

You read your horoscope with gluttony,
It prophesises nothing but regret;
So you just turn these hateful eyes to me
N’ close the magazine trying to forget.

And while you try, we wait,
Though with no repair,
For the relief of all the weight we bare.

These greedy shadows fill the room with Silence,
To scare them off we use the radio –
There is this voice promoting wonders, science,
With which we build this Human Thing we own…

But while we built it,
(And we were almost glad)
The shadow came to me
And said:

«The sun already caste’ away the moon,
The promised hour came and now it’s noon –
Come with me, I’ll show you what you are…»

And in the mud it took me very far…
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:54
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Hemicirco (Palramento)

Ah, a beleza dos duelos políticos!
O esplendor das picardias académicas!
O encanto dos debates sociais!
«Assim, assim virgens sensatas!» (O’ Neill).

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:33
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Surpresa

I

Malmequer
Não o quer
Nem Muito
Pouco
Nem Nada.

Mas ele avança
(Está Mudo);

E ela conspira
No escuro;

Mas ele avança
(Está mudo);

E ela suspira
Enjoada.

Guarda a Morte
Enquanto espera
Dá-lhe a Morte
Envenenada.

Ela dança,
(Ele está mudo),
Ela respira
(Está escuro),
Ela respira
Excitada…

II

Foi um beijo?
Foi um murro?
Um ensejo,
Uma lufada
De um sopro que foi sussurro,
De uma carícia suada?

Nem carícias
Nem murmúrios,
Mas o frio de uma facada…

(…)

III

Malmequer,
Porque é mulher,
Já não me quer
Para nada.

Disse-se flor da manhã,
(Disse-se rosa encarnada!)
Mas despiu-se, a Escorpiã,
E cravou-me uma picada…

IV

Morri de amor, e por nada…
 

 
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:29
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Equillibrium

La raison du plus fort est toujours la meilleure (La Fontaine). O cordeiro que bebe no riacho turva a água do lobo que o vigia, independentemente do sentido do rio. Não importa quem chegou primeiro, quem julga conhecer a verdade ou falar com razão. Apenas pesa na avaliação dos factos a relação entre a fome do lobo e a afronta do cordeiro de não se deixar comer. Se o cordeiro tivesse os dentes do lobo poderia talvez fazer-se entender. Mas se já se viram lobos com pele de cordeiro, quem ouviu falar do contrário? Assim, a fábula termina com a mutilação do inocente, símbolo eterno do sacrificado. Mas qual o seu sentido final? Apenas este: A Lei é do mais forte e nenhum pensamento pode vergar essa Lei. Pensar livremente é viver solitário ou ser comido. A razão académica é suprema face à razão sem estatuto. Os discípulos da pragmática submetem-se à razão institucional até serem eles mesmos uma extensão dessa verdade pragmática. Ser contra a Lei é ser inferior à Vida Social e marginalizado nos seus quadros de perfeita artificialidade. Primeiro torna-te um lobo e podes então depois expôr as razões do cordeiro. Mas nessa altura não será mais do que um exercício retórico, uma pequena birncadeira lógica. Porque uma vez lobo, há uma horda de rebanhos de cordeiros indefesos à espera de serem submetidos ao teu recém-adquirido e bem-amado poder. E que enorme desperdício seria ignorá-lo!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:17
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De Sólon e Outros Tantos Sonhadores...

O Homem receia o Caos e tenta por isso combatê-lo com o método. Mas quanto mais se organiza mais a ordem e o controlo lhe escapam. Porque o Caos é parte intrínseca dos Homens e das coisas e a natureza é maquinalmente aleatória. É tão perfeita que é desconcertante, sarcasticamente imprevisível. É este o desespero do legislador.
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:11
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Morreu Ontem, Há 3 Dias...

«...o escritor belga Hugo Claus. Nascido em 1929, era romancista e poeta. Está em português o seu espectacular romance «O Desgosto da Bélgica». Era, a par do holandês Harry Mulisch, um eterno nobelizável de língua neerlandesa. Um dos seus mais célebres poemas, «Een bed in Brugge», vai aqui, em tradução publicada em 1997.»


Uma Cama Em Bruges

«Sou empregado dos Produits Chimiques, meu caro senhor,
empregado na morte lenta.
Ao fim de dez anos pode ter-se a reforma
por causa do gás no bandulho.Estou lá há catorze já, meu caro senhor,
há dois deles como motorista.
E nesses dois não precisei de vomitar nem uma vez,
por causa do ar fresco.

Nós, belgas, somos os melhores condutores da Europa inteira,
e eu já estive em todo o lado.
Porque somos perigosos a guiar.
E assim temos mais em conta os outros
que também são perigosos a guiar, mas sem quererem sabê-lo.

E sabe a coisa mais linda que estes olhos já viram?
E repare que estive na Capela Sixtina,
e que vi o rabo da Gisela do Mocambo ─
bom, foi numa loja de Bruges,
uma cama carmesim. Em Empire. Ou seria Luís XV?

Aí deitado, com a Gisela, havia de esquecer os meus três filhos
e o calendário inteiro.
O amor, caro senhor, tem de ser de cetim.
E a morte, caro senhor, é o que se sente no estômago
quando se sabe que nunca poderá comprar-se uma cama dessas.»
Tradução do neerlandês
Fernando Venâncio
Poeticamente roubado ao Aspirina B (ver link n'Os Gumes dos Outros).
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:57
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Sábado, 22 de Março de 2008

All You Need is Love - Beyond The Beatles

"Há muita gente no mundo que morre por uma fatia de pão, mas há muita mais que morre por um pouco de amor"
(Madre Teresa de Calcutá)
Dê! Não custa nada...

(Roubado ao A Minha Inconstância [mas com amor] - desculpa Patrícia e obrigado :-))
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:12
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Pois É, Minha Gente! 2

- Sr. Coveiro, é o senhor quem escolhe os seus clientes? Porque o Gume conhece umas quantas pessoas que... Enfim, podemos dar sugestões?
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:38
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Pois É, Minha Gente...

- Sociedade e Profissões - O Gume está na crista do Progresso:

Boa ou má rês, uma ou outra cultura, um ou outro motivo, uma constante existe para a generalidade das pessoas: todas elas merecem ser enterradas. ..
Celebrações ao coveiro, que tem assegurado o Futuro!
Yupi! Hurra! Salvé!

(Haja alguém que se furta ao desemprego neste atrasado país!)
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:35
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O Missal Re-Explicado aos Senhores Padres... - Genesis

Primeiro criaram Deus para explicar a perfeição do Mundo, a maravilha da existência do Homem. Depois tiveram de criar o Demónio para explicar as imperfeições de Deus...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:32
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Arte e Subtilezas, Arte e Sub...

A maravilha do abstracto é que, para além de o desenho representar exactamente tudo o que queremos dizer, nunca nos podem lembrar do quão mal desenhamos…
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:21
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Museologia 5

Não colecciones. Vive. Não há tristeza que valha a beleza do Mundo. Se esse museu qe tens te faz chorar, não te conformes: reinventa-o!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:46
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Museologia 4

O Sorriso é a Alquimia do acto de criar.
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:45
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Museologia 3

Se o Museu vai fechar, expõe já as tuas obras. Que não te escape, porém, que és tu o artista.
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:44
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Museologia 2

Viver é talvez achares esse segredo de contemplares a Vida, sem deixares que a Vida te contemple...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:43
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Museologia

A vida é uma colecção de tristezas
expostas num Museu que vai fechar...



Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:31
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Proh Dolor 2 [1]

Estou só. Caramba! Tudo tão barroco! –
O rebuscado imenso das cortinas,
O taciturno ar de calabouço!
Júlia! Apresse-se! Abra a varanda!
Parece casa de mortos!
Mas o que faz, por onde anda?

Júlia não vem. Chiça! Tudo tão escuro! -
O abismo de todos os oceanos,
O precipício de todos os murmúrios
Estão em mim! Tudo se enguiça.
Ah! Pudesse ancorar em todos os portos
E por um termo à preguiça!

Mas não posso. Irra! E tudo tão triste! -
O cheiro do cigarro que ainda queima,
As marcas de uma ferida que persiste!
Estar vivo! Ah! Constipação! Espirro,
Como respiro, e é tudo.
O resto são recortes
De intriga rocambolesca! O que é, delira.

Por isso não sou. Arre! E foram tantos anos! -
"Magnum fuit" todo o desperdício!
Pouco é o que agora sobra: Um pouco de ar.
E para qualquer plano agora é tarde.
Quem possa que ponha mãos à obra.
Boa sorte. Eu cá me fico. Perdi o que estava por passar…

O sonho arde.

[1]Nota do Crítico Literário: d'Après Cesário.
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:24
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Sexta-feira, 21 de Março de 2008

O Gume Apaixonou-se Por...

... Este...


Que Nadine Labaki:


Escreveu, realizou, interpretou e... é...

O seu filme retrata de forma absolutamente extraordinária e divertida uma certa parte de Beirute, um certo modo de vida, uma certa forma de encarar as leis libanesas, bem como as tristezas, as diferenças, os desencontros e as dificuldades de um grupo de mulheres cuja acção diária se centra num pequeno salão de beleza (símbolo, a meu ver, de algo maior). E retrata também, com a mesma extraordinariedade, a personalidade de quem o imaginou. "Caramel" redefine a doçura e aguça a gula. Prove. Corre o risco de ficar... Enchanté...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:08
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Aprenda Com...

... Sir Tom Stoppard...´

A Arte de Não Estar Interessado:

«What people tend to underestimate is my capacity for not bothering, not caring, not minding, not being that interested.» (Tom Stoppard)
(Roubado ao Estado Civil [Mexia])
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 20:56
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Ai Flores, ai Flores do Verde Espirro...

21 de Março... As flores desabrocham, os passarinhos cantam, os odores circulam... É o idílico e deliciosamente bucólico início da Primavera...

E da p*** da alergia! Já não sei quantas vezes esfreguei o nariz a este lençol que me anda a servir de lenço e mal me cabe no bolso! ***daaaaaa-sssee!!!!

Pudera eu ter sossego nas mucosas! Ai Deus, e ù é????!!!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:35
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Chegou-me por E-mail...

... A melhor foto do ano...



Promessas!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:23
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Quinta-feira, 20 de Março de 2008

Antes Eram Duas Semanas de Burro... Menos Mal...


(Estava eu a conversar com o Clooney, amigo de longa data)

- Tenho de ir outra vez a Leiria.
- Tens boleia?
- Não, tenho de ir de transportes (públicos). Não está fácil isto.
- Que estopada!
- Pois...
- Realmente!
- Pois...
- E então vais como, de comboio?
- **daaa-sssse!!! Ao preço a que estão os bilhetes???
- Pois... E então?
- No Expresso, what else?!
- Pois...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 19:20
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Part of You

The sun was burning high that afternoon,
The heat gave me a sense of suffocation,
Closed inside four walls, (I!) needed some room,
I got out to the streets of desolation...

Chaos ruled upon those streets of rage,
Men trapped in machines struggled for space,
I cried: «Lord, pick me with thy hand out of this cage!»,
My perspectives, you see, were a disgrace…

I walked on through that frantic mob of zombies;
I crossed those gardens made of grey cement,
Until I reached this cafeteria called «Tom’s Breeze»,
A place loaded with sadness and resentment.

And there you were, drinking up your coffee,
Gently, with a slight, delightful fear;
I said: «I’m Jules; I’m poor and I am lonely.
Would you allow me to call you dear?».

You said you’d shoot the apple on my head;
But darling, you are not William Tell;
So guess where the arrow fell…

As consequence you clearly broke my heart;
By negligence I’m sadly out of glue;
I stair in panic, myself shattered apart,
Now, what is left of me is a part of you…

You caught me with the corner of your eye;
You said your name, your aims and your profession;
Your legs were crossed, your lips drawing a smile:
Your ways tide up in me any reaction…

«Say, what you do, I said, ain’t very nice!
I’d risk to say it’s a little bit inhuman!»
But now I see you have this strange device
That seems to sweeten all that’s painful to man.

You said you’d shoot the tree top right ahead;
But darling, you are not Robin Hood!
So guess were the arrow stood…

As consequence you clearly broke my heart;
By negligence I’m sadly out of glue;
I stair in panic, myself shattered apart,
Now, what is left of me is a part of you…

After a drink or two our conversation
Went to the field of spades and cavalry.
I said I’d be your knight through all privations,
You said you’d be the queen ruling most ruthlessly.

We talked of legends, myths and fairy tales,
We talked of deeds and dignifying things;
Then, suddenly, you put my heart for sale,
Outside the balcony of you pathetic dreams…

You said you’d shoot the fly upon the bread;
But darling, you are not Ivanhoe;
Now guess where the arrow goes…

As consequence you clearly broke my heart;
By negligence I’m sadly out of glue;
I stair in panic, myself shattered apart,
Now, what is left of me is a part of you…

This shattered piece of me is part of you.
Now look the foolish things a fool can do
And laugh about it, please,
Perhaps with it
This cutting sense of nauseam I feel
‘ll be a little less a loss and lesser real,
N’ maybe a little more or less ‘ll be through.

Cos’ yeah,
You said you’d shoot the fruit,
You said you’d shoot the tree’s head,
You said you’d shoot the fly,
But you shot my heart instead…

Now, why the hell were you so bad?
Was it by incompetence
Or do you have a twisted head?
Do you have a twisted head?!

Is it revenge against the living men

For all the joys you had that had no taste,
For all possible, despicable, human waste,
For all the pitiful tears I shed in vain,
For all the circumstances of my shame,
For all the pain, for all the loss, for all the hate,
For all the sunsets inside your human shape,
For all the dark sides of the moon inside your cave,
For all the earth the years put inside your grave,
For all the days, for all the days, for all the days…?
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 19:04
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Pousada "A Portuguesa"

...E aqui tem o quarto de banho, espaçoso, limpo, impecável...
- Muito bem, muito bem...
- Refeições incluídas são pequeno almoço, almoço e jantar (meia-dose - uma concha de canja e meia perna de frango). A refeição é servida à hora certa com o aval do Chefe da Cozinha e se lá não estiver às 7, 12 e 19 em ponto, já não come. E é claro que primeiro tem de tirar senha.
- Claro...
- Vá cedo, as filas são grandes.
- Pois...
- Vamos descer...

(...)

- Aqui é a sala de estar, tem televisão, dominó, revistas, jornais (Metro, Global e 24 Horas) e ping pong (também conhecido por dança das burocracias). Tudo o que é preciso para distrair o espírito. Temos os resumos das novelas sempre actualizados...
- Ah! Muito bom...
- Agora vamos aos estábulos...

(...)

- Aqui nos estábulos temos os hóspedes mais incomodativos, e uns quantos burros, mas, no fundo, são eles que mandam na Pousada...
- Oh!, curioso...
- Sim, é verdade. Há muitos mais escondidos lá para trás. Mas os três cabecilhas (a que eu costumo chamar os três estarolas) e que andam sempre em primeiro plano, são estes três burricos que você aqui está a ver: O Adalberto Folião Jasmim (sempre na borga e a mandar coices às coisas), o Pinto Não Gosta (torce o nariz a tudo mas faz por controlar tudo o que vê) e o Valentão Fogareiro (Fogareiro porque acelera muito, mas para trás e nunca para a frente - é um mestre das fugas que gosta de se mascarar de major).
- E comem muito, eles?
- Olá se comem! Aqui n' "A Portuguesa" temos de cobrar taxa suplementar aos hóspedes para alimentar estes senhores! Comem, estes burros, como se não houvesse amanhã! Couves, batatas, cenouras, picanha, caviar, morcelas, chourições... Gastei sacos e sacos (azuis e não só), com estes três marmejos, de todas as minhas riquezas e economias!
- Irra, Madama! Mais vale sustentar um burro a pão de ló!
- No fundo é o que fazemos, meu senhor, é o que fazemos! E que Deus fosse amigo e nos concedesse que fosse só um burro! Ah, sim, que fosse um só!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 18:56
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Puro Mexerico e Egocentrismo (Outra Forma de Desejo)

A Guerra dos Sexos é só mais um pretexto para homens e mulheres falarem uns dos outros...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:11
Hipertensões | Estocadas | Abrir As Feridas (2) | Os Golpes Que Eu Amo

Ver Uma Mulher (E Não Usar Só Os Olhos)

«Ver uma mulher é azul, negro, branco».
Este verso pertence à música «Ver Uma Mulher» do album lusoQUALQUERcoisa dos Clã e para mim é perfeito. Porquê?
Porque, sendo absolutamente incompreensível (quem o entender que mo explique, por favor) soa bem, e define, inteiramente, uma mulher como o homem a vê: simples, simples (ou quase) mas um insondável (e maravilhoso) mistério. E talvez por isso não nos sai da cabeça...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:50
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Quarta-feira, 19 de Março de 2008

Novas do Braço de Prata - Fui Lendo, e Devagar...

O que descobrimos no lançamento (que o Gume aplaude) da Editora (feminina mas não só para mulheres) Livros de Seda (lançamento esse apadrinhado e acompanhado pela Booktailors - Consultores Editoriais, na Ler Devagar, em Lisboa, ontem, 18 de Março de 2008) é que Fernanda Freitas, conhecida apresentadora, é exacerbadamente feminista e das piores:
A que, sendo ferranha, nega (por mais de 3 vezes) o seu Cristo e jura a pés juntos que o não é.
O Gume adora e defende as mulheres; mas não os extremos (a não ser, claro, que sirvam os seus propósitos).
O feminismo, pensa o Gume, é como o fogo de artifício: atira-se alto, faz barulho, deita luzes, mas não ilumina ninguém e cai, inútil, em terra de tolos.
A mulher, para se valer (como o homem, aliás), não precisa de reivindicações nem de causas mas de personalidade.
Reivindicar é diminuir-se. O Gume não reinvindica, apresenta-se; e assim são as mulheres que admira.
Pelo que ouvimos, Sílvia Alberto, uma singela homenagem:
(Prefiro as brancas).
E esta é feita de seda...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 23:57
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Where To?

Estamos em crer que a maior tragédia da política e da vida portuguesa não é sequer a falta de governo, mas a falta de alternativas...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 23:54
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Aliens (Descoberta Sobre o Estado das Coisas)









«ET phone[d] home...»



Guess who came along...




Que Deus nos salve! Porque sozinhos, amigos, é certo que não nos safamos!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 23:46
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Partiu Para Além Desta Galáxia...

Em directo do Sri Lanka, o Gume vem prestar homenagem a um Senhor que, entre outras, nos deus 2001 razões para lhe fazermos vénias:

Arthur C. Clarke.

De ontem para hoje, A.C.C. disse adeus a este espaço em que estamos; mas no Espaço em que se pôs há-de planar por muitos e bons anos. Podemos esquecer o sonho que tivemos, mas não esquecemos quem nos fez sonhar.
E se este Senhor enriqueceu os meus sonhos! E os teus também, caro Gumoleitor!
E agora que ele mudou de Galáxia, é o Gume que, por estas bandas, se compromete a registar algumas histórias fantáticas deste...

... e de outros Espaços. Boas viagens!

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:33
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Feira da Ladra - I Chimpanzee; and What About You?

Comprei uma máquina digital. Em 2ª mão. Não me interessa se é em 2ª mão. Estou pior do que uma criança. Ando contente, contente, a tirar fotografias a tudo. Até ao senhor da Carris que me levou ao trabalho tirei fotografias. Até à D. Alzira, a senhora da caixa do Minipreço da Morais Soares, com 120 kilos e um bigode farto. Até à porta da IURD por onde passei de manhã. A tudo. E tudo, mesmo sendo tão feio, me pareceu muito bom. Até que decidi fazer o teste final e... fotografei-me. E o resultado?

(...)

É um escandalo!!! (Por favor, vejam, mas não espalhem):
Isa, eu quero o meu dinheiro de volta!!!!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 20:51
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Ele há Coisas que Me Fazem Espécie...

Li hoje no Global que um homem de 43 anos (creio), que nunca trabalhou na vida, numa qualquer terra para o Norte, se ateou fogo para não ir trabalhar - os pais, em desespero de causa, até já tinham recorrido à cunha do Presidente da Câmara, e tudo estava já acordado para a sua estreia. E, perto da hora H, vai de se pôr em chamas... A medida, parece, foi de último recurso.

Mas está tudo doido neste país de feira??!!
Há preguiça que valha esta asneira, meu deus??!!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 20:50
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Apontamento Sobre a Verdade Oficial

a) – Este é o mais ingénuo… (Afonso Costa ad et apud Jaime Cortesão).

– Agradeço-lhe do coração: Não podia dizer-me palavra mais lisonjeira. (Jaime Cortesão, pelo próprio - in Memorias da Grande Guerra).

b) Há clarividências tão doentes que só nos vale contra elas o estigma da ingenuidade…
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 19:50
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Driven By Will

I grab my three bucks hat,
I take my three pence hopes;
I pack my laughs
N´ catch the flow,
I row ahead
N' take control.

I pick my will of led,
I hold my will of stone,
I’ve wasted my sadness,
My gloom was sold,
N’ now I steer ahead,
N’ drive the flow,
I’m rowing glad,
Gladly I row…

You see, my friend,
Life’s like a river to cross,
A river long and deep.
So cross it, don’t fear the tide:
So, my friend,
Another loss…
Yeah, I know that scenario –
But why that sigh?

Good Hopes ain't nothing but an excuse to act;
Good actions deny the need for Hope –
See what I mean?
What’s there to regret?
Just take the oars n’ row…

My nights are tears;
My days are thorns;
My Heart’s of soap
But my Mind’s of steel;

There may be fear;
There may be storm;
But still I float,
Driven by will…
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 17:45
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Diálogo Entre Dois Mortos

- O Tempo faz ruínas e milagres...

- E pelo meu caminho só ruínas!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 17:35
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Ficções da Vida - Um Auto-Consumo

Nesta noite de chuva
Se houvesse alguém que me amasse,
Que me emprestasse o seu ombro
E me abrisse um espaço
Onde pousasse a cabeça, frágil como loiças,
Talvez pudesse, um pouco, descansar.
Com alguém a amparar-me
E a ajudar-me a estabelecer as minhas metas
Julgar-me-ia feliz
Mesmo sabendo que não passava de um sonho…

Como o homem do campo pisa a uva
Até que dê mosto, até que o dia passe
E a noite chegue, e o assombro,
E o cansaço,
Eu pisaria o chão das coisas,
Com firmeza e vagar,
Até estafar-me
Ou até torná-las concretas.
Como não tenho ninguém, no meu almofariz
A mim mesmo me ponho;

E esmago-me, com nervo, inteiramente,
Até me esvair num sangue rubro e quente
Ou Morfeu jogar em mim suaves setas…
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 17:26
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Terça-feira, 18 de Março de 2008

Depois do Silicone...

... de Baywatch, de Tommy Lee e dos «toma lá» com que tem sido notícia, Pamela Anderson apresenta-se aos seus inúmeros fãs como Assistente de Magia! A escolha recaiu por certo sobre as suas duas grandes capacidades (mesmo que trabalhadas cirurgicamente)...: ... e promete arrasar!

- Não é magia! -, dirão os mais cépticos - é mania... e silicone!

- Seja -, dirão os fãs -, mas fica-lhe tão bem!

Que mais nos reserva esta princesa moderna? Contrato com a Sic Radical para apresentação do «Nutícias»? Porque, depois disto, tudo é possível, caro gumoleitor! Até bonitos elefantes cor-de-rosa!


Nota: Por engano apanhámos a versão Woody Allen. As nossas desculpas.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 17:41
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Segunda-feira, 17 de Março de 2008

"A Espuma dos Dias" - Café/Bar

- O que pediu, senhor... Está bom assim?
- Ainda não. Menos espuma e mais vida, por favor...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 23:20
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Desculpe, não ouvi bem...

Repita lá para este ouvido?!!!:






Depois dos cães... Os piercings! O nosso pigmeu das Ditaduras, cansado de brincar aos cubos, vem apertando o cerco das liberdades individuais para aplacar os seus tédios. O corpo de cada um pertence, agora, também ao Estado sob cuja alçada teve o azar de nascer. Assim sendo, piercing e tatoo sem BI que não prove os mínimos 18 anos serão severamente punidos, como deverá será penalizada qualquer medida estética que atente (mesmo que em teoria) à saúde do dissidente que se queira pintar ou furar. O «como» está ainda em análise, mas a repressão já anda aí a largar os seus suaves odores. É o perfume do totalitarismo, caro gumoleitor:







Que fazer? Se não lhe sair o manguito, deite-lhe a língua de fora:






Com ou sem furo, o que conta é o espírito! Livre, antes de mais...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 23:19
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Let’s Watch the Show – (Life is Just a Breath)

From the window of my hotel
I watch the stars collapse;
If the world is falling down,
If the world is falling down
No one can tell:
So I’ll just sit here and relax…

From the window of myself
I watch the sun go down;
If the world is setting too,
If the world is setting too,
No one can tell:
So I’ll just lean on my back n’ look around…

Everything is falling but I just don’t care,
I seem to see everything’s gotta a sense of despair,
Yes, everything is falling but I just don’t care,
For everything is calling my life, oh!, out there…

So let’s just watch the show and beware…

Oh, let’s watch the show and…

Bring me coffee,
Bring me wine,
Bring me whisky,
Bring me love,
If the world is falling down,
If the world is falling down,
I wanna see it from above:

Cos’ life is just a laugh. So…

Let’s watch the show while it still lasts,
Let’s see our doom come in a blast,
Let’s watch the show, we paid our spot,
Let’s dream, let’s dream, let’s drink a lot…

Yeah, life is just a breath
Timed by a clock…
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:38
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Alguém Me Explica...

Porque é que há publicidade, anúncios, soluções e milagres para emagrecer, mas nada que diga a um gajo como há-de engordar??? Não há nenhum filho de uma senhora menos séria (ou de senhoras plenas de seriedade) que faça o favor de me indicar como é que eu meto mais 15 kilos em cima???? Qualquer dia nem eu mesmo me vejo!! Estou um susto! O meu sobrinho de 6 anos pesa mais do que eu!

Mentira, não pesa, mas parece tanto!

Que inveja que me dão estes senhores!:

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:12
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Domingo, 16 de Março de 2008

Eu Vou Deitar Fogo a Esta Dispensa!!!!

Num Domingo, manhã cedo (11 horas é horrivelmente cedo!), com a moleza toda no lombo, a ressacar de um festival de tunas que suportei estoicamente para dar moral à benjamim da família que ia lá guitarrar e cantarolar umas coisas (ainda para mais, como solista!), com a larica toda a apertar-me as entranhas, ia eu (na minha pacatez, massajando descansadamente a pança desnudada e enrolando os pelos por vir), atacar os meus cereais que de um só golpe me acalmam a fome e a preguiça, e que é então que descubro???
Uma legião demoníaca de formigas, atarefadissimas, correndo de um lado para o outro da prateleira, da parede... da caixa!!! Eu não tinha formigas nos cereais, eu tinha alguns cereais nas formigas!!! Parecia que estas filhas de uma grande **** tinham acorrido ao anúncio da TV para comparecer no casting de «ANTZ, A Sequela!» Na minha dispensa! Minha, que não é minha, por sinal! Acho que vou pôr um fim a esta m**** e queimar de uma vez esta porcaria toda! Algum blogonouta tem um fósforo que me empreste? Acabaram-se os que aqui tinha e, porra pá!, não me apetecia mesmo nada sair de casa!

Como é possível um mundo tão pequeno albergar tanta formiga???! E tão poucos cereais quando um homem a padecer de fraqueza mais precisa deles???!!!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 04:24
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Sábado, 15 de Março de 2008

From the Fog

A new day's horizon
Lifts up from the floor,
The love-sick Asylum
Invites ill and poor,
The fog frees a man
Hurt by the road,
He longs for a chance
To confort his soul...

He comes to the door
And he rings the bell.
He's seen it before,
This strange, haunted dwell,
The same house, in dreams,
The same silhouette, (he says):
"It seems I've found you,
My Juliet!

We're living between dreams,
How can we forget it?
We see what we don't seem,
It seems we've neglected
Something...
I love you,
You love me,
How about it, girl, eternally?"

You can see she's nervous,
Her wait has been sour,
She trembles a bit
From the top of her tower,
There's even a teardrop,
A stream on her cheek,
She longed for a chance
To awake from her sleep...

Now she's euphoric,
She runs through the stairs,
She's been suffocating,
And comes down for air,
Her true love is waiting
To face life's rodeo, (she says):
"Finally I see you,
My Romeo!

We're living between dreams,
How can we forget it?
We see what we don't seem,
It seems we've neglected
Something...
I love you,
You love me,
How about it, boy, eternally?"
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:32
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O Pequeno Ditador Ataca de Novo

Sócrates quer agora eliminar raças ditas perigosas. Os "Cães", diz ele, fazem mal às pessoas (o Gume concorda) e (pensamos nós) serão queimados na Praça da Figueira juntamente com 11.000 livros (mais hão-de vir) e uma ou duas pedras do Reichstag (trazidas pelo fantasma de Van der Lubbe). No alto da pira, como aura inspiradora, encontrar-se-à uma bonita serigrafia do nosso Salazar, com os cabelos pintados à la Warhol (como agora se vê nas ruas) para o deixar acompanhar os nossos Tempos Modernos (que diria Chaplin desta Modernidade?), e uns bigodes falsos de Stalin. Putin está já confirmado como convidado de honra. E o Gume, sempre à frente da notícia, já conhece a identidade de alguns exemplares a inflamar (oxalá este sonho, que é tão bonito, se cumpra!):





E mais se seguirão Gumoleitor!

Porém, numa repetição de um de uns seus momentos de lapso absolutamente imperdoáveis, o nosso Primeiro cometeu mais uma daquelas gaffes e, sem dar conta, confundiu com os animais acima revelados estas coisas mais fofas:






Sócrates (o Gume também já o sabe) prometeu vir a público retratar-se desta afronta, e já escreveu 100 vezes num caderninho de escola (nós temos esse caderno!):

«A César o que é de César. Não pôr nos cães o que pertence às pessoas».

É um Mestre para nós este Primeiro!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:33
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O Mar

Menina
Descalça
Na praia
Realça
As conchas
Do mar.

Menina
Morena
Na noite
Serena
As ondas
Do mar.

Mimosa
Menina
Sorrindo
Caminha
Na água
Do mar!

Que importa
Se é fria?
Que interessa
A agonia
Se posso
Bailar?

E da Ilha
Do Fogo,
Se a música
Se ouve,
Começa
A dançar.

Se há
Desavença,
Na calma
Contempla
O claro
Luar.

«Ser livre
Ou fugaz!
Ter tanto
De Paz
Como d’água
O mar!»

Quão nobre
Desejo!
Mas, oh!
O que vejo
É tão
Invulgar!

Se alguém
Cai por terra
Ninguém
O alegra
Ou vai
Ajudar.

Perdendo
Uma mão,
Se noutra
Há valor,
Já lha vão
Cortar.

Que Mundo
Pagão!
E o senso
Cristão?
Perdeu-se
No ar!

Mas da Ilha
Do Fogo,
Se a música
Se ouve,
Começa
A dançar.

Se há
Desavença,
Na calma
Contempla
O claro
Luar.

Menina
Na chuva
Abraça
A espuma,
E os corais
Do mar.

E por entre
As algas
E os búzios
Desfralda
Sorrisos
Sem par.

«Menina,
A vergonha!
Juízo!
Componha
A saia,
O colar!»

Mas ela
Alheada,
Mergulha
Entre as vagas
E deixa-se
Estar.[1]

E da Ilha
Do Fogo,
Se a música
Se ouve,
Começa
A dançar.

E se há
Desavença,
Na calma
Contempla
O claro Luar.

E da Ilha
Da Calma
Onde a Praia
E a alma
São um só
Lugar,

Ela brinca
Com a vida
E na areia
Fina
Começa
A sonhar:

«Ser como
Esta Ilha,
Conter
Maravilhas,
Voar
Como as aves!

Manter
A Esperança
De ficar
Criança
Pela Eternidade.

Não ter
Pesadelos
E ser
Tudo Belo
Como azul
O mar.

Poder
Ser a sério
Este céu
Etéreo,
Não ter
De sonhar…»

E da Ilha
Do Fogo,
Se a música
Se ouve,
Começa
A dançar.

Se há
Desavença,
Na calma
Contempla
O claro
Luar.

Menina
Descalça
Na praia
Realça
As conchas
Do mar.

E brinca
Com a vida,
Na areia
Fina,
E põe-se
A sonhar:

«Não ter
Pesadelos
E ser
Tudo Belo
Como o mar
Azul.

Poder
Ser a sério
Este céu
Etéreo,
Não ser
Um paul…

Mas é tudo
Triste,
O azul
Não existe
No mar
Mas no céu.

As coisas
São feias
E as pessoas
Cheias
De angústia
E de breu.

Por isso
É o Silêncio
Que guardamos
Dentro
E nos faz
Pesados,

Por isso
Vestimos
Estes fatos
Pretos
E muito
Apertados.

Mas na Ilha
Do Fogo,
Há música!
Ouve!
Só tens
De dançar!

E se há
Desavença,
Na calma,
Contempla
O claro
Luar!

A dor,
O que importa,[2]
Se o Azul
Existe?
Vem ver,
Vem amar!

Há dor?
Não importa…
Porque em rir
Consiste
Viver,
Respirar…

E na Ilha
Do Fogo
Há música!
Ouve!
É dançar,
É dançar,
É dançar,
É dançar,
É dançar,
É dançar!»

[1] Nota do Autor: Versão brasileira: Se deixa/ levar.
[2] Nota do Autor: Versões alternativas: a) A dor?/ Que me importa?, ou b) Onde/ Qu'importa?, etc.
Que cada leitor escolha a sua preferida. Aplique-a após a escolha: SEJA A SUA PRÓPRIA VIA. Leu o texto? Mudou o texto. Mudou o texto? Fez poesia…
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 10:36
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Sexta-feira, 14 de Março de 2008

Explique Você, Se Puder...

- Ora, é Ferreira o seu nome, não é? Pois olhe, ò fasçavor, ò sô Ferreira, queira ter a gentileza de informar porque é que me estão a cobrar este valor, este aqui, olhe, tá a ver?! Espere, que eu já lho mostro, que tenho aqui apontado...
Ora não, também não... Cá está: 17 éros e 13 mais posto de sêlo de nã sei quê, qu'eu nem pedi sêlo nenhum! Que circo vem a ser este?! O Banco quer ganhar à minha custa, mas a mim não me comem com cebola, mesmo se eu sou pequenino! Ora explique lá este imbroglio!
- Boa tarde...
- Boa, só se fôr para si! Mas pois claro, aí embonecado do seu posto, todo aperaltado, sorrizinho de vendedor ambulante, deve estar a sentir-se muito bem. Acredito que para si a tarde seja boa. Mas isso não resolve o meu problema! Ora faça lá o favorzinho, ò sô Ferreira, de me encerrar a conta!
- Bom, com certeza que poderemos verificar qual a situação. Pode por favor apresentar-me o seu bilhete de identidade?
- Espere aí um bocadinho, ò sô Ferreira, que estou agora a receber uma chamada... «Tô... Sim... Sim, sim, sou eu, diga...» Ò sô Ferreira, vou ter de me ausentar com uma chamada. Vá fechando a conta que eu já passo por cá. Depois digo à minha esposa para vir mostrar o BI... «Sim, sim, sei... Oh!, você já sabe como são as pessoas...»
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 00:00
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Quinta-feira, 13 de Março de 2008

Old Roadhouse Blues

It was a dark night's wind, and it shook my skeleton,
It almost took my skin and damn!, I even bit my tongue!
I was about fifteen, with noone in the world,
No penny on my sleeves and in my arms no girl;
I was an orphan lamb, wondering 'bout the mobs,
I crossed forsaken lands, as all the fields of God,
And, as I saw the path I had to choose,
I sang the roadhouse blues...

Than the day came by and with it came hard work,
Some things money can't buy and others aren't worth it,
I dug my hole of hopes 'till my hands lost their flesh,
I drank my bottles up 'till there was nothing left;
I played my tricky cards in every bar I met,
To find I was to find but bitter fool.s regrets;
And, as I had to walk with no more booze,
I sang the roadhouse blues...

Later, the Winter came, and all the roads were mud;
It froze my soul to death, it stoned my filthy blood;
I cursed the seven winds, the Gods of Providence,
And got on me a Storm, I guess for recompense!
My whole social life was basically a mess,
It was hard to find the right path to success,
So I just thought, so what, you're on the loose?
I sang the roadhouse blues...

And today I'm thirty, I travelled all the world,
Seasons came and went and still I have no girl,
I saw the Nations fall, n' rise new governements,
I saw the stars collide and forests spread new scents,
I felt the thrills of lust and lusts beyond the words,
Time whispered me the secrets noone heard;
And, as I smoke my aged sweet solitude,
I sing the roadhouse blues...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:32
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Quem Anda à Chuva...

Hoje estou capaz de beber vinagre, só para ver se purgo esta azia! Que irritação de tudo! Que falta de vontade para o que quer que seja! Não há aí nada que me espante este pasmo como quem pega num pano e espanta moscas?! Irra! Se às vezes eu fosse um mosquito deveras e não simplesmente esta sensação dele! E ter mãos por fora dele que o superassem em peso e em tamanho, e que o esmagassem num golpe furibundo!

Se de um só trago eu pudesse engolir este Mundo!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 20:35
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Quarta-feira, 12 de Março de 2008

Benfica Deu Reviravolta...

... Às expectativas dos adeptos, iludidos (coitados!) com vítória sobre o «Rétáfé», que (num «coup de grace» de uma edição anterior) lhes ofertou muito simpaticamente em Madrid este bonito chapéu:
Que é para usar até à ponta dos pés e enfiado pelo cimo da cabeça. Eu já fiz a minha parte:

(O bigode foi roubado ao Charles Bronson, ele que me perdoe!)


Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:42
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Dancin' With the Devil

When the bells toll in your heart,
And you long for a fresh start,
'Cause you know you could do better,
Though your Dream-Walls seem to shatter,
Shove your shoulders, give a smile,
Stone just crumbles for a while,
Soon, you'll see, the dust will settle,
Now you’re dancin’ with the Devil…

When you find you’ve lost the trail,
And Trouble’s always on your tail,
Hard rain, hard loves, hard regrets,
Bitter guilt, bad cigarettes,
Shove your shoulders, give a smile,
Bitterness just lasts a while,
So you let go, audacious rebel,
For you’re dancin’ with the Devil…

When there is nothing you can do
And things you touch just break in two,
And the skies turn into black
And the world falls on your back,
Shove your shoulders, give a smile,
Bad things only last a while,
Hear the mandolins, mind-travel,
For you’re dancin’ with the Devil…

When you fall from every cliff
And your mouth is dry and stiff
Hope was victim of a theft,
N’ you can’t see your right from left,
Shove your shoulders, give a smile,
Such falls only last a while,
Hear the winds, you hear that paddle!,
For your dancin’ with the Devil…

When you crash on every wall
And you feel too weak and small
Your dignity was kinda stepped on,
And you always get so conned,
Shove your shoulders, give a smile,
A crash can only last a while,
You surf that wave n’ push the pedal,
For you’re dancin’ with the Devil…

When each dusk comes from inside
And dawn as it is born subsides,
And you’re talking to yourself
Though you search for someone else,
Shove your shoulders, give a smile,
Loneliness just lasts a while,
Hear the swords of your own battle,
For you’re dancin’ with the Devil…

When you’re out of place and Time,
And you know you’re on the line,
Outlawed, outcast, out of job,
Pushed back, torn out by the mob
Shove your shoulders, give a smile,
Rejection only lasts a while,
Soon you’ll be given a medal,
For you’re dancing with the Devil…

N’ when you feel like giving up,
N’ it seems you’ve got no luck
You’re too tired, had enough,
Life’s too bitter n’ too tough,
Shove your shoulders, give a smile,
Disbelief just lasts a while,
You’ll be back on your fine level,
But now you’re dancin’ with the Devil…
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 21:06
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo
Terça-feira, 11 de Março de 2008

Secretaria

- Então o senhor trabalha num Banco?
- Sim, isso mesmo.
- Tem graça, num Banco! Um tipo com a sua imaginação? Não julgue que não reparei nos desenhos que andou a fazer nas costas do impresso enquanto eu passava os dados do seu BI para o computador. Esqueci-me de lhe dizer que o impresso tem de seguir sem rasuras ou riscos. Vai ter de pagar um novo. 20 euros.
- Como?! Mais 20 euros?!
- Sim. Queria fazer bonecos, pedia uma folha e pagava só 20 centimos. No impresso são 20 euros. Mas não o levo a mal. Sou, mesmo se não lhe parece, uma mulher sensível. E tenho experiência de vida. Já fui casada 20 anos com um artista. Sei que são dados a excentricidades. Mas um Banco é demais! Porquê num Banco, homem?!
- (Riso sardónico, a metade do rosto, quase imperceptível) Achei que a minha vida tinha falta de tédio. Sentia emoções muito fortes. Precisava de equilibrar a excitação matinal: espreguiçar-me, sair da cama, comer uma taça de cereais em 20 segundos, tomar banho (à pressa), lavar os dentes, vestir-me (sempre à pressa), correr para um trabalho despretencioso e normal - Tudo isto me sobressaltava. Num Banco é diferente. O fato e o laço da gravata dão-me um ar de executivo moribundo, como se me pusesse antecipadamente a caminho de um velório por vir. É a definição perfeita do normal, que bate qualquer quotidiano. Não achei nada de mais aborrecido. E acredite que procurei como um louco!
- Credo, filho! Não pensei que estivesse tão mal! E o sal da vida, e a descoberta que a juventude pede, e o romance, e a aventura? Vai desistir de tudo já com essa idade? E com esse corpo??! Mesmo que magro, sim, mesmo que magro!, não me olhe com esse ar de sonso! Embruteceu?? !
- Se quer que lhe diga, nem sei. Fui provando de tudo, ficou-me um travo amargo. Acha que sou demasiado sensível? Preciso de terapia?
- O que você é, é parvo! Estamos aqui há 20 minutos, já enchi 20 páginas de computador com as suas habilitações e estatísticas, já lhe dei 20 razões para se pôr a mexer, e você ainda a entreter-me com conversa mole! Irra! Você é uma biblioteca ambulante! Não admira que trabalhe num Banco! Pode ter um talento enorme, mas nunca vi pessoa tão aborrecida! Se é demasiado sensível?! Sim, o que você é, é parvo e precisa é de chapadas! Essa é a melhor terapia que conheço! Volte daqui a 20 dias e traga por antecipação um atestado do médico. Terei o maior prazer em pregar-lhe uma sova.
- E agora?
- Agora tire a senha para o Guichet nº20. Ainda tem de tirar fotografias. Ora já viram isto? Próximo!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 20:44
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo

Eu é Que Sou Parvo!

Nunca tomar qualquer decisão de cabeça quente, nem falar, escrever ou agir quando irritado. As consequências dessa imprudência pueril dão mais dores de cabeça e aos sentidos do que a irritação anterior. Se alguma vez a irritação anteceder uma decisão importante, ou uma mensagem, ou uma frase dita, arranjar um balde de água com gelo. Mergulhar dentro a cabeça. Esperar vinte minutos. Medir a temperatura com termómetro. Repetir a operação tantas vezes quantas necessárias até verificar, com o auxílio do termómetro, que a temperatura da raiva desceu abaixo de zero. Procurar uma parede e bater cem vezes com a cabeça. Abrir as janelas de casa e gritar para a rua, balouçando muito no parapeito exterior: «EU SOU UM PARVO». Descer da janela, fechá-la e correr as cortinas. Tomar um banho frio, beber um chá (gelado) e marinar em conveniente letargia durante 60m. Ir ao espelho, observar o ridículo. Vestir-se convenientemente. Voltar ao espelho. Reconhecer a pequenez de tudo. Depois sim, agir, escrever, falar. Já o mundo não será tão indiferente, pois não, Miguel? Onde está um balde quando se precisa dele?

Memorandum: Trabalhar esta cura em versão condensada.
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 08:05
Hipertensões | Estocadas | Abrir As Feridas (2) | Os Golpes Que Eu Amo

O Leão Sem Juba

Sopa de Facas, Chafurdar na Lama

 

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