Domingo, 31 de Agosto de 2008

Roupa Suja, Existencialismos...

Confirmaçao oficial:

 

 

 

Nao Presto!

 

 

Skip é melhor       

 

Skip life, por exemplo..

 

                                  

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:59
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Tristeza Nao Tem Fim - Quando Nao Há Carnaval

Na janela em frente, vejo a sombra de uma senhora de idade que varre a sala. Nao se importa em fechar os cortinados. Ao fundo da casa alguém pôs a tocar o Milord da Edith Piaf. Nao estou bem certo se toca lá fora ou cá dentro. É domingo à noite, estou por casa. Tento esquecer-me de que tenho de trabalhar amanha. Pergunto-me por que raio estou outra vez a mudar de casa. As nossas escolhas têm frequentemente o condao de nos dar aborrecimentos. É evidente que nao tenho nada que fazer, de outro modo estaria a pensar em coisas mais constructivas. Em vez disso aprecio a parede em branco e espero por uma boa ideia. É temporário, claro, nao se entenda por essa pacatez que nao sou um  homem de acçao. Tendo simplesmente a ter aptencia para agir quando estou mais cansado, o que acaba por prejudicar a intensidade dos gestos. Finalmente ocorre-me algo com beleza. Mas logo se desvanece como um fumo pelo exaustor. Ligo a televisao para dar ânimo à casa. Certamente uma voz, mesmo que estranha, mesmo que nao amiga ou inimiga que nos signifique algo, trará o significado de simplesmente estar ali, e de quebrar o silêncio. Mas a voz faz barulho e mais nada. Nao me tira a tristeza do quarto. Pergunto "entao, que se passa?" ao reflexo que nao responde. Entao, nada. A felicidade passa noutro canal... codificado...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:35
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Sábado, 30 de Agosto de 2008

Saturday Night Fever

40 graus. No segundo termómetro, embrulhado com um pano frio, para nao partir, como o primeiro. Caramba, que testa quente! Estou com uma enorme febre de existir! Preciso de uma aragem no entorpecimento...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:44
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

Odeio Darwin!

a) Estou a tornar-me num cínico. O instinto de sobrevivência faz-nos feios.

 

b) A minha alma está suja. Ainda bem que a não tenho.

 

c) Sempre me irei quando outros têm razão.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 21:47
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O Comprimido de Mr. Shallowheart

 

Matar-me? Com certeza! Como um cobarde, docemente, tal e qual um sonho...

 

Mais água!

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:14
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God Save America...

Because we can't...

 

 

                                   

  

                         

                                               

 

     

                                      

 

  Let's give our hands, brothers, hope for the best sisters, pray and praise oh fathers and oh sons, and sing a Kumbaya -

 

Mais do que isto, já nao dá...

   

                                   

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 06:08
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Se É Vida, Falta Um Pedaço - Life On NÉOn TV

Luzes, Câmara, Acção:

 

(O Artista exibe sala com paredes em branco)

 

"Big Brother(s), Small Brains!"

 

Nao perca o "Reality Show", no seu QuotiCanal!

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 00:06
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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Martim & Roquefort Cª Lda. - Vida de Cão

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 23:53
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Signor Tonio e o Dr. Freudo

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 23:10
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O Sr. Tirol

 

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 23:06
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CineGlobo Apresenta... Tropa Delito

     

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:59
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Style By Night - Personalidade Postiça

  

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:57
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O Lema Do Tangas

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:51
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De Uma Rima Emparelhada

A Estupidez normalmente anda aos pares. Como Dupont et Dupond. É por isto que não deves ir acompanhado à casa-de-banho. Sem hifen, casa-de-banho, de acordo com o Prof. Miguel Tamen, que chumba os alunos que ousam escrevê-la com. Eu ousei, como ouso, e não chumbei. Nunca andei aos pares com ninguém.

 

Anexo - Concurso GumoFolia - Vote No Seu Par Preferido:

 

a) Dupont et Dupond (recuperado do texto, obrigado Hergé)

b) Tweedledee & Tweedledum (Mr. Dogson/Carroll)

c) Laurance and Hardy (Bucha e Estica)

d) Descompensada e Mariquinhas Pé de Salsa (As 2 Manas SuperTangas).

 

O 100ésimo votante ganha uma novíssima batedeira de clara de ovo para pôr na cabeça na hora do desespero.

 

Boa Sorte!

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 17:16
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Chegou Ao Gume Por Email A Seguinte Definição:

 O PARAÍSO É UM LUGAR ONDE:

 

- A polícia é britânica

- Os cozinheiros são franceses

- Os mecânicos são alemães

- Os amantes são portugueses

 - E tudo é organizado pelos suíços

  

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O INFERNO É UM LUGAR ONDE:

 

- A polícia é alemã

- Os cozinheiros são ingleses

- Os mecânicos são franceses

- Os amantes são suíços

- E tudo é organizado pelos portugueses

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:32
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Sem Título, Porque Não Pude Achar Nenhum

 

Hoje neguei comida a uma criança (Que ser nega comida a uma criança?) Como os outros, sou uma pessoa de merda (Ser como os outros não me traz consolo) Porque eu não sou como os outros (E mesmo que fosse) Este Mundo é de loucos (Quem é são enlouquece depressa).

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: O Arranca Corações
Sem Som: Surdo, Como Beethoven
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:07
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Lusofundo Apresenta... Asaessini

    

 

          

Num Cinema-Restaurante perto de si! Disponível em qualquer estabelecimento com excepção de Casinos em que se encontre o Director da Asae!

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:25
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Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

I Am The King Of The World, Parte II - Em Teoria, Claro...

Todas as teorias são perfeitas, contando que não saiam do papel. Nenhuma teoria, em teoria, tem falhas. O ponto fraco de qualquer teoria, é apenas um (e em tudo o mais é forte e irrebatível): a prática.

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Faith? No More!
Sem Som: King For A Day, Fool For A Lifetime...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:22
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Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

Sobre O Escravo Voluntário

No tempo dos Romanos, o mercado de escravos era prática comum e rentável. Homens, mulheres e crianças exibiam-se em condições miseráveis e tinham um preço: 10, 100, 1000, 10000 sestércios, valendo mais ou menos consoante o fim a que se destinavam e a sua capacidade física ou não física de responder às necessidades desse fim.

 

Valer muito como escravo não era sequer motivo de felicidade ou prognóstico de um futuro melhor. Queria apenas dizer que o "artigo" inflaccionado seria propriedade de alguém muito rico.

 

Eis porém a minha preocupação: já as pessoas, entendidas como tal, são, por ricos e pobres, tratadas com desatenção e desprezo, fruto do permanente egoísmo que faz parte de cada um. Imagine-se então a desatenção de cuidados de que eram vítimas estas criaturas, entendidas apenas como coisas com uma função, como um "robot" que se tivesse para automaticamente aspirar a casa a um estalar de dedos. 

 

Como esperar afinal melhor tratamento para com seres de carne e osso e sensibilidade própria, perguntar-se-à o gumoleitor, se bem sabemos com que desprezo acabamos por tratar os próprios objectos, mesmo os que julgamos mais queridos!

 

É por isto que, com enorme estranheza, assisto às queixas de certos artistas da bola que se proclamam vítimas de escravatura, como o Sr. Cristiano Ronaldo, ou que leio estas declarações de Danny, recentemente transferido do Dinamo de Moscovo para o Zenit:

 

«É um orgulho valer 30 mulhões de euros».

 

Desde quando passou a ser um orgulho a despromoção da Humanidade para "coisa" ou "produto" objecto de compra e venda? Fala-se muito de tráfico de mulheres e de pessoas (ou não tanto quanto se devia), dizendo, justamente, que é algo de inadmissível. E, de certo modo legitimando essa prática, assistimos, face a seres humanos, à utilização abusiva de uma linguagem mercantil, em que apenas falta que nas camisolas dos jogadores, junto ao número que os distingue em campo, ao nome e ao patrocinador, se encontre também uma etiqueta com um preço.  

 

Linguisticamente falando, encontra-se aceite e legalizado o tráfico de pessoas sempre que ouvimos e naturalmente apreendemos estas (e outras) afirmações: 

 

«Nelson foi vendido ao Betis por 5 milhoes», «o Benfica tem Reyes por empréstimo», «Chelsea de Scolari vai comprar Robinho por...»

 

É certo que estes "escravos" não merecem pena, miúdos e graúdos que, por talento a pontapear uma bola, ganham milhares por mês porque entretêm as massas.

 

No fundo, os futebolistas são os gladiadores modernos, que têm como vantagem não ter sequer de pôr em risco as suas vidas e que vêm trazer profundidade à observação do Imperador visionário segundo a qual se cala a pão e jogos uma população descontente. Tivesse Salazar tido a ideia de seguir essa máxima e não teriamos talvez tido o 25 de Abril. Ainda bem que a não teve.

 

Este orgulho de Danny vem dar uma maior exposição (nao que fosse necessária) à crescente "desneurolização" humana e à mais completa subversão de tudo. Darwin afinal estava errado: não há evolução contínua:

 

O Homem, espécie única e imprevisível, faz, a cada dia, questão de mostrar que, tendencialmente, o seu caminho é para trás.

 

Beba uma cerveja, coma um hamburguer, umas pipocas, assista a um jogo de futebol, "olha, o Danny vai marcar... ao poste!..."

 

Acomode o Homem que há em si:

 

O Macaco vem já a caminho.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 17:10
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Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

Outras Notas Da Natureza Humana...

- Mestre, ter noção de um erro antes de o cometer, e mesmo assim, por escolha, ir cometê-lo, é aventura, é estupidez...?

- É um mistério.

- Mestre, eu temo o mistério.

- E que ganhas com o medo? Por medo não pois pé fora da porta, e deixas-te estar em casa. Tudo é assustador, tudo é mistério. Deves ser  responsável, mas também deves saber ser inconsciente. Há alturas em que importa ser-se estúpido. Se a vida nao te dá margem para o erro, tens de criar a tua própria margem.

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 21:41
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Domingo, 24 de Agosto de 2008

Just Getting Started

I’m not being smart,

I’m not being dumb,
I’m just getting started,
It ain’t no fun;
 
I guess I’m a dreamer,
So I get on my way,
I’m just getting started
Chasing the day;
 
I make my own bread
And tie up my shoes,
You see, I’m just getting started
Singing the blues;
 
From Paris to Tokyo,
From New York to Rome,
I’m just getting started,
Who cares I’m alone?
 
Call it Berlin or China,
I tear down the walls,
I’m just getting started,
Who cares I’m too small?
 
In Amsterdam’s bridges,
Or Brussels’ cafes,
I’m just getting started
To make my bouquet,
 
For life is a flower
You smell bit by bit,
While you’re just getting started
To fit on your feet;
 
From a tower in Lisbon
I see the Big Ben,
I’m just getting started
To see who I am,
 
So I say goodbye,
Hello and farwell,
I’m just getting started
And I’m doing so well!
 
Somtimes I need a rest
Yes, I need a friend,
For I’m just getting started
Again and again;
 
Who knows how many times
And by how many ways
I’ll be getting started
(Who knows I’m afraid?)
 
But all that can matter
Is a road where I'm free,
For I’m just getting started
To be me!
 
And I would meet Heaven
And spin in a whirl
If, babe, I could reach you
And call you my girl,
 
 So take me to your place
And into your bed,
I’m just getting started
To loose heart and head,
 
You give me a kiss, dear,
Buy me a ring
And I’ll be just getting started
To be your Mister Everything!
 
I’ll give you a hug,
You’ll give me a smile,
We’re just getting started
Into the wilde,
 
I hope it will last,
Remember this tune,
We’re just getting started,
To live in the moon,
 
Some guys call it Chance
And some guys call it Fate,
I know I’m just getting started,
I hope it’s not too late...
 
Dear, make sure you get started,
For it's never too late.
  
Bruxelas, 27/05/08
 
(Relembro, porque agora faz sentido, como sempre, aliás...)
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 09:02
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Sábado, 23 de Agosto de 2008

Charles Dogson, aka Lewis Carroll, Vem Falar do Gume

  

 

 

 

It's as large as life, and twice as natural!

 

Gumemos.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:34
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Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Bai, Tio Cano!

O Tio Cano, que como certas senhoras das revistas, precisa que, bem ou mal, se fale dele, para não cair (ainda mais) no esquecimento, decidiu dar aso a mais uma das suas excentricidades. Desta vez recuperou uma das práticas mais ancestrais da sua História e, desistindo temporariamente das habituais actividades de censura, atacou em força e cortou rente para a proibição. Neste caso, a vítima é um padre argentino que foi oficialmente impedido de leccionar por, imagine-se a heresia!!!, não acreditar em... Adão e sua esposa (mais ou menos) Eva... Mas leiamos a notícia:

 

«O Vaticano ordenou a um sacerdote do Norte da Argentina que abandone o ensino universitário e evite publicar artigos, por nao acresditar na existencia de Adão e Eva, de acordo com meios de informação locais. A Santa Sé decidiu que o padre Ariel Alvarez Valdes, Doutor em Teologia Bíblica, deve abandonar toda a actividade de ensino na Universidade Católica de Santiago del Estero e no Seminário Diocesano da Catequese.

O padre decidiu acatar as indicações do Vaticano afirmando que nao irá dar mais palestras e que se ficará apenas pelas actividades sacramentais. A resoluçao assinada pelo secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone Valdes, tambem proibe a publicaçao de artigos de jornal e comentários na rádio e televisão, mas permite-lhe continuar a celebrar missa» (Diario Digital/ Agência Lusa).

 

O Tio Cano pretende com isto tomar de novo para si as rédeas (há muito fugidas) da Fé dos Homens. Mesmo sendo o Mestre da Manipulação da Ingenuidade, o Tio Cano sabe que os carneirinhos mansos se lhe vão escapando mais e mais, devido às mais variadas vicissitudes da vida e maquinações do Progresso. Se a juntar a isso surge, no próprio seio da Madre Igreja, um pecador invertebrado que põe em causa a espinha da origem do Homem e do seu pecado, Meu Deus, que não invoco em vão!, onde irá este teu Mundo parar???

A medida tinha por isso de ser tal como foi: fria e firme como uma testa de ferro (homenagem distante ao Mestre Alexandrino).

 

Uma Associação Anónima do Norte, já sugeriu, por entender isto mesmo, avançar com um movimento cívico, de inspiração religiosa, que designou por: «Bai, Tio Cano!», de acordo com a pronúncia local. O propósito, como nos adiantou o seu porta voz tripeirinho não identificado (por pretender proteger o anonimato), é encorajar o Tio Cano a não desistir destas medidas rectas que inspiram os crentes, corrigem os fracos e relembram aos demais os difíceis mas sempre gratificantes caminhos da verdadeira Fé.

 

A importância de todo este alarido? Se não outras, esta: Há muito erro entre nós que é perdoável. Mas se há coisa que não se pode admitir é que, por força do cepticismo "adano e evaniano", se ache uma forma de se desculpabilizar a mulher desta asneira que é o Mundo. 

 

De facto, se Eva não existir, em quem pôr a culpa de ter comido a maçã e de assim nos enfiar nesta miséria??? Onde achar um bode expiatório??? Mas brincamos?! O Tio Cano, diz o Gume, foi justo, mas foi brando:

 

O Gume entende que este padre devia ser fuzilado. Dizer que Adão nunca mordeu a maçã, ainda vá, ainda que a sua garganta inisista em mostrar uma pequena porção dela que ficou engasgada. Mas tirar para sempre a culpa da mulher? E de que iria viver um homem? Abram fogo! Fogo! Há que acabar com o argentino, e é já!

 

Bai, Tio Cano! Bá!!!

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 21:20
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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

Onde Pára a Medalha?

Paulo Portas congratula-se com medalha de Nelson Évora  (Diário DIgital)

Sócrates felicita telefonicamente Nelson Évora (Diário DIgital)

Cavaco Silva felicita Nelson Évora (Diário DIgital)

Nelson Évora jantou um bitoque e agora vai conhecer Pequim (Diário DIgital)

Agora Nelson Évora está na casa de banho... (Diário Gúmico)

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 20:48
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Barajas-Pequim-Lisboa - A Ascenção do Trágico Absurdo

153 pessoas morreram, 14 ficaram feridas, 12 gravemente, 1 está em coma e irreconhecível, o pior desastre aéreo em Espanha dos últimos 30 anos, um disparate da Spanair que permite que um avião que pára de urgência por anomalia volte a levantar vôo, mensagens de condolências e mensagens de diplmacia, investigações e política, férias interrompidas, e em Pequim...

 

«Comité Olimpico Internacional proibiu os atletas espanhóis e outros de se manifestarem em solidariedade com as vítimas e seus familiares...» (Sapo)

 

E em Lisboa...

 

O Sr. Ministro Mário Lino aproveita a pertinência da hora para mandar esta laracha:

 

- «Um acidente como este que ocorreu em Madrid apenas chama a atenção para uma coisa que já se sabia: a localização de um aeroporto dentro de uma cidade, de uma zona urbana, tem riscos que não deviam ser corridos»,  (Diário Digital)

 

Que tem uma coisa com a outra? Pode alguém aceder à caixa negra do Sr. Mário Lino? Algo ali se perdeu para sempre.

 

3 situações, 3 dúvidas prementes. Mas há coisas que ninguém entende.

 

Nota: A imagem onde surge Mário Lino a fazer que é uma esfinge é da autoria de Kaos. Para mais informaçoes contacte o Segundo Gume ou dirija-se ao (excelente) blog We Have Kaos in The Garden. O Kaos tomará conta de si, e guardará as suas gargalhadas...

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 20:08
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Nélson Évora - Shine A Light...

O Gume parabenizeia (verbo recente mas agradabilissimo ao ouvido mais moco) Nelson Évora, o ouro português. Haja alguém que seja grande na hora da grandeza!

 

Quanto aos outros, meus amigos, lá iremos. Agora não que é de manha e o Gume já viu que de manhã, só na caminha...

 

(A Marco Fortes informamos que nao pretendemos obliterar os seus direitos de autor)

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:45
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Cria com Moderaçao...

Ontem fiz anos, sim, agora já sou trintao, e Deus nao me deu os Parabéns. Como Gepetto provei o gosto amargo da ingratidao da nossa criaçao...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:57
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

Episódios da Selva Laboral 2- Tarzan Meets Jane, Isto É, o Patrao

- Mim Tarzan, tu Jane, tu gira (pagas-me as contas), mim ser teu escravo...

 

(SOBREVIVER É PRECISO? E A DIGNIDADE MERDA?!)

 

NAO QUERO SOBREVIVER SEM DIGNIDADE.

VIVER É PRECISO. SE NAO CONSEGUES ISSO, O QUE ESTÁS AQUI A FAZER?

 

MATA-TE.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:12
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Episódios da Selva Laboral 1- Tarzan observa as Bestas

- Entao o Sr. quer vir trabalhar?

- Quero.

- E quer trabalhar connosco...

- Quero.

- Quer ser otário de bordo...

- Quero.

- Está preparado para os 3 juramento da fraternidade otária e para as 5 provas de fidelidade e competência?

- Estou.

- E quer assim ganhar dinheiro e boa vida...

- Quero.

- Muito bem, é simples: Aqui na lowcost Explore Us Air, só tem de fazer o seguinte, para fazer parte do clube:

 

- Pagar 1900 euros para tirar o curso de otário de bordo.

- Pagar a viagem de aviao até Gerona.

- Pagar a estadia por cinco semanas ou seis em que nao recebe um chavo e nao bufa.

- Pagar a estadia.

- Pagar a comidinha.

- Estudar que nem um animal e ter mínimo de 90% no último teste.

- Trabalhar 6 meses para uma empresa de trabalho temporário e esperar que gostem de si, para entao...

- Assinar contrato por 3 anos com a lowcost Explore Us Air.

- Gasta ao todo uns 3000 euros antes de poder receber o que quer que seja e tem de trabalhar os 6 meses pela agencia de trabalho temporário se quiser sonhar em rever 70 a 80% do dinheiro investido na Formaçao que deviamos ser nós a pagar, porque, como empresa, temos a obrigaçao de formar os nossos trabalhadores mas nao queremos, qual Teresa Guilherme, saber disso para nada.

- Tem ainda de gastar cerca de 200 euros para poder ir ao Porto fazer a entrevista, já que você é de Lisboa e teve de ir fazer à pressa Passaporte que podia ter ido fazer devagar, popando tempo, saúde, chatices e dinheiro, esperar 5 horas, apesar de ter sido o 3o a chegar, para ser atendido em 5 munutos, e ser recambiado para a sua cidadezinha lá em baixo para esperar por e-mail confirmaçao de que afinal até vemos em si um bom candidato para exploraçao futura. Que lhe parece a nossa proposta?

- Quero.

- A sério a sério?

- A inteligência é uma afirmaçao absurda, que aleija um bocadinho e aborrece. A ignorância, Cassandra, é uma bençao e eu gostava mesmo de ser abençoado. Hoje, no meu dia de anos, tomei a decisao de treinar para otário. Precisa de candidatos para uma aventura estúpida em que arrisco tudo pelo eventual sucesso de um bom futuro a muito longo prazo? Entao, conte comigo...

- Ah, meu amigo, você já é uma bençao!

- Eu sei...

 

 

 

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:59
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Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

Passaporte 3

Entro no Registo Civil e tenho a senha n68. É a senha B para a Urgencia Suprema. A contagem vai na B43. Espero 3 horas e respondo à chamada que finalmente aparece. Vou ter com o Sr. Funcionário Público Mal Humorado Que Se Julga Engraçado Mas Veja Lá Estou Assim Porque Acabei de Voltar de Férias. Tem o n19 nas costas mas diz que queria ter o 7. Julga-se o Cristiano Ronaldo do Serviço Público. Preenche com um dedo e em 10 minutos, no computador, os dados do meu BI. Tira-me duas fotografias digitais, digitaliza-me virtualmete os dedos, faz-me assinar virtualmente o nome e fisicamente uns papéis, refila mais um pouco, informa-me que tenho de ir ao balcao de entreda para pagar. Dá-me o recibo com que tenho de ir no dia seguinte ao Aeroporto, ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, levantar o dito Passaporte. Eu obedeço (quase). Vou ao referido balcao. Nao é surpresa, espero. Nao ha senhas para isto, mas há para aquilo. Confunde-se a ordem do atendimento, ninguem sabe a quantas andas, discute-se, fala-se mal, eu participo. Chega a minha vez, depois de chamarem os pagantes por nome e chegar o meu. É bom toda a gente na sala saber o meu nome completo. Sempre quis ser célebre entre o mediocre incógnito. Pago, Dizem-me agora 95 euros. Estou a falar com a Sra. D. Funcionária Pública n1 com o n20 na gola da camisa. Protesto. Urgentíssimo nao era só 90? Mostra-me a tabela de preços, indignada - ela, nao a tabela. Explica que nao tem culpa de eu ter sido mal informado, que a tabela está ali e que nao mente, que, depois do meio dia, e para o dia seguinte, o custo é 95. Pago e nao bufo - bufar seria ali inconveniente e perigoso e gastaria oxigenio. Confirmo o levantamento do Passaporte no aeroporto. Peço justificaçao laboral. Respiro de alívio por ter sido quase fácil consegui-la. Vou embora. Passa um dia. Trabalho até às 9 da noite. Tenho uma hora para ir ao aeroporto levantar o Passaporte e apanhar um combóio. Tenho de apanhar um Taxi. Apanho-o. Merda, esqueci-me de levantar dinheiro.  Paro na Av. da República, assalto o multibanco, corro de volta ao carro, seguimos, paramos no Aeroporto, mas o Sr. Taxista n1 é manhoso, leva 15 minutos a estacionar para deixar o taximetro avançar e cobrar mais 15 centimos. Era 6 e 10. Dou-lhe 10 e 9. Nao pode ser. O centimo que nao tenho para lhe dar é precioso, mas ele está cheio de trocos. Chateio-me. Digo-lhe que ele é uma besta e um ladrao mesquinho e idiota.  Ele fica chocado por ouvir isso de um gajo com gravata e por eu reclamar por 15 centimos. Eu nao reclamei os 15 centimos que paguei, mas o principio de ser enganado por um anormal que nao vale meia argola de latao e ainda assim se julga esperto. Hereticamente pensei que ate fico feliz quando vejo nas notícias que um Taxista n X levou com um tiro nos cornos. Odeio taxistas. É um ódio visceral e simples e, como qualquer ódio, nao sei explicá-lo. Para o bem e para o mal, sou de paixoes fortes. Vou ao Aeroporto. Falo com o Sr. Agente da Autoridade com o n4 no boné, lá consigo perceber onde fica o SEF, volto atras, saio à rua, encontro o SEF, falo com o Segurança com o n1 na divisa, preencho papéis, mostro BI, digo ao que venho, donde venho e onde fui, subo ao 4 andar, falo com a Segurança com o n2 na saia, aleluia, uma pessoa simpática, recebo o Passaporte, aleluia, o Passaporte!, apanho o elevador de regresso, entrego o papel ao Segurança, sim, assnei mais ou dois e já nem me lembro bem deles, saio à rua, tenho de ir a voar para a estaçao, é a vez do Taxista n2, aleluia este era decente, páro em Entrecampos, sim, por favor, deixe-me aqui, esta noite tem de acabar hoje!, vou para casa imprimir coisas, tratar de mais assuntos, voo para a estaçao de combóios, já estou um pouco atrasado, viajo, preparo-me para me levantar às 4 e meia da manha - no dia seguinte às 10 tenho de estar no Porto...

Era um pesadelo e eu nao acordei... Pode ser dura esta vida!

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:19
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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

Estranhas Moralidades...

Na imperfeiçao tudo se conjuga, pois tudo é certo no Caos. Só o Mal é Perfeito?

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:14
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Domingo, 17 de Agosto de 2008

o Gume Viu: One Flew Over The Cucoo's Nest

Desafia a Autoridade. A Loucura é a Maioria e a Maioria é um cancro. Nao contes com ela.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:17
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Sábado, 16 de Agosto de 2008

Passaporte 2

...Naquele tempo, grande Khan, tive de viajar com urgência atávés da Tartária. Era muito provável que a viagem, longa, implicasse travessia de diversos desertos áridos e não áridos, pertencentes aos mais diferentes Estados.

 

Porque as sociedades se constroem sobre leis pesadas (e nem por isso boas), foi-me exigido, para que pudesse seguir viagem com eficácia e maior segurança, que apresentassse documentos, em particular, um Passaporte. Deu-se porém que, um ou dois meses antes, eu tenha tido de viajar para a Flandres onde me envolvi em determinados negócios. Numa dessas operações flamengas, tive o infortúnio de perder os meus documentos de identificação, estando o Passaporte entre eles.

 

Naturalmente, foi-me imposto que arranjasse um outro com urgência. Tinha uma semana, Grande Khan, para conseguir um novo salvo conduto. Pus de imediato maos à obra.

 

Informei-me sobre o local a que deveria dirigir-me para conseguir os ditos documetos e foi-me dito, por fonte segura, que teria de subir ao cimo do Monte Gólgota, onde estaria o Bairro do Processo. Nesse bairro, poderia achar o Castelo de Kafka, e aí se trataria de tudo.

 

Ajeizei o meu burro, compus o meu alforge, preparei o meu farnel, juntei os meus pertences, ajeitei mais um ou dois negócios e pus-me a caminho do Grande Castelo.

 

Lá chegado, informei-me mais um pouco e soube que deveria ir à chamda «Loja do Cidadão», invenção brilhante do Governo Tártaro. A Loja fechava às 19h30 e eu cheguei às 16 horas e 30 minutos. Havia a nº2 e a nº1. Por se encontrar mais próxima de onde me achava eu, segui até à nº1, na Praça dos Roedores.

 

A viagem e o trabalho  (os negócios durante a semana podem prolongar-se até horas inconvenientes) forçaram-me a chegar, como disse, às 16h30. A hora, sendo moderada para uma tarde de praia, é bastante tardia para um serviço tártaro de carácter público. Assim, a 3 horas do encerramento, já se podia ver a mensagem: «Devido à forte afluência de público e à fraca capacidade dos nossos recursos humanos, já nao será possível recolher senha». Fiquei frustradíssimo e bastante irritado, mas fui felizmente informado, pela Sra. D. Funcionária Pública nº1 (depois de perguntar, claro está) que podia pedir o Passaporte também no Governo Civil que se encontrava na Rua dos Burocratas, junto à Praça dos Camelos. Neste Grande Castelo, até as salas recebem nomes de ruas, devido ao seu tamanho e à dimensão dos corredores. É efectivamente necessário, Ò Sol na Terra, percorrer uma longa distância para viajar entre eles e elas.

 

No Governo Civil voltei a deparar-me com o problema das senhas que não podiam ser tiradas a partir da hora tal, apesar de o estabelecimento Civil só fechar à hora tal e tal. Cheguei depois da hora tal, mas tive sorte e pude ainda tirar senha  e esperar a minha vez. E esperar. E esperar. E esperar. E esperar. E foi a minha vez.

 

A Sra. D. Funcionária Pública nº2 perguntou-me o que queria. Eu respondi. A Sra. D. Funcionária Pública nº2 pediu-me o BI. Eu nao o tinha. Tinha entao de voltar no dia segunte, com BI. Impossivel fazer o Passaporte.

 

Voltei, Grande Khan, porque era preciso. E levei BI. Mais uma vez, devido ao meu trabalho, não pude chegar à hora que queria. Mais uma vez, tive sorte e consegui receber uma senha fora de horas, fornecida simpaticamente (na atitude e não nos modos) pelo Sr. Agente da Autoridade nº1, para pedir o meu título de viagem.

 

Estava o Sr. Funcionário Público nº3 a tratar do dito, quando dá de caras com uma horripilante estranheza: a minha altura, Grande Khan, nao estava a coincidir!! Parecia que o astuto investigador estatal decobrira que no BI nº1 que eu lhe apresentara eu media 1,78 (a minha altura normal), mas que, no BI nº2 registado no sistema, eu media 1,76 (a minha nova altura) e que, na verdade, o BI nº1, em termos cronológicos, era o BI nº2 e o nº2 o nº1, o que provava que eu perdera tambem o nº1, nao me servindo para isso o nº2, mesmo que se encontrasse dentro da validade. Concluiu-se ainda perante estes  factos que eu, perdendo os dois, e reencontrando um deles, confundira os BIs, e que tinha agora de fazer novo BI (o nº3, que era afinal, desde a minha infância, o nº13, número malvado!) para poder ter o Passaporte nº1 que, contando com renovações e extravios atenriores, seria, na verdade, o nº4.

 

Em primeiro lugar, como lhe terá quase acontecido, Ò Khan, eu fiquei confuso. Depois fiquei zangado e vociferei uma série de disparates que não devia num tom que não devia. O Sr. Funcionário Público nº3 foi chamar a Sra. D. Funcionária Pública nº2 que, pelos vistos, era manda-chuva, enquanto a Sra. D. Funcionária Pública nº4, algo entediada, para se entreter, me deu conversa mole (e na sala, mais utentes à espera).

 

Chegada, em pompa e circunstância, e bem emoldurada em porte autoritário, a Sra. D. Funcionária Pública nº2 informou-me da impossibilidade de se proceder à execução do meu requerimento, visto estar-se defronte a uma anomalia das mais irregulares e incontornáveis. Era portanto legal e kafkaniamente evidente que eu teria antes de mais de requerer e consecutivamente  obter com sucesso um novo título de identificação nacional, a fim de requerer e consecutivamente obter com sucesso um novo Título-de-Viagem-Internacional-Extra-Desunião-Europeia. 

 

Confrontada com este discurso, a minha calma frágil ficou ainda mais nervosa, e eu vi-me forçado a retirar-me com carácter de urgência, de modo a não fazer uma asneira grave que me desse problemas mais graves do que a asneira com a autoridade local.

 

Tinha portanto agora, esquecendo momentaneamente o Passaporte, uma nova missão: Fazer um BI.

 

Voltei à Loja do Cidadão nº1.

 

Ora, quer-me parecer, Ò Magnificente, que o Demo andava a seguir os meus passos. Porque outra vez tive, na Loja nº1, de lidar com o  problema das senhas. Como? Simples:

 

Fui ao Serviço Especial de Fabricação de BIs na Praça do Areal.

 

E que foi que encontrei? É verdade! Outra vez o problema das senhas! Desta vez perdi as estribeiras. Desbaratei com o Sr. Agente da Autoridade nº2 que desbaratou comigo com razao por ter desbaratado com ele sem razão, fui ao balcão nº1 onde a Sra. D: Funcionária Pública nº5 me encaminhou para o balcão nº2; corri ao balcão nº2 e.... e, naturalmente, assistido pela Sra. D. Funcionária Pública nº6, apontei  uma reclamaçao no Livro-Especial-De-Recamaçoes-Do-Cidadao-Viajante-Já-Completamente-FodXXX.

 

Reclamação apontada, aproveitei ainda para me informar convenientemente com a Sra. D. Funcionária Pública nº6 de quais seriam todos os requisitos burocráticos necessários à emissão de um Bilhete de Identidade de Cidadão Nacional com Emissão de Urgência. A Sra. D. Funcionária Pública nº6, a única efectivamente prestável e informada, explicou que, para a emissão de um cartãozinho estatal, eu precisaria de (dois pontos)

 

Duas fotografias recentérrimas.

Um documento de identificação, de preferência fotografado com o meu belo rosto mediterrânico, igualmente recentérrimo, isto é, dentro da validade.

7,55 euros para impressos.

1,50 euros para taxa de urgência, susceptível de aprovação, consoante razões indicadas.

Comprovativo de urgência (fosse ela médica, profissional, pessoal, íntima, superíntima, top secret ou que-porra-tem-você-a-ver-com-essa-merXX?!).

Certidão de Nascimento.

 

A Certidão de Nascimento, grande Khan! De imediato, esqueci momentaneamente a necessidade do BI e abracei, concentrado, a minha nova missao: obter uma Certidão de Nascimento...

 

Com isto, Grande Khan, já quase me esquecera de que aquilo de que eu realmente precisava era... um Passaporte...

 

Segui então para a Conservatória do Registo Civil, no Grande Salão dos Homens Sem Cabeça, onde deveria obter a imprescindível Certidão. Estava agora numa enorme torre, um dos pulmões da Hidra Burocrática, e sentia-lhe, ó Imenso, o bafo azedo.

 

No piso 0, viam-se coladas ao longo de uma larga parede várias placas, cada uma delas ostentando uma Freguesia da Cidade Olissiponesinfernalis, nome comprido, mas poético e revelador. Cada utente deveria dirigir-se à Freguesia do seu Nascimento para aí requerer a respectiva Certidao. Eu dirigi-me portanto ao andar correspondente à minha, a Freguesia de São Teotónio de Veneza, que, de acordo com a placa, se achava no 5º andar. 

 

Chamei o elevador que levou 5m a chegar ao piso 0 do piso-não-imagino-qual-seja. Carreguei no botão do 5º andar. O elevador parou em todos, não fosse por acaso enganar-se, e lá me deixou no 5º.  Entrei na sala, tirei a minha senha e... Esperei. E esperei. E esperei. E esperei. E foi a minha vez. 

 

Sou então informado pela Sra. D. Funcionária Pública nº7 de que no ano do meu nascimento, em 1578, e no ano do meu registo, em 1581, o que contava para registo era, não a minha Freguesia, mas a da mãe.

 

Ligeiramente transtornado, mandei-a a ela para outra Freguesia e voltei ao piso 0 para reavaliar as placas na parede e assim descobrir o andar correspondente à Freguesia da mãe: era a da Sta. Embuchada, o 9º andar.

 

Chamei o elevador que levou 5m a chegar ao piso 5 do piso-não-imagino-qual-seja. Carreguei no botão do 9º andar. O elevador parou em todos, não fosse por acaso enganar-se, e lá me deixou no 9º.  Entrei na sala, tirei a minha senha e... Esperei. E esperei. E esperei. E esperei. E esperei. E foi a minha vez. 

 

Dirigi-me à Sra. D. Funcionária Pública nº8 e apresentei-lhe a senha e a situaçao. E... bom...

 

Todos os registos anteriores ao ano 1600 não se achavam ali mas... no 1º andar. A Sra. D. Funcionária Pública nº8 deve ter um santo padroeiro, porque, apenas devido à indigestao que tal acto provocaria no meu estômago sensível, por ter pouco antes comido uma chamuça, nao a engoli viva na hora.

 

Chamei o elevador que levou 5m a chegar ao piso 9 do piso-não-imagino-qual-seja. Carreguei no botão do 1º andar. O elevador parou em todos, não fosse por acaso enganar-se, e lá me deixou no 1º.  Entrei na sala, tirei a minha senha e... Esperei. E esperei. E esperei. E esperei. E esperei. E foi a minha vez. 

 

Falei com a Sra. D. Funcionária Pública nº10 que substituiu a Sra. D. Funcionária Pública nº9 que foi coçar a micosa para uma secretária com computador avariado. A Sra. D. Funcionária Pública nº10 precisou de 5 minutos para encontrar a minha Certidão, e conseguiu fazê-lo nesse tempo record, porque eu disponibilizei a seguinte informação:

 

O Meu nome é Marco Alexandre Génio Magno Super Polo, profissão mercador e explorador, ao Serviço do Grande Khan do Mundo Civilizado. Tenho 29 anos, mas vou fazer 30 em menos de uma semana. Sou génio e imortal. Tenho 1 metro e 77 ainda por confirmar, cabelos loiros (mais ou menos) e olhos azuis (menos mais). Calço o 43 ou o 42 ou o 44 dependendo do sapato e da altura do ano (se o pé incha ou não com o calor e o couro do sapato diminui muito ou pouco no Inverno). A minha mãe tem por nome Agripina Virulenta Peste Negra Bubónica Botifarras e nasceu na Fregueisa de Santa Embuchada, em 1453, ao passo que eu nasci na Freguesia de São Teotónio de Veneza em 1578, com ano de registo em 1581, tendo ficado o respectivo documento guardado no assento 9500/35b da 3ª gaveta do 2º armário do 7º balcão do 23º móvel da coluna do lado direito, 2º nível.  É a quarta ficha a contar da frente.

 

5 minutos, portanto, com estas poucas iluminações. Depois precisou de mais 15 minutos para fazer cópia autenticada da referida Certidão. E precisou de mais 10 minutos para receber os 8 euros de que me extropiou e passar o respectivo recibo. Por mais incrível, Ò Khan, que te possa parecer, doeu-me mais a espera do que a bolsa.

 

Ainda assim, tudo corria mais ou menos bem, ate que expliquei que precisava de justifcação para apresentar ao Director do Centro de Comerciantes Europeus. Não havia folhinhas de justificação. Tinha de se tirar cópia. Que drama! Precisou de pedir auxílio à Sra. D. Funcionária Pública nº9 que não tinha a quem pedir ajuda e tinha dificuldade em consegui-la de si própria.

 

Depois de muito debate, conseguiram ambas as Sras. concluir que importaria recuperar o documento a partir do PC nº1, imprimindo-o primeiro na Impressora nº1 e tirando depois cópias (várias) na fotocopiadora nº1. Mas o PC nº1 estava com avaria e a Impressora nº1 nao tinha papel. Felizmente a fotocopiadora nº1 estava em ordem. Mudou-se a Sra. D. Funcionária Pública nº9, com um "Ai meu Deus!" para o PC nº2 - estava ocupado. "Ai meu Deus!", tentou o nº3, não tinha o documentozinho, "Ai, meu Deus!", seguiu para o nº4, ufa!, tudo em ordem,  "Graças a Deus", mandou imprimir para a impressora nº2, não tinha tinta, "Ai meu Deus!", mandou para a nº3, não havia ligação, "Ai meu Deus", tentou a nº4, funcionou, "Graças a Deus!", quis fotocopiar, enganou-se, fotocopiou o lado branco da página, "Ai meu Deus!", virou e... funcionou!, "Graças a Deus!", entregou o fruto do seu trabalho suado à Sra. D. Fucionária Pública nº10 com grande expressao de orgulho, aplaudiram-se e rejubilaram, e acrescentou a nº9: "Já está, bendito seja Deus!", voltou para a secretária onde antes, tao compenetradamente, coçava a micosa... E explica a Sra. D. Funcionária Pública nº10 enquanto tenta preencher (com dificuldade) a informação relevante à justificaçao:

 

"Bem vê, nós damos o nosso melhor, nao podemos trabalhar mais depressa; mas isto está tudo uma desgraça, nada funciona! Nao há condiçoes! E se nós trabalhamos no duro!".

 

E, dizendo isto, reforça a lentidao do gesto e os olhinhos de carneiro acoçado e lânguido. A incompetência e a burrice acopuladas, Ò Senhor dos Senhores, dão, efectivamente, um curioso espectáculo. Se o visse no cinema, rir-me-ia muito. Todavia, naquele caso de urgência, confesso, com alguma vergonha, não lhe achei muita graça; e com prazer agraciaria a Sra. D.  PutX, perdão, Funcionária Pública nº10, com uns valentes tabefes, numa espécie de exercício de representaçao de todo o Serviço Público. Algumas cabeças sensíveis verão nisto motivo de choque. Eu vejo nisto uma medida a tomar e entendo que tal violência chegaria mesmo a constituir, para a referida nº10, uma tremenda honra, que se veria  subitamente retirada da sua insignificância executiva e subalterna para uma diginificante e visível tarefa de representação de uma Mais-Ou-Menos-Distinta-Comunidade-de-Párias.

 

Mas prossigamos.

 

A Sra. D. Funcionária nº10 enfrentava agora um novo obstáculo, por certo criado pelo Malvado-Fantasminha-do-Serviço-Público: por mais que tentasse (e se tentava!!!) não conseguia encontrar a minha senha; e sem a minha senha, que pelos vistos se extraviara (como o meu Passaporte) entre as outras, nao poderia a dita vacX, digo, Sra. D. etc., passar a justificação, ja que a hora era absolutamente essencial e a hora estava na senha que não estava alí!!!

 

Que mistério! Pensei em Sherlock Holmes, em Miss Marple, Inspector Clousot, Hercule Poirot, Perry Mason, Columbus, no herói de Simenon, em Jessica Fletcher, Mr. Quinn, sei lá mais! Mas nenhum destes génios indutivos da observação, e dedutivos da investigação, se mostrou disponível para viajar até tão assombroso Castelo para resolver o enigma.

 

A gravidade do caso ameaçava tomar proporções animalescas, até que me ocorreu falar à Sra. D. nº10 da minha situação clínica: Devido a uma perturbação da circulação da minha corrente sanguínea, eu era, em situações de stress, atormentado por fortes espasmos involuntários, que me levavam a, subitamente, erguer e projectar um ou os dois membros superiores em directa direcção do elemento que, de mim, se achasse mais próximo. Aferindo-se, naquele instante, que o elemento mais próximo seria a Sra. D. Funcionária Pública nº10, e aferindo-se igualmente o meu elevado nível de stress,  facilmente se concluiria que, apesar da involuntariedade indiscutível, seria ela o alvo do meu humano projéctil, vulgarmente conhecido por tabefe.  O meu caso raro e preocupante suscitou na boa senhora uma profunda compaixão e essa compaixão suscitou por sua vez um milagre; e, quando menos eu e ela (ò cépticos!) esperavamos, ele (o milagre) deu-se divina e inteiramente; e...

 

 "Graças a Deus!", encontrou a senha, mas "Ai meu Deus!" não achava a caneta, mas "Graças a Deus!" tinha uma suplente, mas "Ai meu Deus!" caiu ao chão e nao podia curvar-se, mas "Graças a Deus!" emprestei-lhe a minha e expliquei: «se deixa cair essa»... e Aleluia! preencheu o que faltava, mas "Ai meu Deus!" não encontrava o carimbo, mas "Graças a Deus" enfim lá estava... bom, está a ver a cena, nao está, Ò Glorioso?!

 

E eu, devo dizê-lo, era já uma caldeira prontinha a explodir, quando a Sra. D. Funcionária Pública nº10 se sai com a pérola final: «Não passo justificaçao a contar com a hora a que entrou no edifício, porque não posso saber a que hora entrou no edifício, mas a contar  com a hora da senha, porque, por causa da senha, só posso saber a que horas entrou com a senha».

 

Vi-me forçado a apresentar-lhe uma ou duas frases mais viris. Exigi medidas. Foi chamar o Superburro, o Sr. Dr. da Mula Russa Funcionário Público nº11, figurão pequenino com fronha de boi, que coordenava a pefeição da desordem local. O respectivo, talvez por ser Dr. e Superburro, tentou espingardar, mas eu mostrei-lhe, com outra bonita associação de frases inflamadas, que estava a falar de coisas sérias e pronto a tomar medidas drásticas. Ele, por sua vez, amainou e eu massagei o ego, mas continuei a ter a justificação com a hora errada. Para não partir tudo (uma vez mais), porque achei (erradamente) que não tinha tempo para o autografar com mais uma reclamação pública e, finalmente, para nao me prejudicar gravemente com a autoridade local, retirei-me com a preciosa Certidão e ganas de mandar a Torre abaixo.

 

Era hora de recuperar a missao BI.

 

Tive de voltar à Cidade para tratar de mais alguns negócios (de novo o trabalho a impedir-me a resolução da burocracia) e voei para o tratamento do BI. Uma atenciosa colega (agora convenientemente de férias para estrategicamente se furtar à minha ira) aconselhou-me, solícita, a, para não voltar a correr o risco de não ter senha, ir à Loja do Cidadao nº2, na Rua dos Laranjais dos Mongos, onde tudo se trataria em menos de um "ai", na secção "Perdi-A-Minha-Bolsa-de-Negócios-Quase-Medieval". Segui a indicação. Dirigi-me à Sra. D. Funcionária Pública nº12 que informou que eu deveria ir ter com a Sra. D. Funcionária Pública nº13 que me disse que naquela situação o responsável seria o Sr. Funcionário Público nº14 que... não se encontrava no seu posto.

 

Aguardei. Aguardei. E voltei a aguardar. Ele chegou e eu esperei a minha vez. Pude então ser informado de que deveria tirar senha no Guichet nº1 para seguir para o Guichet nº2 comprar os Impressos, podendo finalmente tratar do pedido no Guichet nº3. Mas, depois de tirar senha no nº1 e de aguardar a minha vez no nº2 fui informado pelo Sr. Funcionário Público nº15 que, se eu pretendia emissão de urgência, não me serviria seguir para o Guichet nº3, porque a Loja do Cidadao nº2 nao passava BI com urgência, apenas com emissão regular, o mesmo se passando com a nº1, e que, para conseguir a emissão de urgência, deveria dirigir-me à... Praça do Areal onde já estivera anteiormente...

 

Bufei, meditei, inspirei, expirei, suspirei, irei e...

 

Fui.

Cheguei.

Uma vez mais não havia senhas.

 

Eram as cinco e meia da tarde. Lancei-me que nem um tigre malásio ao balcão nº2 (o das reclamações) onde reencontrei a Sra. D. Funcionária Pública nº6. Estava já para voltar a pedir o livrinho amarelo, quando recebo a informaçao de que o Sr. Funcionário Público nº16 ia distribuir, à mao, algumas senhas extra. Muito conveniente. Os restantes utentes, apinhados em filas que não tinham sentidos, mal souberam da noticia, atiraram-se ao homenzinho com bestial ferocidade. Até eu me assustei, e estou habituado, como sabe, às mais terríveis feras!

 

Consegui a minha senha. Respirei com algum alívio. Agora só tinha de esperar.

 

E esperei e esperei e esperei e esperei...

 

Estava a chegar a hora de fecho e havia ainda muita gente com senha para atender. De súbito, como milagre, Srs. e Sras. Ds. Funcionários e Funcionárias Públicas nºs X, XL e XXL brotaram do solo sem recursos humanos e apareceram nos seus inúmeros Guichets vazios onde, à velocidade da luz, despacharam duas centenas de utentes provando, contra todas as más-línguas, que o Serviço Público e os seus empregados sao altamente eficientes.

 

Chegou assim a minha vez. Apresentei-me, apresentei o meu propósito e os meus 1100 documentos oficiais disto e daquilo. Fui medido e fui digitalizado. Estava a lidar com a Sra. D. Funcionária Pública nº17. Era agora chegado novo momento crítico. A sra. D. Funcionária Públcia nº17 tinha de aprovar o meu pedido de urgência. Aguardei que a dita, com ar circunspecto, lançasse a respectiva aprovação na minha justificação de...

 

"PorXX-MerXX-Para-Esta-Grande_CarXXXXXX-Será-Que-Você-Não-Vê-Que-Eu-Estou-Mesmo-Com-Pressa???" 

 

Depois de finalmente aprovada a minha justicação com a Sra. D. Funcionária Pública nº17, justicação que implicava, como se viu, exposiçao da minha vida privada, no caso de um e-mail, pude seguir para a Sra. D. Funcionária Pública nº18 para comprar o impresso da urgência.  Mais aliviado (e mais sujo de tinta identificadora), procedi à dita aquisição no balcao nº1, junto da Sra. D. Funcionária Pública nº18. Eu não tinha dinheiro vivo, e ela não tinha multibanco (morto?). Tive de ir levantar.

 

Voltei para junto da Sra. D. Funcionária Pública nº18 e esperei que um outro utente (o nº 796 desse dia, para aquela secção nº1) fosse atendido. Rechegou a minha vez. Paguei. Preenchi o malfadado impresso e regressei à Sra. D. Funcionária Pública nº17 (onde foi que já vi isto?) para que fosse requerida a malfadada urgência e concluído o malfadado processo. O que faltava ali fazer-se foi feito, o que faltava assinar foi assinado, o que faltava dizer foi dito, só faltava mesmo conseguir fugir dali. Fugi.

 

Podia agora regressar à Praça do Areal no dia seguinte para levantar o meu puerilíssimo BI, o que fiz.

 

Tirei a minha senha - desta vez já havia!, esperei a minha vez na fila. E esperei. E esperei. E esperei. E esperei.

 

De novo confusões com as ordens de quem estava primeiro (mesmo com senha) e lá chegou a minha vez. A Sra. D. Funcionária Pública nº18 (sim, a tal do dia anterior! e eu rejubilei com uma cara conhecida!) precisou de alguns minutos, mas encontrou o meu BI novinho em folha com o meu confirmado metro e sententa e seis oficial (merda, estiquei e encolhi como a Alice no País das Maravilhas, mas acabei a história mais pequeno!), e cá estou hoje, Ò Khan, diante de ti, para te dar novas frescas de um mundo que está pôdre, informaçoes riquíssimas sobre um Universo que nao vale absolutamente nada, como hoje se apresenta aos teus olhos.

 

Ainda tenho de fazer o Passaporte, que deu origem a toda esta aventura, entretanto foi feriado, depois fim de semana, e nao sei (restam-me apenas dois dias) se vou conseguir tê-lo pronto a tempo. Até agora já gastei cerca de 25 euros, muita saúde e muitas pernas, ainda tenho mais 90 euros para gastar, e nao sei se vou conseguir ter o documento que tanta falta me faz. Sei apenas que ainda me aguarda uma valente dor de cabeça e mais confrontos com os Srs. e as Sras. Ds. do Fabuloso Serviço Público Tártaro.

 

O Castelo de Kafka é um verdadeiro Castelo dos Malditos e precisa, Ò Khan, de ser derrubado. O Governo Tártaro fala muito de um Simplex, e diz que é mágico, mas o Governo Tártaro nunca me inspirou confiança alguma.

 

O Mundo Não Civilizado precisa de ti, Kublai Khan, e tu, que tudo podes, nao podes voltar-lhe as costas: nao sou eu, que, miserável, to peço, mas a tua sabedoria que o exige. O Teu Reino é bom, porque tu és Supremo, e os outros povos merecem a Luz do teu Bem. Os domínios Tártaros merecem ser conquistados...

 

Sê generoso, Khan! Invade a Tartária! Livra o Mundo das Trevas!

 

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: De rastos, mas erguendo-me
Sem Som: Épica, naturalmente
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:00
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Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

Diário de Peter Pan

A inocência é sonhar sem sonhar fugir.

Todos os meus sonhos foram sonhos para a fuga:

 

Eu nunca fui inocente.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:46
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Depois de Darwin

 

 

A extinçao é a salvaçao da espécie.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:41
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De Com Po Si Sao

DORMIR É O MELHOR REMÉDIO!

 

Insónia (viro-me na cama)

Ainósni (a palavra virou-se comigo)

Ai nós sin (nós, é pecado)

Ai nós sim (a Libido é maior do que a Moral)

Ai nós nao (o amor ficou debaixo da cama)

Ai nós (perdemos o plural)

Ai (a dor magoa)

 

Insomnia (há línguas em que é assim)

In Somnia (e noutros sítios estranhos)

In somno (surgem epifanias)

In sono (tenho sonhos)

Em sono (e em pesadelo)

Sem sono (nao durmo)

Sem som (nada se ouve)

Morreu. (Toda a Vida acaba no Silêncio).

 

TOME ASPIRINA C E TUDO VOLTA AO NORMAL!

 

(JÁ NAO PRECISARÁ DO RESTANTE ALFABETO)......................

 

 

                    

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Golpe por Miguel João Ferreira às 13:29
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Quoternodiano - O Lema do Mediocre

Amanha,

Tudo será perfeito.

 

É só hoje que nada apetece e nos convém.

É só hoje que nos aflige o spleen

E a náusea

E o tédio

E o entorpecimento

E o homem da caixa do Supermercado.

 

É só hoje que me vejo nada, por nao pensar

Nem agir.

 

É só hoje.

Um dia tem 24 horas. Aguardemos.

 

(Uma vida é por horas. Aguardemos...)????????????????

 

(E tantas vezes, já, fui mediocre!!!)

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:17
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"I'm A Genuine Failure" - And Then, There Was The Devil...

I saw you girl,

And tried the perfect kiss.

My logic twirled

I got the perfect miss.

 

Only  to others

Imperfection

 Is a bliss.

 

 

 

(And in my broken heart I heard a hiss).

 

 

::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

 

 

(Todo o Mal vem por falta de Amor...)

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:53
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Já Vi Reinos Mais Palpáveis...

Todos queremos ser reais. O único problema que acha cada um é o de encontrar a sua realidade.

 

(Um sonho pode ser assustador).

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:48
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À Deriva (No Mar de Ptolomeu)

Há na tristeza uma beleza profunda. E talvez seja isso o que de mais triste há nela. Porque em toda a beleza se esconde uma lágrima, precisamente naquela proporçao que faltava para de vez afogar o náufrago moribundo...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:43
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E Eis Que Tomba Mais Um Ídolo de Barro...

... Tony Carreira acusado de plágio? Esse génio do ridículo? E as platinas? E as miúdas? E o Olympia? E os anos que eu perdi a recriar para mim o seu fabuloso visual? As Sociedades vivem feitas de inveja. O seu propósito é destruir os Sonhos. O Gume está imerso na tristeza. Ainda por cima 3 casos confirmados (de suspeita)! E sul-americanos, Carreira? O que foi que te deu, meu coraçao? (Quisemos dizer, meu paspalho).

Até a mediocridade, parece, precisa de ser copiada. Mas copiar o mediocre é o cúmulo da mediocridade. Evoluímos para baixo. Uma vez mais, é o Mundo que temos...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:27
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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

Forever Young

A VOZ DO SÁBIO: As rugas são um sinal de grande conhecimento...

 

A VOZ DO PROGRESSO: As rugas são um sinal de que não  ganha para os cremes...

 

A VOZ DO GUME: Seja indiferente e já não terá rugas.

 

(Ou tenha a certeza de morrer jovem).

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Novinh'em folha! Ou em folhos?
Sem Som: Alphaville
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:23
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Hemisfério Esquerdo - Ou O Gene do Génio

14 de Agosto: Dia Mundial do Canhoto.
 
 
Por favor, celebrem-me!
 
 
O Ego arrebita-se e o Gume agradece.
 
 
Bem hajam!
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Golpe por Miguel João Ferreira às 09:20
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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

Nome de Código: "Operação Charme" - Engª Dixit Sed Non Fecit

- Tou!?

- Estou sim, muito bom dia, estou a falar com o Sr Clorivaldo Pantaleão?

- Quem deseja falar com ele?

- O meu nome é Arsénico Letal e estou a ligar do Banco Tangas. Estou a falar com o Sr. Clorivaldo Pantaleão?

- Sim.

- É o próprio?

- É o próprio eu mesmo. O que é que você quer?

- Estamos a ligar Sr. Clorivaldo Pantaleão,  para o informar do seguro de viagem do seu cartão de crédito Tangas. O Sr. Pantaleão estava informado de que tem um cartão de crédito associado ao seu seguro  perdão o contrário?

- Mas de que merXX está você a falar?

- Do seu seguro, Sr. Pantaleão, de um seguro gratuito do seu cartão de crédito Tangas que faz com que possa cobrir todos os azaruchos do camandro das suas viagens e não tenha de se preocupar com mais nada. É limpinho. Tudo é verdade no seu Banco Tangas!

- E porque está você a incomodar-me com essa porXX carXXXX?? Não tem mais nada que fazer? Oh vá pá putX quX o parXX pá! Olhem qu'isto, hãm? Vá trabalhar carXXXX e não incomodde quem trabalha! Eu nem tenho dinheiro para as sopas quanto mais para viagens! Ora já viram isto, fodXXXXXX-se!

 

E foi a operação charme do dia. Complementou-se com um gaspacho e música do Marco Paulo, o Rei do Romantismo portugês (o príncipe é o Tony Carreira). No Banco Tangas tudo tem charme. Até a merda...

 

                            

               

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 10:58
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Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Das Razoes do Mentiroso...

 As pessoas mentem por nao haver tolerância à verdade. Ter o hábito de dizer a verdade é prejudicar-se sistematicamente. Quando minto, sou verdadeiro a mim próprio.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 19:42
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(Reanálise da Vida) Estatísticas

 

O que me entusiasma no absurdo da vida é a sua grande taxa de viabildiade.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:49
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Rezar Também Nos Mata, Senhor Padre...

Fui à janela do Banco, no intervalo do esforço e assisti a esta cena entre a a Sôdona Morais, colega de trato azedo, e o Sô Prior da Paróquia do Saldanha (Memorandum: Confirmar no Gluglu se o Saldanha tem Paróquia residente):

 

- A menina não devia fumar. Isso mata.

- E que tem com isso? O pulmão não é meu?

- O pulmão é de Deus! Toda você é de Deus do cabelo ao pé! E a rua é de todos! Não basta já o autocarro, ainda tem você com a sua nicotina de poluir a cidade? Onde está o seu sentido cristão? E o seu bom-senso? É suicida a menina? Quer morrer? Vá à missa!

 

A Sôdona Morais azedou mais do que é costume. Era evidente que o seu humor, já de si agreste, se achava completamente fora de prazo. E já fora de si, mais ou menos, vi-a responder sem mais:

 

- O Sr. também vai morrer, quem sabe até antes de me morrer o cigarro. Vá prégar para outra freguesia.

 

O padre olhou espantado e hesitou.  Via-se perfeitamente que estava incomodado com a sugestão, uma vez que a Freguesia mais próxima seria a de Arroios. Olhou para o fundo da rua, mas não teve ideias. Hesitou ainda um bocadinho - quem sabe procuraria um bom argumento que convencesse a Sôdona Morais a deixá-lo prégar ali? Não sei como acabou a história. Eu tive de recolher-me da janela para vir trabalhar e a Sôdona Morais, espumando nicotina e nervoso, não me adiantou mais pormenores. Eu pensei na tristeza do padre. Ela pensava num cigarro mal digerido. Ligeiramente, inisisti no esclarecimento de um último pormenor:

 

- Então e o padre? - Sôdona ficou em silêncio por alguns segundos. Mordeu um pouco a bochecha, bochechou a dentada, meditou um instante. Depois fitou-me com ar despreocupado:

-  O padre?

- Sim, o padre...

- Nada. Foi embora...

 

E ficámos assim. No episódio subsiste uma grande tristeza.  Qualquer revelação é dolorosa. E o padre teve a pior da sua vida: Que rezar também nos mata, às vezes mais depressa que um cigarro...

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Com pena, naturalmente...
Sem Som: Dois Cânticos Gregorianos
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:20
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Georgia On My Mind...

Diz que há uma Guerra na Georgia...

São os Russos...

São os Tempos...

São as Vontades...

Já não é Putin, parece, é Medvedev...

As moscas mudam...

 

 

                            

 

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Ensaiando Na Cegueira
Sem Som: Ray Charles
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:18
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Ainda Bem Que Não Sou Jovem???

 

Hoje é Dia Internacional da Juventude. Os jovens têm o futuro hipotecado, mas a Câmara oferece transportes à borla. Uma mão lava a outra, pensa o Governo. Mas ouvi dizer que as duas mãos estão sujas... Não desanimem, amigos! Enquanto há vida...

 

(Coppola, sem querer, teve razao...)

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Velhinho, Graças a Deus...
Sem Som: Não É Preciso
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:16
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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

Passaporte

(Hoje, no Governo Civil de Lisboa, no Chiado):

 

- E portanto normal sao os 60 euros, expresso custa 80 e urgentíssimo 90...

- Reparou que eu estou só a pedir um Passaporte? Isto é, nao pedi para acompanhar nem expresso, nem um Rolls Royce, nem uma colombiana...

- Sim, sim, Passaporte! Portanto, normal sao os 60, expresso...

- ...90... Irra que está caro o papel!

- É a crise, meu senhor, é a crise! Chega a todo o lado!

 

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E uma homenagem a Supertramp...

 

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Nunca a memória (ou a falta dela) me saiu tao cara...

 

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Crise? Que crise? Isto, sim, é crise!!!:

 

                             

 

 

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Atónito
Sem Som: Breakfast in Poortugal
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 19:55
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Sacologias

Desta vez foi comigo: (a  Sôdona Carla Morais contou ao Gume a seguinte História):

«Sexta-feira passada fui ao Jumbo no Forum Almada e adquiri um único produto. Uma vez que acabaram com as caixas de 15 unidades. todas as caixas estavam cheias de carrinhos cheios, com excepção de 3 novas caixas chamadas "caixas ecológicas". Ao aproximar-me da caixa a funcionária disse" Esta caixa é ecológica, pagam-se os sacos" e eu disse "desculpe, mas não me soa muito bem, uma caixa ecológica não deveria ter sacos, pois o plástico é altamente poluente, vender sacos não é ecológico". E ela respondeu "estamos a educar os clientes para que estes possam utilizar menos sacos ou reutilizá-los. já estava eu de saída quando ela volta a repetir a mesma frase "Esta caixa é ecológica, pagam-se os sacos". Escusado será dizer que a cliente não se importou de pagar 0.02 por cada saco.

 

Afinal onde está a ecologia?»

 

A mente mais mesquinha pode imaginar que o Jumbo (e outros afins) usam a Ecologia para vingar na Economia, produzir lucro, como Berardos e estrelas de Hollywood e outros que tais usam a caridade para deduzir nos impostos e o Gume usou a Sôdona Morais para ter o post do dia. Mas tudo isso é falso. A verdade é que o saco de plástico pesa agora

 

 horrivelmente na carteira do seu utilizador (como custa perder dois centimos!) e

 a partir de hoje o irresponsável ecológico vai pensar duas vezes antes de comprar o saco.

Depois compra-o, naturalmente, porque é assim o progresso...

 

 

 

 

 

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:53
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Domingo, 10 de Agosto de 2008

Recado

Informa-se por este meio o Sr. Candelária que só volto a acartar os seus móveis em dia de Pentecostes, pela altura da Páscoa e pelo mês de Dezembro, devendo tudo isto coincidir com um eclipse lunar e o equinócio. E deve o Céu mostrar estrelas. Até lé, meu amigo, ardeu! Tenho os gémeos mais inchados do que um balão de feira e os dois pés à Charlot. Nao me tenho direito, dói-me o rosto, a coluna está frágil e ofego muito, mesmo que esteja a recuperar em posição horizontal de deitado ao comprido sobre as costas dormindo mais ou menos na cama há mais de 6 horas. O que me obrigou a acartar a pé por mais de 30 andares é desumano e não voltarei a compactuar com tamanha escravidão. Não não, comigo não etc. e de passagem ide tomar alcachofras por via retroviária na parte mais recôndita da sua cavidade inferior vulgo: XX, que nao ouso transcrever por simbolos legiveis,

 

Atentamente,

O Arrependido,

Eu.

 

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ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ

 

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E eis-nos regressados a emissao regular do National Geographic (apud Wikipedia). A ALCACHOFRA.

 

Uma alcachofra (nome científico Cynara cardunculus subsp. scolymus, anteriormente designada por Cynara scolymus) é uma planta com até um metro de altura, da família das compostas, de caules estriados, folhas penatífidas e grandes capítulos florais. Do tipo herbaceo, esta planta, nativa da região mediterrânea, que compreende o sul da Europa e o norte da África, é uma espécie perene, de clima temperado, que rebrota todos os anos após o inverno. Ela apresenta folhas dispostas em roseta, longas, com cerca de um metro de comprimento, espinhentas, profundamente lobadas, de coloração verde-clara na face superior e pubescentes na superfície inferior. Do centro da planta surge uma haste floral alongada, onde são produzidas as alcachofras, que são inflorescências grandes, do tipo capítulo, reunindo numerosas flores púrpuras e cobertas de grossas brácteas membranáceas.

As partes comestíveis da alcachofra...

 

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O Gume pede desculpas por este disparate que vem gratuitamente perturbar a regular emissão...

 

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Dorido porra dorido!!!!
Sem Som: Ai Ai
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Golpe por Miguel João Ferreira às 23:49
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Sábado, 9 de Agosto de 2008

Gumanize-se! Beba um Delirio Connosco!

O Joao Baptista do Gume, o Sr. Bruno Candelária Santos, por acaso meu amigo (mera coincidência) recebeu este fim de semana a seguinte mensagem promocional da empresa Galp Energia: "Beba um café por 30 euros e nós oferecemos-lhe o combustível": Nao, nao era bem assim. Julgo que era isto: "Beba um combustivel connosco e nós oferecemos-lhe 30 euros (se conseguir faze-lo)". Nao, creio que tambem nao era exactamente assim... Por favor deixem-me pensar um pouco... "Beba 30 euros connosco e nós oferecemos-lhe o carro"... Caramba! Também nao! "Ganhe 30 euros pelo seu combustível"? Chiça, com licença, que eu vou buscar a mensagem...

 

(...)

 

Ora cá está! Veja-se:

 

"Gratis! Às segundas-feiras, tome café connosco. Abasteça 30 euros de combustível num posto Galp e receba um café Gratis. Válido nos postos Galp com loja Aderente".

 

O Gume achou que a Galp estava a fazer piadinhas, mas depois de confirmar o calendario viu que ja nao era o primeiro de Abril. Ficou intrigado (o Gume este a estudar afincadamente o modo de falar Jardeliano, gracas a Deus) e foi investigar. Nao descobriu muito, mas decidiu retaliar:

 

"Grátis! Às segundas-feiras (e nos restantes dias, porque não somos fuínhas), tome delírios connosco.  Abasteca 30 gargalhadas de prazer num post Gúmeo (muitas mais hão-de vir), e receba um bem-estar completamente grátis. Válido nos posts Gumeos e seus blogs aderentes.  Gumanize-se! Seja feliz connosco!".

 

A Galp agora que invente o que quiser. Nao há patranha que cubra tamanha carga de sebo, nem que supere a beleza deste post. O Gume é arrogante, mas é puro. E sabe sempre o que diz, mesmo quando se esquece.

 

P.S: Mil perdoes ao gumoleitor pelas fotografias. Um erro ocorreu na introducão das imagens e elas nao representam o que deveriam representar. À esquerda, onde está o panhonha do beato, devia ver-se o meu amigo Bruno. E à direita, devia estar a Galp. Mas eu e a informática... Nao me entendo! Acho que vou beber um cafe (mas cá dos nossos, portentoso, genial, e afiado!!!), para normalizar...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 23:29
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Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

E Em Dia de Jogos, Notícias de Pequim, (Em Três Quadros)

QUADRO 1:

 

O Gume leu na Sapo que ouviu na TSF este discurso de Sarkozy, dito exactamente assim mais ou menos:

 

 "Falei dos Direitos Humanos aos Dirigentes Chineses". Depois a conversa enverdou pelo golf por onde se prolongou por umas horas, mas aqueles 5 minutinhos em que se discutiram noçoes de Humanidade foram muito marcantes...

 

 

QUADRO 2:

 

- Mon cher President Chinois, il faut que vous sachez qu'il ya une très belle idée qui s'appelle les Droits  de l'Homme...

- Uuuuuuuuh!! Muit' oliginal! Eu nao chabia... Extlaoldinálio! Fou chá explimental! Agladecho a chuchestão chenhol Chalkochy!

 - Oohhh la la, c'est rien! Et bon, maintenaint pour les sujets vraiment importants: Il faut travailler sur votre swing, monsieur le Président. Alors, mon conseille...

 

 

QUADRO 3:

 

- Xou Ping Pong! Chega aqui! Tlaz-me um chá de Cheilão, colta o pescocho a mais tlechentosche mainfestantess tibetanoche e fê lá na Biblioteca Plechidencial o que chão os Dileitoche Humanoche. Quelo explimentale a chuchestão do flanchêche!

 

 

                       

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 20:52
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Acumen Secundus - Gumanifestemo-nos!

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 20:20
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Sétima Sessão - A Angústia da Estupidez

Uma vez mais o meu Tomé veio até mim embrenhado de tristeza. Estou preocupado com o meu santo. Desta vez, por força da sua amargura, e fazendo uso da sua cultura milenar e da sua facilidade poliglota inspirada, claro está, pelo Altíssimo, no dia de Pentecostes, veio, pasme-se, ò leitor!, com um paleio pesado e filosófico e todo ele compilado numa doce língua estrangeira em que em três tempos me versou e a que chamam, parece, "o italiano". E foi este o seu discurso, justo e exacto como sempre:
 

 Mi sembra chiaro che in ogni vita l'attesa è inevitabile, come una cellula che constitua un corpo. Non sò però precisare se è un frutto imprevisibile di una qualunque fortuna in cui non credo, se il risultato inamissibile di una brutta intenzione. Gli anni passano e lentamente mi fanno diventare un vecchio. Ed io rimango senza capire il più grande mistero di tutti - L'afetto e le donne che lo circondano come chi circonda le chine delle vie per guadagnarsi servilmente il suo pane.

 

Chi è stato il buggiardo a dire (ad assumere, quasi, sciagurato!) che la vecchiaia è il passaporto e lo strumento del saggio?!

 

L'ignoranza è l'unica saggezza. Socrate aveva raggione: Essersi un saggio è assumere senza riserva l'inevitabile ignoranza di tutto. Peccato che Socrate andassi facendo l'ironico! Altrimenti avrebbe addirittura capito l'essenza pura ed esatta dell'unica verità universale:

 

La Stupidità Umana...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 19:19
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No Gueto da Sensação (Soneto Blues):

(Onde Cada Corpo Se Trai a Si Mesmo)

Merda para o Soneto e as suas normas!
Remerda para o Ditador do verso!
Trimerda para as suas frases mornas
Tolhidas de sentido do Universo!

Fora letras feias de encomenda!
Fora régua e esquadro na[1] Emoção!
Fora Ilhéu da Escrita, de contenda
Da alma com o seu próprio coração!

Não há razão que valha ao sentimento!,
Nem regra existe que se imponha à Vida,
Mesmo se a Vida é um Formulário preto!

Jamais me apanharão (um só momento!)
Nessa armadilha suja da medida!
Que Deus me abata se isto é um Soneto!

Sapadores, 20/12/2007
 


[1] Nota do Autor: Versão Alternativa: Da.
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 19:01
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80x8 - Não!

E hoje, dia 08/08/08, às 08h08, começaram os Jogos Olímpicos de Pequim. O 8, dizem os chineses, traz sorte e prosperidade. O 8 é o Futuro. O 8 é a Vida. O 8 é o infinito. O 8 é a possibilidade da possibilidade. O 8 é um mundo fechado como o meu corpo é fechado em si mesmo. O 8 é um mistério. E a China é um monstro devorando o Mundo. E eu estou bebedo. Não sei bem onde troquei as ordens das letras (eram de massa, e eu escrevia nomes com a sopa), não sei bem onde troquei a ordem (quero o caos), não sei bem onde troquei (mas não ganhei com isso), não sei bem onde (é o que dá fumar droga e beber muito vinho), não sei bem (sempre fui muito indeciso), não sei (Sócrates é uma desculpa para a suprema ignorância), não (rebeldia antes de tudo), não à China, não aos Jogos mascarando a ditadura e a escravidão, não à aniquilação do Tibete e ao desprezo pela vida (mas afinal os chineses é que são sábios porque a vida é tão má que deve ser desprezada), não ao sim, não ao texto, não ao não de si mesmo. Não.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:04
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Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

No Tomate É Que Está o Ganho!

Depois de profundíssima investigação, o Gume descobriu que algures, na nossa vida Académica, o Sr (eventualmente Dr., de acrodo com titularização actual) Pedro José Montalvão Machado Passos de Carvalho, supervisionado pelo Exmo e altamente Rev.issimo. Prof. (envetualmente Dr., de acordo com etc.)  António Mexia, redigiu a interessantíssima tese:

 

"Os mirídios e a limitação natural na cultura protegida do tomateiro."

 

Hoje, pelo menos, não consigo imaginar assunto mais empolgante e pertinente. Neste país sem ideias, que os míridios da cultura do tomateiro sirvam a todos de exemplo.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 17:36
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Sexta Sessão - Que Justiça?!

Tomé estava fora de si. Como chegou, partiu, amuado e virulento, sem justificações de maior no intervalo entre o seu discurso e os seus silêncios. O motivo que gerou esta lição, é-me e ser-me-à, temo bem, desconhecido. Mas foi assim, irmãos, que ele prégou:
  

- O corrupto divide-se em dois grupos: O que vigariza para sobreviver e o que vive a vigarizar. O primeiro, merece a minha condescendência porque faz o que pode e não o que quer. O segundo, merece o meu desprezo porque pode o que quer e abusa desse Poder. O primeiro, não conhece bem os seus direitos. Sabe que tem obrigações, que precisa de comer e de dar de comer aos seus, e a Lei não é mais do que qualquer coisa institucionalizada, pela vontade de poucos, que vem tomar o lugar da Justiça.
O segundo, sabe dos seus direitos e dos direitos dos outros, mas prefere ignorar tais direitos para além da esfera de si mesmo. Não tem obrigações porque tudo recebe o estigma de uma operação comercial e é pensado para obter um lucro. Quando come, rodeia-se do que julga ser o requinte, procura a opulência, cria excedentes, ingere a melhor parte e deixa os restos para os cães (que não têm forçosamente de ser de quatro patas).
Quanto à Lei, é o reposteiro onde pousa descansado a sua cabeça de pedra. Porque ela é o instrumento por meio do qual ele comete, com segurança, todas as suas irregularidades.
De facto, o corrupto deste segundo grupo, comete as suas ilegalidades legalmente: através das ambiguidades, contradicções, omissões e flutuações da Lei; através das suas deficiências; através dos seus desníveis sociais. E é nesta desigualdade autorizada, neste desiquilíbrio fomentado pelo Estado, que reside a sua satisfação mais profunda, o seu maior lucro, e o seu epidémico conceito de Justiça…
 
E eis, num só instante,a Sociedade, produto acabado do Homem, e o retrato final da sua própria invenção putrificada: O Homem-Deus (que é o Homem e que é Deus)...
 
E ainda me perguntam porque não creio eu nas chagas...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:56
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Pobre Tolo, King Lear!

Há um bobo latente em todos nós. É uma parte do nosso subconsciente.
 


 


 

 
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:55
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Misere Me...

Sou miserável. E tu, leitor estúpido, tira esse sorriso. Quem te mentiu dizendo que eras melhor do que eu? Cala-te miserável, por duas vezes miserável, por três vezes miserável(!), por o seres, por saberes disso, por fingires que o não sabes…
 

 


 

 
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:52
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Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

Quinta Sessão: O Sombrero da Aparência...

Desta vez, Tomé, convidou-me para um copo. Comecei por estranhar tal convite num santo. Não supus que a santidade se amigasse com o álcool. De tal modo essa impressão me fez espécie que não me contive e, chegado à esplanada do alto de Santa Catarina onde ele já me esperava, antes da hora marcada, com uma caipirinha e um sombrero entalado até aos olhos, antes mesmo de puxar da cadeira e de me sentar, perguntei-lhe:
 

 - Tomé, vais desculpar-me - sim, confesso, com muito agrado meu, que a nossa intimidade, a dado ponto que não sei especificar, nos levou a este tratamento - mas não entendo o teu convite. E essa caipirinha, não me parece, se me permites, não me parece que se adeque à tua santidade... Não devias conter-te um pouco mais? Afinal, o que dirá o Altíssimo?
 
..........................
  
Escusado será dizer que o meu Tomé se exaltou:
  
- Olha lá, meu parvo! Que sabes tu do Altíssimo? Este estróina, que não tem outro nome, é o maior bêbedo que conheci até hoje! Que julgas tu que foi a Criação ???! Naturalmente, tinha de dar asneira! Ninguém constrói nada de jeito em sete dias! Está bom de ver o resultado...
  
- Tomé, francamente, mas isso já nem é cepticismo, é heresia! O álcool deixa-te agressivo, anti-social e, acima de tudo, sacrílego! Como podes implicar tal coisa de quem te criou?
 
Que fui eu dizer, meu querido amigo? Que fui eu dizer?! Tomé bateu-me como nunca o tinha feito, e em público! Em público! Bateu-me com uma violência inédita, insultou-me com uma verborreia inaudita, vilipendiou-me sem perdão! E eu, cabisbaixo, abismado, dorido, envergonhado, pedi desculpas, fui pagar (até paguei pelos dois, tal o meu estado!) e fui-me embora de volta ao meu humilde lar. Pensei, ressentido e triste, que o Tomé se perdera em definitivo, que já nem o seu cepticismo incial tinha valor filosófico ou Cristão, que tudo até aqui não fôra mais do que episódios de um bêbedo devasso que eu, por minha ingenuidade, considerei genial.
Chegado a casa, ainda com o ressentimento e a dor a atormentarem-me, estendi-me no sofá esgarçado e acendi o televisor. Umas notícias, umas novelas, uns episódios fortuitos da vida pública e privada de umas quantas vedetas, publicidade. E foi então que a treva clareou:
Meu Deus! Que injusto fui! E que soberbo afinal é o meu santo! Continuava envergonhado e dorido, mas a vergonha agora não era a de ter sido agredido em público (o que considerei já um justo castigo) mas a de ter duvidado (eu, o crente!), do meu cétptico Tomé; e a minha dor já não era a do rosto, mas uma maior abaixo dele, e mais por dentro, no que há em nós de mais Humano e interior. Eu entendera, por uma simples sucessão de imagens num televisor antigo, o plano genial do meu Tomé.
 
Ele, que não bebia por hábito (apenas por prazer), que sempre era recto, mesmo se excêntrico, que abominava sombreros (por questões de alergia), que não apreciava em particular o miradouro de Santa Catarina (por rivalidades políticas no mundo da hagiografia), lá estava, cumprindo este cenário e convidando-me a um copo. Tudo fôra magistralmente forjado. E, com tal teatro, que queria este Santíssimo dizer? Nada, senão isto:
  
- Vê, meu amigo, para além das aparências. Um homem calmo pode ser um monstro no mais por dentro de si. A placidez de um cenário pode ser a bomba de napalm sob a sombra de um sombrero. A mesquinhez e a vileza estão por norma vestidas da melhor Santidade - É um tecido da moda para muitas figuras cujo modus vivendi se rege, antes de mais, pela imagem e por uma crucial publicidade. No fundo, caro amigo, o sentido do mundo é uma fenomenal telenovela em que os seus actores concorrem ferozmente pela primazia da representação... E tu, que queres ser justo e honesto, onde cabes aí? Nisto: na atenção. No afastamento. Na distância imprescindível ao observador. Não julgues, observa. E do que vires daí conclui. É neste ponto que começa toda a acção.
 
Ora, perante isto, meus amigos e irmãos, digam lá se o meu Tomé não é um santo? E se, mais do que um santo, não é um grande génio???!
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Golpe por Miguel João Ferreira às 17:46
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Ninguém Pára o SuperMário!!!

Diz a Infodesporto da Sapo (obrigado, Sô Rocha, pela dica):

 

Jardel marca na estreia

 

Mário Jardel ainda sabe como se faz: no seu regresso ao futebol brasileiro, estreando-se com a camisola do Criciúma, na recepção ao Marília, (...) decidiu o encontro, referente à 16.ª jornada da Série B do Campeonato Brasileiro. (...) A felicidade do avançado, de 34 anos, era notória ao correr com os braços abertos na direcção dos adeptos. (...)

  

"Eu não vim [para o Criciúma] para brincar. Deste vez o golo veio por baixo. Outro dia poderá vir por cima. Ou seja, no peito, na canela, os golos vão chegar. Estou muito feliz e sei que ainda vou dar muita alegria ao 'torcedor' do Criciúma. É claro que preciso de mais ritmo de jogo. Este golo foi a prova do sacrifício e do trabalho", afirmou o avançado.
 
É uma alegria para o adepto do futebol saber que, finalmente, o SuperMário está numa coisa a sério. Depois de chegar ao fosso, o artista brasileiro que escolheu suicidar-se profissionalmente quando estava às portas do Céu, volta a estar no topo do futebol mundial e diz justas maravilhas da experiência criciúmense. A idade não é nada. Agora que chegou ao titanesco Criciúma, até ao Real Madrid (que por certo já o cobiça), nos parece muito pequeno. A Liga dos Campões, cheira-me, vai ofuscar-se com a criação Pan-América da Taça Mário Jardel e o SuperMário vai despir de novo a pele de Mário e dar asas ao Super! Vai marcar golos, e vai ser grande e vai comer relva e... Comer relva, pá! Lembram-se??? Que saudades! E as conferências de imprensa? -
 
«U Mário Jardéu tem fé dji qui éssi anu vai sê dji muitázálêgriáss, si deusss quisé vai sê sim gráçazàDeussss!!».
 
Ora Deus, como se sabe, não só não terá querido muito, como ainda se terá rido às gargalhadas... O Gume, pelo menos, não resistiu. E se nos fazia falta uma boa galhofa!! Definitivamente, viva o SuperMário! Que ninguém o páre! Ele voltou, alegria!  Realmente, Jardel, Graças a Deus!

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Golpe por Miguel João Ferreira às 16:26
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Terça-feira, 5 de Agosto de 2008

Quarta Sessão: De Uma Outra Forma de Agir

Há dias, como hoje, em que o meu santo está triste e pouco quer comigo. Nesses dias pareço constatar (nunca sem surpresa, por mais que se repita) que mesmo um santo, por mais morto e milenar e etéreo, também tem (ò assombro!) sensibilidade e alma. Foi esta, pois, a sua missiva (assaz sentimental e melancólica) que recebi, quase por engano, depois de várias peripécias com as vizinhas e um grande atraso dos correios:
 

 «Meu amigo,
 
Hoje não estou em mim. Como quem diz: hoje anulei qualquer disposição para descer à terra e para, por mera caridade, dirigir-me aos Homens. A caridade, aliás, é mesmo dispensável e é também, como pretende Nietzsche, um meu antigo discípulo, um cancro do desenvolvimento. Hoje escrevo, o que é uma raridade, e apenas para anunciar que nada hei-de dizer. Tudo é desprezível nos cenários de sempre, nada nos convida à alegria de ser. Aqui nesta núvem onde estou, aturando as birras do Tirano-Deus, aí em baixo onde te vejo, desorientado nos labirintos de ti próprio, há só tempestade, uma borrasca agreste que nada promete ou dá. O dia foi longo como outros antes dele, e só é curta a força de vivê-lo. E nessa distância comprida e por cumprir, assistiu-se ao mesmo de sempre, a essa habitual degradação do carácter, ao pôdre dos Juízes Sociais de cada vida. Por isso, caro aluno, descansa e faz descansar. Senta-te sobre ti mesmo (se te puderes sentar) e deixa passar a núvem como quem escolhe, numa estação, não apanhar um combóio e vê-lo partir para longe, além da linha. É o que eu faço, meu caro, é o que eu faço... E, curioso, neste somar de milénios, não é que me dei bem? E esta, hem?!»


 O sentido da carta, eu não o acho. Mas talvez o sentido seja mesmo o ser forçado a entender que, para certas descobertas se darem, o segredo delas é... NÃO PROCURAR. Já dizia Paul Nougé: Voir est un acte. Lóeil voit comme la main prend. - Há alturas em que agir é estar atento.

  
E Tomé, meus amigos, o meu Tomé, pode estar longe e estar triste; mas vê sempre tudo e está alerta. Fica alerta com ele!
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Golpe por Miguel João Ferreira às 17:19
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E O Gume Oferece O Plano Genial...

Para salvar Portugal da Crise (em 15 pequenos passos) - [Agradecimentos ao Sô Rocha pelo envio, por mail, dos 14 primeiros que o Gume limou e que originaram o nosso 15º, naturalmente o mais genial...):

 

Passo 1:

 

Trocamos a Madeira e os Açores pela Galiza, mas os Espanhóis têm de levar o Sócrates.

 

Passo 2:

 

Os galegos são boa onda, não dão chatices, e ainda ficamos com o dinheiro gerado pela Zara (é só a 3ª maior empresa de vestuário do Mundo, quero dizer da Península Ibérica). A indústria textil portuguesa é revitalizada e Espanha fica entalada entre os bascos e o Sócrates.

 

Passo 3:

 

Desesperados, os espanhóis tentam devolver o Sócrates. A malta não aceita.

 

Passo 4:

 

Oferecem também o País Basco. A malta mantém-se firme e não aceita.

 

Passo 5:

 

A Catalunha aproveita a confusão para pedir a Independência. Cada vez mais desesperados, os espanhóis devolvem-nos a Madeira e os Açores e dão-nos também o País Basco e a Catalunha. A contrapartida é termos de ficar com o Sócrates. A malta arma-se em difícil, mas aceita.

 

Passo 6:

 

Damos a independência ao País Basco, com a única condição de ficarem com o Sócrates. O pessoal da ETA pensa que pode bem com ele e aceita sem hesitar. Sem o Sócrates, Portugal torna-se um Paraíso e a Catalunha não dá problemas.

 

Passo 7:

 

Afinal a ETA não aguenta com o Sócrates, e o País Basco pede para se tornar território português. A malta faz-se difícil (mas aceita, apesar de estar lá o Sócrates).

 

Passo 8:

 

Fazemos um acordo com o Brasil. Eles enviam-nos o lixo e nós enviamos-lhes o Sócrates.

 

Passo 9:

 

O Brasil pede para voltar a ser colónia portuguesa, desde que possa livrar-se do Sócrates. A malta aceita e manda o dito empecilho para os Farilhões das Berlengas (não me perguntem o que são "farilhões"), apesar de as gaivotas perderem as penas e de as andorinhas deixarem de pôr ovos.

 

Passo 10:

 

Com os jogadores brasileiros e portugueses na mesma equipa, Portugal torna-se campeão do Mundo de futebol.

 

Passo 11:

 

Os espanhóis ficam tão desmoralizados que nem oferecem resistência quando os mandamos para Marrocos.

 

Passo 12:

 

Unificamos finalmente a Península Ibérica sob a bandeira portuguesa.

 

Passo 13:

 

Com a anexação da Espanha e do Brasil, tornamo-nos um dos países no Mundo com maior dimensão geográfica e económica e autênticos senhores do Atlântico. Colocamos portagens no mar, com taxas especiais (inflaccionadas) para os barcos americanos. Estes vêem-se a braços com tamanhas despesas que nem o preço do petróleo os salva.

 

Passo 14:

 

Economicamente destroçados, os americanos tentam aterrorizar-nos com o Bin Laden; mas a malta ameaça-os com o Sócrates e eles rendem-se incondicionalmente. Avançamos então sobre os Estados Unidos que conquistamos numas poucas horas.

 

Passo 15:

 

Perante a rapidez e eficácia com que adquirimos tamanha imensidão geográfica, e, principalmente, devido à perene ameaça Sócrates, o mundo submete-se à nossa vontade e aceita o completo desarmamento. Acaba o terrorismo, terminam as armas nucleares, acaba-se com o tráfico de armas, de crianças, de mulheres, de influências, de parvoíce e Deus e Alá e o Buda e o Etc, descem à terra para prestar homenagem ao povo português e pedir licença para viverem cá em baixo, o Novo Paraíso No Universo. A malta faz-se difícil mas aceita, com a condição de ficar com os firmamentos e o com o Inferno à disposição para despejos de urgência. Belzebu também sobe cá acima e o Sócrates deixa de  poluir as Berlengas, sendo recambiado lá para baixo. George W. Bush também é igualmente enviado para os fornos do Demo para o Sócrates (porque não somos desumanos) não se sentir sozinho. A Harmonia é total e... pronto!, está ultrapassada a crise!

 

Simples, não é?

 

:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

 

A SMALL STEP TO MAN, A HUGE STEP TO MANKIND...

 

                                    

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Feliz, tão feliz!!!
Sem Som: O melhor!!!
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Golpe por Miguel João Ferreira às 15:41
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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

Mas... Can? Ah! Can, can!

- Hoje veio a público o relatório final da PJ

- Diz que sim. Mas estamos muito plácidos.

- Óptimo, óptimo! E então como fez quando descobriu que a Laurindinha falecera?

- Bom, eu e a minha esposa Gertrudes, mal vimos o candáver, trememos muito, dissemos ai os dois, chorámos chorámos, olhe, ali está naquele frasco, ainda guardámos os dois a lagrimita (cada um de nós chorou muito meia lágrima) retremelicámos, rezámos à Virgem (felizmente já estávamos mais perto de Fátima do que em nós é costume) e pensámos alto ao mesmo tempo: Ai Jesus e agora?!! o que em inglês é qualquer coisa como Auch Jesus and now what? porque em inglês trocamos muito a ordem das palavras...

- Estou a ver... muito comovente... E depois?

- Depois de chorarmos a lagrimita, e de invocarmos o auxílio divino, pusemos mãos à obra...

- Quer dizer, recriação dos factos.

- Isso, isso, recriação, isso mesmo. Eu e a Gertrudes e o meu amigo Roberto Pancrácio somos grandes artistas. Vimos que as coisas como estavam estavam mal e que, para não nos prejudicarmos, que é coisa ruim, precisavamos de reinventar a realidade. Foi como agarrarmos numa tela de Picasso, das mais cubistas, que, mesmo que figurativa,  já é suficientemente abstracta, e fazermos dela um veraddeiro Pollock para decifração policial.

- Compreendo. Uma medida astuta e muito interessante do ponto de vista filosófico.

- Exactamente. Também somos grande filosófos.

- Ah, que maravilha!

- Chorámos então só mais um bocadinho...

- Ah, então também são grandes piegas!

- (Risos), Também, também! E somos fãs amadores da representação profissional. Vêmos nas artes a essência da alma e usamo-las sempre que podemos.

- Everytime you can?

- (Mais risos) Perfeitamente! Que bonita chalaça!

- Realmente, ahaahahaha, estou inspirado!!!

- (Ainda muitos risos) Ai que piada que isto tem! Pena só ser tudo tudo tão dramático!

- Sim, é muito trágico... E depois?

- Bom, depois eu e a Gertrudes concluímos que os chatos da PJ vinham fazer-nos muitas perguntas parvas e dissemos não não ai isso não era o que mais faltava e então percebemos que tinhamos de provar que eles eram muito estupídos. Tirámos o candáver morto da falecida já defunta porque não respirava nem o coração batia...

- Está a falar da sua filha...

- Sim, sim, claro, da monstrinha, ahahahaah, era assim que lhe chamávamos, little tiny tiny monster, e ela gostava muito e nós também. Também era muito engraçado dar-lhe umas boas palmadas... ah, bons tempos... mas adiante, refundimos o candáver primeiro para a cozinha, depois para o pátio, depois para a horta do lado, depois para o deserto algarviano, depois para o atlântico e daí para Marrocos. Em Marrocos ofereceram-nos cinco camelos pela carcaça da piquena e nós explicámos que camelos não que se transportavam mal e davam muito nas vistas mas que aceitávamos dinheirinho para pagarmos a detectives privados para encontrarem a nossa infeliz desaparecida...

- Ah, que bem urdido!

- Sim e depois chorámos mais um bocadinho porque foi um negócio muito comovente...

- Que ternura! Pena de deixar a menina?

- Não, não, disparate! Tivemos pena de ter de renunciar aos camelos! A Gertrudes, farta do camelo inglês, e já cansada do algarvio, sempre sonhou com um orginal de Marrocos...

- Ahhh!! Faz sentido, faz sentido... E depois?

- Depois lavámos muito o chão, usámos detergente do supermercado "Bem Bom" de Albufeira, mas o detergente era bem mau e o vermelho custou muito a sair e não saiu bem e então usámos os móveis para esconder as coisinhas mais feias e pusemos o sofá a tapar de um lado, o quadro abstracto do artista XPTO das margens do Guadiana a tapar do outro, o caixote do lixo noutro lado etc. Ainda pusemos o piluche da menina na caminha para agravar a violência do rapto, e a insensibilidade do raptor, que nos leva a fofa, ai (lagrimita) que me punge pensar nela...

- Por causa dos camelos?

- Não, não, da menina, que nos podia ter rendido mais!

- Compreendo... É sempre aborrecido perder a galinha dos ovos de ouro, não é?

- Pois... e enfim, a insensibilidade, dizia, do raptor, que nos leva a menina sem sequer pensar na necessidade da piquinina de se confortar com o bonequinho.

- Foi muito bem visto. O peluche é um elemento essencial de apoio psicológico. Basta ver o Mr. Bean e o seu inseparável Teddy...

- Exacto! Imagine agora a importancia que isso tem para uma criança!

- Pois...

- Prosseguindo...

- Isso, isso, diga mais Tom-tom!

- Depois de mudarmos os móveis e de ocultarmos o candáver, pensámos que tinhamos de preparar melhor a nossa inocência.

- Aaaaaaaahhh!!

- Sim, e por isso inventámos muitas histórias e comemos muita cebola para chorarmos muitas lagrimitas, e fomos a Fátima, e fomos ao Papa, e pedinchámos dinheiro aos pobres e gastámos fortunas com detectives privados e advogados de topo para não sermos nem culpados, nem areguidous, nem presos, nem parvos nem coisa nenhuma que nos desagradasse. Felizmente tudo isto aconteceu num país de gente muito estúpida que, apesar de tendencialmente pobre, fez questão de alimentar à grande e à francesa a nossa intrujice... Portugal é um país muito generoso!

- Amen!

- Amen!

- Bom, e conseguiram passar a perna a toda a gente, até ameaçar um PJ, o que é fantástico!

- Sim, foi um desafio grande, no seu conjunto, mas muito estimulante, gratificante e divertido. Setimo-nos muito orgulhosos. Ainda só não decidimos se foi um homicidio assassinado ou um acidente involuntário, mas vamos encontrar uma resposta muito em breve.

- Outro desafio! E por causa dessa indecisão pertinente conseguiram ainda a arquivação do processo apesar de todas as evidências de falsos depoimentos, e o vosso amigo Pancrácio, com todos os jornais que processou, ganhou uma boa fortuna...

- ... Que vai em parte partilhar connosco, como é evidente!

- Ahhhhhhhhh!! Isso é que é uma verdadeira irmandade!

- Sim! E com jeitinho ainda repetimos a proeza daqui a uns anos com as gémeas!

- Helá! O mesmo golpe duas vezes? Com sucesso? Essa é nova! Essa é para ver! Mas... can...?

- Ah! can can!

 

" You can not grasp..." (Cf. Beware or "Bedead").

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Just d Beasts Under Your Bed..
Sem Som: Can can! and Enter Sandman
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Golpe por Miguel João Ferreira às 16:49
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Domingo, 3 de Agosto de 2008

O Campeão das Pequenas Coisas

Madjer, quero dizer, Portugal, ganhou o Mundialito de futebol de praia ao... Brasil depois de perder o Mundialão de futebol de praia com... o Brasil. Madjer assegurou a normalidade com a extraoridnariedade do seu jogo ao garantir que Portugal não perde a tradição de ir, mais ou menos, mesmo que com intervalos de 5 anos, vencendo os "itos", deixando para outros o peso de vencer os "ãos". Portugal vence em pequenas doses, mas vence! O que seria de nós se começassemos também a perder este consolo das pequenas coisas? Não não não,

o Madjer merece uma estátua! Feita de areia e à beira-mar, para que se saiba que desporto pratica e o valor que este país vai sempre dando aos seus ídolos...

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Superlativamente Eufórico!!!!
Sem Som: Heróis do Bar, Pobre Povo, Nação Dormente e Imoral, etc.
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:36
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Sábado, 2 de Agosto de 2008

Morte ao Sol!

Fui fazer canoagem à Lagoa Azul. A Lagoa era azul e eu era branco, e o Mundo era bom.

Vim de fazer canoagem da Lagoa Azul. A Lagoa era Azul e eu era vermelho às manchas. O Mundo é feio e faz mal aos pobres.

O Gume é contra a canoagem ao Sol.

Abaixo a canoagem diurna!

Fora com o astro da Vida!

Hoje, em consciência, manifestamo-nos hostilmente contra o astro criador!
Citemos GNR:

"Directo assim, eu declaro morte ao sol"...

O Sol foi o monstro que inventou os escaldões. E os monstros sempre nos meteram muito medo...

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Escaldado e c medo d'agua fria
Sem Som: Morte ao Sol
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Golpe por Miguel João Ferreira às 16:25
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Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

A Publicidade, Seguindo a Lei do Marketing, Adequa-se À Realidade Nacional

 

 

 a) Se Conduzir, Não Beba! - Aprovado pela ex-DGV agora IMTT.

 

 

 

 

 

 

 

 b) Se conduzir Beba Sagres Zero! - Aprovado pela ex-DGV agora IMTT.

 

 

 

  

 

 

 

 c) Beba, conduzindo ou não. (Aguarda-se aprovação, mas já não tarda).

 

 

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Tonto, um pouco tonto...
Sem Som: Marcha Fúnebre de Frederic Chopin
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Golpe por Miguel João Ferreira às 17:15
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O Leão Sem Juba

Sopa de Facas, Chafurdar na Lama

 

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