Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009

Adeus Ano Velho!

Ano Novo, Vida Nova,

Ir ao Céu, antes da cova,

Tornar o sonho real!

 

Vida velha, já te afasto,

Só eu importo e me basto!

Que mais eu tenho afinal?

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 23:59
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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

História de Família (De 1 a 7)

  

A prima,

segundo um

terceiro, formou uma

quadrilha que, por fachada tocava num

quinteto a cada

sexta-feira e roubava

sete dias por semana...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 19:03
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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

A Vantagem da Ingenuidade

A criança abriu o livro e mergulhou lá para dentro. Não sabia que coisas iria encontrar. Sabia apenas que o quer que fosse seria extraordinário. A única coisa que a criança não admite é a banalidade.
À medida que cresce torna-se mais tolerante e habitua-se:
A maturidade constrange a imaginação.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 19:18
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Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

Liliana (Um Livro Aberto)

Com medo de partir, lia o folhetos das agências de viagens e sentia-se longe. Uma vez jurou ter visto Robinson Crusoe. Lamentou-lhe a condição de náufrago, mesmo com Sexta-Feira.

(E afinal era ela quem vivia numa ilha deserta...)

Golpe por Miguel João Ferreira às 22:44
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Domingo, 27 de Dezembro de 2009

Estranha Rábula

Um dia sem ler, é um dia perdido - Leão X de Castela.
Leão de Castela morreu mais novo, depois de Deus lhe descontar da vida os dias em que não leu.

- O caso é justo - comentou o povo - Também nos roubou vida o seu imposto.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:56
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Sábado, 26 de Dezembro de 2009

Do Medo (Livre/o Abordagem)

O seu livro de cabeceira era a posologia da aspirina. Florentina Hipocondríaca só se sentia segura com a leitura contínua desse manual. Chegava a levá-lo para as compras, e lia-o atentamente antes de pegar num kilo de maçãs ou de pagar a carne no talho.
Florentina era uma pequena parte da sociedade exterior, uma parte ínfima de si mesma.

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Golpe por Miguel João Ferreira às 22:55
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Sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009

Justiça Terrestre (À Falta da Divina)

 

 

 

Bento XVI levou nas ventas. Minha filha, louvada sejas!

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Golpe por Miguel João Ferreira às 16:52
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Sras. E Srs., Parece Certo, O Gume Vai Preso...

Porque é Natal, a Carris respondeu; e o Gume, que não se cala, respondeu à resposta:

 

OS LADRÕES:

 

Exmo. Senhor

Miguel João Ferreira

Recepcionamos a sua reclamação via Livro de Reclamações e e-mail que agradecemos e mereceram da nossa parte a melhor atenção.

 Considerando e analisado o assunto em epígrafe, confirmamos que V. Exa. viajava sem título de transporte válido, situação passível de coima.

De acordo com a lei em vigor (Lei 28/2006, de 4 de Julho) considera-se título inválido o título de transporte nominativo cujo registo electrónico se encontre adulterado ou danificado. A falta de título de transporte válido, a exibição de título de transporte inválido ou a recusa da sua exibição está sujeito a uma coima, nos termos da mesma lei.

Recordamos que foi autuado com o Auto de Notícia nº 55327, no dia 11-12-2009, pelas 12h 34, no autocarro nº 2237, que circulava na Av. da República, na carreira nº 732, com destino a Caselas, porque ao ser abordado pela fiscalização apresentou o cartão Lisboa Viva nº 002 001060376, sem possibilidade de leitura.

 No dia 15-12-2009 foi emitido o Auto de Noticia nº 53540, pelas 12h 11, no autocarro nº 2323, que circulava no Marquês de Pombal, com destino ao Restelo, na carreira nº 727, porque ao ser abordado pela fiscalização, se recusou a mostrar o seu cartão.

Face aos argumentos apresentados, consideramos que a autuação deverá manter-se, pelo que esclarecemos, que V. Exa. dispõe de cinco dias para proceder ao pagamento voluntário das coimas no valor de 113,40 € cada uma, pelo valor mínimo deduzido de 20% (112,00 € cada uma), acrescido do valor da viagem (1,40 € cada uma), o que poderá fazer:

- pessoalmente, nos nossos serviços de Fiscalização Comercial, em Santo Amaro, Rua 1º Maio 101/103, Lisboa, em qualquer dia útil entre as 09h00 e as 16h30;

- por Vale de Correio, enviado para a Sede Executiva: Alameda António Sérgio, nº 62  -  2795–221 Linda-a-Velha, e deverá ser indicado o número do Auto de Notícia e nome completo do(a) autuado(a);

- por cheque, à ordem de Companhia Carris de Ferro de Lisboa e enviado para a Sede Executiva. No verso do cheque deverá ser indicado o número do Auto de Notícia. O recibo será emitido apenas após boa cobrança;

- por transferência bancária, para a conta da Companhia Carris de Ferro de Lisboa no Banco Santander Totta com o seguinte NIB 0018 0000 00082260001 21, devendo ser indicado o número do Auto de Notícia e enviado à Sede Executiva ou endereço de e-mail TR.OF.DF@CARRIS.PT o comprovativo do pagamento efectuado indicando o número do Auto de Notícia e nome completo do(a) autuado(a).

Se efectuada por Multibanco deverá ser enviada para a Sede Executiva ou endereço de e-mail TR.OF.DF@CARRIS.PT cópia do talão de transferência efectuada, com referência ao número do Auto de Notícia e nome completo do(a) autuado(a). Deve também enviar-nos o NIB e o nome do titular da conta de origem dos valores.

Se efectuada através de “home banking” deverá ser indicado o número do Auto de Notícia e enviada a prova de transferência efectuada com sucesso, com indicação do nome completo do(a) autuado(a), para TR.OF.DF@CARRIS.PT, para a emissão do respectivo recibo, documento de prova do pagamento efectuado.

A coima só é considerada liquidada após a emissão do respectivo recibo e para a emissão deste é necessário saber o número do Auto de Notícia a que corresponde determinado pagamento.

Findo o prazo de pagamento, os processos serão remetidos ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT), Av. das Forças Armadas, 40, 1649-022 Lisboa, e-mail IMTT@IMTT.PT, de acordo com a lei em vigor, conforme extracto no verso dos Auto de Notícia em seu poder.

Por último, informamos que, conforme legalmente estabelecido, sempre que é registada uma reclamação no “Livro de Reclamações”, a mesma é remetida para conhecimento ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, I.P. (IMTT), bem como cópia do presente e-mail.

Com os melhores cumprimentos.

Pl’ O Provedor do Cliente

     A. A.

Gab. Provedor do Cliente

         www.carris.pt

 


From: .PROV (Provedor do Cliente) <prov@carris.pt>
Date: 2009/12/24
Subject: F. Reclamação 14076255 - 14076256 (M4699-09)
To: SegundoGumeXXL
Cc: imtt@imtt.pt

 

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E O GUME:

 

Sr. A. A. (infelizmente, vejo-me impedido de retribuir o epíteto de Excelentíssimo por não encontrar excelência na Carris),

Começo por dizer que o meu e-mail de protesto foi enviado para o Conselho de Admnistração da Carris e não para o provedor do cliente, portanto é do Conselho de Administração e não do provedor que eu exijo uma resposta. Na minha reclamação incluí também, como deveria saber quem supostamente leu com "a melhor atenção" o que escrevi, queixas legítimas sobre as respostas miseráveis que o provedor dá aos clientes, como uma vez mais se comprova já que, de um texto com seis páginas, vejo apenas a exigência do pagamento das multas, sem a mínima preocupação com as razões e denúncias por mim apresentadas, de situações várias, muito sérias, em que a Carris continua a falhar.

O pedido de indulgência que vos fiz, face à legitimidade das minhas razões, não era tanto por mim, mas por vós, já que dava, como ainda dou, apesar de tudo, a oportunidade à Carris de se corrigir. Aproveite pois a Carris a época natalícia para efectivamente ganhar vergonha e pensar nos clientes em lugar do lucro.

Assim, como disse, não aceito mais respostas de quem não tem categoria para as dar e exijo que o Conselho de Admnistração dê a cara e me responda, como deve, à carta que enviei, quer por e-mail, quer por carta registada com aviso de recepção. Como espero resposta devida aos diversos problemas da Carris que fiz notar e à matéria exacta constante da reclamação que fiz no livro de reclamações no Alto de Santo Amaro.

Podem desde já a Carris e o Ministério dos Transportes (igualmente em anexo, como fez questão de o colocar) saber que NÃO VOU pagar qualquer multa a não ser que o dinheiro me seja roubado, à força. Qualquer das multas, como tive oportunidade de explicar no texto que fez questão de não ler devidamente, apesar da sua introdução de etiqueta pré-formatada, foi-me passada porque eu, contra dinheiro e conveniências, me votei a defender um princípio. E, pela defesa desse princípio, estou disposto a ir às últimas consequências: A CARRIS NÃO ENRIQUECERÁ À MINHA CUSTA, NEM QUE EU TENHA DE PAGAR ESSAS MULTAS COM DIAS DE PRISÃO. Pode pois o Sr. provedor enfiar os seus decretos e exigências anexas no antro empresarial ou privado que bem lhe aprouver e que lhe faça um óptimo proveito.

Boas Festas,

Miguel João Ferreira.

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Em 2010 vou escrever de Caxias "A História do Homem Bom, Uma Utopia". Vai ser o meu primeiro romance com mais de 100 palavras!

 

No Natal só vejo uma função: acentuar a tristeza. As pessoas são merda.

 

P.S: Alguém pode passar às bestas em geral a mensagem de que "recepcionar" não existe? O substantivo é "recepção", o verbo é "receber" e no passado, para não se confundir com o presente, o primeiro "a" leva um acento agudo? É um país de doutores e de canudos, e cada um mais ignorante que o outro...

 

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Golpe por Miguel João Ferreira às 15:57
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Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

O Anticristo (Quase Literal)

 

 

Dizem que é Natal. Não vi ninguém nascer que me interesse. Não vejo ninguém morrer que me sirva ou que, não servindo, o mereça. É Natal, efectivamente, nas tradições sociais da hipocrisia alheia. Eu, alheio a toda essa natalidade plástica das pessoas mecânicas, estou-me cagando.

Que Farei Com Estes Gumes?: , ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 19:17
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Sonha E Serás Mestre!

 

 

Sara comprou um livro de sonhos.
A primeira lição foi: «QUEBRAR AS REGRAS».

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Golpe por Miguel João Ferreira às 19:13
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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Rouba em Paz E Que A Benção/ Crise Te Acompanhe...

Um padre protestante veio ontem dizer que, dada a crise, em desespero, caros fieis, nao faz mal roubar. Sem dúvida uma forma protestante (de protesto) de afirmar um ponto de vista. Esta, abeçoada! Aleluia! Estamos de regresso aos velhos tempos em que fazer merda tem a benção de Deus!

 

 

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Golpe por Miguel João Ferreira às 15:05
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Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

Lisboa Está de Luto (Temporariamente)

Devido a um incêndio no edifício, o Hot Club, na Praça da Alegria, o bastião do jazz em Porugal, por onde passou, entre muitos outros, um Sr. com S maiúsculo, como Count Basie, o Hot Club ficou inundado (no combate ao fogo) e sofreu lamentáveis danos materiais. O Gume celebra o lugar e as pessoas que o põe de pé, com um post simples e votos de um regresso em breve. Para apressar os bons ventos, uma imagem de The Bird... senhoras e senhores, Charlie Parker:

 

 

                    

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Golpe por Miguel João Ferreira às 14:36
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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Segundo Gume Apresenta...Mais Coisas Boas da Igreja Católica (E De Outras Que Tais)

Na história de Judá e de Tamar (Bíblia, Gn. 38-15), pequeno interregno na história de José, explica-se a dado ponto que, Judá, vendo Tamar, a tomou "por uma prostituta, pois ela cobrira o rosto".

Ou seja, fazia parte dos costumes de então, as senhoras da vida, como eufemisticamente se conhecem, cobrirem as róseas faces para indicar a sua profissão e que estavam no activo.

Pergunto-me estupidamente e sem, sinceramente, querer ofender alguém:

Como se explica que hoje em dia as senhoras orientais tenham o dever social e religioso de cobrir o rosto? Noto aqui alguma discrepância. Quererão os padres, rabis, ayatolas e restantes cavalheiros das religiosidades explicar estas confusões culturais antes de serem verbal e idealmente fusilados? Não entendo os caprichos da religião...

 

    

 

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:51
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Domingo, 20 de Dezembro de 2009

O Que As Malvadas Nos Fazem! (Da Deliciosa Angústia De Ser Homem)

- Ai, Topsius, Topsius! - rosnava eu. - Que mulheres! Que mulheres! Eu estouro, meu esclarecido amigo!

O sábio afirmava com desdém que elas não tinham mais intelectualidade do que os pavões dos Jardins de Antipas; e que nenhuma decerto ali lera Aristóteles ou Sófocles!... Eu encolhia os ombros. Oh esplendor dos céus! Por qual destas mulheres, que não lera Sófocles, não daria eu, se fosse César, uma cidade de Itália e toda a Ibéria! (...)

- Ai, filhinhas de Sião! Que sois de vos deixar aqui os miolos!

Ao voltar-me, puxado pelo douto historiador, bati no focinho de um cordeiro branco que um velho conduzia às costas (...).

 

In A Relíquia, Eça de Queiroz.

 

Este post é uma singela homenagem:

Às mulheres,

Às texugas (é uma mania que eu tenho),

E aos blogs:

E Deus Criou a Mulher e

Não Compreendo as Mulheres.

 

É verdade. Não compreendo; mas como é bom olhar para elas!

 

P.S.: Por erro, em vez de uma deusa voluptuosa, postou-se o meio-perfil de uma texuga. As nossas desculpas.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:16
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Sábado, 19 de Dezembro de 2009

Mundo Binário

Cada vez mais a diferença entre 1s:

 

 

 

 

 

 

 

E zeros...:

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 19:45
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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

Senhoras e Senhores, Em Exclusivo Para o Século XXI, Segundo Gume Apresenta, A Latrina Orgânica!

O Gume anda rebelde e não atura paspalhos. Chegou-me agora um e-mail à caixa de correio, do Sr. Incompleto, que publicitava o seu novo canal de fantasias GRANDESSÍSSIMA-CHACHADA.TÊVÊ. Não conhecendo o destinatário e a legitimidade para me enviar o seu lixo, pedi-lhe informações:

 

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Exmos. Srs. da GRANDESSÍSSIMA-CHACHADA.TÊVÊ,

Peço-lhes o favor de me indicarem por que meio tiveram acesso ao meu email e com que legitimidade estão agora a utilizá-lo sem o meu consentimento.

Grato pela atenção,

Miguel João Ferreira.

 

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Para minha surpresa, recebi esta resposta:

 

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Estimado Sr. Miguel Ferreira

 

Muito obrigado pelo seu email. O Sr. Miguel Ferreira foi meu aluno do curso de Escrita Criativa ESCREVER UMA CHACHADA, que decorreu na casa do pobre. Na altura referi que estava a desenvolver um projecto de lançamento de um canal de chachadas. E aí está ele!

O seu endereço de email foi, naturalmente, dado por si na altura da inscrição no curso. A legitimidade… parece-me sensato dar informação aos meus alunos das novidades que estamos a lançar no mercado. Um endereço de email serve precisamente para receber emails e, neste caso, não se trata de “spam” pois, tal como poderá ver no email que lhe enviámos, só tem o seu endereço, pelo que foi personalizado e dirigido especificamente a si.

Entretanto, caso não deseje, de todo, que eu lhe envie mais emails, basta dizer que eliminarei o seu endereço da lista dos meus alunos e não voltarei a importuna-lo.

 

Com os melhores cumprimentos

 

X. Y. Incompleto

 

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Naturalmente, perante uma oportunidade tão rica de dar vazão à bilis, não pude deixar de responder. E foi isto o que o Gume vomitou com delícia e subjectiva justiça:

 

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Estimado Sr. X. Y. Incompleto,

Agradeço-lhe também eu o seu e-mail explicativo. Será no entanto meu dever corrigir-lhe alguns lapsos. Fui efectivamente, como diz, seu aluno no curso que referiu, igualmente no local que indicou. Folgo muito em saber que tem projectos, que os desenvolve e que os conclui ao ponto extraordinário de os ver aparecer. Não folgo porém em ter notícia deles; os seus projectos são seus e ficarão seguramente melhor se os guardar para si. 

É igualmente positivo que saiba concluir que um endereço de e-mail serve para enviar e-mails. Um dos seus lapsos, porém, é supor que servirá para enviar qualquer e-mail de qualquer remetente. O meu endereço de e-mail, como sabe, foi-lhe, de facto, colocado, por mim, à sua disposição (ainda que não com a naturalidade que sugere) para a eventualidade exclusiva de me contactar para participar em trabalhos relacionados com o curso, não para me enviar a sua publicidade. Foi portanto ao sr. X. Y. Incompleto, pelos motivos acima indicados, e não à entidade ou empresa ou fantasia GRANDESSÍSSIMA-CHACHADA.TÊVÊ ou qualquer outra similar a quem eu indiquei o meu endereço de e-mail.

A sua ardilosa explicação de SPAM (termo nem sequer mencionado por mim, mas obrigado por falar nele), ficou incompleta e, como tal, incorrecta, já que SPAM não se caracteriza exclusivamente (nem forçosamente) pelo envio de determinado e-mail a vários destinatários em simultâneo, mas pelo envio não autorizado a determinado remetente de conteúdo não desejado nem autorizado por ele, em particular, publicidade, como aqui acontece. Nunca o senhor me pediu autorização para tal envio, nem eu lha dei. Assim, por distração, o senhor fatalmente fez um uso desonesto do meu endereço de e-mail que, sim, peço para não repetir, sob pena de eu ter de concluir que não se tratou de uma distração, forçando-me a agir em conformidade.

Quanto à subtileza de dizer que foi "dirigido especificamente" a mim, não se esqueça de se lembrar que estará a fazer que se esquece da notável invenção do Bcc (Blind carbon copy, para os leigos, ou melhor, cópia oculta, em tradução livre) que lhe permite, como ambos sabemos, enviar determinado e-mail, em simultâneo, para vários destinatários sem que estes, de modo directo, possam verficar que o dito e-mail foi enviado para outros endereços que não o seu. Não obstante, quase me lisonjeia com a ideia de que pensou em mim exclusivamente para de modo específico e isolado me dirigir a sua publicidade, só a mim, e depois, isoladamente, aos destinatários a, b, c e n. Agradeço-lhe o pensamento poético, mesmo que a prática do Bcc não o confirme.

 Confiante de que fará jus às suas próprias palavras, quando diz, muito convenientemente,  "não voltarei a importuna-lo" não espero  sequer receber resposta a este e-mail.

Com os melhores cumprimentos,

Miguel João Ferreira.

 

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Felizmente o mundo está cheio de fanfarrões e paspalhos que nos permitem libertar gazes e excrementos, que não têm forçosamente de vir do estômago. Em verdade vos digo, meus leitores, que, dada a sua natureza catártica, certos indivíduos são melhores que uma latrina!

 

GUMEMOS!

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 17:26
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Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

Borracha Sobre As Más Experiências (Filosofia Oriental)

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Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 18:36
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Um Manifesto Muito Sério E Muito Público

Pedindo desculpas aos meus 5 leitores pelo aborrecimento da seguinte leitura, arrisco-me a deixar aqui 6 páginas A4 da reclamação que fiz à Carris e enviei ao Conselho de Administração. Motivos de deixar como post a referida carta, não mos peçam, já que os não saberia dar. Talvez este seja o meu modo, muito tímido, de ser um pouco político. A utopia de pensar que de algum modo é possível mobilizar alguém ou qualquer coisa. Os 5 leitores que mo digam.

 

Com as sentidas estocadas habituais,

O vosso Gume, segundo, só de nome, não de natureza...

 

O Manifesto:

 

 

Exmos. Srs. Do Conselho de Administração,

 Venho, por este meio deixar o meu caso à vossa apreciação e reclamar de uma situação ou conjunto de situações que considero serem inapropriadas e injustas. Tentarei ser claro e o mais breve possível.

Como poderão constatar pelos registos electrónicos do meu cartão Lisboa Viva e como poderei, se necessário, provar pelos meus extractos bancários, carrego mensalmente, cumprindo a minha parte, o meu cartão, para toda a rede de Lisboa, Carris e Metro, para me movimentar pela cidade.

Ao longo das minhas várias viagens (Metro e Carris, contando aqui, naturalmente, o último caso), tive uma série de más experiências; de várias delas, fiz reclamações quer no livro de reclamações quer ao Provedor do Cliente, por e-mail. Tais reclamações incluíam situações como esperas inadmissíveis por um autocarro (meias horas, uma hora, etc.), má educação ou postura incorrecta por parte de motoristas (mau tom ou postura a dirigir-se ao cliente, respostas ou frases inadequadas, conversar ao telemóvel (sem sequer fazer uso de um auricular) enquanto conduziam, não abrirem a porta, numa paragem, para deixar entrar um passageiro que chegou depois de as terem fechado, constante troca de motorista entre percursos, etc.). De todas as reclamações que fiz (quantas, não sei precisar, mas foram algumas), nunca obtive resposta das feitas no livro de reclamações e, das que fiz por e-mail ao Provedor do Cliente, não senti que tivesse realmente recebido a atenção e o cuidado que merecia. As respostas do Provedor ou Provedores ou seus representantes eram vagas, evasivas, pré-formatadas e miseravelmente adaptadas à minha situação, com retóricas que em nada mostravam um reconhecimento dos pontos por mim apresentados e verdadeira intenção de corrigir os erros. Senti-me desacompanhado enquanto cliente, e desrespeitado e essa sensação de abandono e impotência pareceu-me uma grande injustiça. Não deixei, ainda assim, de cumprir as minhas obrigações, isto é, de carregar e validar o meu título de transporte.

Deu-se porém que, no final de Novembro deste ano, princípio de Dezembro, o meu passe, fruto principalmente do seu uso no Metro, que não fazia abrir as portas e ia sendo torcido pelos funcionários do metro que me assistiam e depois por mim, segundo o seu exemplo, para com, o jeito de determinado ângulo no cartão, permitir a minha passagem, ficou danificado: o chip rachou, inviabilizando qualquer leitura e, consequentemente, o seu carregamento.

Informei-me no Metro sobre o que seria necessário para fazer novo passe. Tive novamente de lidar com funcionários indelicados e deixei reclamação também no Metro de comportamentos menos próprios. Descubro, com surpresa e revolta que para fazer novo passe, preciso de ir a estações específicas, que são muito reduzidas considerando toda a rede do Metro. Que com urgência, o número de estações disponíveis é ainda menor. Cobram 7 euros por uma 2ª via que levam 10 dias úteis a produzir e 10 euros, com urgência, para um prazo de produção de 1 a 2 dias úteis. Esta pequena diferença de 3 euros está feita para o utente inevitável e desesperadamente optar pela produção de urgência e pagar mais por ela. É uma acção baixa com base nos mais elementares princípios de marketing, a meu ver, desleal. As filas para produção do passe, devido ao elevado número de utentes a querer fazê-lo em princípio de mês, ao reduzidíssimo número de estações a cumprir tal função e ao igualmente reduzido número de funcionários a executá-la, eram enormes. Não tinha vida nem tempo (porque tenho outras obrigações e projectos) para estar horas numa fila de metro para produzir um título de transporte que não posso obter de outro modo porque o sistema está mal feito e tem como objectivo primordial o lucro em detrimento da qualidade de serviço, da oferta de alternativas, da preocupação com o cliente.

Para além destes prazos de produção que indiquei, e dos vários obstáculos que encontrei à produção do passe, foi-me dito no Metro que não tinham qualquer cartão alternativo que pudessem dar-me e que eu pudesse carregar para ter um título válido, temporariamente, em substituição do passe. Ou seja, eu que pago passe todos os meses e que o queria pagar uma vez mais para andar livremente pela cidade, via-me forçado a comprar um bilhete diário por cerca de 4 euros ou um bilhete por viagem até que o meu novo passe estivesse pronto, para então comprar o meu passe, acabando assim por o pagar duas vezes no mesmo mês. Achei isto, como o acho, inconcebível. O cliente tem de ter alternativas.

Mais: se quiser pagar uma viagem, já não posso limitar-me a comprar um bilhete simples ou bilhete de ida e volta, como antes. Tenho de comprar um cartão quase descartável, o cartão Viva, a 50 cêntimos, e carregá-lo com, no mínimo, 2 euros. Com uma viagem de Carris a custar 1,40 euros e uma de metro a custar 79 cêntimos, poderá ver-se: a) o quão depressa se esgota o saldo do cartão com apenas 2 ou 3 viagens; b) sempre sobrará dinheiro no cartão que não posso utilizar e que em última análise se perde. Mais incrível ainda é o facto de não poder acumular dinheiro que já tenho em determinado cartão Viva para completar o necessário para o carregamento para um dia. Se tiver um cartão viva com, suponhamos, 60 cêntimos ou 1 euro, e quiser pagar os 3 euros e meio que aproximadamente custa o cartão diário, sou impedido de utilizar a quantia que já tenho, sou forçado a gastar mais 50 cêntimos na compra de um novo cartão para então fazer nele o carregamento diário completo. Isto é roubo.

Revoltado com esta situação, optei, como protesto que considero legítimo para um cliente cumpridor que vê defraudados os seus direitos, optei por não pagar qualquer valor adicional de bilhetes enquanto não pudesse fazer o pedido de um novo passe e ele não estivesse válido.

Não saí de casa durante alguns dias, e, quando fui forçado a sair para tratar dos meus assuntos, não comprei qualquer bilhete. Numa destas raras ocasiões, fui abordado, em Entrecampos, por um revisor da Carris, logo depois de ter entrado no autocarro. Isto sucedeu precisamente num dia em que esperei meia hora pelo 36 (para o Cais Sodré) e depois meia hora pelo 32 (para Caselas). Ou seja, perdi, vergonhosamente, uma hora do meu tempo, só à espera de autocarros. Enquanto estive na paragem de Entrecampos, passaram vários autocarros, alguns repetidos, como duas vezes o 27 (para o Restelo) e o Sr. revisor, que também estava na paragem comigo, não apanhou nenhum deles. Chegando porfim à conclusão que o 27 também me levaria ao meu destino, e devido à demora do 32, fui alterando entre uma paragem e outra para ver quanto tempo faltaria para a chegada de um ou de outro autocarro. Foi com estranheza que reparei que o Sr. revisor me imitava e, como eu, saltava entre uma e outra paragem. Até que finalmente o 32 chegou e eu apanhei esse autocarro. O Sr. revisor, que então estava na paragem do 27, correu para a do 32 para o apanhar também e começou a pedir o título de transporte aos passageiros; naturalmente, a mim também. Aceito que aqui eu possa ter uma apreciação subjectiva da situação, mas nas circunstâncias que descrevi não pude deixar de sentir que o Sr. em questão fez de mim um juízo de valor (eu estava de gorro por causa do frio) e me seguiu com base nesse juízo. Eu procurei explicar-lhe, brevemente, o que relatei aqui. O Sr. em questão limitou-se, não com palavras, mas como modos grosseiros, a exigir-me o comprovativo do carregamento do passe, não se preocupando minimamente em ouvir o que tentei dizer-lhe. Estou convicto de que o papel do revisor não deve ser apenas, cegamente, pedir o passe e/ou respectivo comprovativo de carregamento, mas também ouvir as explicações do clientes, ouvir as circunstâncias em que as situações ocorrem, e agir de acordo com o conjunto de elementos recolhidos. De boa fé, ao explicar a situação, entreguei o meu passe ao Sr. revisor que ficou com ele e se recusou a mo devolver. A meu ver, esta apreensão foi ilegal, já que eu paguei a produção do passe, que está em meu nome. Explicou-me depois o Sr. Luís Ribeiro, também ele revisor de que já falarei, que nas letras ilegíveis do contracto se diz que o passe é propriedade não do cliente, mas da empresa, apesar de o cliente pagar a sua produção e de ser um documento pessoal de identificação para transportes públicos. Ainda me levantei para pedir ao Sr. revisor o meu passe; vendo porém que só poderia obtê-lo através de um confronto físico que, por civismo, quis evitar, saí do autocarro na paragem imediatamente a seguir.

Vendo deste modo gorado o compromisso que tinha para esse dia, o que muito me prejudicou, aproveitei o tempo livre para finalmente fazer o pedido de produção de um novo passe, agora que as filas infernais de início do mês tinham acabado. Estamos a 11 de Dezembro de 2009, sexta-feira.  O passe só estaria pronto, correndo tudo bem, segunda-feira, 14 de Dezembro. Ainda nessa sexta-feira, relutante e frustrado com a injustiça da situação, comprei, para evitar mais dissabores e mal entendidos, um cartão com carregamento de um dia para utilizar enquanto o meu novo passe não estivesse pronto. Felizmente, na segunda-feira, 14, estava já disponível, tendo eu pago os exagerados 10 euros, no Campo Pequeno, para produção com urgência. No entanto, porque ainda não utilizara o cartão Viva que comprara e carregara para um dia (forçado a comprar novo cartão quando já tinha um com determinado valor), viajei, na segunda-feira (como poderão talvez comprovar pelos vossos registos informáticos e como poderei eu provar pela apresentação do referido cartão), com esse cartão Viva, deixando para o dia seguinte, terça-feira, 15 de Dezembro de 2009, o carregamento do passe, como veio a acontecer.

Assim, terça-feira de manhã, 15 de Dezembro de 2009, com o passe já carregado, para comparecer a um dos meus compromissos, no caso, um exame, apanhei o 27 em Entrecampos. A meio do percurso, perto do largo do Rato, entraram dois revisores, um senhor e uma senhora. A senhora abordou-me e pediu-me que apresentasse o meu título de transporte. Expliquei-lhe que a respeitava enquanto indivíduo e que respeitava a sua função, mas que não lhe reconhecia legitimidade para me exigir a prova de que cumpro as minhas obrigações, quando não vejo a Carris cumprir para com os seus clientes. Explicando-me melhor: uma vez mais, como protesto e para defender um princípio, recusei-me, com educação, a apresentar o meu passe, apesar de o ter comigo e de estar válido, por não considerar justo que me peçam que o apresente quando não há instrumentos de protecção e defesa do cliente cumpridor quando as coisas correm mal. Estes dois revisores foram, ao longo de todo o episódio, extremamente educados, correctos e profissionais. Ele era o Sr. Luís Ribeiro; não fiquei com o nome da Senhora. Quer um, quer outro, me explicaram que estavam mandatados pelo Governo Civil e que tinham assim toda a autoridade necessária para me pedir o título de transporte. Mostrei a minha compreensão e respeito por isso, mas mantive-me firme na minha posição de protesto. Expliquei que, naquele contexto, não lhes mostraria o passe e pedi-lhes que chamassem a Polícia; que perante a Polícia me identificaria de imediato e mostraria o meu passe, podendo eles assim comprovar que estava válido.

Por falha de comunicação, que não é responsabilidade de nenhuma das partes, mas resultado normal de qualquer diálogo, percebi tarde de mais que: a) chamar a Polícia implicava, absurdamente, parar o autocarro a meio do percurso e aí ficar até à chegada dos agentes da autoridade, prejudicando, sem sentido, todos os passageiros; b) chamar a Polícia implicava também, de acordo com o que serão as regras internas da Carris, a meu ver, igualmente absurdas, não ter já possibilidade de mostrar o meu passe; ou seja, a partir do momento em que o revisor comunica com a Central e pede a chamada dos agentes da autoridade, neste caso, a meu pedido!, não poderá já aceitar ver o meu passe, confirmando que está válido, e terá legitimidade para me multar?!  Escusado será dizer que estas conclusões me deixaram perplexo.

Para não prejudicar os restantes passageiros, eu mesmo tomei a iniciativa de sair do autocarro. Acompanhado do Senhor Luís Ribeiro, dirigi-me de imediato aos agentes da Polícia que se achavam já no passeio, no largo do Rato, com a Senhora revisora. Apresentei-me de pronto, entreguei aos Srs. Agentes o meu bilhete de identidade, mostrei-lhes o meu passe, que estendi também aos Srs. revisores que se negaram a aceitá-lo. Sendo feita a identificação, o Sr. Luís Ribeiro e a sua colega, cumprindo as anormais regras da empresa, passaram-me uma multa, como puderam ver, sem nexo. Neste ponto, os Srs. Agentes despediram-se, eu fiquei com o triplicado da multa e ainda viajei no 106 com os Srs. revisores, já que precisava de ir ter ao Cais Sodré, podendo eles assim comprovar que de facto o meu passe estava válido. Aconselharam-me ainda a escolher outras formas de protesto que não esta, o que naturalmente farei, ainda que não veja exactamente que mais poderei fazer para, mais do que ser ouvido, como a Sra. revisora sugeriu, ver que o que está mal se corrige e que as normas são aplicadas não apenas por serem normas mas com justiça em relação a cada situação; e aconselharam-me ainda a apresentar-me no serviço de Fiscalização da Carris, no Alto de Santo Amaro, num prazo máximo de 5 dias úteis após a passagem da multa, para aí expor o meu caso e verificar qual a melhor medida a tomar. Foi o que fiz:

Ontem, 16 de Dezembro de 2009, mal me foi possível, fui até ao serviço de Fiscalização da Carris no Alto de Santo Amaro, onde fui atendido pelo Sr. J. Rosa, de acordo com a chapa de identificação. Eram aproximadamente, se não estou em erro, as 2 e meia da tarde. Apresentei o caso, o melhor que pude, ao Sr. J. Rosa, que, mais uma vez, prestou uma má imagem da Carris, que tem, é verdade, óptimos funcionários, mas também vários exemplos miseráveis como o do Sr. J. Rosa. Este Sr., como tentei explicar no livro de reclamações na reclamação que logo a seguir apresentei, nunca mostrou interesse pelo que tentei dizer-lhe. Preocupou-se apenas em dizer que ali, ou pagava ou ia “lá fora” apresentar uma reclamação. Perguntei-lhe qual era então a sua função ali dentro, perguntou-me, com tom impróprio, se eu era jornalista. Fez outros comentários incorrectos que não consigo lembrar, não tentou inteirar-se do meu caso e apresentar-me guias, soluções; tirou notas do que lhe disse, desvirtuando-o, crendo eu ingenuamente, no início, que seriam apontamentos sobre as minhas queixas; eram antes notas que pudesse usar contra mim, para sua desnecessária defesa; chamou o segurança, também desnecessariamente, quando se cansou das minhas perguntas, alegando que eu estava a provocá-lo. O Sr. segurança poderá comprovar que sempre fui correcto no meu tom e comportamento. Desfeiteado por este descalabro, sem ser incorrecto nos modos ou no tom, eu não pude evitar dizer ao Sr. J. Rosa que era mentiroso. Ao sair, disse-lhe ainda que deveria ter vergonha da sua postura e que não tinha categoria para ocupar aquela posição ou representar a empresa em que estava. Saí e fui ter com a Sra. Maria de Fátima, da divisão de Reclamações do Alto de Santo Amaro, que foi extremamente atenciosa e profissional e me sugeriu que escrevesse aos Srs. Membros do Conselho de Administração, como agora estou a fazer.

A minha esperança, por meio desta carta, é que os Srs. Membros do Conselho de Administração, possam melhor compreender, através deste longo relato, os dissabores por que passa um utente da Carris, que é, acima de tudo, um cliente que merece atenção e respeito pelo serviço que paga a peso de ouro tendo em conta a pequena dimensão da nossa cidade, a mais pequena dimensão da nossa rede de transportes e o baixo nível de vida do comum português. Que possam inteirar-se das várias injustiças que vão ocorrendo e que, por mais que se deva aceitar a existência de regras que idealmente são cumpridas para o bem comum, porque em tudo é necessária uma ordem, também deve ter-se em atenção que o cumprimento exclusivo e cego de uma regra leva inevitavelmente a injustiças que não deveriam ocorrer. Toda a regra tem uma excepção e faz parte dessa excepção contemplar o contexto em que um determinado incumprimento ocorre, para se compreender se foi ou não legítimo.

Aquilo para que procuro, portanto, sensibilizar-Vos, é para o facto de, podendo talvez não ter sido, o modo de protesto escolhido por mim, o mais adequado, foi o que na altura me ocorreu e teve a legitimidade da boa fé e da justa causa da manifestação de insatisfação contra o que não está bem. Porque há de facto muita coisa nos transportes públicos em Portugal que tem de mudar, em particular na Carris:

a) As paragens que ainda não têm os sinalizadores, como acontece noutros países da Europa, a indicar o tempo de espera – está melhor do que estava há uns tempos atrás, mas ainda há muito a fazer;  b) as paragens que, tendo os sinalizadores, não têm os tempos visíveis ou que c) tendo os tempos visíveis não têm os tempos reais; casos em que 3 minutos do sinalizador podem resultar em 10 minutos ou mais de tempo real; d) os condutores que depois de fecharem as portas, mesmo estando ainda parados na paragem, não as abrem ao passageiro que chegou atrasado; e) os condutores que são grosseiros ou agressivos ou de algum modo desrespeitadores a responder às perguntas dos passageiros; f) os revisores que pedem o passe como quem dá uma ordem, sem dizer bom dia ou boa tarde sequer, e o devolvem com brusquidão, sem sequer agradecer; g) os autocarros que têm determinado percurso pré-estabelecido, mas que de repente param a um terço do percurso e aí ficam, com única justificação para o cliente, se a houver: “ordens da Central” – caso do 7, que faz Praça do Chile ora Odivelas, ora Sr. Roubado e por vezes (não tão poucas quanto isso) fica só no Lumiar; h) os condutores que estão por vezes a falar ao telemóvel sem sequer terem um auricular; sim, enquanto conduzem; i) os condutores que, por alguns segundos, param a meio do percurso, quando se encontram com colegas de outros autocarros que vêm em sentido oposto, para conversar – sobre o futebol, sobre o café, sobre as horas de trabalho para a frente ou para trás; j) as trocas de turnos a meio de um percurso, que por vezes tomam vários minutos; eu compreendo que, para o bem-estar dos condutores, que é essencial, e para que as horas de turnos sejam cumpridas sem prejuízo dos trabalhadores ou da empresa, que inevitavelmente esta troca tenha de ocorrer a meio de viagens; não estou certo porém que ela tenha de ocorrer com tanta frequência e com certeza que não deverão ocorrer, como por vezes acontece, com demoras inusitadas porque os senhores condutores estão a escrever no “livro de horas” por diversos minutos (5 minutos é neste contexto muito tempo) ou (já vi acontecer) a trocar galhofeiramente ideias triviais, atrasando a viagem; k) uma reclamação no livro de reclamações não recebe resposta ou, com sorte, recebe-a e evasiva, um mês depois; uma reclamação por e-mail ao Provedor do cliente chega, com sorte, uma a duas semanas depois (quando um e-mail leva segundos a ser enviado), numa resposta pré-formatada que em pouco ou nada reflecte a queixa apresentada; mas uma multa chega a casa do cliente, em carta registada com aviso de recepção, em apenas 2 dias úteis; l) a ausência completa e inexplicável de revisores e segurança durante a noite, em particular nas carreiras da madrugada; nunca, em todos estes anos em que usei transportes públicos, vi um revisor durante a noite ou nessas carreiras; e é precisamente aí que mais são precisos; é nessas carreiras que com frequência encontramos os utentes que são desrespeitadores, muitas vezes marginais, armados se for preciso com canivetes, ponta e mola, etc., que chegam em grupos, se espalham no autocarro, gritam de uma ponta à outra do veículo, importunam o condutor e os passageiros, ameaçam, roubam, etc. Onde estão os representantes da Carris nessas alturas? m) Sugiro a criação de títulos de transporte diários, semanais e/ ou a re-implementação dos módulos de viagens como antes a Carris tinha à venda nos seus quiosques; fui informado, talvez mal, que já não se encontram à venda; n) peço-lhes que estejam mais atentos às necessidades dos vossos clientes, que demonstrem mais interesse pelas suas queixas e que mostrem mais iniciativas para corrigir estes vários pontos que mencionei e outras de que me possa ter esquecido ou que não conheça.

Peço-lhes, porfim, tendo em conta estas 6 páginas de exposição, indulgência das duas multas que me foram passadas, dado o seu contexto e a sua natureza. De minha parte, continuarei a cumprir mensalmente, como sempre aconteceu até hoje, com a minha obrigação/ carregamento do passe, pedindo-lhes que, de Vossa, corrijam as várias falhas do serviço prestado e sensibilizem mais os vossos funcionários faltosos a corrigir o seu comportamento.

Sem mais de momento,

Agradecendo a Vossa atenção e aguardando a Vossa resposta,

Com os melhores cumprimentos,

 
Miguel João Ferreira

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:46
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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

Denúncia De Uma Esteticista:

 

 

 

 

 

Metade do Laranjeiro depila o rabo.

 

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 18:30
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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Mãe, Pisei Uma Pastilha Elástica...

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Golpe por Miguel João Ferreira às 18:35
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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

O Gume Reflecte - Fisio-Psicologias: O Confronto Final!

 

FEIJOADA

E BANANA!

A LUTA CONTINUA,

NUM ESTÔMAGO PERTO DE SI!

 

....

 

(O GUME ACEITA APOSTAS

SOBRE O VENCEDOR)

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 17:26
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Domingo, 13 de Dezembro de 2009

Algodão Doce (Memórias da Feira Popular)

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Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:37
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Sábado, 12 de Dezembro de 2009

Dia das Gomas (Recentemente Aprovado Pela ONU)

Para quem não sabe, hoje é o Dia Internacional das Gomas. O Gume, naturalmente, não pôde deixar em claro esta ocasião..

 

                                         

 

Comei, criancinhas, e crescei saudáveis!

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 23:18
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Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

Post Sentido (Come e Cala?!)

São estas coisas que me tiram do sério: um tipo tem passe, tem bi, tem o raio que o parta. Paga tudo a tempo  e horas todos os meses. Dá quase 40 euros por mês por um cartão da mula russa que lhe dá (dizem) mobilidade na a dita Grande Lisboa (que é das capitais mais pequenas do Mundo). Para quê?! Se carrego o passe dia 1, suponhamos, no mês seguinte tenho de o carregar a 31 e no mês seguinte a 30 e no mês seguinte a 29 e no mês seguinte a 28 e no mês seguinte a 27... Não sei se estão a ver onde isto vai dar: Ao fim de 30 meses dei um mês a mais aos Srs. da Carris e do Metro e da merda que os fez. Se o chip do passe avaria (não lê, rachou porque dobrou porque não lê, ganhou sebo, perdeu tinta, ganhou mofo, tem bolor, tem alergia, tem gripe A, tem sífilis, tem a filha da meretriz que tiver), há que fazer novo passe. Até aqui parece consensual.

 

MAS:

 

Onde e como se faz novo passe? O gumoleitor está no Saldanha? Tem sorte. Só tem de ir a pé até ao Campo Pequeno ou pagar 79 cêntimos de Metro por uma viagem única de uma estação ou 1 euro e mais não sei quantos cêntimos (quais 2 euros) para um autocarro), para ir fazer o passe ao Campo Pequeno. Porquê? Porque da rede de, digamos, 30 estações (sim, das mais pequenas do Mundo das cidades que têm metro), só em 5 dessas 30 se faz o passe, só em 4 dessas 5 com urgência, só em 3 dessas 4 com competência, só em 2 dessas 3 com um sorriso, só numa dessas duas com humanidade, e em nenhuma sem se pagar. Para pedir nova via, mesmo que dê o passe, o cu e mais 3 tostões, larga 7 euros. Se pedir com urgência paga 10 euros.

Quando pediu na estação A para fazer o passe, respondem com modos de quem tem um sobreiro entalado no rêgo: o passe só se faz na estação B ou C ou D. Não nesta nem nas outras todas.

Quando o leitor foi à estação B, dizem (e sim, adivinhou, com modos de quem tem um sobreiro entalado no rêgo) que na B só fazem pedidos com urgência, não sem. Sem urgência é na estação C. Como chega até lá sem passe que não pode carregar porque tem o chip fo#%&= e não pode renovar? Essa é a perguta surpresa do Quizz da TV a que nem o concorrente, nem o apresentador, nem o cartãozinho mágico sabem a resposta.

O passe normal de 7 euros leva 10 dias úteis, leu bem, 10 dias e úteis, para ficar pronto, e o passe anormal ou de urgência, leva um a dois dias úteis a ser feito e custa, como vimos 10 euros. Só 3 euros de diferença, pergunta o utente? Ah, então claro que quero com urgência em vez de sem. Pois... Claro. Os cabrões, perdão, ladrões, digo, Srs. Empresários, chamam-lhe (às escondidas) marketing. Ainda mais às escondidas chamam-lhe "tática". Ainda mais às escondidas chamam-lhe "a manhazinha do século". Aqui o Gume chama-lhe ESPERTEZA SALOIA e os respectivos saloios criadores são uns grandesíssimos paspalhos.

E então, agora que fiz o pedido, pergunta o leitor: posso já pagar o meu passe para andar pela cidade, trabalhar, fazer o que seja de que preciso, e vocês dão-me um cartão de substituição, não é? Não, não  pode e não, não dão. Por cada viagem que fizer, enquanto não tem passe, o utente que já deu o cu, as calças, a culatra e a espinha, ainda tem de ser curvar e tratar das necessidades dos senhores empresários e seus colaboradores directos e indirectos. Isto é, por cada viagem que faça, paga, à viagem, para pagar, o passe, no mesmo mês, 5 ou 6 vezes. Servir, no mundo empresarial de hoje, é sinónimo de roubar, cliente é sinónimo de puta e empresário é sinónimo de chulo. Comem merda e cagam, como vingança, o suor de cada trabalhador (frase bonita, cheia de floreados, ao jeito dos poetas de intervenção - Ary, que saudades, etc.).

Estamos então que: por ser de má qualidade e estar mal desenvolvido e pensado, o passezinho tem um chipezinho que facilmente fica fodidozinho (bem aventurado o vernáculo!).

Querendo arranjar um novinho, está o leitor fodidozinho, mais ainda do que o chip, porque fazer só na Grécia, no Paquistão ou na China, não em Lisboa, por 7 euros + 10 dias +uteis adicionais ou 10 euros + 2 dias uteis adicionais = toma parvo, já foste roubado outra vez.

Temos mau atendimento, incompetência e ignorância no

 

PACOTE COMPLETO ATENDIMENTO AO PÚBLICO 3 EM 1.

 

Temos, se quiser optar pelo transporte à superfície:

 

Motoristas do PACOTE COMPLETO DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO 3 EM 1.

Troca de choffeur a meio do percurso (faz sentido - para quem tenha feito amputação encefálica),

Espera média de meia hora por veículo (se tiver sorte que a média se cumpra)

E outras pequenas excentricidades.

 

Não bastando, vai a maior invenção dos proxenetas que controlam a máfia do transporte público:

 

O PICA. O pica, entre todos os filhos da puta, é dos mais refinados que habita a face da terra. O pica é uma bruxa que engoliu um sapo e dorme em bosta de boi. Há muitos anos fiz um safari no Moçambique profundo e vi uma série de picas pendurados nas árvores à cata de bananas. Os africanos, mesmo assim, são mais bonitos e muito mais naturais. Quando o pica nasceu o sol morreu num eclipse e a mãe que o pôs no mundo apanhou um enfarte. O pica é um porco virado ao contrario: As tripas estão de fora e a humanidade estã entafulhada lá dentro a desfazer-se em trampa. Outra condição elementar para se ser pica, para além de ter nascido de um erro do Universo, é (e isto está escrito no formulário que eu li após apuradíssima investigação) O VERDADEIRO PICA TEM FEZES DE ALPACA NO CÉREBRO. Fiz trabalho de campo e comprovei-o: tem mesmo. E cheira e parece aquilo que o seu cérebro tem (ou não tem, já que é da ausência que estamos realmente a falar).

 

Agarrada à INVENÇÃO PICA, ha agora, na Carris, uma nova invenção: A INVENÇÃO POST IT. Em todas as portas, por dentro e por fora, de todos os autocarros e nas janelas, estão, isso mesmo, POST ITS forjados e a sério, escritos a letra de máquina ou informatizada (para não haver desculpas de "Ai, não percebo a letra") de NÃO SE ESQUEÇA DE VALIDAR O SEU TÍTULO DE TRANSPORTE. Não é que eu me esqueci??? Sim, leitor, pensou bem: a minha amnésia surgiu-me precisamente de toda esta história que tenho vindo a contar.

- O seu título de tranporte? - Pergunta o bardamerda, tromba de asno, cabelinho comprido à saloio de feira, sujo de seis meses (pelo menos) com fronha de assoar doninhas p'las traseiras.

- Está aqui, - digo-lhe eu, estendendo-lhe o passe na imbecilidade da minha boa fé - Mas tem o chip partido, portanto não vai ler...

- Mas tem o comprovativo... - guincha o paspalho, na obtusidade cavalar que a sua natureza lhe aufere e permite.

- Como lhe digo, o chip não lê, logo, não é possível carregar o passe, logo não é possível ter comprovativo, mas estou a tratar disso.

- Mas tem o comprovativo... - repete o imbecil, com olhos de burro a tentar compreender se o que tem na fuça é erva ou palha.

- Como lhe digo, o chip não lê, logo não é possível... - repeti eu, tentando alcançar (para baixo) a sua linguagem, - estou a tratar disso...

- Mas tem o compromvativo... - rumina ainda o boi, com o neuróniozinho a pastelar-lhe na boca lambuzada e bruta.

- Como lhe digo... - O certo é que não sabia já que lhe dizer. E o sangue subia-me às temporas e cresceu-me no corpo todo umas ganas de lhe partir o focinho e de o deixar pela tarde a beber sangue e merda dos seus próprios poros. - Agora, se quiser, por favor, devolver-me o meu passe...

E o filho de uma alcachofra embolorida, não mo deu!!! A menina saloia  de cabelo seboso, guardou como menina da creche o chupa chupa no bolso (leia-se passe) e cuspiu com um guinchinho autoritário que me ia passar um papel. Eu informei-o de que não ia passar nem metade de um papel, quanto mais um inteiro, e encorajei-o a, literalmente, passar-me cartão. Naturalmente. como já vem adivinhando o leitor, o gnou, o paspalho, o urso não passou o dito, nem literal nem figurativamente. Eu esbocei um gesto de quem vai arrancar-lhe o cartão à força. A velha atrás de mim (daquelas que vem para o autocarro para morrer em pé, ocupar lugar sentado e lamentar-se da vida que não teve porque só geme e soluça como uma carpideira

mal parida, perguntou como se fosse a Virgem: - mas que é isto?. Homem que é homem comia a velha viva. Eu, pelos vistos, ainda sou muito novo, ignorei-a a carcaça.

E enfrentei uma vez mais o saloio. Meditei. Meditei uma eternidade inteira num intervalo de 5 segundos: VOU-LHE À TROMBA? NÃO LHE VOU À TROMBA? VOU-LHE À TROMBA, NÃO LHE VOU À TROMBA?

 

Acobardei-me, gumoleitor. Não fui. Acobardei-me e estou fulo comigo por não ter tido tomates, em vez de cérebro. Porque se eu fosse um cigano, ou um brother de Chelas, ou um arrumador de canivete no bolso, ou o Monstro de Löch Ness, o saloio metia o rabinho entre as pernas (que é o que fazem todos) e não se metia comigo. Como sou honesto (dentro do limite que cabe a cada um que tenta cumprir as suas obrigações) e como pago as contas como todos os que não são párias e se esganam alguma coisa para viver (em vez de sobreviver), mamo com a frustração comezinha e imbecil dos paspalhos que se agarram com unhas, dentes e neuroniozinho ao mais pequeno esboço de pseudo-poder que os proxenetas das políticas e das empresas lhes põem nas mãos.

 

Assim, na paragem imediatamente a seguir, saí do autocarro, sem o meu passe de chip partido, perdendo a minha aula por que paguei uma fortuna, prejudicando os meus nervos e a martirizar-me e insultar-me tem fim por não ter rachado a tromba a um grandessíssimo filho da puta. Neste modesto relato esqueci-me de acrescentar que ninguém me tira da cabeça que o cabrão embirrou comigo antes mesmo de eu entrar no autocarro. Porque estava comigo à espera na paragem e não apanhou nenhum dos 50 autocarros que chegou. E se eu ia para a paragem A ele vinha comigo, e se eu vinha para a B ele vinha comigo, e seu ia para para o poste, ele ia para a parede do que já foi a feira popular. Receei mesmo ter de ir à casa-de-banho,  não fosse a besta vir também atras.

Sei que, se tivesse despido a roupa enclausurante de homem civilizado e se me tivesse atirado a ele como quem luta pela vida, e lhe tivesse espetado os dedos nos olhos, uma joelhada nos túbaros, uma cabeçada nos beiços, uma murraça nas ventas, um biqueiro na cana do nariz, que estaria possivelmente a esta hora numa esquadra a prestar declarações em vez de estar a escrever este post. Como dizia Camões:

 

"Fui mau e fui castigado,

Parece que só pera mim

Anda o Mundo concertado"

 

Como o cavalo em questão era maior do que eu, até é possível que eu tivesse tido de passar por um hospital primeiro, para soturar com pontos um ou outro canyon facial. Ainda que, medindo a humana e genuína fúria que tenho, esteja profundamente convicto que sem dificuldades ou mazelas reduziria aquela menina a papas. Espero que um dia o mesmo azar que me trouxe a vaquinha adiante dos olhos ma restitua, para que, mais Homem com H grandemente maiúsculo e menos civilizado, possa redimir-me da minha cobardia e rachar o saloio com gana e satisfação. Que o Azar me ouça!

 

Até lá, vou com zelo fundamentalista de beato cristão ou muçulmano odiar com o mais por dentro das minhas entranhas pútridas todo e qualquer PICA e respectivo PROXENETA que se passeia com fatinho de ladrão engravatado e o PICA pela trela como o mais reles cão. E faço um apelo às gentes deste mundo para, como eu, odiarem estas bestas com a actividade própria que ao ódio se pede:

EXECUÇÃO:

 

Por favor, senhores gatunos, maltrapilhos, malfeitores, assassinhos, violadores, canastrões:

 

ESGANAI OS PICAS E SEUS PROXENETAS!

CORTAI-LHES OS TOMATES CURTOS E FLÁCIDOS!

ARRANCAI-LHES AS TRIPAS!

DAI-LHES  MERDA A COMER!

ESGANAI-OS!

ENCHEI-OS DE FERROS EM BRASA COM PICOS GROSSÍSSIMOS E COLOSSAIS!

DAI-LHES PAPA DE AVEIA E SEBO PELO RECTO E ENTUMESCEI-OS DE LAMA E ÁGUAS DO TRANCÃO!

CORTAI-OS ÀS POSTAS!

TIRAI-LHES BOCADOS!

ESPEZINAI-LHES OS OLHOS PAPUDOS E PORCOS COM PILÕES AFRICANOS E MATA-BORRÃO!

METEI-OS EM BIDÕES DE PETRÓLEO EM CRUDE E ACENDEI UM FÓSFORO! MAL PASSADOS, BEM PASSADOS, EM SANGUE OU EM ESTURRO, COMEI-OS TODOS!

ACABAI COM ESTA RAÇA DE PUTAS QUE COME À CUSTA DE QUEM, À FORÇA, LHES DÁ DE COMER!

MERDA PARA OS PICAS E SEUS DONOS!

MERDA PARA OS DONOS E SEUS PICAS!

MERDA PARA A MERDA E MAIS ISTO TUDO!

IRRA, TANTA GENTE QUE MORRE NESTE MUNDO, E O PICA AINDA RESPIRA???

QUE VONTADE HUMANA E ESSENCIAL DE LHES PARTIR A CARA!

 

Felizmente, tenho fome.

O jantar é porco. Pressinto nisto uma espécie de harmonia poética. É bonito o destino.

 

P.S.:

Em cima, vê-se o pico do pica - dói não dói?!

Aviso desde já, juízes e camaradas afins que:

Podem mandar uma resma de multas destas lá para casa que não vos pago ponta de um corno. Cobrem lá isso em dias de prisão que eu até preciso de paz para escrever o meu romance americano. Tristeza de mundo este. E ainda há quem se pergunte de onde vem a gripe suína! Uma coisa, para mim, é certa: NÃO VEM DOS PORCOS. Porque, estes, de quatro patas, são ...

 

                                      

 

 

                                       uns verdadeiros santos...

 

(Fim de Post)

 

 

 

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 19:53
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Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

VENDE-SE: ÁGUAS FURTADAS (Ao Povo, Naturalmente)

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 00:41
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O SubConsciente Explicado Às Criancinhas (Versão Alemã)


ID J

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 00:37
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Partilhou-se Na Net Esta Pérola de Apoio Telefónico (Os Problemas da Ambiguidade Fonética Aplicada À Ambiguidade Intelectual)

- Would you please right click on your desktop?

- Write "click"?

- Yes sir, please right click on your desktop.

- Ok, I just wrote "click" on my desktop. Nothing happened. Now what?

- (...Silence...)

- Hum... I just did something stupid, didn't I?

- (...Silence...)

 

::::::::::::::::

 

Agradece-se a revelação deste episódio à sempre atenta leitora  nº1.

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 00:30
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O Gume Lança O Mote Para a T-Shirt Cliché 2010

 

 

I USED TO BE BLOND

 

 

NOW I'M JUST STUPID...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 00:24
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Twittership (Seja Lá Isso o Que Seja)

Eu tenho tantos amigos no Twitter! Mas não sou amigo de quase ninguém. Está claro que não gosto de ser amigo das pessoas...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 00:21
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Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009

Andorra, Dezembro de 2009, Com os Pais (Infelizmente Soterrados na Avalanche - Freud Explica)

.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 09:56
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Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

Um Mau Post Sobre um Mau Post Anterior

Há muito, muito tempo, mais exactamente na Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008, eu escrevi este post de qualidade duvidosa:

 

E Eis Que Tomba Mais Um Ídolo de Barro...

 

 

mas de considerável pertinência sobre o (dizem alguns e diz o tom da lei) alegado plágio do Rei da dita música ligeira, logo depois do Marco Paulo, Tony Carreira.

 

Como qualquer coisa de que falo que não tem interesse nenhum, escrevi e esqueci o post, com a naturalidade com que cumpro necessidades fisiológicas nos lavabos e depois esqueço, casualmente, que lá fui.

Ora, qual não é a minha surpresa, ao descobrir, mais de um ano depois, um comentário hilariante no meu blog, do comentador mais inesperado que teve a decência de se identificar:

 

E foi este o comentário:

 

"É tudo uma cabala!!!"
 
Daqui:
 
De Musicas Tony Carreira a 8 de Dezembro de 2009 às 12:43
 
A minha primeira reacção foi, como é óbvio: epá, fui apanhado! Depois pensei: espera, mas um ano depois? Com certeza que o crime já prescreveu... E descansei. Mas se eles procuram vingança? Esta nova ideia também me preocupou. Mas surgiu-me então um pensamento definitivo: o site oficial do Tony C, (à americana) diz ser tudo uma cabala, de que naturalmente também eu fui vítima, porque, ingenuamente, cri nela. Assim estou salvo e arrependo-me. Não há melhor que o Tony C. Nem a Madonna. O Tony C. não copia, tem visões. E o Gume foi de uma injustiça tremenda. É uma crueldade escarnecer do ladrão quando ele é apanhado. Isso é entrar numa cabala organizada por honestos e gozões. O Tony não furta propriedade intelectual. Reutiliza-a. E foi assim que cresceu a Humanidade. Obrigado "Músicas Tony Carreira" por me fazerem ver o quão cego eu estava em relação ao Tony. É evidente que estava cego pela cabala. Que bom ver a luz, num Mundo novo!

 

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:42
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Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

Sobre O Meu Melhor Romance

Ontem escrevi um romance de 100 páginas, sobre a repetição. Num original exercício de experimentalismo, experimentei contar uma história sobre a obsessão através da utlização ininterrupta da mesma frase. Foi uma grande caracterização de personagem e considero este livro a minha obra-prima. Infelizmente o esforço deixou-me sem ideias.

A propósito, a frase era:

 

www.estamesmoaquinestesitecarreguemneleepodemleroromancedegraca.pt

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:52
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Domingo, 6 de Dezembro de 2009

Prevenção Gripe A: Proteja-se Também Você Com Esta Magnífica Máscara Facial!!!

.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 23:45
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Sábado, 5 de Dezembro de 2009

O Gume (Re)viu... Memento - Obsessão

I can't rememeber to forget you

 

----------

 

In Memento, Escrito e realizado por Christopher Nolan, baseado em short story de Jonathan Nolan.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 21:23
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Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

Brevíssimas Sobriedades (Um Post Sem Álcool)

Jacó acordou do seu sonho e disse: "Na verdade, Iahweh está neste lugar e eu não o sabia!" Teve medo e disse: "Este lugar é terrível! Não é nada mais nada menos do que uma casa de Deus e a porta do céu!".

 

In Bíblia, Gn. 28-16

----------

 

Ora aí está, meus amigos! Até na Bíblia achamos quem o entenda... Como não o entendem os padres??!!

 

(Cuidado que ele vem aí!!!)

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:49
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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

A Bíblia de Jerusalém Recomenda: Terapia Sexual

"Isaac introduziu Rebeca na sua tenda: ele tomou-a e ela tornou-se sua mulher e ele amou-a. E Isaac consolou-se da morte de sua mãe."

 

In Bíblia, Gn. 24-66.

 

---------

 

Portanto, meninos e meninas, o que ensina a Bíblia? Nada como o sexo para curar um desgosto...

 

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:34
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Pergunta do Dia Que Se Agradece à Leitora nº1

Se os genéricos de repente têm marca e fazem publicidade, ainda serão genéricos?

 

Aceitam-se respostas por telefone, email, correio e fax. A melhor resposta ganha um frigorífico, já com géneros lá dentro!!!! (Não confundir com genéricos).

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 21:00
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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

1 de Dezembro de 1640? Não Desisto!

De novo protesto fortemente contra a independência dos espanhois. Eu quero a ETA o Barcelona e o ordenado mínimo de 800 euros. Quanto é em Espanha exactamente?

Espanha é mau, é verdade, e os espanhois têm uma maneira esquisita de falar, e teria de suportar o Julio Iglesias e a monarquia e  as touradas de morte e o Zapatero. Mas ainda é melhor do que aqui...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:52
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O Leão Sem Juba

Sopa de Facas, Chafurdar na Lama

 

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