Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

Post Sentido (Come e Cala?!)

São estas coisas que me tiram do sério: um tipo tem passe, tem bi, tem o raio que o parta. Paga tudo a tempo  e horas todos os meses. Dá quase 40 euros por mês por um cartão da mula russa que lhe dá (dizem) mobilidade na a dita Grande Lisboa (que é das capitais mais pequenas do Mundo). Para quê?! Se carrego o passe dia 1, suponhamos, no mês seguinte tenho de o carregar a 31 e no mês seguinte a 30 e no mês seguinte a 29 e no mês seguinte a 28 e no mês seguinte a 27... Não sei se estão a ver onde isto vai dar: Ao fim de 30 meses dei um mês a mais aos Srs. da Carris e do Metro e da merda que os fez. Se o chip do passe avaria (não lê, rachou porque dobrou porque não lê, ganhou sebo, perdeu tinta, ganhou mofo, tem bolor, tem alergia, tem gripe A, tem sífilis, tem a filha da meretriz que tiver), há que fazer novo passe. Até aqui parece consensual.

 

MAS:

 

Onde e como se faz novo passe? O gumoleitor está no Saldanha? Tem sorte. Só tem de ir a pé até ao Campo Pequeno ou pagar 79 cêntimos de Metro por uma viagem única de uma estação ou 1 euro e mais não sei quantos cêntimos (quais 2 euros) para um autocarro), para ir fazer o passe ao Campo Pequeno. Porquê? Porque da rede de, digamos, 30 estações (sim, das mais pequenas do Mundo das cidades que têm metro), só em 5 dessas 30 se faz o passe, só em 4 dessas 5 com urgência, só em 3 dessas 4 com competência, só em 2 dessas 3 com um sorriso, só numa dessas duas com humanidade, e em nenhuma sem se pagar. Para pedir nova via, mesmo que dê o passe, o cu e mais 3 tostões, larga 7 euros. Se pedir com urgência paga 10 euros.

Quando pediu na estação A para fazer o passe, respondem com modos de quem tem um sobreiro entalado no rêgo: o passe só se faz na estação B ou C ou D. Não nesta nem nas outras todas.

Quando o leitor foi à estação B, dizem (e sim, adivinhou, com modos de quem tem um sobreiro entalado no rêgo) que na B só fazem pedidos com urgência, não sem. Sem urgência é na estação C. Como chega até lá sem passe que não pode carregar porque tem o chip fo#%&= e não pode renovar? Essa é a perguta surpresa do Quizz da TV a que nem o concorrente, nem o apresentador, nem o cartãozinho mágico sabem a resposta.

O passe normal de 7 euros leva 10 dias úteis, leu bem, 10 dias e úteis, para ficar pronto, e o passe anormal ou de urgência, leva um a dois dias úteis a ser feito e custa, como vimos 10 euros. Só 3 euros de diferença, pergunta o utente? Ah, então claro que quero com urgência em vez de sem. Pois... Claro. Os cabrões, perdão, ladrões, digo, Srs. Empresários, chamam-lhe (às escondidas) marketing. Ainda mais às escondidas chamam-lhe "tática". Ainda mais às escondidas chamam-lhe "a manhazinha do século". Aqui o Gume chama-lhe ESPERTEZA SALOIA e os respectivos saloios criadores são uns grandesíssimos paspalhos.

E então, agora que fiz o pedido, pergunta o leitor: posso já pagar o meu passe para andar pela cidade, trabalhar, fazer o que seja de que preciso, e vocês dão-me um cartão de substituição, não é? Não, não  pode e não, não dão. Por cada viagem que fizer, enquanto não tem passe, o utente que já deu o cu, as calças, a culatra e a espinha, ainda tem de ser curvar e tratar das necessidades dos senhores empresários e seus colaboradores directos e indirectos. Isto é, por cada viagem que faça, paga, à viagem, para pagar, o passe, no mesmo mês, 5 ou 6 vezes. Servir, no mundo empresarial de hoje, é sinónimo de roubar, cliente é sinónimo de puta e empresário é sinónimo de chulo. Comem merda e cagam, como vingança, o suor de cada trabalhador (frase bonita, cheia de floreados, ao jeito dos poetas de intervenção - Ary, que saudades, etc.).

Estamos então que: por ser de má qualidade e estar mal desenvolvido e pensado, o passezinho tem um chipezinho que facilmente fica fodidozinho (bem aventurado o vernáculo!).

Querendo arranjar um novinho, está o leitor fodidozinho, mais ainda do que o chip, porque fazer só na Grécia, no Paquistão ou na China, não em Lisboa, por 7 euros + 10 dias +uteis adicionais ou 10 euros + 2 dias uteis adicionais = toma parvo, já foste roubado outra vez.

Temos mau atendimento, incompetência e ignorância no

 

PACOTE COMPLETO ATENDIMENTO AO PÚBLICO 3 EM 1.

 

Temos, se quiser optar pelo transporte à superfície:

 

Motoristas do PACOTE COMPLETO DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO 3 EM 1.

Troca de choffeur a meio do percurso (faz sentido - para quem tenha feito amputação encefálica),

Espera média de meia hora por veículo (se tiver sorte que a média se cumpra)

E outras pequenas excentricidades.

 

Não bastando, vai a maior invenção dos proxenetas que controlam a máfia do transporte público:

 

O PICA. O pica, entre todos os filhos da puta, é dos mais refinados que habita a face da terra. O pica é uma bruxa que engoliu um sapo e dorme em bosta de boi. Há muitos anos fiz um safari no Moçambique profundo e vi uma série de picas pendurados nas árvores à cata de bananas. Os africanos, mesmo assim, são mais bonitos e muito mais naturais. Quando o pica nasceu o sol morreu num eclipse e a mãe que o pôs no mundo apanhou um enfarte. O pica é um porco virado ao contrario: As tripas estão de fora e a humanidade estã entafulhada lá dentro a desfazer-se em trampa. Outra condição elementar para se ser pica, para além de ter nascido de um erro do Universo, é (e isto está escrito no formulário que eu li após apuradíssima investigação) O VERDADEIRO PICA TEM FEZES DE ALPACA NO CÉREBRO. Fiz trabalho de campo e comprovei-o: tem mesmo. E cheira e parece aquilo que o seu cérebro tem (ou não tem, já que é da ausência que estamos realmente a falar).

 

Agarrada à INVENÇÃO PICA, ha agora, na Carris, uma nova invenção: A INVENÇÃO POST IT. Em todas as portas, por dentro e por fora, de todos os autocarros e nas janelas, estão, isso mesmo, POST ITS forjados e a sério, escritos a letra de máquina ou informatizada (para não haver desculpas de "Ai, não percebo a letra") de NÃO SE ESQUEÇA DE VALIDAR O SEU TÍTULO DE TRANSPORTE. Não é que eu me esqueci??? Sim, leitor, pensou bem: a minha amnésia surgiu-me precisamente de toda esta história que tenho vindo a contar.

- O seu título de tranporte? - Pergunta o bardamerda, tromba de asno, cabelinho comprido à saloio de feira, sujo de seis meses (pelo menos) com fronha de assoar doninhas p'las traseiras.

- Está aqui, - digo-lhe eu, estendendo-lhe o passe na imbecilidade da minha boa fé - Mas tem o chip partido, portanto não vai ler...

- Mas tem o comprovativo... - guincha o paspalho, na obtusidade cavalar que a sua natureza lhe aufere e permite.

- Como lhe digo, o chip não lê, logo, não é possível carregar o passe, logo não é possível ter comprovativo, mas estou a tratar disso.

- Mas tem o comprovativo... - repete o imbecil, com olhos de burro a tentar compreender se o que tem na fuça é erva ou palha.

- Como lhe digo, o chip não lê, logo não é possível... - repeti eu, tentando alcançar (para baixo) a sua linguagem, - estou a tratar disso...

- Mas tem o compromvativo... - rumina ainda o boi, com o neuróniozinho a pastelar-lhe na boca lambuzada e bruta.

- Como lhe digo... - O certo é que não sabia já que lhe dizer. E o sangue subia-me às temporas e cresceu-me no corpo todo umas ganas de lhe partir o focinho e de o deixar pela tarde a beber sangue e merda dos seus próprios poros. - Agora, se quiser, por favor, devolver-me o meu passe...

E o filho de uma alcachofra embolorida, não mo deu!!! A menina saloia  de cabelo seboso, guardou como menina da creche o chupa chupa no bolso (leia-se passe) e cuspiu com um guinchinho autoritário que me ia passar um papel. Eu informei-o de que não ia passar nem metade de um papel, quanto mais um inteiro, e encorajei-o a, literalmente, passar-me cartão. Naturalmente. como já vem adivinhando o leitor, o gnou, o paspalho, o urso não passou o dito, nem literal nem figurativamente. Eu esbocei um gesto de quem vai arrancar-lhe o cartão à força. A velha atrás de mim (daquelas que vem para o autocarro para morrer em pé, ocupar lugar sentado e lamentar-se da vida que não teve porque só geme e soluça como uma carpideira

mal parida, perguntou como se fosse a Virgem: - mas que é isto?. Homem que é homem comia a velha viva. Eu, pelos vistos, ainda sou muito novo, ignorei-a a carcaça.

E enfrentei uma vez mais o saloio. Meditei. Meditei uma eternidade inteira num intervalo de 5 segundos: VOU-LHE À TROMBA? NÃO LHE VOU À TROMBA? VOU-LHE À TROMBA, NÃO LHE VOU À TROMBA?

 

Acobardei-me, gumoleitor. Não fui. Acobardei-me e estou fulo comigo por não ter tido tomates, em vez de cérebro. Porque se eu fosse um cigano, ou um brother de Chelas, ou um arrumador de canivete no bolso, ou o Monstro de Löch Ness, o saloio metia o rabinho entre as pernas (que é o que fazem todos) e não se metia comigo. Como sou honesto (dentro do limite que cabe a cada um que tenta cumprir as suas obrigações) e como pago as contas como todos os que não são párias e se esganam alguma coisa para viver (em vez de sobreviver), mamo com a frustração comezinha e imbecil dos paspalhos que se agarram com unhas, dentes e neuroniozinho ao mais pequeno esboço de pseudo-poder que os proxenetas das políticas e das empresas lhes põem nas mãos.

 

Assim, na paragem imediatamente a seguir, saí do autocarro, sem o meu passe de chip partido, perdendo a minha aula por que paguei uma fortuna, prejudicando os meus nervos e a martirizar-me e insultar-me tem fim por não ter rachado a tromba a um grandessíssimo filho da puta. Neste modesto relato esqueci-me de acrescentar que ninguém me tira da cabeça que o cabrão embirrou comigo antes mesmo de eu entrar no autocarro. Porque estava comigo à espera na paragem e não apanhou nenhum dos 50 autocarros que chegou. E se eu ia para a paragem A ele vinha comigo, e se eu vinha para a B ele vinha comigo, e seu ia para para o poste, ele ia para a parede do que já foi a feira popular. Receei mesmo ter de ir à casa-de-banho,  não fosse a besta vir também atras.

Sei que, se tivesse despido a roupa enclausurante de homem civilizado e se me tivesse atirado a ele como quem luta pela vida, e lhe tivesse espetado os dedos nos olhos, uma joelhada nos túbaros, uma cabeçada nos beiços, uma murraça nas ventas, um biqueiro na cana do nariz, que estaria possivelmente a esta hora numa esquadra a prestar declarações em vez de estar a escrever este post. Como dizia Camões:

 

"Fui mau e fui castigado,

Parece que só pera mim

Anda o Mundo concertado"

 

Como o cavalo em questão era maior do que eu, até é possível que eu tivesse tido de passar por um hospital primeiro, para soturar com pontos um ou outro canyon facial. Ainda que, medindo a humana e genuína fúria que tenho, esteja profundamente convicto que sem dificuldades ou mazelas reduziria aquela menina a papas. Espero que um dia o mesmo azar que me trouxe a vaquinha adiante dos olhos ma restitua, para que, mais Homem com H grandemente maiúsculo e menos civilizado, possa redimir-me da minha cobardia e rachar o saloio com gana e satisfação. Que o Azar me ouça!

 

Até lá, vou com zelo fundamentalista de beato cristão ou muçulmano odiar com o mais por dentro das minhas entranhas pútridas todo e qualquer PICA e respectivo PROXENETA que se passeia com fatinho de ladrão engravatado e o PICA pela trela como o mais reles cão. E faço um apelo às gentes deste mundo para, como eu, odiarem estas bestas com a actividade própria que ao ódio se pede:

EXECUÇÃO:

 

Por favor, senhores gatunos, maltrapilhos, malfeitores, assassinhos, violadores, canastrões:

 

ESGANAI OS PICAS E SEUS PROXENETAS!

CORTAI-LHES OS TOMATES CURTOS E FLÁCIDOS!

ARRANCAI-LHES AS TRIPAS!

DAI-LHES  MERDA A COMER!

ESGANAI-OS!

ENCHEI-OS DE FERROS EM BRASA COM PICOS GROSSÍSSIMOS E COLOSSAIS!

DAI-LHES PAPA DE AVEIA E SEBO PELO RECTO E ENTUMESCEI-OS DE LAMA E ÁGUAS DO TRANCÃO!

CORTAI-OS ÀS POSTAS!

TIRAI-LHES BOCADOS!

ESPEZINAI-LHES OS OLHOS PAPUDOS E PORCOS COM PILÕES AFRICANOS E MATA-BORRÃO!

METEI-OS EM BIDÕES DE PETRÓLEO EM CRUDE E ACENDEI UM FÓSFORO! MAL PASSADOS, BEM PASSADOS, EM SANGUE OU EM ESTURRO, COMEI-OS TODOS!

ACABAI COM ESTA RAÇA DE PUTAS QUE COME À CUSTA DE QUEM, À FORÇA, LHES DÁ DE COMER!

MERDA PARA OS PICAS E SEUS DONOS!

MERDA PARA OS DONOS E SEUS PICAS!

MERDA PARA A MERDA E MAIS ISTO TUDO!

IRRA, TANTA GENTE QUE MORRE NESTE MUNDO, E O PICA AINDA RESPIRA???

QUE VONTADE HUMANA E ESSENCIAL DE LHES PARTIR A CARA!

 

Felizmente, tenho fome.

O jantar é porco. Pressinto nisto uma espécie de harmonia poética. É bonito o destino.

 

P.S.:

Em cima, vê-se o pico do pica - dói não dói?!

Aviso desde já, juízes e camaradas afins que:

Podem mandar uma resma de multas destas lá para casa que não vos pago ponta de um corno. Cobrem lá isso em dias de prisão que eu até preciso de paz para escrever o meu romance americano. Tristeza de mundo este. E ainda há quem se pergunte de onde vem a gripe suína! Uma coisa, para mim, é certa: NÃO VEM DOS PORCOS. Porque, estes, de quatro patas, são ...

 

                                      

 

 

                                       uns verdadeiros santos...

 

(Fim de Post)

 

 

 

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Golpe por Miguel João Ferreira às 19:53
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De Antígona a 12 de Dezembro de 2009 às 01:01
Só para ler isto valeu a pena ficares sem passe. Acho que se é para escreveres textos destes, desculpa lá mas não tocarei num cabelinho de pica nenhum...
lol lol
É por essas e por outras é que eu ando de carro. Já tentei, juro que tentei, andar de transportes públicos - sai-me mais caro e perco mais tempo.
De Miguel João Ferreira a 12 de Dezembro de 2009 às 13:25
É entao verdade que o sofrimento do artista é o prazer dos seus admiradores... triste vida esta! :-)

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