Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

White Out (Para o Fim do Filme)

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Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:16
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Sábado, 2 de Janeiro de 2010

Das Lágrimas

O Grande Senhor (louco): Alguém chora... Quem chora?

O bobo (que chorava): Inferno! Nascemos a chorar! Morreremos depois de chorar bastante!

 

In Ran - Os Senhores da Guerra, de Akira Kurosawa.

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Golpe por Miguel João Ferreira às 12:40
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The Book and The Cover

O ovo da serpente é belo e branco.

O ovo do pardal é sujo e pardo.

O pássaro passageiro olhando os dois ovos, prefere chocar o ovo branco.

A serpente sai de lá de dentro e come o pássaro!

O pássaro estúpido que julgou a aparência.

 

O bobo, In Ran - Os Senhores da Guerra, de Akira Kurosawa, reinvenção no Japão Feudal dos samurais de King Lear de William Shakespeare.

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Lúcido
Sem Som: The Book and The Cover, Suzanne Vega
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Golpe por Miguel João Ferreira às 11:51
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Sábado, 5 de Dezembro de 2009

O Gume (Re)viu... Memento - Obsessão

I can't rememeber to forget you

 

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In Memento, Escrito e realizado por Christopher Nolan, baseado em short story de Jonathan Nolan.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 21:23
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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

O Gume Viu... Capitalism - A Love Story

Michael Moore, no seu melhor, vem mostrar por imagens o que o Gume vem dizendo há muito: Qualquer crise é intencionalmente provocada. E aquele 1% da população vai sempre, enquanto deixarmos, lucrar com as desgraças dos restantes 99%.

Um protesto é um protesto. Organiza-o e torna-se a voz de Deus. Que és tu, gumoleitor? Uma voz ou um número?

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 23:45
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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Think Ahead - Memória Casual de Love Actually (O Gume Viu)

"Hiya kids. Here is an important message from your Uncle Bill. Don't buy drugs. Become a pop star, and they give you them for free!"

 

Bill Mack (William Francis "Bill" Nighy) in Love Actually

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Golpe por Miguel João Ferreira às 16:04
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Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

O Gume Viu... Bad Timing

 

Everything I say has to be taken in the context of who I am

 

(Bad Timing, Dir.: Nicolas Roeg, 1980, screenplay: Yale Udoff)

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:19
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Terça-feira, 3 de Novembro de 2009

O Gume (Re)viu... Arachnophobia

 

E conclui:

 

Só há uma coisa pior do que a poluição da cidade:

É a saúde do campo.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:03
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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

O Gume Viu... The Pirate (É Belo o Matrimónio!)

MANUELA (Judy Garland): Please let me go!

SERAFIN Gene Kelly): Never!

MANUELA: Don't be silly!

SERAFIN: I love you, and love isn't silly...

MANUELA: Really?

SERAFIN: Aren't you interested in love?

MANUELA: No, I told you I'm going to be married...

 

In The Pirate (Vincent Minelli, 1948)

 

Escrito Por: Albert Hackett e Frances Goodrich (argumento), com base na peça de S.N. Behrman.

 

Música de: Cole Porter

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Golpe por Miguel João Ferreira às 11:41
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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Do Conforto da Loucura

"There's no method to the madness... It's just like being at Home..."

 

Shelley Duvall, falando de Terry Gilliam

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Golpe por Miguel João Ferreira às 19:50
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Terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Manifesto Moderadamente Exacerbadíssimo Sobre A Necessidade de Ilegalizar as Dobragens

Não é segredo que o cinema é ilusão, em particular, de óptica. Umas das suas singularidades é o contraditório da ausência: o objecto ou, neste caso, o actor está à nossa frente, mas não está à nossa frente. Vêmo-lo e ouvimo-lo, mas não lhe tocamos, não o cheiramos, não interagimos fisicamente com ele.

 

Como diz Paul McDonald, apesar desta ausência do actor, não se deve esquecer que também o uso da câmara, a iluminação, a edição, mas, mais importante, o corpo e a voz do actor, contribuem determinantemente para a construção da personagem e a transmissão do seu carisma. Por isso, a pergunta "Como pode a representação construir presença de modo a compensar a ausência física do actor?" é crucial e deve ser seriamente colocada.

 

Efectivamente, é devido a esta necessidade de compensação da ausência que a voz do actor se torna no principal traço da representação. É também por isto que a dobragem resulta num crime que destroça, no ritual da sétima arte, o esforço que o actor faz para oferecer ao espectador essa ilusão de estar alí, de uma partilha entre o que finge que age e o que finge que acredita no que vê.

A dobragem, mais do que a quebra da ilusão cinematográfica da presença do actor, e mais do que a adulteração do seu carisma (e do seu talento), para além de uma limitação da inteligência, é um verdadeiro insulto ao trabalho daquele que representa e, como tal, do ponto de vista da representação, terrorismo cinematográfico.

 

ABAIXO AS DOBRAGENS!

ACIMA OS DECRETOS CONTRA ELAS!
FORA COM AS CABEÇAS DOS QUE DOBRAM, SEJA (O QUE DOBRAM) MERAS FRASES OU PÁGINAS!
QUE O VERBO DOBRAR SEJA EXCLUÍDO DA GRAMÁTICA!
A PARTIR DE HOJE UM PAPEL NÃO SE DOBRA: DEBRUÇA-SE SOBRE SI MESMO,

COMO A ALMA SOBRE O UNIVERSO,

E VOMITA COM A NÁUSEA DE O ESTAR FAZENDO!

A PARTIR DE HOJE SÓ SE LEGENDA, E COM CUIDADO!

A PARTIR DE HOJE O ACTOR FALA POR SI SEM VOZES EMPRESTADAS!

SE EU APANHO ALGUÉM A DOBRAR EU CORTO-LHE O PIPO!

EU ESVENTRO-LHE AS ENTRANHAS ENCARNADAS E FEIAS,

PÚTRIDAS E NAUSEABUNDAS!

EU ESCANCARO-LHE O CRÂNEO COM BLOCOS DE ARGAMASSA

E CARREGO-O COM TERRA E ESTRUME DE BOIS!

NÃO DOBREM DIANTE DO GUME!

NÃO DOBREM POR DETRÁS DO GUME!

NÃO DOBREM EM PARTE ALGUMA EM QUE O GUME ESTEJA OU NÃO ESTEJA!

QUEM DOBRAR, É DOBRADO ATÉ QUE OS OSSOS QUEBREM E AS COSTAS SE COLEM COM A PELE DA FRONTE!

QUEM DOBRAR É MERDA!

QUEM DOBRAR, NUM SOPRO, DESAPARECE DO MAPA!

ALÍNEA B DO DECRETO MIL DE DOIS MIL E SEMPRE:

SE UM HOMEM DOBRA É UM RATO E RECEBERÁ VENENO!

SE UM HOMEM DOBRA É UM VERME E SERÁ ESMAGADO!

SE UM HOMEM DOBRA NÃO TEM FUTURO, TEM PASSADO

E O SEU PRESENTE É ASQUEROSO!

SE UM HOMEM DOBRA É UM BICHO E OS BICHOS ENXOTAM-SE!

XÔ! XÔ, DOBRADOR DE SENTIDOS!

AK! USHI! SPLASH! PAH!

RUA! EMBORA!

DESAPAREÇAM TODOS!

SE UM DOBRADOR MAIS É VISTO NESTAS PARAGENS,

EU DEVORO-LHE A ALMA!

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(- Dr. Freudo, preciso de mais calma!)...

 

Golpe por Miguel João Ferreira às 08:34
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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Da Manipulação dos Pontos de Vista

André Bazin (1918-1958), eminente (e já finado) estudioso francês, insistia, no tempo em que podia insistir, que o chamado "long take" (plano de filmagem contínuo, durante vários minutos, sem cortes ou montagem) revela o mundo ao espectador, mas também, para além dele (e era isso que para Bazin era essencial), revela também todo o aparato cinematográfico, mesmo que não demonstre claramente que a câmara ou o cenário estão lá enquanto tal, fora dos limites da ficção que compõem.

Para Bazin, devido a essa particularidade epifânica, o "long take" deveria ter primazia sobre, por exemplo, a "montage" eisensteiniana, por dar a liberdade ao espectador de escolher, do plano, o que quisesse, em lugar de sofrer a manipulação da montagem, com características clara e fortemente políticas.

Não posso porém deixar de pensar na ingenuidade utópica da pretensão de Bazin:. Em última análise, a limitação que, por exemplo um Eisenstein imporá ao espectador no seu Outubro (1917), é a mesma que os "long takes" de Orson Welles nos dão em Citizen Kane (1941). A molldura da câmara mostra apenas o ponto de vista do realizador, que nos oferece (ao olho) o resultado das suas próprias escolhas. A isto junta-se a constrangedora limitação da Física ou da nossa realidade, como as dimensões do televisor ou o alcance periférico da vista humana.

Foi com certeza com tristeza que Bazin confrontou o seu fantasma da manipulação.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 07:25
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Terça-feira, 11 de Agosto de 2009

Um Pouco Mais de Cinema (Reflexões Sobre a Vida)

Realização = Ponto de Vista. Direcção da emoção do espectador.

Montagem = Interpretação. Direcção do sentido apreendido pelo espectador.

 

Toda a arte é manipuladora.

 

O erro é supor que a arte é democrática. A arte é um totalitarismo democraticizado, isto é, a manipulação do autor tornada pública, impondo-se à apreciação de quem a recebe.

A partir desse momento, os papéis poderão inverter-se, mas nunca completamente:

O espectador impõe a sua interpretação e, conquanto respeite la lógica ds dimensões e afirmações do suporte artístico que contempla, poderá retirar dele os sentidos que desejar. Não obstante, por mais que crie e recrie sentido do sentido original, o seu ponto de partida é sempre o que lhe é dado e dele depende o seu ponto de chegada.

O espectador é assim um comboio que parte da gare que a cidade tem disponível e, por estar na casa das máquinas, pode escolher os carris por onde segue; mas os carris já foram construídos e algures no percurso levarão, fatalmente, ao fim da linha.

Assim, quer a interpretação original do autor, como a interpretação final de quem contempla estão comprometidas pela relação obrigatória que uma tem com a outra.

A tragédia deste conflito é que ninguém quer perder o seu sentido do "texto" e, culminarmente, é uma luta de poder que rege toda a interpretação.

 

No fundo, é também isto que se passa nas conversas de todos os dias.

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Golpe por Miguel João Ferreira às 08:32
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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

Political?

Hasn't film demonstrably been used to manipulate people to acquiesce in totalitarian regimes? In short, is not film inherently political?

(RIchard Dyer)

 

Yes it's fucking political,

Everything's political

(Deborah Dyer, a.k.a. Skin, Skunk Anansie, «Political», in Stoosh, 1996)

 

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Golpe por Miguel João Ferreira às 09:32
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Dos Sentidos de Editar

Teorias da interpretação do acto de Editar/Cortar/Montar, em cinema, reconhecendo que essa actividade se funda em fragmentos, elevam-na, antes de mais, o que está certo, a uma Arte e, como arte, têm-na de algum modo independente da arte maior que parece incluí-la, o Cinema.

Perante a aceitação desta premissa, há três correntes de interpretação que se desmarcam, num esforço de definir e contextualizar o acto de editar.

 

A primeira atesta que, como arte de fragmento, Editar é análogo à comum experiência de fragmentação na modernidade, graças à aceleração da mobilidade, ao desenvolvimento mecânico da comunicação, em particular o desenvolvimento da comunicação a longa distância, e à relação e miscigenação entre as classes e grupos sociais nos espaços urbanos, factores que resultam numa quebra dos até então vistos como laços unificadores das comunidades tradicionais.

 

A segunda corrente, liga a Edição à dinâmica do pensamento dialéctico marxista, que relaciona pensar e sentir com uma inevitável apropriação à modernidade, perante a construção de uma sociedade pós-capitalista. Como qualquer visão textual e fielmente marxista, esta corrente é claramente política e redutora.

 

Porfim, a terceira, vê a arte como um esforço contínuo de ligar as imagens/momentos fotografados - elementos soltos de um conjunto violentamente fraccionado -, do mesmo modo que uma cultura de massas procura encontrar unidade nos fragmentos das sociedades modernas. (Cf. RIchard Dyer).

 

Estarei no entanto pouco inclinado a aceitar qualquer das três possibilidades. Esta fragmentação de que se fala, não é apanágio da modernidade, mas da vida, em que a ideia de continuidade (Presente interminável que se dissolve metafisicamente em Passado e Futuro - pensemos em Helder e no seu Poma Contínuo...) é uma ilusão criada pela nossa necessidade de situar as cosias num tempo - espaço extra-sensorial.

 

A vida, inconsistente em si mesma, é completa apenas em cada um dos seus fragmentos segmentados e estes, como nos filmes, imitações da vida, podem ou não, em conjunto ou como um conjunto em si próprio, alcançar um significado perceptivamente completo e, como tal, satisfatório.

 

Assim, fazer um filme ou, neste caso, editar, resume-se a uma tentativa mais do realizador/ eidtor (Alice) através dos seus fragmentos de vida (Filme/ Wonderland) de obter um significado:

 

Wonderland is a search for sense and meaning (Donald Rackin)

Stories are metaphors for life (Robert Mckee)

 

Editar é projectar um sentido. Gumemos.

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 09:00
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Arte: Obra Primus, Objecto Depois...

Na Crítica do Juízo (1790), Kant contrasta sensação e contemplação, singular e universal, interessado e disinteressado, útil e inútil. A expeiência estética opõe-se assim a mera gratificação sensorial, como comer, por combinar sensação (através do sentidos) com contemplação. O objecto estético é focado como uma singualridade, não como instância de um conceito geral nem tampouco como tendo qualquer tipo de utilidade ou propósito social (Cf. Anthnoy Easthope).

Quer isto dizer que Kant antecipa o Esteticismo de Wilde, segundo o qual a Arte é perfeitamente inútil (e por isso perfeita para nossa satisfação), inevitavelmente reduzindo-se a objecto a partir do momento em que lhe achamos qualquer tipo de utilidade.

Neste prisma, no dia em que o guarda do Museu do Louvre utilizar a Mona Lisa de Da Vinci para golpear à inconsiência um ladrão, trazendo-o assim à justiça por danos morais, para além de, naturalmente, ser despedido, está a reduzir a coisa aquele precioso e até então inquestionável fragmento de Arte.

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 07:58
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Sábado, 8 de Agosto de 2009

Politisation Des Fragments D'Une VIe - Montage

A montagem é o sentido final que determina a interpretação de uma história.

Se tenho dez imagens, posso organizá-las como me aprouver para construir um significado e poderei fazê-lo tantas vezes quanto mo permitam as possibilidades matemáticas.

"Montage" ou editar resulta portanto num exercício de poder, daí advindo que "cortar"e "montar " (acções implícitas à arte) são, inescapavelmente, a manifestação de um gesto político.

Que Farei Com Estes Gumes?: ,
Golpe por Miguel João Ferreira às 07:08
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Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

Filmiturgias

Cinema é um ritual comum. É como ir à missa, mas sem padre e sem tomar a hóstia. E é no ecrã que aparece o sermão. Ouve quem quer.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:39
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Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

Reminiscências de um Mito - A Mulher Adorada

Pas-

      sou

            De

                 Mais

                         Que

                                Tu-

                                    do

                                        A

                                          Me-

                                                nos

                                                       Na-

                                                              da...

 

 

Imagem Roubada a "E Deus Criou A Mulher"

Golpe por Miguel João Ferreira às 08:23
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Persona In Persona Per Persona

Em 1965 Ingmar Bergman contraiu labirintite, uma desordem do equilíbrio, subsequente de um processo inflamatório que afecta os labirintos onde se abriga o sistema vestibular, no ouvido interno. Um dos sintomas desta doença é um constante estado de vertigem, mesmo durante o sono.

Durante várias semanas, Bergman esteve acamado, com a cabeça presa por um aparelho, fixando um ponto no tecto que o seu médico aí pintara, num esforço, por vezes inglório, de afastar a tontura e a vertigem. Concentrando-se naquele ponto, começou por imaginar duas forças interligadas.
Dias mais tarde, já em convalescença, viu, pela janela, uma enfermeira e um paciente que comparavam as suas mãos.
Essas experiências visuais (de duas ordens, interior e exterior, respectivamente), resultantes de uma otite interna, culminaram um ano depois, 1966, numa obra prima do cinema mundial: Persona.

Esta história, contada por Robert Mckee no seu livro Story, e a história de Alma/Elisabeth Vogler (curiosamente actriz que curiosamente representa Electra - a dupla coincidência é prova de que o nao é), é, porfim, o resumo da nossa história e da complexidade humana.

Se do ponto de vista psicanalítico (Adams Sitney) o filme é a dramatizaçao da psicanálise do ponto de vista do paciente (como talvez La Coscienza di Zeno de Italo Svevo), do ponto de vista meramente analítico ele representará, num sentido mais lato (Susan Sontag), a violência do espírito. A mesma violência que encontramos n'O Duplo de Dostoievsky, no Mr. Hyde de Stevenson, no Dorian Gray de Wilde, nos heterónimos de Pessoa ou, simplesmente no espelho; isto é, nesse complexo conjunto de entidades possíveis a que chamamos pessoa e que guardamos dentro de nós próprios. Como podemos, porém, nao como queremos.

E no fundo, também este blog, será, como o quotidiano, uma súmula de marcas da nossa existência; aqui, talvez, numa perspectiva mais poética. Talvez.
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:41
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Terça-feira, 7 de Abril de 2009

O Gume Foi Ver... Gran Torino...

Afinal, o que dizem ser herói não é mais do que um homem comum que age com dignidade e coragem. O herói é tão banal quanto os arbustos nas serras e, querendo, tu podes alcançá-lo; é mais cómodo, porém, seres um cobarde, evidentemente...

 

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(Para quem ainda tinha dúvidas, Gran Torino vem de vez apagá-las: Eastwood é um realizador portentoso).

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:23
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Segunda-feira, 23 de Março de 2009

O Gume (Re)viu: The Trial (Orson Welles, Sobre a Obra Homónima de Franz Kafka)

O advogado de K., n'O Processo de Welles (Kafka), ao ser dispensado dos seus serviços por nao restituir a K. a liberdade, acusa-o de nao ver que é bem melhor estar seguro na prisao do que livre e por isso em perigo.

Mas como podia K. vencer esse sistema que o matou, senao desafiando a segurança dos presos?

No fundo é isso a liberdade de expressao e a coragem de a por em prática: falar, apesar das consequências (que conheces) onde os outros se calam.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 21:55
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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

Óscares: O Voo Que A Academia Ignorou... (No Comment)

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 07:57
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Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

O Gume Foi Ver... The Visitor

O problema da emigração ilegal; a brutalidade (física e intelectual) dos SEF daqui ou de outro lado qualquer; a vergonha da burocracia (que não clarifica, escurece); a contínua injustiça social; o respeito pela diferença; a procura de uma vida melhor; o sentido das coisas simples; a solidão; a busca de um propósito; o amor pela arte, elemento unificador, construtor, educador e de Humanização.

Isto é The Visitor, um filme simples, realista e poético. Sem finais à Hollywood, sem invenções de volte-faces, sem a obrigação da utópica felicidade à vista como mensagem de esperança, sem milagres e aidna assim simbólico: a vida como ela é, valendo, ainda assim, a pena ser vivida. Um argumento perfeito.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 07:41
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Aos Românticos - Um Exemplo... (A Dama e o Vagabundo)

O romance está nas coisas mais simples...

 

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(The Txuing Gume...)

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:54
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Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Algures Em Mim Somos Dois...

A little boy went out to play.  When he opned his door he saw the world. As he passed through the door he caused a reflection. Evil was born. Evil was born and it followed the boy...

In David Lynch's Inland Empire

 

A double only means something when there is an original.

When the original is gone, what will happen to the double?

 

 In Akira Kurosawa's Kagemusha (O Duplo)

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 10:14
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Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

O Gume E Os Glóbulos (De Ouro, Não Dos Olhos)

Ontem teve lugar a cerimónia dos globos de ouro, prenúncio dos Óscares. Um comentador sabedor e diligente deixaria neste post um texto bem escrito sobre todos os nomeados e a justiça ou injustiça dos vencedores. Mas eu não sou comentador e não sou diligente e tenho preguiça em escrever um texto que seja bom e informado. Deixo portanto apenas a nota (e com atraso) do que para mim houve de mais significativo:

 

Rourke - Depois de Sin City, confirma (condigna e surpreendentemente) um extraordinário regresso.

Ledger - Morto mas merecido.

Winslet - Grande mulher, grande actriz, grande discurso.

Eastwood - Cada vez mais maior grande.

Folman - Uma valsa extraordinária. Pena ser tão real.

 

E termina aqui o Gumean Report.

 

Até ao próximo post.

 

P:S: Para cinema a sério, clique aqui. E nos outros que são melhores...

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:18
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Sábado, 27 de Dezembro de 2008

O Gume Foi Ver... Australia - Parte X - Make Yourself (Once Again)

"Telling story most important thing.

This where people belong"

 

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Stories are metaphors for life... (yes, Mr. Mckee)

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:07
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O Gume Foi Ver... Australia - Parte IX - O Caracol

"There's no place like home"

..........

 

 (And home is where you are...)

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:01
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O Gume Foi Ver... Australia - Parte VIII - Lazarus (Over the Rainbow)

"I sing you to me, Mrs. Boss, and now I can say your name..."

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:58
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O Gume Foi Ver... Australia - Parte VII - Do Crescimento

"I have to go on the walkabout to become a man..."

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:53
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O Gume Foi Ver... Australia - Parte VI - On Power and Pride

FLETCHER: After all, pride's not power, Mrs. Ashley, pride's not power...

 ..................

 But it sure means dignity... (Segundo (o) Gume)

 

                                      

                         

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:34
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O Gume Foi Ver... Australia - Parte V - O Gume Abraça a Abraço

If you're "doing the wrong side business"...

 

... Make sure you do it right...

 

...............

 

E...

 

"Se um dia o Diabo quiser, faremos o crime perfeito..." 

                                                                      

In Donna Maria, «Quase Perfeito».

 

                            

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:48
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O Gume Foi Ver... Australia - Parte IV - The Acceptable Future

- In the dry I'll drove cattle, Sarah...

- In the dry... But right now is raining...

 

....................

 

Toda a hora é agora.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:40
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O Gume Foi Ver... Australia - Parte III - The Fenix

"Rain falls, grass grows green, life begins again..."

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:28
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O Gume Foi Ver... Australia - Parte II - Façam Justiça a Adonis!

Quando alguém morre, na cultura aborígena da Oceania, Austrália em particular, o seu nome já não pode ser pronunciado. Perdendo essa pessoa a sua existência, torna-se, imediatamente, inominável. O que era estava no nome que tinha.

 

Esta conclusão retirada do filme de Luhrmann é o fio condutor da tese "O Retrato de Adónis". Um trabalho com horripilantes falhas a nível formal - muitas delas propositadas, força de rebeldia juvenil -, mas com um conteúdo de peso e de uma significância extrema que ofendeu, como aliàs se esperava, uns quantos discípulos da pragmática. A tese é esta:

 

http://www.fl.ul.pt/posgraduados/teoria_literatura/Ferreira1.pdf

 

Aqui discute-se a relação inquebrantável entre Linguagem, Sociedade e Indivíduo, que leva a esta (a meu ver inegável) afirmação:

 

A Linguagem é a Mãe de todos os Homens.

 

A prova científica dela, como diria Karl Popper, está em negá-la. Faça o exercício de retirar, subitamente, a linguaem à Humanidade. O inglês, o chinês, o tuaregue, o computador, a escrita, as artes, (num extremo desnecessário, os gestos com propósitos comunicativos). O que sobrevive? Nada. O que constitui as Sociedades que temos, as pessoas que somos, as identidades que formamos?

Palavras, nomes, arbitrariedades que formam e que moldam. Que nos dão hierariquias e matemáticas e economias e definições e regras de tudo e mais alguma coisa. Se a palavra nunca mais é dita, o que ela representava, morre também. Fica em paz.

 

Os aborígenas sempre foram mais sábios do que os grandes génios da civilização ocidental. E Adonis, criação linguística é, neste trabalho, um símbolo disso mesmo.

 

Façamos-lhe justiça  e calemos, da pragmática, os seus malditos discípulos!

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 08:05
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O Gume Foi Ver... Australia - Parte I - The Wizard Of Oz

Depois de Romeo and Juliet e Moulin Rouge, Baz Luhrmann regressa em grande. Um filme político, social, cultural, histórico, épico, fantástico, romântico, cómico, trágico, poético, extraordinário, (apesar de uma ou outra pieguice desnecessária) como tem sido seu hábito. Lurhmann, o verdadeiro Wizard of Oz, é um homem que sabe contar histórias. O cinema é isso. A vida é isso. Baz Luhrmann compreende a vida e é isso que está nos seus filmes.

 

P.S.: Para uma justíssima e bem fundamentada crítica negativa deste filme (apesar da minha opiniao que, em termos gerais, mantenho), ver Sil.

 

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 07:05
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Sábado, 20 de Dezembro de 2008

O Gume Foi Ver...Hunger ( Fome)

Pretende ter a forma de ficcção mas é um documentário sob um ponto de vista: o dos membros do IRA feitos prisioneiros em condições subhumanas durante a governação da que ficou conhecida como "A Dama de Ferro", Margaret ou Maggie Tatcher. É portanto um documentário parcial.

Nao pode ser bem história porque não conta realmente nenhuma (nao é essa a forma que assume), nem pode ser documentário porque nao apresenta realmente os factos quando ocorreram (e talvez não "como" ou não completamente) , nem pode ser imparcial porque nao mostra "o outro lado". Mas isso nao o isenta de poder dizer a verdade, ou uma importante faceta da verdade, isto é, do que terá efectivamente acontecido e mais do que isso, de apresentar a violência de que cada indivíduo e cada sociedade é capaz:

Violência perante outros, por motivos que nem os próprios intervenientes entendem completamente (independentemente da sua posição no xadrez), e violência perante si próprio: morrer de fome, uma das mortes mais lentas e hediondas (é preciso, para o perceber, pensar nas implicações de todo o processo) para marcar uma posição.

Se admiramos a posição de Bobby, a determinação com que a cumpre e o motivo por que a cumpre, não podemos admirar muitas outras coisas, como o extremismo, a solução encontrada aqui e antes disto, desta prisão, para mostrar que um outro estava errado.

E a discussão deste dilema está notavelmente retratada no melhor momento do filme, o longo e significativo diálogo entre Bobby e Dom, o padre republicano que viu Bobby crescer.

Que guerras entre católicos e protestantes e num mesmo povo são superlativamente ridículas, que, em pleno século XXI a Inglaterra é das mais hipócritas e vergonhosas ditaduras do Mundo é algo que tem de ser dito e mostrado e mudado. Em pleno século XXI, apesar do que está descrito no filme ser de há 20 a 30 anos atrás, isto ainda acontece e ainda se mascara com tramas e discursos de fait-divers: a guerra no Iraque ou nos anéis de Saturno, a crise económica ou negócios ocultos, o filme do ano, o affair do Príncipe, os caprichos gastronómicos da Raínha mãe...

Mas nenhum extremismo pode ter razão, por mais certo que esteja; e a única razão que demonstra é a que se conhece desde que existimos:

 

O Homem é o Lobo do Homem.

 

E isto também não serve a não ser que, em conjunto, como Bobby, nos votemos à auto-destruição. Para lá caminhamos...

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Com Fome, mas não do corpo.
Sem Som: Bullet With Butterfly Wings (SP)- The World Is A Vampire...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 07:47
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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

O Gume Foi Ver... Righteous Kill... - Porquê Ser Polícia...

"Most people respect a badge.

Everybody respects a gun"

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:24
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O Gume Foi Ver... Madagascar 2 - Parte2 - True Love...

"Seeing you everyday... That's what kept me going..."

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:22
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O Gume Foi Ver... Madagascar 2 - Parte1 - Tenho 30 Anos...

"I'm too old to die!"

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:19
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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

O Gume Foi Ver... Rachel, Rachel...

Robert McKee por certo, no fim, diria:

 

"Paul Newman fez um filme europeu."

 

McKee di-lo-ia depreciativamente.

O Gume também. E nao precisou de esperar pelo fim do filme. A ideia surgiu-nos logo no genérico. Que merda!

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 18:31
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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

O Gume (Re)Viu: A Streetcar Named Desire - O Certo E O Errado

a) MITCH: You aren't straight!

BLANCHE: Straight? What's straight? A line is straight, a street... But the heart of a human being??!

 

b) BLANCHE (Ending, on her way to the Asylum) I always depended on the kindness of strangers...

 

:::::::::::::::

 

Cf.  Nick Cave & The Bad Seeds (Murder Ballads)

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 09:07
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

O Gume Foi Ver... Mais UM Bond - Finalmente De Carne e Osso...

Sean Connery foi o Bond viril por exceencia. O que explicava à mulher, com propriedade, qual a sua função depois dos tachos.

Roger Moore o gentleman com um humor delicado, subtil e profundo.

Pierce Brosnan o charme artificial e egocêntrico de quem inspira de si próprio o odor do sex appeal irresistível (mesmo que só ele se achasse incapaz de lhe resistir).

Daniel Craig é, deles todos, o único que é humano.

Seja bemvindo James - O Bond chega já a seguir.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:20
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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

O Gume Foi Ver... War Inc

É costume dos maus filmes terem grandes frases. É o caso deste. Má realizaçao, mau argumento (desperdiçando uma boa ideia), um Ben Kingsley (lembromo-nos do portentoso Ghandi)  perdido numa má personagem que fraqueja a representaçao, farsa mascarada de sátira, e, entre tais ingredientes, esta verdade impagável:

 

Love is a ceasefire destined to fail.

 

Impoe-se corrigir o destino para que a guerra cesse de ser uma empresa.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 01:13
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Domingo, 14 de Setembro de 2008

O Gume Foi Ver: Babylon A.D.

- Love? I can be capable of Love! (E dá-lhe um tiro) .............. Como eu amo a Humanidade! (Ainda bem que um dia ela se acaba)
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:21
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Domingo, 7 de Setembro de 2008

O Gume Foi Ver... The Hottest State

My heart's of gold: What will you give me for it?
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:20
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Domingo, 17 de Agosto de 2008

o Gume Viu: One Flew Over The Cucoo's Nest

Desafia a Autoridade. A Loucura é a Maioria e a Maioria é um cancro. Nao contes com ela.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:17
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Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

O Gume Foi Ver... Batman, The Dark Night.

Se Heath Ledger não vencer o Oscar (que vai vencer) mesmo que post-mortem, é o Gume quem tem uma overdose. De fúria!

Tim Burton é Tim Burton, Jack NIcholson é extraordinário e o primeiro Batman da Saga nunca deixará de ser uma referência. Mas este Joker é um verdadeiro assombro e este Dark NIght é, em todos os aspectos, o melhor de sempre. Batman e os seus inimigos (interiores e exteriores) são exactamente o que deveriam ser: Complexos, complementares, torturantes, perturbados, perturbantes e... NEGROS.

 

Parabéns a Chris e Jonathan Nolan por realização e argumento.

O fã agradece. O Cinema exulta.

 

O Inconsciente é Negro.

Esta é a Fantasia da Realidade.

                                         

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Escuro, muito escuro...
Sem Som: Violinos, violinos, por favor!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 10:46
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Terça-feira, 22 de Julho de 2008

Grandes Frases, Pequenos FIlmes 2, "Big Trouble in Little China": Good Life, Bad Life?

 

Então, tu queres vencer na vida?

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 19:07
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Sábado, 19 de Julho de 2008

Grandes Frases, Pequenos Filmes 1, "Big Trouble in Little China": Only Dreaming...

 (De John Carpenter, 1986)

 

 

It takes a dream to kill a dream and today the bad dream will die...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:03
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Terça-feira, 15 de Julho de 2008

Regressando a Oz (Com o Verdadeiro Feiticeiro): Post Scriptum

 OVER THE RAINBOW

 

(Arlen-Harburg)

 

Somewhere over the rainbow
Way up high
There's a land that I heard of
Once in a lullaby

 

Somewhere over the rainbow
Skies are blue
And the dreams that you dare to dream
Really do come true

 

Some day I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemondrops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me

 

Somewhere over the rainbow
Bluebirds fly
Birds fly over the rainbow
Why then, oh why can't I?


Some day I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemondrops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me

 

Somewhere over the rainbow
Bluebirds fly
Birds fly over the rainbow
Why then, oh why can't I?

 

If happy little bluebirds fly
Beyond the rainbow
Why, oh why can't I?

 

A Vida é mais, nao menos, do que o País das Fadas.

 

Fly over the rainbow...

 

O Gume hoje institui:

 

OBRIGATÓRIO SONHAR.

 

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: There's No Place Like Home?Ha!
Sem Som: Somewhere Over The Rainbow (Somewhere in My Mind)
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 02:12
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Regressando a Oz (Com o Verdadeiro Feiticeiro): X, There's No Place Like Home 2 - Ruby Slippers

 

- Bate os pés...

 

 - There's no place like home,

There's no place like home,

There's no place like home...

 

- Cuidado com os tornados!

 

- There's no place like home,

There's no place like home,

There's no place like...

 

(...)

 

Merda! O Kansas fica em Lisboa??? Vim parar a Portugal!! Estou

completamente fo...XXXX!!!!!

 

 

 

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: There's No Place Like Home?Ha!
Sem Som: Somewhere Over The Rainbow (Somewhere in My Mind)
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 02:07
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Regressando a Oz (Com o Verdadeiro Feiticeiro): IX, Feiticeiro e Actor - (Assim Nasci Para a Vida)

Sou tao impostor

Quanto tu és, leitor,

Que sempre finges ser outro.

 

Mas eu finjo diferente a cada dia,

Nao me repito igual na agonia

De ser por ser e ser pouco.

 

De nós os dois,

Qual de nós dois o louco?

Qual o mais patético?

De nós os dois

Qual o mais patético?

 

::::::::::::::::::::::::

 

Morreu atropelado por eléctrico

Tentando ser feliz.

Corria atrás do sonho sem olhar.

O eléctrico passou (alguém o diz)

E já nao quis parar.

 

Era domingo.

O dia estava lindo,

O sol subia.

 

As gentes estavam tristes,

Semblante sério em riste,

Mas eu? Eu nao! - Fingia...

 

Mas eu, eu nao fingia -

 

Era o que queria,

Era o que queria,

Era o que queria...

 

Todo o ser é um fingidor:

Finge tao completamente

Que chega a fingir valor

No que é um ar, simplesmente.

 

Sonha sempre em ter amor,

Sonha sempre em ser diferente...

Mas o que tem nao tem côr,

É uma linha transparente.

 

Fingiu ser Deus,

Nem é gente...

 

II

 

Fingi Fernando Pessoa

Ou Fernando Feiticeiro.

Chamei Oz à Madragoa,

Chamei arauto ao padeiro.

Fingindo perdi Lisboa

E este meu corpo trigueiro.

 

Perdi-me pois por inteiro...

 

III

 

Represento o sentimento, sou actor.

Mas ja nao sei a fala nem o gesto.

Se há público, que aplauda, por favor.

Já nao me manifesto:

 

Estar vivo é a minha forma de protesto!

 

 

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: There's No Place Like Home?Ha!
Sem Som: Somewhere Over The Rainbow (Somewhere in My Mind)
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 01:55
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Regressando a Oz (Com o Verdadeiro Feiticeiro): VIII, There's No Place Like Home 1-Where is My Mind?

A Boa Fada com a sua varinha de condao é o produto sexual da imaginaçao do seu autor. Hás-de reparar que todas as Fadas têm algo de petulante e de provocador, por mais inocentes ou meigas que queiram parecer. Por isso, um erro comum de quem desenha ou representa uma Fada, é apresentá-la como figura para crianças ou com um grande vestido branco em vez de ter meia de liga. A Boa Fada de qualquer Fábula ou Conto, para ser coerente e corresponder à sua imagem interior, deve chegar à boca de cena já vestida para a cocoterie, preparada para os festins formidáveis do grande Trimalciao.

Dorothy confiou demasiado na suaFada Branca e, como Alice correu o risco sério de se perder para a Bruxa Malvada de Oeste ou a Raínha de Copas.(No caso de Alice, a Fada foi o Cheshire Cat e, o coelho, o tornado).

 

Perante isto, é evidente que o maior castigo de quem conhece tal mundo é abandoná-lo. É portanto maquiavélico e irónico que se inscreva em ambas as personagens a vontade constante de regressar. Tudo o que uma e outra fazem, Dorothy e Alice, todas as aventuras e desventuras em que se metem, é para encontrarem o caminho de casa, buscando conforto em Toto e Kitty, o animal de estimaçao que mantém o elo com o dito "mundo real".

O que eles intimamente desejam é perderem-se nesse fabuloso universo.

 

Como pode entao dizer-se There's no place like home, a nao ser que se pense que home é onde estamos e a protagonista tenha enviado nota aos Correios para trocar de morada?

 

There's no place like home é uma falsa afirmaçao de segurança, um falso conforto perante a adrenalina e o medo. O protagonista busca protecçao no reconhecivel. Mas uma vez ultrapassado esse obstáculo, o reconhecível pode até ser pernicioso, e a conclusao evidente é que nao há lógica realmente palpável neste mundo ou no outro e que a melhor repetiçao que um homem pode pedir é a da surpresa e da aventura, mesmo que isso, constantemente, coloque em perigo a nossa vida.

 

Mas como pode o absurdo de um mundo mágico ser mais perigoso do que o absurdo de se morrer atropelado ao atravessar a rua?

 

Dorothy e Alice foram atraiçoadas por quem as concebeu. Mas eu, que neste lugar de Sonho concebo quem concebe e reconcebo tudo, devolvo-as à consciência a que pertencem deveras:

 

O SEU INCONSCIENTE.

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: There's No Place Like Home?Ha!
Sem Som: Somewhere Over The Rainbow (Somewhere in My Mind)
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 01:09
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Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Regressando a Oz (Com o Verdadeiro Feiticeiro): VII, Dorothy Confessa-se ao seu Cão -Faça o Mesmo

Oh, Toto, nós deviamos ter sido  portugueses, e o teu nome devia ser o meu... (com acentos).

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: There's no place like home?Ha!
Sem Som: Somewhere over the rainbow... (Somewhere in Your Life)
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 20:00
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Regressando a Oz (Com o Verdadeiro Feiticeiro): VI, Dorothy VS Dorothy Parker

«Oh, aunty Am! Que farei com esta vida?!»  ...Dorothy...

 

«Oh, no, I am! - Aproveitemos...» ...Parker...

 

 

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: There's no place like home?Ha!
Sem Som: Somewhere over the rainbow... (Somewhere in Your Life)
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 19:54
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Regressando a Oz (Com o Verdadeiro Feiticeiro): V, Note from d Wizard 2 d Wicked Wich of d West

(Remeber Bowie)

 

Let's dance!

Put on your red shoes, and dance the blues.

Let's swing!

Put on your red dress and let's fall in sin...]

 

(Love is in the air!)

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: There's no place like home?Ha!
Sem Som: Somewhere over the rainbow... (Somewhere in Your Life)
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 19:49
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Regressando a Oz (Com o Verdadeiro Feiticeiro): IV, Sobre o Caminho

It's a Trap For the Fools:

 

Don't follow the yellow brick road.

 

BUILD YOUR OWN!

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: There's no place like home?Ha!
Sem Som: Somewhere over the rainbow... (Somewhere in Your Life)
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 19:41
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Regressando a Oz (Com o Verdadeiro Feiticeiro): III, Sobre o Leão Sem Coragem

"O cobarde é um homem que foge para trás;

O herói é um homem que foge para a frente."

 

A coragem não é portanto deixar de fugir, mas encontar o caminho:

 

COMPRA UMA BÚSSOLA.

 

(As minhas, infelizmente, acabaram...)

 

 

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: There's no place like home?Ha!
Sem Som: Somewhere over the rainbow... (Somewhere in Your Life)
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 19:28
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Regressando a Oz (Com o Verdadeiro Feiticeiro): II, Sobre o Espantalho Sem Razão

Dizes que não tens cérebro; e eu creio em ti, porque sou Feiticeiro, mas não sou médico. Não se confunda o potêncial anatómico com a habilitação para o usar. Também o corpo deveria ter carta e aulas práticas e de código, com exames finais. Tudo tem competência e performance. Precisas de acordar o raciocínio adormecido. Por isso, toma esta seringa: Em suaves doses, tens tudo o que precisas. Toma-as sem moderação:

 

O CÉREBRO É A DROGA QUE NOS LIVRA DA ESTUPIDEZ HUMANA.

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: There's no place like home?Ha!
Sem Som: Somewhere over the rainbow... (Somewhere in Your Life)
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 19:20
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Regressando a Oz (Com o Verdadeiro Feiticeiro): I, Sobre o Homem de Lata

Sei de um homem com um coração de ouro. Por o achar o bem mais valioso, investiu nele toda a riqueza que tinha. Mas investires tudo num ponto, por melhor que seja esse ponto, é esqueceres a importância do resto. Ele esqueceu-se dos pés, e das mãos e da cabeça, e os seus membros pararam, e a sua razão enferrujou... O homem que era tão rico e tão bom morreu esquecido e sozinho porque, no auge da sua bondade, era bom, mas não pensava, nem agia.

 

Não queiras ter um coração, homem de lata (e ser de lata é o mesmo que ter ossos). Tudo o que tens no teu corpo de metal é já motivo que chegue para sentires o que sentes e derramares o teu óleo. Não queiras dar pretextos à tristeza (a tristeza não precisa de pretextos).

 

Com ou sem coração, amarás por igual e sofrerás o mesmo.

 

I have spoken!

 

And...

Who needs a heart when a heart can be broken? (Tina Turner)

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: There's no place like home?Ha!
Sem Som: Somewhere over the rainbow... (Somewhere in Your Life)
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 18:11
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O Gume Foi Ver: Hancock - (Do Maior Antagonismo)

Hancock tem superpoderes; mas é um super-herói sem auto-estima. Como tu e eu, precisa de afecto:

 

TODOS QUEREMOS QUE GOSTEM DE NÓS.

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Humano, Demasiado Humano...
Sem Som: Melhor sem som, desta vez...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:04
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O Gume Foi Ver: Los Borgia - III, Da Beleza

 

"A Beleza é o que mais nos aproxima de Deus"

 

(Ou do Diabo, porque eles sao iguais...).

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:56
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O Gume Foi Ver: Los Borgia - II, Da Autoridade

 

"Há coisas que, para serem, nao precisam de autorizaçao".

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:52
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O Gume Foi Ver: Los Borgia - I, Do Amor

 

"Nao confundas casamento com amor..."

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:43
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Domingo, 13 de Julho de 2008

Wax In, Wx Out, Miguel Son...

 Dois filmes, uma metáfora para a vida:

 

... Liberta essa energia concentrada. O relógio atormenta o que o tédio entorpece. Tanto tempo. TIC-TAC - Onde pôr tanto tempo? Tão pouco tempo. TIC-TAC - Se eu tivesse mais tempo... Tanto tempo. TIC-TAC - Onde pôr...? TIC- TAC - Se eu tivesse... Onde pôr se eu tivesse?

 

Não ter nada na vida nem nas prateleiras. Casa vazia, coração sem espaço - vai rebentar de tanto ar - Que faço? Vai rebentar, vai rebentar, que faço? Coração vazio, casa de aço...

 

Não ter nada na vida nem nas prateleiras. Ir ao supermercado. Pensar no necessário, trazer o supérfluo. Perder-me no desejo, concentrar frustraçoes.

 

12 horas é pouco para se viver -

 

E se eu nao dormisse?

 E se eu tvesse mais 12, 12 horas?

 

Energia concentrada, libertá-la, dominá-la.

Ter vontade de bater em alguém - porque não sei o que fazer com a minha vontade, porque a restante vontade se perdeu, porque não tenho aprovações de outrém, porque sou preguiçoso, porque desprezo as vontades, porque nada apetece, porque me desiludi, porque estou triste, porque deixei alguém, porque me deixaram, porque existo, porque respiro, porque sou, porque... Porque o quê? 

 

NADA TEM EXPLICAÇÃO, NEM A CIÊNCIA.

 

Perder 12 horas por dia,

Porque durmo pela falta de sono,

Pela falta de força,

Pela fala de coragem,

Pela falta objectivos,

Pela falta de amor (próprio ou alheio),

Pela falta... 

 

12 horas a mais, 12 horas a menos, o que são 12 horas? Como usar a vida?

 

Não tem rótulo.

Não tem posologia.

 

QUEM ROUBOU O MANUAL DE INSTRUÇÕES?

 

Querer por vileza bater em alguém. Vingar-me no outro de me sentir nada. De me ver inútil. De me achar um desperdício que a camâra se esqueça de vir buscar ao contentor.

 

Wax In, Wax Out, Yoga, Yoga, respira fundo.

Estar em harmonia com o Universo para espancar harmoniosamente...

 

Cashback for 12 extra hours.

O que fazer com o meu tempo?

 

Nao durmamos, nao domemos.

Não sejamos, nao sonhemos.

12 horas a mais para partir coisas e me vingar nos outros.

 

Cashback for waxing in and waxing out.

12 extra hours...

 

Que bom ser-se um filósofo, Mr Miyagi!

Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Desafinado (Jobim, Era Eu!)
Sem Som: Mas eu ouço chorar o Pierrot de Shoenberg
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:20
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O Gume Foi Ver...Wanted - (Procurado)

E nao critica. Reinventa, pensa, interpreta:

 

Ao matares alguém, tem sempre um cuidado: vê para que lado curva a bala. Onde está a verdade do alvo? Dar um tiro para matar alguém é antes de mais um risco de se matar a si próprio.

 

Rememeber Trainspotting: "Choose life, choose a job, choose a carrer, choose a fucking big television... (...) But why would I want to choose something like this?"

 

Se te aborreces com o teu quotidiano, a sociedade nao te serve nem lhe serves a ela, descomprime, desprende-te, descontrai. Canta Ornatos Violeta:

 

"Vim da rua de matar alguém"... E nao cantes só. Sê sincero no que cantas. Fá-lo de facto.

 

(O Outro existe para o teu prazer. Em cada um, o teu espelho. Dispara quanto quiseres. Mas nao percas de vista as balas...)

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 00:32
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Terça-feira, 22 de Abril de 2008

O Gume Vai (Re-re...n)Ver... Blade Runner

O genial e poético clássico de ficção científica, Blade Runner, (a obra-prima por excelência do inconstante Ridley Scott, com banda sonora de luxo de Vangelis - o seu melhor trabalho), volta às salas de cinema, 25 anos depois da estreia, numa versão comemorativa. Visto pela primeira vez em Portugal em 1983, no Fantasporto (estreado nos Estados Unidos em 82) , o filme tem re-estreia marcada para quinta-feira, 24 de Abril, numa nova versão, para além das 5 já existentes - The Director's Cut e outras 4 de arquivo. O Gume, fanático por obras-primas, cometeu a loucura de adquirir a edição especial em dvd e tem andado a regalar-se com as várias facetas deste filme que é, ao jeito de Nietzsche, demasiado humano. Tão humano, aliás, que nos faz questionar a nossa própria noção de "ser natural". O que é a Humanidade enquanto qualdiade de uma espécie, característica distintiva de outras ditas selvagens ou elementarmente animais (ou mecânicas)? Até que ponto não nos confundimos com os circuitos das máquinas, e até que ponto uma criação artificial, quanto mais completa, não se aproxima de nós, não reflecte as nossas ansiedades, os nossos dramas, o nosso problema da existência? A questão de Philip K. Dick (enunciada como título da obra escrita em 1966 que depois deu origem ao filme de Scott) é por demais pertinente (e cada vez mais pertinente): "Do Androids Dream of Electric Sheep?". E com que sonhamos nós? Os autores do argumento (Hampton e Peoples) alteraram-no substancialmente em relação à obra de Dick (de que sobreviveu o sentido, o fio condutor), e os próprios actores, como o fantástico Rutger Hauer (o lider andróide Roy Batty) contribuiram de forma indelével para a criação de momentos de verdadeira elegância no argumento, caso do seu belíssimo discurso final, na já icónica batalha à chuva com Deckard (Harrison Ford). Mas livro e filme (e mais reinvenções e interpretações que deles façam) mantêm a questão central sobre a natureza do Homem e a sua febre inata de conhecimento. Um e outro levam-nos a reflectir sobre o sentimento de revolta existencialista intrínseco a todo aquele que questiona, que põe em causa a visão "oficial" ou comum sobre qualquer aspecto da realidade ou da vida. O encontro de Batty com o brilhante Dr. Eldon Tyrell (também ele um "replicant" de acordo com certas interpretações/versões do argumento/filme - dúvida igualmente imposta ao implacável Deckard) é facilmente equiparável ao confronto entre o Orestes de Sartre e Zeus, seu criador (Cf. Sartre, Les Mouches, 1943). E até mesmo as respostas de um e outro "deus", não diferirão muito no sentido. Tyrell é mais discreto, mais subtil do que Zeus na sua arrogância, mas em ambos os "omnipotentes" se acha a mesma frieza objectiva, o mesmo orgulho da criação, a mesma noção de superioridade numa desiquilibrada relação de Poder. E o fim irónico de Tyrell limita-se a ser mais ilustrativo e fisicamente violento do que o de Zeus sartriano, pois também o segundo perece (o símbolo é, creio, a mais poderosa e perigosa das armas) sob o peso da vontade/afirmação da liberdade individual de Orestes. No entanto, esta descoberta da individualidade/liberdade alimenta (como efeito secundário) o desejo de vida eterna; segue-se, pois (inevitável), a luta pela sobrevivência, pela utopia da perfeição. Blade Runner é um olhar sobre estas angústias típicas de cada consciência, uma análise do sentido de ser, um lamento sobre a efemeridade da vida num universo simbólico de eras futuristas que cada vez mais se firmam no tempo em que vivemos (como já então se firmavam).
De facto, a LA de 2019 de Blade Runner, pode ser já esta Lisboa de 2008 ("these are indeed dangerous days"). Os "replicants" em análise podem não ser os mesmos ou não ser bem andróides (ou ou seus mais avançados modelos Nexus6, ou 11 ou n), mas as lutas centrais do filme confundem-se facilmente com as nossas desilusões e frustrações, com as nossas dúvidas e esperanças diárias, acabando nós por mais depressa nos identificamos com esses andróides (que realmente somos) do que com o homem que os caça. Já se perguntaram porque os caça?
"Replicants are like any other machine. Either they are a benefit or a hazzard. If they are a benefit it is not my problem"
(Deckard, para Rachel, numa das cenas iniciais)
Será que não? É ou não é, caro leitor, também um seu problema?
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:48
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Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

O Gume Foi Ver... The Bucket List

Se eu fizer metade do que fez um velho de 70 anos em apenas 6 meses de aflição oncológica, na minha vida inteira, considero-me um homem feliz.
"The Bucket List" não é apenas mais uma lista de supermercado baseada em mais um cliché "carpe diem" do "do before you die". É uma lição de vida que comove e educa como deve fazer qualquer lição que se preze e valha mesmo a pena.
E que prazer ver a dupla Freeman/ Nicholson!
Há homens que fazem um filme, mais do que as imagens. Vá ver! E aprenda com eles. O segredo da vida é a leveza. Quanto peso precisará de carregar para entender esta verdade insofismável? Ao contrário do que diz o mito, não foi Zeus quem castigou o titã Atlas, mas ele (Atlas) que, por cegueira material, se puniu a si próprio. O mundo é uma esfera suspensa no espaço. Porque insiste em carregá-lo? Viva, desprenda-se, levite com ele!
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Golpe por Miguel João Ferreira às 23:38
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Quarta-feira, 26 de Março de 2008

O Gume Foi Ver.. 10.000 A.C. ...

...Um filme de agora, sobre o tempo das paliçadas (mas que não mostra paliçadas), na terra onde Judas perdeu as botas: isto é, lá longe.
É uma obra de 2ª, com argumento de 2ª e actores de 2ª... quer dizer... Evolet (Camilla Belle) é uma actriz de 1ª categoria: tem um talento enorme, que se reflecte nuns bonitos olhos azuis (ou umas bonitas lentes de contacto, mas não interessa), umas linhas dramaticamente muito convincentes, uma aura de Ofélia shakesperiana encantadora (sem a vertente do suicídio e com um bonito momento de ressureição muito adequado a esta quadra "Pascoal" - espero não ter contado o fim a ninguém) e umas curvas de fazer arrepiar um morto!
E também de 1ª categoria são as gargalhadas que o realizador nos oferece.
Além disso, 10.000 A.C. é extremamente didáctico. Com este filme aprendemos que há muitos, muitos anos havia um povo além das montanhas chamado Yaghul que tinha uma feiticeira que às escondidas fumava ópio e por isso via coisas. Este dado não é novo mas demonstra, de forma reveladora e inequívoca, como desde sempre Política e Religião se acharam interligadas: pelo delírio oferecido por uma boa droga.
Aprendemos que os homens de 10.000 A.C. e arredores temporais conviviam com galinhas gigantes chamadas galinhossaurus ou algo assim parecido, que subiam árvores, tinham mau humor, e que papavam com gula e prazer tudo o que lhes surgisse à frente, inclusive homo sapiens (quase sapiens duas vezes) cabeludos e a cheirar mal que tresandavam; e estes bichinhos simpáticos (cronologicamente falando) eram companheiros da civilização egípcia, conquistadora de aquém e além deserto e viajante do Nilo.
De facto, aprendemos que os egípcios "voavam sobre as águas", isto é, andavam de barco (coisa de pasmar!) para angariar escravos com que iriam construir as Pirâmides de José, perdão Gigé, gaita, Gizé (ou Gisé?) que eram feitas com belas rampas de calhau, muita força braçal e... Mammuks!!!!
Os Mammuks são os protótipos dos Mamutes modernos, que são os protótipos dos elefantes contemporâneos, que são os protótipos dos paquidermes mirrados actuais que por milagre ainda se encontram aqui e ali em partes africanas e asiáticas do nosso planeta mas em acelerada situação de extinção. A estes Dumbos com que tanto simpatizo (e que já conheceram melhores dias) o meu abraço.
Conseguimos ainda perceber, com 10.000 A.C., que os egípcios foram os inventores dos snobs e dos travestis, que gostavam de se pintar dos beiços até ao rego e de usar unhas artificiais maiores do que o meu fémur (que já tem um tamanho assaz considerável).
Depois desta riqueza de informação histórica, muito educativa, os efeitos especiais ainda são do melhor do filme (para além das gargalhadas e da nossa Evolet já anteiormente referidas) e eles dão-nos ainda o prazer raro de ver um grande Tigre-Dentes-de-Sabre no seu habitat natural, sendo este Tigre-Dentes-de-Sabre protótipo do tigre moderno, que é protótipo do felino contemporâneo, que é por sua vez um protótipo do mirrado gato actual que por milagre ainda se encontra aqui e ali em partes africanas e asiáticas do nosso planeta mas em acelerada situação de extinção.. A estes bichanos com que tanto simpatizo (e que já conheceram melhores dias) o meu abraço...
10.000 A.C. explica ainda a Génese do 1º Herói da Humanidade (o primeiro a conseguir, guiando-se pelas estrelas, fazer um Lisboa-Dakar, a pé, mas partindo de Ceuta em vez de ser de Lisboa para não ter problemas com a organização francesa)e diz-nos que o seu nome foi D'Leh, que deu depois origem, além galáxia, ao Jar-El (a.k.a Superman!), e no mundo da contabilidade e auditoria, à Super, Extraordinária, Insubstituível, Incorruptível (a quem nada escapa) Deloitte - onde tudo é visto, revisto e como tal aprovado, mesmo que com algum... delay... (por favor, haja alguém que regue esta piada porque a pobre morre de sede, pede-se uma alma caridosa à caixa central, etc., etc. - mudemos de parágrafo).
10.000 A.C. aborda o tema da divindade (questão antiga da Humanidade que o Gume voltará a abordar com maior pormenor) e, falando do Sublime, mostra-nos deuses todo-poderosos, imortais e inabaláveis, que afinal eram homens, perecíveis e tinham pés de barro. Coisa estranha! Sempre pensei que houvesse deuses a sério!!!
E, além da...


Evolet, Evolet, Evolet,
once my eyes have seen you, how could they forget?!,




fica, como digna de registo, esta apreciação/consideração final:

10.000 A.C. mostra-nos que, há 12.008 anos atrás, os homens também choravam... E ainda assim podiam ser heróis...

(Desculpem-me, mas desta vez o Gume verteu uma lágrima. E se ele é heróico!)
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 02:08
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Sexta-feira, 21 de Março de 2008

O Gume Apaixonou-se Por...

... Este...


Que Nadine Labaki:


Escreveu, realizou, interpretou e... é...

O seu filme retrata de forma absolutamente extraordinária e divertida uma certa parte de Beirute, um certo modo de vida, uma certa forma de encarar as leis libanesas, bem como as tristezas, as diferenças, os desencontros e as dificuldades de um grupo de mulheres cuja acção diária se centra num pequeno salão de beleza (símbolo, a meu ver, de algo maior). E retrata também, com a mesma extraordinariedade, a personalidade de quem o imaginou. "Caramel" redefine a doçura e aguça a gula. Prove. Corre o risco de ficar... Enchanté...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:08
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Terça-feira, 14 de Agosto de 2007

Cinematografias...

Em The Life of Brian (Monty Python) eu vejo Cristo, um simples mortal, nu, desprotegido, idealista, abrindo as janelas ao Mundo. Ele é alguém que crê na perfeição e sonha que ela pode estar em si mesmo. É um louco, um genial louco. Mas a sua loucura não está em pensar isso de si. Está em crer que pode, efectivamente, mudar os outros. É verdade que as palavras certas movem as massas egoístas e inúteis. Mas nenhuma palavra fará delas aquilo que não são. A prova disso é o Jardim de Gethsemani e o Calvário e o monte da Crucificação. A prova disso é a derrota inevitável do Homem. Que importam, aos vermes que somos todos, os teus sonhos? Os sonhos, pobre génio, os sonhos que temos, não podem nunca interferir nos planos dos outros Homens. Eles ressentem-se. Eles querem milagres mas não querem, não podem, não conseguem abdicar. Tu pediste demais. Pediste o que não podias já pagar. O Homem não esquece. Nunca esquece. Cobrou a dívida. Por inteiro. Com juros. O teu mito não é mais do que um meio original de lavar as mãos como Pilatos, de limpar a consciência pesada que o tempo enegreceu…

 
(Lisboa, 18/03/05)
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Golpe por Miguel João Ferreira às 16:01
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Terça-feira, 31 de Julho de 2007

O Sétimo Selo - Cheque-Mate e um Epílogo

Ingmar Bergman (1918-2007)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
"Não sabia que tinha morrido". Este foi o comentário do realizador Joaquim Sapinho quando confrontado com o acontecimento. Eu imagino esta frase no próprio Bergman, depois do Cheque-Mate dado pelo seu adversário. E vejo ainda este confronto final :

 
A MORTE: Onde está a tua surpresa? Não sabias já como o jogo acabava? A Morte não é o Diabo nem tu o Holandês Voador. Nenhum ser pode enganar a Morte.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BERGMAN: Esperar? Eu? Nada. Sempre vivi além das expectativas. (Risos) De facto, om essa tua foice, e esse capuz, e essa capa que te cobre tudo, era de esperar que tivesses alguma na manga. À primeira vista tudo indica que ganhaste o jogo. Mas olha melhor para esse tabuleiro. Jogaste bem a Raínha e a Torre, o teu bispo em F4 atrapalhou-me os movimentos por um tempo horroroso. Nunca me permitiu libertar a minha Torre, não me ajudou em nada o Cavalo. O Cheque-Mate que me impuseste era de facto inevitável. Foi uma armadilha matemática, pormenorizadamente estudada. Neste hermetismo de regras, ganhaste. Perfeito. Mas que prazer tiraste tu do jogo? O que vives tu e o que gozas, perdida na obrigação intemporal de ceifar as almas dos Homens que as não têm? Tens o teu tabuleiro de xadrês e as tuas peças e tens o resultado certo de antemão de levar aqueles que procuras, os teus adversários-faz-de-conta. Não imaginas porém que, além do teu xadrês, fui eu quem ganhou o jogo; e que, nele, fui eu quem verdadeiramente o sentiu e apreciou. Corres o mundo, incansável, a colher os corpos moribundos. E a minha obrigação foi só uma: tirar prazer do que fiz. Tu duras porque tens de durar. Eu durei no tempo que era meu e descanso agora de cansaços; por cada peça em que toquei senti uma brisa de Outono, provei um morango silvestre, senti as ondas da costa do mar do Norte, experimentei um beijo. E tu, que experimentaste?

A MORTE: Não preciso de experiências. Sou o maior coleccionador do Universo. O verdadeiro capitalista de sucesso. Mais cedo ou mais tarde tudo me pertence.

BERGMAN: (Risos) Sim. Pode ser. Ignoras no entanto que a Sensação de um único segundo abarca mais do que qualquer Capitalismo. E há depois a memória.

A MORTE: A memória?

BERGMAN: Sim. Lembras-te de te ter dito no início que não sabia que tinha morrido?

A MORTE: Sim. Já me disseste que te sentiste enganado.

BERGMAN: Não, não era esse o sentido. Estava a ser irónico. Estava só a dizer-te que o que eu fiz na vida, o prazer que tive ao viver o que vivi, me livrou para sempre das tuas garras. O teu jogo estava, é certo, decidido há muito tempo; e no entanto, ao contrário do que te deixaste pensar, não pendia a vitória para o teu lado. Na verdade, pobre infeliz, foste tu que perdeste. Eu serei imortal e vivi verdadeiramente. Tu serás apenas uma sombra perene, seca e vazia para todo o sempre, e estás muito mais morta do que eu...
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Golpe por Miguel João Ferreira às 10:17
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O “Positivismo" de Citizen Kane ou Rosebud 2:

Estou só.
Perdi tudo.
Restam- me:
Vagas Lembranças do Passado
A Dor do Presente
Vagas Esperanças no Futuro.

Lisboa, 02/01/97
 

 
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Golpe por Miguel João Ferreira às 02:08
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Sábado, 21 de Julho de 2007

Freaks After Life After Tod Browning…

A aberração é o resultado inglório de três realidades distintas: Uma subjectividade; uma maioria; uma consciência.
 

 (Lisboa, 21/12/02)
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Golpe por Miguel João Ferreira às 10:52
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Sábado, 5 de Maio de 2007

Inland Empire - Hollywood Ending - From Linch to Allen

 Um dia, meu amor, vou ser famoso. As multidões vão fazer fila nas ruas, nos passeios, à porta dos hotéis onde eu me queira hospedar e dos aeroportos das capitais onde aterre. Vou ser uma estrela! Já imaginaste? Eu! Uma estrela!

 Tenho a certeza disso porque pus de lado da razão a impertinência da dúvida. Sim, sem dúvida que é certo. É um feito consumado mesmo que por agora ainda esteja por ser. Mesmo que por agora não seja mais do que um sonho no mais fundo de mim.

A verdade não está na verdade ela mesma (que nunca o é por inteiro e intrinsecamente) mas naquilo que a alma de cada um lhe dá. A minha fé é o meu Futuro. Mas eu não tenho fé (logo não tenho Futuro?).

Cepticamente me declaro sobre-humano e cepticamente afirmo (com a categorização soberba que há no dogma) que a Glória me pertence. Tudo é meu no que há-de ser.

Ah, prognósticos! Ah, prenúncios! Ah, excitação!

 

Queres o meu autógrafo por antecipação?

Queres o meu corpo, a minha boca, a minha solidão?

Ou a minha amargura, a minha exaltação?

 

E que tal este meu pobre coração?...
 

 
Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Big can be so small!!!
Sem Som: Heartbreak Hotel
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Golpe por Miguel João Ferreira às 10:19
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O Leão Sem Juba

Sopa de Facas, Chafurdar na Lama

 

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