Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Vá Lá Um Tipo Entender...

Co'a breca! O Gume tem andado tao doente, que nem dá de si, nem escreve, nem coisa nenhuma! Que diacho! Já era altura de se pôr decente, vestir uma gravada, vir à rua, cumprimentar as pessoas, dizer os bons dias, mostrar que existe, qualquer coisa! Assim, por certo, nunca irá a lado nenhum, a nao ser à fava, que é onde andam os maltrapilhos que só sabem arrastar-se na vida! Ora esta! Já viram o que me saiu?! E é este blog que eu leio, entre tantos que aí andam! Chiça penico, nao tenho mesmo juízo! Já mo dizia meu pai... estava certo... Pobre homem!

E pobre Gume que nao tem quem o escreva! Se algum leitor quiser fazer o obséquio...

Golpe por Miguel João Ferreira às 16:47
Hipertensões | Estocadas | Abrir As Feridas (4) | Os Golpes Que Eu Amo
Terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Manifesto Moderadamente Exacerbadíssimo Sobre A Necessidade de Ilegalizar as Dobragens

Não é segredo que o cinema é ilusão, em particular, de óptica. Umas das suas singularidades é o contraditório da ausência: o objecto ou, neste caso, o actor está à nossa frente, mas não está à nossa frente. Vêmo-lo e ouvimo-lo, mas não lhe tocamos, não o cheiramos, não interagimos fisicamente com ele.

 

Como diz Paul McDonald, apesar desta ausência do actor, não se deve esquecer que também o uso da câmara, a iluminação, a edição, mas, mais importante, o corpo e a voz do actor, contribuem determinantemente para a construção da personagem e a transmissão do seu carisma. Por isso, a pergunta "Como pode a representação construir presença de modo a compensar a ausência física do actor?" é crucial e deve ser seriamente colocada.

 

Efectivamente, é devido a esta necessidade de compensação da ausência que a voz do actor se torna no principal traço da representação. É também por isto que a dobragem resulta num crime que destroça, no ritual da sétima arte, o esforço que o actor faz para oferecer ao espectador essa ilusão de estar alí, de uma partilha entre o que finge que age e o que finge que acredita no que vê.

A dobragem, mais do que a quebra da ilusão cinematográfica da presença do actor, e mais do que a adulteração do seu carisma (e do seu talento), para além de uma limitação da inteligência, é um verdadeiro insulto ao trabalho daquele que representa e, como tal, do ponto de vista da representação, terrorismo cinematográfico.

 

ABAIXO AS DOBRAGENS!

ACIMA OS DECRETOS CONTRA ELAS!
FORA COM AS CABEÇAS DOS QUE DOBRAM, SEJA (O QUE DOBRAM) MERAS FRASES OU PÁGINAS!
QUE O VERBO DOBRAR SEJA EXCLUÍDO DA GRAMÁTICA!
A PARTIR DE HOJE UM PAPEL NÃO SE DOBRA: DEBRUÇA-SE SOBRE SI MESMO,

COMO A ALMA SOBRE O UNIVERSO,

E VOMITA COM A NÁUSEA DE O ESTAR FAZENDO!

A PARTIR DE HOJE SÓ SE LEGENDA, E COM CUIDADO!

A PARTIR DE HOJE O ACTOR FALA POR SI SEM VOZES EMPRESTADAS!

SE EU APANHO ALGUÉM A DOBRAR EU CORTO-LHE O PIPO!

EU ESVENTRO-LHE AS ENTRANHAS ENCARNADAS E FEIAS,

PÚTRIDAS E NAUSEABUNDAS!

EU ESCANCARO-LHE O CRÂNEO COM BLOCOS DE ARGAMASSA

E CARREGO-O COM TERRA E ESTRUME DE BOIS!

NÃO DOBREM DIANTE DO GUME!

NÃO DOBREM POR DETRÁS DO GUME!

NÃO DOBREM EM PARTE ALGUMA EM QUE O GUME ESTEJA OU NÃO ESTEJA!

QUEM DOBRAR, É DOBRADO ATÉ QUE OS OSSOS QUEBREM E AS COSTAS SE COLEM COM A PELE DA FRONTE!

QUEM DOBRAR É MERDA!

QUEM DOBRAR, NUM SOPRO, DESAPARECE DO MAPA!

ALÍNEA B DO DECRETO MIL DE DOIS MIL E SEMPRE:

SE UM HOMEM DOBRA É UM RATO E RECEBERÁ VENENO!

SE UM HOMEM DOBRA É UM VERME E SERÁ ESMAGADO!

SE UM HOMEM DOBRA NÃO TEM FUTURO, TEM PASSADO

E O SEU PRESENTE É ASQUEROSO!

SE UM HOMEM DOBRA É UM BICHO E OS BICHOS ENXOTAM-SE!

XÔ! XÔ, DOBRADOR DE SENTIDOS!

AK! USHI! SPLASH! PAH!

RUA! EMBORA!

DESAPAREÇAM TODOS!

SE UM DOBRADOR MAIS É VISTO NESTAS PARAGENS,

EU DEVORO-LHE A ALMA!

--------

 

(- Dr. Freudo, preciso de mais calma!)...

 

Golpe por Miguel João Ferreira às 08:34
Hipertensões | Estocadas | Abrir As Feridas (2) | Os Golpes Que Eu Amo
Sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

Sim, Dr. Freudo, Essa Inveja...

Estou em crer que, hoje em dia, a diferença entre um artista/crítico conceituado e a merda é que têm os dois a mesma forma, a mesma côr, o mesmo cheiro, mas a merda é anónima...

Golpe por Miguel João Ferreira às 20:03
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo
Sábado, 25 de Julho de 2009

Poética da Humildade - (Gente Gúmea)

CALCULON: Have i told you I never met someone as elegant and fascinating as I am?

 

(In Futurama - Matt Groening)

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:32
Hipertensões | Estocadas | Abrir As Feridas (1) | Os Golpes Que Eu Amo
Sábado, 7 de Fevereiro de 2009

Perdoe-me Dr. Freudo...

- Cada homem é bom na sua coisa. A minha especialidade é ser especial...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 08:11
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo
Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Meu Prezado Egocentrismo!

- Dr. Freudo, saí fora de mm!

- Credo Gume! E sente-se bem?

- Estou perfeito Dr., estou mesmo bem! Experimento a contemplação!

- Por quê?

- Ora por mim, Dr., por que mais poderia ser?

- De facto... e como o faz?

- Sem tédio Dr., sem tédio...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:17
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo
Sábado, 3 de Janeiro de 2009

Technodosed...

 

 

 

 

 

(Eu ando assim, nestes dias...)

 

..................

 

- Agora sim, o Gume perdeu  o juízo!

- Pelo contrário, Dr., modernizei-me...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:27
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo
Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

O Dr. Freudo Considera Reformar-se

- Dr. Freudo, estou apaixonado pelo meu autor... Serei correspondido?

- Caro Gume, que complicaçao! Isso é de um Narcisismo intolerável!

- Bem sei, Dr,  bem sei...

- Ainda para mais, sendo, ao que parece, de tendência homossexual... O Gume nao me vai dar a desfeita de me dizer que isso implica sodomia! Ou vai??...

- Pois, Dr. nao sei...

- Mas entao, novo ano, novas escolhas... O Gume vai levar mesmo essa balela a sério?

- Pois, Dr., nao sei... Mas talvez se mudar radicalmente qualquer coisa, sabe...? Assim como dizer de repente, à la Cesariny:

 

E era felatio para todos

E pao de ló molhado em malvasia!

 

- Mas se isso é Cesário, com franqueza! Até lho recito:

 

"De Tarde" - Está a ver? Chama-se de tarde. E depois é isto:


Naquele "pic-nic" de burguesas
Houve uma cousa simplesmente bela
E que sem ter história nem grandezas
Em todo o caso dava uma aguarela.


Foi quando tu. descendo do burrico
Foste colher, sem imposturas tolas
A um granzoal azul de grão de bico
Um ramalhete rubro de papoulas.


Pouco depois em cima de uns penhascos
Nós acampámos inda o sol se via
E houve talhadas de melão, damascos

E pão-de-ló molhado em malvasia.

 

E conclui-se assim:


Mas todo púrpuro a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!

 

Que é um poema lindíssimo e altamente bucólico. O Gume anda a perder a cabeça!

- O Dr. acha?

- Se acho, mas brincamos? Isso sao leituras! Você anda a ler demais homem! Ora diga lá, donde tirou essa ideia?

- Hum... A verdade Dr. é que vi este blog: MENINA LIMAO. O título é muito apelativo. Entusiasmei-me. Fui espreitar, cauteloso, mas com gula, e descobri uma pergunta à revista Maria. Excepcional. Ei-la:

 

"Estou apaixonada pelo meu blog. Serei correspondida?"

 

Ocorreu-me que comigo se passaria o contrário... Nao acha?

- Acho que o Gume me vai cada vez mais provando uma coisa...

- E ela é?

- Nao há Futuro na Psicanálise...

 

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:14
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo
Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

Gumautopsiquiatrias

- Nao consigo livrar-me dos meus defeitos, Dr. Freudo...

- Se assim é, caro Gume, agrilhoe-se às suas qualidades...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 10:10
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo
Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Jukebox: Zeca Homenageia o Gume

CRISE???

 

O que faz falta é despertar a malta, o que faz falta,

o Que faz falta é inspirar a malta, o que faz falta,

O que faz falta é afiar a malta, o que faz falta,

O que faz falta é Gumar a malta, o que faz falta...

 

.....

 

Gumemos...

..............

- Que tal, Dr. Freudo?

- Sim, muito bom... Estou a ver... Tenho entao hoje para si estes comprimidos...

 

Sem Som: O que faz falta...
Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: aaaaahhhhhhh...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 09:07
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo
Sábado, 13 de Dezembro de 2008

Clarividência

-Sabe, Dr. Freudo... Já não gosto, agora, que me achem divino...

O divino, hoje em dia, anda a perder qualidades...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 07:17
Hipertensões | Estocadas | Abrir As Feridas (2) | Os Golpes Que Eu Amo
Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Gumidiotices - Parte 2 - O Orgão

Idiotizo a cada pulsação...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 13:33
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo

Gumidiotices - Parte 1 - O Membro

- A ervilha fervilha-me de ideias.

- Coza a ervilha e já não o chateia...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 12:07
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo

Viralentorpecimento

- Sabe, Dr. Freudo, aparte toda a inteligência que tenho, que é muita, sou o tipo mais parvo que conheço...

- ... Está certo; está certo... Não descarte, porém, todos os outros...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 10:01
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo
Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

Ler-me?

Espero que tenha sido tão bom para mim quanto foi para si...

 

Sem Som: Bad
Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Paula Rego Jesus Mourinho
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:29
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo
Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

O Gume Lança O Repto Às Fas Mais Tímidas

                                                  

                                         

 

 

        

 

 

                       

                

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:52
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo

G(um)ossip - Falem, Falem!!!

- Nao me importa que falem mal de mim. Têm é de falar de tal modo que eu me sinta falado...

- E que evolua...

- Sim, isim, isso está claro, Dr. Freudo, e que evolua!!!

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:13
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo
Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

O Muito Pode Ser Menos - Mudemos, Mudemos...

- Dr. Freudo, serei directo. A sessao analítica de hoje terá por base uma clarividência, que nao é mais do que uma confissao.

- As grandes clarividências sao, como o Gume sabe, desse género...

- Sei. E é isso o que há nelas que mais me incomoda. A confissao é inútil senao for comum e mesmo nesses casos pode trazer problemas. Sou apologista do "confessionário monológico" , diante de um espelho fino, e mais do que isso é para mim um extremo.

- O Gume exagera!

- No exagero está a maior sinceridade. O exagero é uma extensao do desejo. Sempre que exagero estou a dizer o que quero. Isso é um outro modo de me confessar. Se queres saber quanto quer um homem, está atento ao quanto exagera, e em que coisas. Num sopro conhecê-lo-às melhor do que ele a si mesmo.

- Irra, Gume, com essas teorias e a falar desse modo vai tirar-me o emprego!

- Peço-lhe mil perdoes, Dr. Freudo. Num próximo encontro trago-lhe por escrito as minhas teorias e deixo que seja o Sr. a dizê-las. Mas por favor compreenda, eu hoje estava com pressa...

- Compreendo-o inteiramente! Fosse outro o meu trabalho que nao esse!  Mesmo que os resultados finais nunca o comprovem, eu, como Psiquiatra solene, sou pago à taxa de compreensao. Quanto mais compreendo compassivamente, mais vejo arregalar-se o meu estatuto e o da minha conta bancária. Por quem é, Gume, nao se faça rogado e dê-me mais a compreender...

- Obrigado. O caso é entao este: descobri que o Segundo Gume é um blog interessantíssimo.

- Mas, oh, claro que sim! Nao há sombras de dúvida! Falou bem! Falou muito bem! É interessantíssimo!

- Sim. É também essa a minha opiniao.

- Certíssima!

- Perfeito. Ora, tal circunstância deveria logicamente implcar que, o seu autor, isto é, eu, seria uma pessoa superlativamente interessante.

- Sem dúvida! Interessantíssima!

- Óptimo. Estamos de acordo. Verifiquei nao obstante a exsitência de um obstáculo grosseiro à força desta lógica inabalável; e verifiquei-o com grande dose de maçada e má disposiçao...

- Que susto me está a dar, caro Gume! E que verificaçao vem a ser essa?

- Que eu sou, Dr. Freudo, como o Sr. bem sabe, uma pessoa mortalmente aborrecida...

- Pois... Isso é verdade... O Gume enquanto pessoa, isto é, se me permite, e dito muito compassivamente...

- Desembuche homem! Eu pago-lhe de qualquer modo a taxa de compreensao!

- Ah! Bom, sendo assim, e já que me permite a franqueza, o Gume, enquanto pessoa, é chatinho...

- Uma desilusao!

- Pois, isso, uma desilusao!

- E o que me provoca essa doença, Dr.! Porque é um grande absurdo! É um virus na minha genialidade!

- Sem dúvida! Sem dúvida! Mas se quer que lhe diga, caro Gume, nem sei! Eu arriscaria ainda assim uma cura...

- Sem conhecer realmente o mal?

- Ah, sim, sim, bien entendu, à la française...

- E a cura é?

- Desintegre e reconstrua o hábito caro Gume! Reinvente-se onde se cansou de si mesmo Já pensou em mudar de vida prática?

 

 

                       

Sem Som: Introspectiva
Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Maybe a Little Bit Affraid
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:19
Hipertensões | Estocadas | Abrir As Feridas (6) | Os Golpes Que Eu Amo
Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

Segundo Gume, Manias, Que Estupidez!

Porque nao é só um blog. É o diário de um génio...

 

 

P.S: - O Dr. Freudo já procura por todo o Mundo um remédio. E já mandou analisar esta mania...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 21:12
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo
Domingo, 26 de Outubro de 2008

Misere Me, Parte 2

Um génio sem admiradores... Nao conheço maior tragédia humana!

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 09:47
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo
Sábado, 23 de Agosto de 2008

Charles Dogson, aka Lewis Carroll, Vem Falar do Gume

  

 

 

 

It's as large as life, and twice as natural!

 

Gumemos.

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 22:34
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo
Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

Cria com Moderaçao...

Ontem fiz anos, sim, agora já sou trintao, e Deus nao me deu os Parabéns. Como Gepetto provei o gosto amargo da ingratidao da nossa criaçao...

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:57
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo
Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

Hemisfério Esquerdo - Ou O Gene do Génio

14 de Agosto: Dia Mundial do Canhoto.
 
 
Por favor, celebrem-me!
 
 
O Ego arrebita-se e o Gume agradece.
 
 
Bem hajam!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 09:20
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo
Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

A Confissão do Desejo

Sou arrogante, confesso-o. Chego a ser um bruto. Sou orgulhoso e soberbo; sem justificações convincentes e regradas, declaro-me genial. Sou teimoso, sou felino, sou irónico, sou sarcástico, sou cáustico, sou cruel e sou mau. A minha unicidade é um assombro! Sou interminavelmente inteligente e apático, intratavelmente humano e louco, incompreensivelmente além e deslocado de tudo! Ah, Humanidade! Alguém que me açoite! Sim, batam-me, batam-me! Rufem-me como um bombo! As minhas orelhas são timbalões abanando, as minhas costas são de lona sêca, os meus membros são pratos e a minha cabeça é uma tarola agastada. Batam-me com força! Musiquem-me! Orquestrem em mim o vosso ódio por moer do corpo e o vosso tédio por queimar! Dêm largas em mim à vossa raiva por deitar ao lixo e à vossa frustração de falhar em tudo! Eu quero expiar a Humanidade inteira por ser maior do que ela! Eu quero que me aniquilem! Eu quero que me amem! EU NÃO SEI O QUE QUERO! Eu quero que pudesse querer querer o que quisesse e que tudo o que quisesse se fizesse de facto! Eu quero que me anulem, me neguem e me contrariem! E que depois me exaltem e glorifiquem e me achem o maior dos maiores, o deus dos deuses supremos e absolutos. Eu quero que me matem por inteiro deste espaço mesquinho e prático da vida e que depois me renasçam como a Fénix, e que depois me consolem com um sem fim de beijos, e que depois me abracem com um não poder de saudade, e que depois me reclamem e me adorem, e que depois me idolatrem, e que concordem comigo…
 

 


 

(Lisboa, 28/12/99)
Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: O Colosso d Rodes, d Lisboa, d
Sem Som: Pathéthique, Piotr Ilyitch Tchaykovsky
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 17:48
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo

No Divã de Sigmund Freud – Opiologia:

È verdade, senhor Freud. Estava para lhe falar há há muito tempo, mas penso que nunca tive coragem. O que se passa é isto : tenho sido um menino terrível. O senhor, claro está, vê em mim o corpo do adulto que eu sou, apesar, ainda, deste rosto imberbe. (Com certeza, aqui tem o tabaco, sim, bem sei, falar-lhe dos meus pais…). No entanto, este homem exterior esconde, como um vestido muito espesso e comprido que fica muito abaixo dos pés e muito acima do pescoço, um menino pequeno, traquinas, infantil, ingénuo e amedrontado. Pequeno porque é, no seu íntimo, a mais insignificante das criaturas na Terra; traquinas porque nasceu com este defeito diabólico da hiper-actividade na alma, com esta irritante ebolição ininterrupta do intelecto; infantil, porque cede muito aos caprichos do desejo que é, como se sabe, um capricho, exactamente por se negar o prazer de ser desejo após a consumação - isto é: quer o longe mas desdenha o perto, estando sempre longe o que deseja, a sua louca vontade inconsumada. Estou a fazer-me entender? (Não. Estou bem assim. Não quero por agora encostar-me. O seu divã, se me permite, também parece muito confortável. Talvez um dia possamos conversar sobre os seus pais para variar…). Onde é que eu ia? Ah! Ingénuo… Ingénuo porque se deixa enganar facilmente pela verdade que já há muito conhece. Penso neste caso que tal absurdo sucede porque, conhecendo a razão das coisas, pretendo ser descartiano e socrático e acabo, como São Tomé, por tocar a pele da verdade e continuar, ainda assim, sem querer (por capricho, uma vez mais por capricho) acreditar nela. Porfim, amedrontado, porque a relação indisfarçável que qualquer ser vivo tem com a natureza, a relação mais básica, mais animal, é, por força deste maldito instinto de sobrevivência, de puro terror. O ser que vive vive na eterna expectativa de um qualquer mal exterior lhe surgir do vácuo para lhe cortar a cabeça. Conhece o senhor situação mais ridícula? Se sim, não ma conte. Não tenho qualquer vontade de aniquilar o meu sistema… (Sim, por favor, um pouco de água). Quer então que lhe fale dos meus pais… Da mãe em particular… Bom… Era uma pessoa famosa, por isso faço por não falar muito dela. Vem na Bíblia, inclusive, o livro mais lido do Mundo, sabia? Quem é? Pois não se está mesmo a ver? A Virgem? Que disparate, senhor Freud! Eva? Não, também não, era demasiado púdica para fazer de Eva. O senhor tem ideias brilhantes sobre a sua mãe, mas já vi que não percebe nada das mães dos outros. Não. A minha mãe, senhor Freud, era a serpente. Não podia ser outra aliás. Na verdade é louca. Teve um pesadelo depois de ver a Branca de Neve e não pára de dar maçãs às pessoas. Foi por isso que a Humanidade se perdeu. Quer um culpado? Deixe o Diabo em Paz! Que tem ele com isso? Culpe, pelo interminável sofrimento do Mundo, esse feiticeiro pérfido que foi Walt Disney e os abomináveis Grimm que engendraram o conto do terror popular. Só uma mente sórdida a um grau infinito poderia conceber uma bruxa que é uma feia velha com verrugas, capaz, por simples vaidade e inveja, de matar uma criança através de um gesto de amor: oferecer-lhe um fruto… Foi assim, senhor Freud, que eu vi a Branca de Neve: através daquela oferta singular, representativa do afecto que uma geração mais velha nutre pela outra mais nova, representativa do amor de um avô por um neto, representativa, enfim, da oferta que perpetua o sangue de uma família ou de um grupo particular, Walt Dinsey, e os Grimm antes dele e a tradição germânica de contextos negros, destruiram um símbolo: o símbolo da felicidade possível, da simplicidade das coisas, da placidez perfeita do Universo por meio da honestidade básica das relações humanas. A maçã da bruxa má veio dizer que não era uma maçã mas um coração humano que fôra fechado num frasco e que azedara por ter estado lá dentro, sem respirar o ar da natureza. Nesse dia eu percebi que há uma sombra por detrás de cada coisa, que se chama maldade. E essa coisa é a projecção de um coração que foi deliberadamente (por loucura, por simples loucura) deixado a azedar dentro de um frasco. Foi nesse dia que a minha inocência se perdeu.
Sim, claro, a minha mãe… Se a vi nua? Não sei dizer-lhe… Lembro-me de lhe ter visto o corpo nu por de dentro da pele, isto é, eu vi-lhe aquele interior de ossos e artérias e de nervos a que os espiritualistas gostam de chamar de alma. Talvez seja por ela ter enlouquecido, mas nesse corpo por debaixo das roupas por debaixo da pele, só consegui ver ódio e dôr. Soube assim que a minha mãe era uma serpente em cujo interior vivia outra serpente que a roía com tanta voracidade que a cada ano encolhia mais um pouco. Eu sei assim que ela um dia vai simplesmente desaparecer, como um gaz que se evapore pela atmosfera…
Enfim, era o que lhe dizia… Sou um menino difícil e, como é natural, por consequência disso, os meus pais estão tristes. A rigor, eu não conheço, mas amo muito os meus pais. O amor é algo de espontâneo, instintivo e incontrolável. É uma manifestação empírica do corpo que não pede comprovações para além da manifestação evidente e involuntária de si mesmo. O conhecimento, pelo contrário, pede já que se afira e que se prove e tal objectividade é manifestamente impossível seja para quem fôr. Nem tampouco os objectos podem ser reclamados como entidades sobre as quais se produziu um juízo objecitvo. O senhor também o sabe, senhor Freud, que sem os delírios que oferece o seu cachimbo o mundo não tem outras medições que não a do seu observador. Em delírio, claro está, já o caso muda de figura: um delírio tem regras muito próprias e não precisa de um observador para se manifestar. Porque ele é em simultâneo o olho que vê e a coisa observada, o dentro e o fora, o aqui e o ali, o depois e o antes, o nunca e o já. O delírio é o cruzamento irresponsável (e por isso feliz) de todas as dimensões e é no seu absurdo injustificável que reside a sua lógica perfeita e inabalável. É por causa do seu delírio, senhor Freud, que o senhor é tão incisivo nas suas apreciações. O seu valor não está portanto no que diz mas na sua capacidade de suportar o delírio. Porque o único problema do delírio é a dificuldade que há em suportá-lo. Imagine, por exemplo, que aquele que delira perde definitivamente o contacto com a realidade… Imagine, por hipótese absurda, que não deixava de falar da sua mãe… Não iria o doente pensar que era na realidade o médico quem estava a precisar do fútil e inconsequente tratamento da Psicanálise? (Sim, serei breve e regressarei depressa ao tema dos meus pais. Uma última abstracção antes disso, não obstante):
Que acontecimento trágico marcou a sua infância para que se tornasse dependente de ópio e cocaína e vivesse assombrado pelo complexo de Édipo? E se Édipo é para si tão importante, o anti-herói trágico por excelência, como explica que a sua cegueira seja simplesmente metafísica? (Dou-lhe a liberdade de me responder a isto mais tarde…)
Continuemos então. Expliquei-lhe já que tenho uma mãe e um pai. O fenómeno é, à primeira vista normal, comum a qualquer um dos mortais, não fosse dar-se este caso:
A minha mãe têm existência apenas na sua vida artística, no palco das suas manifestações e não na realidade palpável da minha vida quotidiana. Isto é: ela surge na Bíblia e no filme de terror de Walt Disney, como já lhe contei, e, para além disso, no meu album de fotografias. Lá, aparece com uma expressão teatral de alegria e amor. A expressão é tão perfeitamente teatral que se torna falsa demais, até para o teatro. É deveras impressionante e admirável, senhor Freud, o seu rigor artístico. É por isso que ela é, inegavelmente, uma grande estrela. Aliás, a maior de que me lembro. Conhece outra maior? (Não. Aqui não tenho mais tabaco. Experimente aí desse lado, dentro da escrivaninha. Eu já me levanto para ir buscar mais ao quarto).
O meu pai… É um sujeito com uma altura razoável, acima da média, eu diria… Quase nórdico. Quase, porque nasceu cá e não lá. Se lá tivesse nascido, sê-lo-ia, creio eu, inteiramente. Ele é importante porque paga as contas. Foi assim que eu distingui o seu afecto: o dinheiro é uma manifestação de afecto na nossa sociedade. Creio bem que a única manifestação possível. Gostar muito de alguém reflecte-se então por se lhe oferecer muito dinheiro e o contrário disto também se comprova na proporção inversa: detetestar alguém é levar essa pessoa à miséria. É curioso, todavia, constatar que se eu roubo muito dinheiro a alguém estou a fazer dessa pessoa um miserável, mas se lhe dou muito não consigo, jamais, enriquecê-la o suficiente. Este é o grande paradoxo da matemática do afecto. Esta é, também, mais uma consequência clara do síndroma da Branca de Neve e da Loucura da minha mãe. Demasiadas pessoas comeram a maçã e ficaram com a alma envenenada…
O meu pai tem então assegurada, por via financeira, a sua importância extrema na minha sensibilidade poética de filho pródigo por vontade alheia. Assim sendo, não faz diferença que não surja, por uma única vez, no album de fotografias. Não é que ele não esteja lá, senhor Freud. Por via do seu afecto económico, ele está presente no meu coração e nas minhas recordações e, consequentemente, no meu album fotográfico. Limita-se, porém, a passar discreta, invisivelmente pelo album, como um vampiro passa diante de um espelho.
Como lhe disse, não conheço, mas amo os meus pais. Eles, pelo contrário, conhecem-me mas não me amam. E é nesta combinação de opostos que jaz todo o equilíbrio da nossa relação perfeita. Eu sou o eixo por onde eles se balançam no seu jogo de forças, no seu confronto de verdades escondidas e de amarguras por raspar de um Passado distante e inútil. O meu pai é a Estátua da Dignidade, a Perene Efeméride da Boa Aparência. A minha mãe é o Desejo de Nero personificado, a imagem da Hierarquia Superior com a sua horda de escravos, a inspiração da lira do artista mortal sem a boa sorte do talento. Ele projectou a aparência e deu-lhe uma impressão de verdade. Ela queimou essa cidade exterior para lhe investigar arqueologicamente os destroços. Ambos se dizem amantes da arte. E no entanto, senhor Freud, uniram-se para criar um monstro. Sim. Sou eu. Eu, o adulto de rosto imberbe que é uma criança por detrás do rosto e corre aflito pela estrada dos sonhos a gritar pelo brinquedo de Ser que deixou esquecido num desejo antigo. Eu, que me reinvento na sua Psicanálise. Eu que o reinvento para gostar de mim. (Dê-me um instante, já venho).

(…)

O seu tabaco. Bom, a conclusão é esta:
A minha infância, senhor Freud, é filha da Psicanálise.
A minha adolescência é enteada da Psiquiatria. (Alguns psicólogos também fizeram questão de vir visitar-me. Ou foi o contrário? Agora, confesso, não tenho bem a certeza… Adiante.)
A minha maturidade é orfã.
EU SOU UM ADULTO APARENTADO. Quer isto dizer no meu neologismo semântico, sem progenitores. Está a ver a razão da minha dôr?
Há já alguns dias que venho sonhando com lobos. Eu visto um capuchinho vermelho e passeio no bosque das minhas invenções quando ouço uma voz de fauve que me chama. «Quem é? Quem está aí? Que queres?» Pergunto aterrado. Mas o vento traz-me um uivo colossal. E neste momento eu abro os olhos. Que quer isto dizer? Que quer isto dizer?! Não diga nada, pois já achei eu mesmo a resposta do sonho. O sonho quer apenas mostrar-me que eu ainda consigo abrir os olhos quando, na verdade, o Universo exige que os meus olhos se fechem. Está a ver este alfinete-d’ama? Encontrei-o outro dia entre as páginas finais da tragédia do Édipo. Foi com isto que ele viu a verdade e com isto verei eu a minha. Porque a cegueira, senhor Freud, não está no que não se vê, mas, precisamente, naquilo que os olhos vêm e não podem ou não querem compreender. Todas as vistas são uma nuvem que esconde a essência das visões. A verdadeira face do vento que me uiva durante o terror dos sonhos só pode aparecer-me quando eu não puder mais abrir os olhos e eles se acharem completamente fechados. A noite aproxima-se. Tenho algum medo. Não do que me espera mas do que não estou à espera de esperar: da desilusão de um imprevisto. O que está por detrás do lobo? O sono, o sonho, o bosque, o uivo, o vento, o lobo, a névoa… eu.
Como é isto senhor Freud? É possível que o meu espelho seja a única originalidade da Psicanálise?
Que frustração! Isto é afinal um meio como qualquer outro de matar o tédio! O senhor não é um homem excêntrico e singular, nem tampouco um investigador, um cientista, um médico, um intelectual, mas, tão só, um pobre velho mortalmente aborrecido! Que consternação! E esses subterfúgios da paternidade, são o quê afinal? Um banal tema de conversa? Um quid pro quo das genealogias da espécie? Pura quadrilhice? Não tinha um tema mais interessante para chegar ao tutâno da alma, isto é, a si próprio?! Ora francamente! Que vergonha!
Vejo que se mantém a olhar-me com o seu ar intelectualmente superior, como um médico seguro olha um louco. E é talvez nisso que reside toda a sua sabedoria: nessa segurança arrogante e suprema que só um bom delírio pode conseguir. De facto, senhor Freud, vejo (sem o ver fisicamente, o que é melhor) que tem toda a razão. O delírio é a lógica elementar do Universo e a mais íntima e sólida razão que há no corpo. A paternidade é uma questão trivial sobre a evolução a partir da génese cuja importância reside em abrir portas à regressão à genese permitindo assim que se fale de tudo. Eu sou o Sistema Solar e Lunar e Terrestre e Infinitesimal de mim mesmo multiplicado num sem fim de consciências, que se justifica pela simples circunstância de ser; isto é, filosoficamente falando, de se aperceber de qualquer coisa a partir de si mesmo (que não tem forçosamente de ser a afirmação de que é). E é a manifestação de tudo isto que forma um momento perfeito. Efectivamente, senhor Freud, o senhor é um sábio… Mais ópio?

(Lisboa, 12/12/99)
Sem Som: De Câmara
Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Under the White Light
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:53
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo
Terça-feira, 15 de Julho de 2008

Remeber Churchill - O Gume Redescobre-se

"I know History wil be kind to me, because I intend to write it".

 

Winston Churchill, advogando pelo Gume e falando em nome gúmeo, naturalmente...

Sem Som: De pompa, por favor (com dois dedos de circunstância...)
Sinto-me, Sento-me, Ressinto-me...: Tão Grande!!!!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:38
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo
Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

O Gume No Consultório...

- Sr. Dr. Freudo, tenho andado em baixo de auto-estima. Tenho-me sentido pequenino. Sei que muita gente não gosta de mim...
- Ora, Gume, deixe-se disso! Quem não o aprecia não tem ponta de bom gosto!
- Acha, Dr.? Ninguém me lê!
- Se eu acho?! Não tenho dúvidas! Quem não o lê é burro! Quem não o lê é analfabeto! Quem não o lê é parvo!
- Nesse caso, Dr., talvez seja melhor deixar de escrever em português... Acabou de falar de quase 10.000.000 de pessoas!
- Não é má ideia... Não é nada má ideia... Em inglês... É isso! Internacionalize-se! Mas, ainda assim, uma coisa, caro Gume... Eu vou mais longe! Eu hoje estou em brasa! Eu vou mais longe! Isto é um sintoma psicanaliticamente claro de uma nação inteira! Quem não o lê, caro Gume, quem não gosta de si... não pode ter amor-próprio!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 16:05
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo
Terça-feira, 17 de Junho de 2008

I - Diagnóstico: Síndroma de Narciso. Cura: Um Espelho...

- Sabe Dr, muitas vezes, se como, não é porque tenho fome, mas porque lembro a necessidade de comer.
- Mas o Gume anda deprimido, é isso?
- Não sei bem, Dr., é mais uma impressão do que a depressão propriamente dita. Tenho uma impressão de completude, acho que é isso, o que me livra da vontade de comer.
- De completude?
- Bom Dr, é como se fosse perfeito, entende, e não precisasse por isso de mais nada...
- Perfeito?
- Sim, claro! Sinto-me em pleno! Áureo, maravilhoso, insubstituível! Com uma impressão assim, um Gume equilibrado não pode correr o risco de se alimentar superfluamente, percebe? O próprio organismo se manifesta dando conta da satisfação que adquire em si mesmo, e parece apenas pedir o que comer, no mesmo ponto em que, já além da reserva, um carro lhe pede a gasolina. O Sr. Dr. está a compreender?
- Quase perfeitamente, caro Gume, quase perfeitamente...
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 08:42
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo
Quinta-feira, 16 de Agosto de 2007

Love Me Tender!

Elvis - Há 30 anos que descansa... em paz?
 
Love Me Tender, babes!
 
Venha daí essa adoração!
Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 14:20
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo
Quinta-feira, 12 de Julho de 2007

Epitáfio ou o Aforismo Da Rebelião Eterna:


Nenhum caixão contém a minha sorte. Escrevo agora, escreverei na morte.

(Lisboa, 17/09/01)

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 15:10
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo
Sábado, 18 de Novembro de 2006

Intempéries de um Ego Amordaçado...





Será mago?
Será musgo?,
Saramugo do riacho?
Se queres saber o que acho,
É que este nobre senhor,
Sendo tudo o que lhe imputam,
É mais pluma de penacho,
Crista de galos que lutam,
Mas pouco tem de valor...
Pois se eu escrever. Esta frase!
Brincando co'a, pontuação?
Também, consigo, quem sabe;
pelo menos: nomeação -
Para ser rei da Vaidade,
O Mestre da Frustração,
Kublai-Kan e Kimosabe,
Dalai-Lama, Capitão,
Senhor das Sete Cidades
Na minh'imaginação.
E talvez até consiga
(Que se grave no papel!)
Vencer sem grande fadiga
O fraudulento Nó-Bel'!

(...)

(Tanto rancor, tanta briga!
Tens tanta inveja, Miguel!)

Que Farei Com Estes Gumes?:
Golpe por Miguel João Ferreira às 11:41
Hipertensões | Estocadas | Os Golpes Que Eu Amo

O Leão Sem Juba

Sopa de Facas, Chafurdar na Lama

 

Agosto 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
31

Gumoctopus

Últimos Golpes

Vá Lá Um Tipo Entender...

Manifesto Moderadamente E...

Sim, Dr. Freudo, Essa Inv...

Poética da Humildade - (G...

Perdoe-me Dr. Freudo...

Meu Prezado Egocentrismo!

Technodosed...

O Dr. Freudo Considera Re...

Gumautopsiquiatrias

Jukebox: Zeca Homenageia ...

Clarividência

Gumidiotices - Parte 2 - ...

Gumidiotices - Parte 1 - ...

Viralentorpecimento

Ler-me?

O Gume Lança O Repto Às F...

G(um)ossip - Falem, Falem...

O Muito Pode Ser Menos - ...

Segundo Gume, Manias, Que...

Misere Me, Parte 2

Charles Dogson, aka Lewis...

Cria com Moderaçao...

Hemisfério Esquerdo - Ou ...

A Confissão do Desejo

No Divã de Sigmund Freud ...

Remeber Churchill - O Gum...

O Gume No Consultório...

I - Diagnóstico: Síndroma...

Love Me Tender!

Epitáfio ou o Aforismo Da...

Intempéries de um Ego Amo...

O Gume E O Tempo

Agosto 2012

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Novembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Que Farei Com Estes Gumes?

todas as tags

blogs SAPO

Roubar as Facas

Em destaque no SAPO Blogs
pub